Horas  50 minutos

Coordenadas 1471

Uploaded 30 de Junho de 2018

Recorded Janeiro 2010

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  • Information

     
  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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8,43 km

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próximo a Batalha, Leiria (Portugal)

A Batalha é a minha terra por opção. Aprendi a amar esta Terra como se cá houvera nascido. Não é só o Mosteiro. São as paisagens, é a localização, é a qualidade de vida, esta mistura da urbanidade com a ruralidade,... não sei, há muita coisa que me agrada aqui. As pessoas, de que inicialmente não gostava, passaram a ser-me familiares e acabei por esquecer a cuscovelhice própria de uma vila pequena para me afeiçoar a um "modus vivendi" Alto-Estremenho. Gosto especialmente do local onde vivo: o Carvalho do Outeiro. É um pequeno outeiro quase no centro da Vila. Apesar de passar uma variante da N-356 juntinho à minha casa, ainda se ouvem os melros chilrear pela manhã.
Daqui saímos quase diariamente para a nossa voltinha de manutenção. Um dos percursos que fazemos é este. É um percurso maravilhoso pelas paisagens de que se disfruta.
Saímos do Carvalho do Outeiro, local em que a tradição coloca o aparecimento e sumiço das formigas da lenda, que invadiram os celeiros dos monges e colocaram a Batalha à míngua de cereais; entramos na variante da N-356, passando por detrás do quartel dos Bombeiros Voluntários; depois da rotunda das Cancelas, passamos sobre o Lena pela ponte que substituiu a outra antiga e bonita, cujos varandins de calcário são iguais aos da grilhagem do Mosteiro, que agora só serve a peões; seguimos junto à rede do viveiro numa estrada ladeada de Loendros que dão a esta entrada na Vila um encanto extraordinário (fora primavera e mostrar-vos-ia esta beleza. Fica para a próxima); na rotunda, que tem uma magnólia no centro , que vimos crescer, e está sempre muito bem cuidada, cortamos para a Freiria e continuamos apreciando as magnólias, os áceres, os plátanos, as tílias,... e muitas outras árvores que ainda existem no espaço do viveiro (diga-se que, anos atrás, aquele espaço era um luxo e que agora está muito descuidado e parece quase ao abandono). Junto à EB2,3 Mouzinho de Albuquerque. cortamos em direção ao Casal Novo. A subida é íngreme mas a paisagem que se vai disfrutando compensa o esforço. Já perto do Casal Novo, olhamos à direita e vemos o val do Lena estender-se até à Ribeira de Baixo. Ao fundo a Serra da Pevide, O Picoto, junto do Serro Ventoso, a serra Galega e o Alqueidão com o seu moinho de vento e, por trás o monte do Sol. Ladeamos Casal Novo pela direita. Já se vê, com os gigantes eólicos, Chão de Falcão. Em primeiro plano outeiro dos Golfeiros e da Cela; um pouco para a esquerda e em fundo, a serra da Andorinha e a Barrosinha.
Na descida para o Casal do Rei temos, à nossa esquerda, a encosta cultivada do Casal do Alho e, em frente, vê-se a Maúnça.
Atravessamos o Casal do Rei e seguimos pelo antigo carreteiro que seguia para as Garruchas. algumas casas abandonadas caem em ruínas. Alguns Carvalhos antigos atapetam o chão com as suas folhas.
Descemos ao antigo lavadoiro do Casal de Santa Joana. Jaz em ruínas. Subimos a encosta íngreme por um carreiro um pouco enlameado que nos leva até ao alto à estrada de S. Cristóvão. Seguimos na direção à Rebolaria. Ainda tentamos a estrada da Raçoeira mas encontramo-la sem saída. Voltamos à estrada de S. Cristóvão para depois apanharmos a Rua da Pavela e seguir em direção à Cabeça do Alho. Muita gente tem escolhido este lugar para construir as suas moradias porque a paisaigem é de sonho. Até ao mar e até às serras que compõem o parque D'Aire e Candeeiros tudo se vê.
Descemos para os Forneiros. Nas casas antigas dois ou três idosos mas vão nascendo novas casas. Seguimos pela rua Mestre Marques, o tio Cantelas que deu alma ao Rancho Rosas do Lena. Ainda o estou a ver com a cana marcando o compasso das cantigas do rancho e a cantar, quando a minha filha passava, «a mãe chamou a Ana..."
Descemos pelo carreiro da Ribeira da Calva. Tão desuidada esta ribeira...
Passamos pelas escolas e seguimos reta abaixo até ao jardim dos Infantes. É um belo espaço ainda que eu ache que o dinheiro poderia ter sido aplicado noutras mais prementes necessidades porque na Batalha já existiam espaços verdes ajardinados suficientes. Dizem-me que não porque eram fundos europeus que perderíamos. Pronto aproveitemo-los que o espaço está bonito e muito agradável.
Já se vê o Coruchéu e os pináculos do Mosteiro por cima das casas do bairro. Mais à frente o pelourinho, réplica do antigo que se não sabe onde pára, depois a bela rotunda do centro da Vila e a igreja matriz.
Subimos para o Carvalho do Outeiro. A Casa que foi do Dr. Gens, onde já funcionou a Escola Preparatória, a Câmara Municipal e a escola Profissional de artes e Ofícios, encontra-se em fase de reabilitação. O que vai ser ainda não sei nem sei se alguém sabe. Talvez...
O Carvalho do Outeiro é o Sítio das Formigas. Quereis saber porquê?... vinde até cá e lede o que escrito sse encontra, em placa de aço, sobre a lenda que ainda hoje obriga a tradição de se lançar merendeirinhas bentasdaquele local sobre o povo que as apanha. Dizem que quem as leva consegue controlar as traças nos roupeiros e despensas.
Hoje apenas reservada a trânsito de peões, tem um varandim feito com grilhagem igual à do Mosteiro de Santa Maria da Vitória.
Umaa bonita rotunda À saída da Vila
A Rebolaria na encosta apresenta a sua capela azul celeste sobre um casario que, outrora era todo de uma alvura imaculada. Hoje já destoa.
esta mescla de urbano com rural são outro dos encantos da Vila
Na descida do Casal Novo para o Casal do Rei pela rua da direita, tem uma vista extraordinária de todo o conjunto Candeeiros-Aire. Vê-se a Serra da Pevide, o Serro Ventoso, A serra da Fórnea, as Penas do Livramento, a Serra Galega, o Monte do Sol, O Chão de Falcão, a serra da Andorinha, a Barrosinha e a Maúnça. Não mostro aqui este panorama porque as fotos ficaram desfocadas por terem sido tiradas a andar. Perdoem-me mas o tempo era curto.
Antigas estufas que ficaram sem cobertura por causa do mau tempo
A Cabeça do Alho situa-se acima do Casal do Alho. Muitas casas se têm ali contruído devido à paisagem que dali se disfruta.
Aqui existe um canto para cada um dos Infantes da Ínclita Geração. Ainda que não concorde com a construção de mais este jardim na Vila por haver muito onde seria mais necessário investir o dinheiro público, reconheço que este é um belo espaço, feito com gosto e onde foram aplicados fundos europeus que seria necessário aproveitar. Quando são aproveitados para proporcionar bem estar eu... calo-me!
Foi criado um espelho d'água nesta zona pela construção do açude e afundamento do leito do rio. É pena que este seja estreito e não se alongue até para lá das Cancelas, talvez até ao açude das Brancas. Com vários desníveis poder-se-ia controlar melhor a quantidade de água que escasseia no verão e, bem projetado, poder-se-ia mesmo oxigenar as águas para que não enquinassem, como aconteceu no verão passado.
Perdoem a qualidade da foto

2 comentários

  • Foto de mormo-TodoToxo

    mormo-TodoToxo 7/ago/2018

    I have followed this trail  verificado  View more

    Gracias por la ruta.

  • Foto de j.jesus

    j.jesus 7/ago/2018

    Bem hajas mormo.

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