Horas  4 horas 50 minutos

Coordenadas 1370

Uploaded 1 de Abril de 2020

Recorded Março 2020

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784 m
588 m
0
1,7
3,4
6,77 km

Visualizado 83 vezes, baixado 7 vezes

próximo a Morro do Pilar, Minas Gerais (Brazil)

ATENÇÃO: LEIA A DESCRIÇÃO.

Trilha de acesso à cachoeira do cânion do Funil, localizada no córrego Capão, em Morro do Pilar. 39% do percurso é feito em trilhas, o restante (61%) é feito pelo leito do córrego Capão, quase sempre dentro da água. Existem, ainda, alguns poços para atravessar e algumas quedas d'água para subir/descer. O percurso contempla também o acesso à cachoeira da bocaina do Sumidouro e também à do Salitreiro.

COMO CHEGAR:
Saindo da Serra do Cipó, siga em direção a Conceição do Mato Dentro pela rodovia MG-010. 27km após a entrada para a Cachoeira Véu da Noiva, entre à direita no trevo para Morro do Pilar. Siga por mais 10,8km pela MG-232 até chegar ao ponto inicial da trilha. A tronqueira que marca o início da trilha fica aproximadamente 2 metros abaixo do nível da pista e, também devido ao capim alto, é de difícil visualização.
Os veículos podem ficar estacionados no local, de preferência de frente à cancela, de forma que não ficam tão visíveis por quem passa pela rodovia.

A TRILHA:
A trilha começa em ligeiro declive por um trecho com muitos arbustos e pequenas árvores, atenção a alguns espécimes com espinhos. Embora seja de fácil navegação, a trilha está suja em diversos pontos, muito provavelmente devido ao pouco uso. Próximo a uma erosão a trilha fica um pouco confusa, no entanto o caminho segue mesmo à direita (de quem desce) dessa erosão. São 2km em declive até a chegada ao rio Preto, onde atravessamos e seguimos por uma trilha na mata.

Após o rio a trilha continua um pouco suja entre a mata. Quando o relevo se estabiliza, atente-se para o ponto onde é preciso sair da trilha principal e descer à direita, por uma trilha discreta. Mais abaixo, já próximo do rio, há uma cerca nova, que é preciso atravessar. Depois de 770 metros chega-se, novamente, ao leito do rio Preto, na confluência deste com o córrego Capão (que vem da esquerda). É um local bem interessante para banho, conhecido como "Vale das Borboletas".

O restante do percurso é feito pelo leito do córrego Capão e possui cerca de 4,4km de extensão até a cachoeira do Funil. Trata-se de uma caminhada dentro do córrego, na maior parte do tempo com água abaixo dos joelhos. É possível que, no período de estiagem, boa parte da caminhada seja sobre a parte seca do leito. Como fomos no fim do período chuvoso, raro eram os trechos que era possível caminhar fora d'água.

Logo no início do avanço pelo córrego Capão, quando saímos do Vale das Borboletas, é preciso nadar uma distância curta, já que as paredes não permitem a progressão. Após este trecho a caminhada é feita por dentro d'água, alternando muitos trechos rasos com alguns trechos pouco mais profundos, onde a água passa da cintura.

Após 1,9km de avanço pelo leito do córrego chega-se à bifurcação que leva ao fim da bocaina do Sumidouro, primeira cachoeira da rota. Daqui são mais 1,1km até a próxima confluência do córrego Capão, onde é preciso seguir pela direita. Neste ponto entramos em uma parte bem sombreada do cânion, com rochas especialmente escorregadias, que merecem atenção já que uma parte do deslocamento é feita fora d'água.

Da 2ª confluência são aproximadamente mais 800 metros até a chegada em um poço relativamente grande, que é preciso atravessar nadando. Recomenda-se que a subida seja feita pela própria queda d'água, tendo em vista que as rochas que margeiam o poço são muito escorregadias. Outra recomendação é, devido à proximidade do fim do cânion, seguir somente com o necessário, a partir deste poço.

Logo acima do poço há um outro menor onde também é preciso atravessar nadando. Há uma 3ª confluência na sequência, na qual, seguindo à direita, logo chegamos à cachoeira denominada Salitreiro. Seguindo à esquerda, subimos por uma espécie de escorregador, atravessamos um terceiro poço a nado e avançamos pelas rochas até a chegada na cachoeira do Funil.

OBSERVAÇÕES:
- É complicado dizer qual a dificuldade dessa trilha, pois não se trata de uma atividade convencional, tendo em vista que boa parte do trajeto é feito no leito de um córrego, dentro d'água. De qualquer forma, a progressão é relativamente simples, com exceção do trecho final, onde há alguns poços para atravessar e quedas d'água para subir. De qualquer forma, recomendo a atividade para pessoas bem dispostas e com bom condicionamento físico.

- Estritamente necessário saber nadar ou, caso não saiba, levar um colete para flutuação. Um cordelete pode auxiliar na subida da queda d'água após o primeiro poço, mas não é essencial. Interessante também utilizar saco estanque para carregar pertences pessoais e alimentos, mas é possível fazer uma adaptação com sacos e sacolas.

- Ainda que o GPS tenha se comportado bem durante boa parte do trajeto, trata-se de um item opcional a partir do momento em que se chega ao leito do córrego Capão, tendo em vista que basta avançar rio acima. No trecho final o cânion é mais estreito, de forma que é difícil o GPS ter um sinal bem acurado, gerando algumas incorreções quando se sobrepõem os pontos do GPS sobre a imagem de satélite.

- Sinal de telefone não existe no fundo do vale e dentro do cânion. Rastreadores pessoais (tipo SPOT) também possuem uma acurácia prejudicada, podendo não funcionar corretamente.

- DE FORMA ALGUMA faça esta atividade com previsão de chuva na região. Lembre que boa parte do trajeto é dentro da água. São poucos os pontos de escape em caso de cheia repentina.

- Ainda que a trilha cruze propriedades particulares (a exceção do rio), não há qualquer sinal de que haja alguma restrição de acesso ao local. De qualquer forma, NÃO DEIXE LIXO, NÃO FAÇA FOGUEIRAS, FECHE AS TRONQUEIRAS QUE PASSAR.

- Água é o que mais tem no caminho, um copo d'água já resolve. Caso não queira beber a água do córrego Capão, por onde a caminhada é feita, existem diversos afluentes ao longo da caminhada.

- Não há qualquer tipo de infraestrutura ao longo da rota, leve lanche para o dia inteiro. Existem alguns locais onde é possível acampar, como na chegada ao rio Preto (nos lajeados superiores do rio) ou na parte mais estável da trilha antes da chegada no Vale das Borboletas.

- Começar cedo a caminhada é fundamental para evitar perrengues, como caminhar sem luz dentro do cânion. Por isso, sugiro que a caminhada se inicie, de preferência, antes das 9. Segue a relação do tempo que gastamos:
1. Porteira x Rio Preto: 2.000 metros (34 minutos)
2. Rio Preto x Vale das Borboletas: 770 metros (20 minutos)
3. Vale das Borboletas x Bocaina do Sumidouro: 1.900 metros (1h13)
4. Bocaina do Sumidouro x Bifurcação: 1.120 metros (35 minutos)
5. Bifurcação x Poço: 800 metros (22 minutos)
6. Poço x Funil: 530 metros (20 minutos)
TOTAL: 3 horas e 24 minutos, descontanto as paradas.

O retorno, pelo menos no trecho dentro do cânion, é mais rápido.
Waypoint

Acesso - Tronqueira

Waypoint

Esquerda

Rio

Rio Preto - travessia

Waypoint

Tronqueira

Waypoint

Direita - trilha discreta

Waypoint

Cerca - atravessar

Rio

Vale das Borboletas - Entrada cânion

fonte

Afluente

fonte

Afluente 2

Queda de água

Funil

Rio

Poço - atravessar

Interseção

Acesso Sumidouro

fonte

Afluente 3

Interseção

Direita

Queda de água

Cachoeira Sumidouro

Waypoint

Acesso Salitreiro à direita

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