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Distância

25,58 km

Desnível positivo

1.317 m

Dificuldade técnica

Fácil

Desnível negativo

863 m

Elevação máx

383 m

Trailrank

50

Elevação min

13 m

Tipo de trilha

Mão Única

Hora

6 horas 37 minutos

Coordenadas

1339

Enviada em

14 de setembro de 2021

Registrada em

setembro 2021
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383 m
13 m
25,58 km

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perto de Turano, Rio de Janeiro (Brazil)

Fomos de Uber até a Praça Vereador Rocha Leão na Rua Santa Clara. Iniciamos pela escadaria Santa Clara e em seguida emendamos em outra escadaria até a rua Euclides da Rocha. Onde procuramos travar conversa com os locais e informar o que pretendíamos fazer. Essa última escadaria com portão nas duas pontas é privada, como vi aberta e alguém subir fui seguindo. Em caso de confusão os moradores se protegem trancando os portões. Ao descer fui pela escadaria pública.
Percebemos que os habitantes do local possuem um excelente condicionamento físico pelas inúmeras escadarias que diariamente vencem. Na Rua Euclides da Cunha ao lado de uma birosca encaramos a última escadaria pela comunidade.
Na volta uma moradora que encontramos na birosca nos chama para conhecer a bela vista da sua casa. Agradeço muito sem graça pela receptividade dizendo que estava muito suja e suada. A visita ficaria para uma próxima vez.
A trilha começa por intervenções de contenção recente (de 2000 e alguma coisa para cá). E segue por obras realizadas em 1967. São escadarias com degraus irregulares: curtos, longos, estreitos, largos, planos e inclinados. Algumas vezes expostos. Há trechos com lajes escorregadias que alguém fixou um fio para auxiliar na subida. Interessante é levar a sua cordinha de 20 metros para colocá-la em dupla e substituir o uso do fio.
Antes de subirmos pelo primeiro lance de laje a vista é supreendentemente linda! Maravilhosa! Olhando para trás o Cristo Redentor de braços abertos emoldura a silhueta dos meus amigos. Daí em diante são muitos clicks panorâmicos.
Atenção há um trecho em que a trilha segue pela contenção. Há um fio pendurado. É um pouco alto e exige perícia para subir.
Na crista há uma matinha que tenta sobreviver a ação de incêndios. Ela faz toda diferença na temperatura comparado a subida embaixo do sol sem sombra. Parece até que estamos entrando num recinto com ar condicionado.
O Mirante dos Urubus faz jus ao nome havia pelo menos uns vinte e poucos pousados nessa bela laje. O cume está dentro da mata. Continuando pela trilha chegamos há outra laje. Essa com grande espaço. Podemos ver o Parque da Catacumba e a estonteante beleza da cidade num clássico domingo de sol. Mais uma coisa boa estávamos sozinhos na trilha. O pico era só nosso.
De volta a Rua Euclides da Rocha encontramos algumas pessoas que estavam por ali na ida e mais duas motos com rapazes armados de fuzis.

“GEO RIO
O começo de tudo foi difícil.
— A cidade estava em pânico. Tínhamos cinco engenheiros, e eu fiquei com a tarefa de organizar o instituto para dar solução aos problemas — lembra o engenheiro Ronald Young, de 75 anos, que, aos 28, foi nomeado o primeiro diretor do instituto. — Mas não havia recursos nem gente. Em 1967, um acidente muito maior em Laranjeiras, com mais de cem mortos, resultou numa ação mais vigorosa, com mais investimento. Compramos até um helicóptero.
O desastre citado ocorreu em fevereiro de 1967. Foi provocado por uma pedra que rolou e destruiu uma casa e, em seguida, dois prédios nas ruas Belisário Távora e Cristóvão Barcelos, perto da General Glicério. Um dos mais de cem mortos foi o escritor Paulo Rodrigues, irmão de Nelson Rodrigues. O clamor popular aumentou, e a equipe do Instituto de Geotécnica passou a ter 30 engenheiros. Foi elaborado um programa de obras com grande aporte de recursos. À época, Negrão de Lima relatou que a campanha consumiu “quantias imensas, que dariam para construir mais de 20 viadutos ou dez túneis”.
A tecnologia disponível era usada em hidrelétricas e na proteção de barragens. Seu uso em áreas densamente povoadas, em larga escala e com obras simultâneas, era inédito até no exterior, dizem engenheiros da época. O acesso aos locais era tarefa tão complicada e cara quanto a obra em si. Em dois anos, foram concluídos cerca de 200 projetos em locais como o vale da Rua Santo Amaro, na Glória; Timóteo da Costa, no Leblon; Sacopã, na Lagoa; Djalma Ulrich, em Copacabana; e morros como o dos Cabritos e Chapéu Mangueira. Nos anos seguintes, outros locais receberam obras de contenção, como a serra do Engenho Novo, Estrada da Barra, Corcovado, Rocinha, Avenida Niemeyer, diversos locais de Santa Teresa e Urca.
Mas a intervenção mais marcante foi a do Morro do Cantagalo, na parte virada para a Lagoa. A construção de quatro grandes pilares representa o esforço para implantar novos métodos. Primeiro, o helicóptero recém-comprado ajudou a levantar informações técnicas sobre a encosta. Foi montada, depois, uma escadaria de madeira para atingir os 210 metros de altura da grande fenda que existia sob uma formação rochosa de 50 mil toneladas que ameaçava tombar sobre prédios e um boliche frequentado por jovens da época, no Corte do Cantagalo. Os operários — nenhum deles usava equipamento de segurança — subiram pela escada, mas o material de construção não podia ser levado por eles. Foi preciso, então, montar um teleférico.
Assim, os pilares de concreto armado puderam ser erguidos e afixados na pedra. Por motivos óbvios, não foram usados explosivos. O instrumento de perfuração era martelete com broca de diamante, usado em obras rodoviárias e barragens. Com elas, operários furavam a rocha e inseriam cabos (tirantes) de aço. Depois, faziam a injeção de cimento, que se espalhava internamente e secava. Os cabos, por fim, eram presos aos pilares e recebiam uma carga. Também foram feitas cortinas atirantadas em vários pontos da cidade, uma espécie de muro que bloqueia eventuais deslizamentos. O projeto demorou um ano e meio para ficar pronto. A cortina do Cantagalo aparenta desgaste, com vigas de metal bastante aparentes. Essa cortina serve para estabilizar a fenda aberta no morro e é profundamente ancorada na rocha com cabos ou tirantes de aço. A parte que apresenta algum desgaste é a de concreto. A Geo-Rio recebeu a foto enviada pelo “Globo a Mais”, analisou e informou que não há qualquer risco e que manutenções estão programadas.”
Interseção

Bifurcação: 10:44. 10:59. 11:02. 13:06.

Waypoint

Bloco de pedra - sombra fresca: 10:36 / 10:41.

Waypoint

Entrada na cerca: 9:17.

Waypoint

Escadaria pelo beco ao lado da birosca: 9:06. 14:35.

Waypoint

Escadaria privada: 9:02.

Waypoint

Escadaria pública: 14:39.

Waypoint

Escadaria pública: 14:41.

Waypoint

Escadaria Santa Clara: 8:56. 14:45.

Waypoint

Esquerda e atenção lance alto: 9:42.

Interseção

Esquerda: 9:26.

Waypoint

Fim das casas e início da trilha: 9:14. 14:25 / 14:28.

Waypoint

Fim das escadas: 10:29. 13:14.

Panorama

Mirante dos Urubus: 11:18. 12:47.

Panorama

Mirante e vias de escalada: 10:44 / 10:58. 13:09.

Panorama

Mirante: 9:30.

Pico

Morro dos Cabritos: 11:12. 12:54.

Panorama

Pedra da Maroca: 11:28 / 12:41.

Waypoint

Pedra do Índio: 14:18.

Waypoint

Placa e seguir a esquerda pelas contenções: 9:22.

Waypoint

Rua de cimento / escadaria com portão - Privada: 8:59.

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