Tempo em movimento  2 horas 19 minutos

Horas  8 horas 21 minutos

Coordenadas 1633

Uploaded 20 de Maio de 2018

Recorded Maio 2018

  • Rating

     
  • Information

     
  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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901 m
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2,5
5,0
9,95 km

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próximo a Furaclinha, Santa Catarina (Brazil)

Morro do Cambirela: Trilha 3(via da BR) - Retorno Trilha 1(via das cordas)

A Trilha do Cambirela é uma das trilhas que mais atrai os aventureiros da região. É uma trilha cansativa e considerada muito difícil de ser percorrida devido ao nível de preparo físico necessário.

O Morro do Cambirela (922 m) é uma montanha situada no maciço do mesmo nome e fica localizado no Município de Palhoça, próximo de Florianópolis.
Está situado na Serra do Tabuleiro e está dentro do território do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro(PEST), sendo esta a maior Unidade de Conservação no Estado de Santa Catarina.

O Pico do Cambirela é o ponto culminante do município e da região, destacando-se pelo fato de elevar-se praticamente a partir do nível do mar até próximo dos 1.000m, é possível avistar de seu cume importantes pontos da região, tais como o Rio Cubatão, a Ilha de Santa Catarina os municípios de Palhoça (Praia do Sonho e Pinheira), São José e Florianópolis e o Oceano Atlântico, são mais de 80km de paisagem para uma linda contemplação.
As formações rochosas encontradas no Cambirela são de grani​​to e basalto, uma mistura interessante comumente encontrada na região, fronteira entre a Serra do Mar e a Serra Geral, ambas com formações geológicas distintas.
​Segundo o dicionário Tupi-Guarani, o nome Cambirela vem de "kambi" (seios de leite) + "reya" (muitos) muitos seios ou dorsos empolados, em alusão talvez ao grande numero de picos da Serra do Mar.
A Formação Cambirela é o nome dado para as rochas vulcânicas e vulcano- -clásticas de composição ácida que ocorrem na Ilha de Florianópolis e no morro do Cambirela, daí, a provável origem do nome dessa montanha. São rochas extrusivas e sub- -vulcânicas, que ocorrem na forma de derrames e diques de riolito e pequenos stocks de granitos pórfiros. Juntamente, ocorre grande variedade de microgranitos e aplitos intrusivos nas diversas unidades ( SOCIOAMBIENTAL, 2002) ​
O Morro do Cambirela o ecossistema predominante é a floresta ombrófila, densa submontana e montana, também chamada de Floresta Pluvial de Encosta Atlântica, tendo exuberante formação vegetal, densa, alta e sombreada, que se desenvolve ao longo das encostas das serras voltadas para a costa Atlântica Brasileira. Esse ecossistema é influenciado pelos ventos úmidos dos oceanos que sopram em direção ao interior do continente precipitando na forma de chuva ou nevoeiro.

​Trilha 3: ​ ​ ​Ascensão pela via que é voltada para a BR-101 (conhecida como via das Antenas também)​: ​O acesso da Br-101 - tem uma placa sinalizando sua entrada, após a saída da BR 101, caminha-se por cerca de ​7​00m, até entrar na mata​ em parte úmida e inicialmente vai ganhando-se altitude levemente​. Em seguida​ começa um relevo ​mais íngreme e montanhoso,​ começando mais uma "escalaminhada"​ praticamente toda a subida, ​ sendo necessário ​o​ auxilio das mãos com médio a grande​ esforço e apresenta muitos blocos de rochas e grande evidência de raízes expostas​ afim de auxiliar​. ​No decorrer do caminho encontram-se muitas fontes de água corrente e pequenas cascatas. A trilha​ possui uma "caverna" rochas de abrigo geralmente utilizada para descanso e lanche (infelizmente também é utilizada como acampamentos, com muita sujeira e agressão ao meio ambiente). Esta trilha apresenta a maior inclinação entre as três se ganha muita altitude rapidamente. Apesar da dificuldade imposta pelo terreno inclinado é a trilha mais curta e rápida.
​Aproximadamente 2.3 km de trilha (altitude próxima de 750m) a ​trilha sai da mata, acima da área de acampamento normalmente utilizada e se encontra com as trilha da via 2 seguindo até o cume.
​Grau de Dificuldade: é difícil pela distância e grande inclinação da trilha, com passagens que apresentam dificuldade técnica e médio risco.

​Trilha 1: ​ Descida realiza pela via das cordas, trilha mais utilizada a que é de acesso pela estrada geral da Guarda do Cubatão. ​ Essa trilha por ser a mais utilizada, logicamente apresenta o estado mais precário de conservação ​e com muitos fragmentos de rocha soltos e com grande risco aos usuários. Segue por um terreno totalmente erodido e com pedras soltas a descida é de forma constante, com muitos pontos de erosão. Atenção: Este trecho vertical com corda fixa, sujeita às intempéries e em precárias condições de uso oferecem grande risco ao usuário. As cordas estão bem desgastadas, algumas com nós inadequados e quase todas fixas em pontos de fixação duvidosa.

Tem diversas passagens em barrancos e terrenos que estão sobre forte processo de erosão. A trilha finaliza na estrada geral da Guarda do Cubatão, ou Rua Jacó Vilain.
​Grau de Dificuldade: é muito difícil pela condições que se encontram a trilha, tendo grande necessidade física e principalmente psicológica, com passagens que apresentam dificuldade técnica e alto risco.

A trilha teve o percurso de 7,0km, sendo o restante da caminhada pela estrada da Guarda do Cubatão para unir o ponto de inicio de onde foi deixado os veículos devido a distancia de uma via para a outra. ​
​Devido aos desafios nesta trilha que exigem razoavelmente do físico, psicológico e orientação graduo como uma trilha "Difícil", apesar de não possuir grandes dificuldades. Na realidade a via 2 nas condições que se encontram diria que é uma trilha para "especialistas" insanos. Lamentável a forma que esta trilha se encontra.

Trilhas 1, 2 e 3. : Utilizo a nomenclatura numérica de trilhas utilizadas pelo Sr. Dr. Anastácio da Silva Junior em sua Tese: A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO UM INSTRUMENTO PARA A SUSTENTABILIDADE DO MORRO DO CAMBIRELA (2012). Não usando mais a descrição popular da imagem mais difundida no google e usada pela maioria dos sites.
Sendo ​que nas minha descrições equivalem a:
Trilha 1: (via 2 - google);
​​Trilha 2: (via 3 - google);
Trilha 3​: (via 1 - google).​

​​Trilha realizada pelo grupo: Trilhas Floripa guiado pelo Leo Amazonas.
O grupo Trilhas Floripa realizou o retorno pela Trilha 2.
Voltamos em 4 pessoas pela trilha 1 para avaliarmos as condições da trilha pelo acesso da via das cordas. ( Edezio, Johnny, Gustavo e Geraldo).
A Trilha 1 recomenda-se atenção nos trechos de cordas e grampos, devido a degradação do tempo e falta de manutenção e possui muito áreas de erosão com barrancos muitos expostos, se trata de uma via perigosa.

​​Devido aos desafios nesta trilha que exigem razoavelmente do físico, psicológico e orientação graduo como uma trilha "Difícil", apesar de não possuir grandes dificuldades. Na realidade a Trilha 1 nas condições que se encontram diria que é uma trilha para "especialistas" insanos. Lamentável a forma que esta trilha se encontra.

​Atenção neste trilha:​​ Devido a falta de sinalização e manutenção da trilha, frequentemente acontecem incidentes com pessoas que não estão acompanhadas por condutores que conhecem bem a trilha, com a necessidade inclusive da intervenção do Corpo de Bombeiros e/ou Polícia Militar para salvamento / resgate de pessoas que ficam perdidas no meio do mato. ​​

Orientações:
Lembre-se: NÃO FAÇA FOGUEIRAS: Ao acampar as fogueiras são proibidas em locais ambientalmente protegidos. A atividade enfraquece o solo e representa uma das grandes causas de incêndios florestais.
Ao cozinhar utilize fogareiro, para iluminação use lanterna e para se aquecer, basta ter a roupa adequada ao clima do local que se está visitando.
EVITE ao máximo FUMAR e, se o fizer, sobretudo não descarte suas bitucas no caminho - bituca também é LIXO, apague-as com água e traga junto com o seu lixo.
Muita atenção ao horário de retorno (variável de acordo com a estação), leve SEMPRE lanterna e baterias sobressalentes. Ao atravessar ou banhar-se em rios e cachoeiras tenha consciência que os mesmos podem subir repentinamente. Isso pode gerar situações perigosas, ilhando ou até arrastando as pessoas.
Lembre-se: em ambientes naturais há riscos de diversos acidentes e a fadiga pode favorecê-los.
NUNCA deixe nenhuma forma de lixo nas trilhas recolha o lixo que encontrar se for possível.

Toda trilha possui seu esforço é importante conhecer seus limites.
A felicidade verdadeira deve ser compartilhada!
Respeite a natureza! Preservemos a beleza natural do mundo.

1 comment

  • Foto de rafael.brascher

    rafael.brascher 20/jun/2018

    Top a descrição das trilhas. Fiquei interessado no trabalho acadêmico indicado

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