Horas  9 horas 7 minutos

Coordenadas 2591

Uploaded 18 de Outubro de 2016

Recorded Outubro 2016

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  • Information

     
  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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1.296 m
508 m
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5,7
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22,82 km

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próximo a Agarez, Vila Real (Portugal)

Parque Natural do Alvão - Aldeia Quintelas ao Planalto do Vaqueiro em circular

Este trilho não é sinalizado, considero-o um grau de dificuldade moderada. O trilho “Parque Natural do Alvão - Aldeia Quintelas ao Planalto do Vaqueiro em circular” tem passagem pelas cinco aldeias serranas mais a (Sul) do P.N. do Alvão. O percurso é realizado por caminhos rurais empedrados, estrada alcatroada, Estradões florestais, carreiros dos pastores e por caminhos de pé posto.
O trilho tem início na aldeia rural de Quintelas, aqui preparamos o percurso e os acertos de pontos de interesse da rota. O tempo está cinzento e promete aguaceiros, típico desta linda estação de Outono mas estamos preparados para esses aguaceiros, pé a caminho, direcção a (Este) pelo caminho empedrado de pedras grandes, já roçadas pelas antigas carroças de bois que desciam e subiam dos campos da agricultura local, hoje está quase tudo abandonado, as tradicionais habitações o que registe é o “esqueleto de granito” de resto o tempo consumiu. Descemos o vale até passagem pela ponte sobre a Ribeira de Arnal, o caudal vai calmo por agora, seguimos o caminho por mais uns 220 metros, aí viramos à nossa esquerda e começamos a subida pela encosta bem acentuada dos 500m para os 600m de altura, por um trilho de pastores que vai até a próxima aldeia de Agarez, este troço é realizado por um denso pinhal que felizmente não ardeu nestes últimos anos, está escorregadio e o húmido do musgo das pedras dificulta a aderência das botas sobre elas, esta subida deu para aquecer o corpo. Chegamos à estrada, andamos uns 70 metros e viramos à direita por um caminho de terra até chegar à aldeia, aqui, por caminho em paralelo até chegar estrada à estrada que percorremos uns 680m e entramos à esquerda por outro trilho de pastores que há muito não devem lá passar, pois as giestas e os fetos estão bem altas, dão-nos um banho de gotas das recentes chuvas pela nossa passagem. Aconselho a entrar mais acima pela PR “Percurso pedestre Agarez - Arnal – Agarez”, pois aqui o trilho é por caminho de pedra que vai até aos antigos moinhos de Galegos da Serra.
Neste local devíamos avistar o Vale profundo da Ribeira de Arnal, pois a densa neblina esconde o vale, só avistamos por vezes o Cimo da Costa da Serra. Ao chegarmos à ponte de Galegos da Serra que atravessa a Ribeira de Arnal, deixamos a PR que seguíamos, e seguimos a margem esquerda da Ribeira de Arnal até à cascata, parámos e toca a fotografar a cascata para seguirmos o trilho que aqui conta já com 4km, continuamos em ascensão até aos 1295m altura. Ao deixar a cascata segue pela estrada uns 300m, e viramos à esquerda por acesso aos campos agrícolas, travessamos a Ribeira de Arnal ao saltar sobre as pedras, continuamos a seguir o caminho em direcção à Serra por trilhos dos pastores, por meio das grandes rochas de graníticas contorna-mos as grandes e subimos as pequenas a pé posto até chegar ao Refúgio Grupo Montanhismo de Vila Real.
No refúgio paramos para descansar e reforçar o estômago, e contemplar a paisagem de Montanha deste Alvão, repostas as energias, Retornamos à caminhada em si, em direcção à Aldeia de Arnal que se encontra a poucos metros, estes feitos pela estrada. A capela de Arnal e um espigueiro ficam logo à entrada, atravessamos a aldeia. O dia está outonal as pessoas estão dentro das suas casas, pois cheira a fumo das lareiras que aconchegam o lar. As casas rurais da serra, são em pedra de granito e lousa no telhado com bastante inclinação, que as varandas estão metidas dentro e baixas devido aos rigorosos invernos que se faz sentir nesta serra do Alvão. No largo da fonte de água está o Núcleo Rural de Arnal, que abastecemos o cantil, pouco se enche as reservas ainda estão cheias, o tempo fresco com períodos de chuvas faz que não se tenha tanta sensação de sede. Seguimos a caminhada pelo trilho de pé posto pelas rochas estranhas formas esféricas junto á Ribeira de Arnal, designado por “ (Caos granítico) Na zona de Agarez-Arnal o granito é biotítico, pós-tectónico. Ali observa-se o chamado "granito em bolas", um granito de formas grosseiras que dá origem a uma paisagem agreste e caótica (caos granítico). Sob o aspeto morfológico existem contrastes de relevo acentuado, em contraponto com zonas aplanadas (zona da barragem cimeira). Do relevo existente convém assinalar o imponente morro que domina a aldeia de Arnal (catedral granítica).” Fonte: ICNF.
Cada vez que caminhávamos, mais alto estávamos, a paisagem torna-se cada vez mais impressionante, afagantes da subida pela rochas e trilhos de cascalho solto, fica penoso a cada passada, vamos parando para olhar para trás e para o fundo do Vale, a pequena aldeia de Arnal e seus campos de cultivo. A caminhada na montanha suaviza um pouco num curto planalto, bom para relaxar as pernas, foi 2km a subir desde da aldeia que esta a cerca de 900m de altura, para os 1180m deste planalto. Daqui temos uma visão brutal para a cidade de Vila Real a (SE), Barragem da Cimeira a (E), Escola Ecológica do Arnal a (O), O Magnifico Planalto do Vaqueiro a (N), este está com as cores de Outono, amarelos, castanhos, vermelhados e para finalizar o panorama, o céu está cinza com as suas nuvens negras. Os pequenos Vales com nevoeiro que nos esconde enquanto caminhamos pelo planalto por vezes é tão denso que ao respirar sentimos-lhe o cheiro, aqui o trilho é feito até ao cume do planalto do Vaqueiro em azimute, pois não existe um caminho no terreno, é tudo de estojos baixos que percorremos, é um pouco desconfortável para quem não venha preparado para este tipo de terreno, os calções não são aconselháveis, as nossas calças pingam sobre as botas do orvalho e das chuvas acumuladas nas suas folhas.
Parámos para almoçar junto a um pinhal, pois são bem horas de comer uma boa refeição quente, pousamos as mochilas, abro a minha mochila tiro o campingaz e o kit de refeição e panela ao lume para cozer a massa vegetais. Ao fim do almoço nada como um café para arrebitar para a 2ª parte do trilho, pois estamos exactamente a meio do percurso total, o frio começa a fazer sentir e rapidamente zarpamos em direcção ao Parque Eólico, durante a caminhada a chuva veio com força e toca a colocar a protecção para chuva. O tempo já prometia esta molha, o nevoeiro intensificou-se, caminhamos acelerados pois aqui o caminho é em terra batida e compensamos bem o tempo que demoramos na subida, sempre por caminhos bastante progressivos chegamos a uma cancela de madeira, trespassamos e descemos até um antigo caminho que nos liga até à aldeia de Galegos da Serra, a chuva pouco abrandou e o caminho é de pedras com bastante musgo que escorregamos várias vezes o que nos apoia é o bastão, é uma boa terceira perna, percorridos uns 800 metros paramos junto ao ribeiro e preparamos um café para aquecer e nos alimentar com umas barras energéticas.
O Caminho até à aldeia de Galegos da Serra, foi simplesmente debaixo de chuva, as paisagens escondidas no nevoeiro, pouco ou nada se vê após uns metros à frente de nós, desta aldeia até a próxima aldeia de Sirarelhos é feito por estrada que nos ajudou bastante devido á chuvas, passamos esta aldeia rapidamente não temos nada a ver se não a chuva. daqui até ao nosso ponto inicial é uns 800 metros em azimute, mas tornou-se um pouco duradouro estes últimos metros o caminho é terra e cascalho que atrasa-nos um pouco, mas lá conseguimos chegar à aldeia de Quintelas. Aqui o nosso carro nos espera para nos levar até casa.
Fica para uma próxima bem mais agradável pelas cores da Primavera.
PN Alvão - Quintelas 16 de Outubro de 2016
Muito obrigada companheiro,
Maurício Lopes.

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Aldeia Serrana - Galegos da Serra

1 comment

  • Foto de Ricardo Teles

    Ricardo Teles 30/jan/2018

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    Trilha com paisagem maravilhosas, as passagens de corta mato fazem com que seja um bocado dura, mas vale a pena.
    Aconselho vivamente!

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