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próximo a Frias, Santa Catarina (Brazil)

CARACTERÍSTICAS DO MORRO
O Morro da Pedra, ou Cantagalo, como é conhecido em outros tracklogs, é conhecido por diversas lendas e superstições que povoam o imaginário popular local. Muitos dizem terem ouvido barulhos estranhos, visto vultos, ou toda sorte de coisas fora do comum no local.

"Conta a lenda que no morro do cantagalo existe uma passagem para um outro mundo, guardada por um pequeno galo de ouro. O livro “ A Terra Oca “ do escritor e cientista norte-americano Raymond Bernard, editado no Brasil pela editora Record no ano de 1984, cita o local como uma possível entrada para o mundo subterrâneo. Bernard relata a experiência vivida por um dos primitivos colonos alemães em Santa Catarina, que escreveu e publicou um livro em alemão antigo sobre os túneis subterrâneos da região do cantagalo, foram seis anos de estudo e investigações, onde o autor fala do mundo subterrâneo e de sua ligação a superfície da terra através dos túneis que se abrem em Santa Catarina. Essas estórias e fatos conhecidos fazem do cantagalo um lugar inóspito, que desperta o imaginário e a curiosidade de todos aqueles que conhecem a pedra do cantagalo."
Fonte: Wlademir Vieira - Grupo de Estudos Manoa (http://manoaexpedicoes.blogspot.com.br/2008/11/pedra-do-cantagalo.html)

Localiza-se próximo a comunidade de Torno dos Pintos, no município de São Fransisco do Sul, apesar de geograficamente ser mais conveniente dizer q faz parte da porção terrestre de Itapoá-SC.

A região sofre com a forte exploração de madeira no local, que vêm destruindo boa parte da vegetação nativa há anos, e que pudemos constatar pessoalmente, uma vez que a própria entrada da trilha tinha sido alterada pela extração de madeira.

O local também conta com uma Figueira gigante, de cerca de 15m de circunferência. Seguindo trilha acima além do Morro da Pedra, supostamente chega-se ao topo da Serra do Saí, o Cantagalo, e atravessa-se a serra até o casarão Bachenmayer, através de um caminho histórico usado por jesuítas (não confirmado).
*Se alguém tiver mais informações sobre este caminho favor entrar em contato


**ATENÇÃO: Neste dia, fomos atacados por cerca de 6 marimbondos na descida do cume, mas o número pode variar. Não recomendo para pessoas alérgicas, especialmente nesta época do ano que os insetos estão mais ativos e numerosos.


ACESSO
Pode-se acessar através de estradas rurais a a partir de Garuva-SC, Itapoá-SC, pela balsa que vem de Joinville-SC, ou pela balsa que vem de São Franscisco do Sul-SC.
A entrada da trilha fica próxima a comunidade de Torno dos Pintos, aonde é possível estacionar os veículos. Na casa em que deixei a moto, não cobraram nenhum valor, mas dei 10,00 reais por educação.
Importante ressaltar que a entrada original da trilha mudou bastante. Na primeira vez que passamos pela estrada em reconhecimento, havia uma mata fechada, quase escondendo a trilha, a cerca de 30 metros de uma ponte. Atualmente, a área foi desmatada para extração de madeira, e a entrada da trilha ficou mais para trás, caracterizada por um bambuzal.
*Algumas das estradas rurais que dão acesso localidade estão disponíveis aqui: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=7565407

ORIENTAÇÃO
A trilha é cheia de bifurcações, e em vários locais há árvores caídas que tem de ser desviadas. Não há sinalização a não ser por marcas de facão em algumas árvores. Em certo momento, a trilha se cruza com uma estrada para extração de árvores.
Não recomendo ir sem um guia que conheca bem o local, ou sem um GPS com o track e alguém que saiba operá-lo.

A TRILHA
A trilha é fechada em vários pontos, especialmente nessa época do ano. É recomendado levar um facão, para ser usado com moderação e sem abrir trilhas secundárias.
Em alguns trechos, havia uma grande quantidade de teias de Aranha-espinhosa (Micrathena schreibersi), com as suas donas apresentando diversos tamanhos e cores. Desconheço se a espécie é venenosa, mas recomendo cautela em todo caso. Em um dos pontos haviam cinco teias no meio da trilha em um espaço de uns 10 metros.
A subida é tranquila até a parte da Figueira, com trilha de pouco desnível, e alguns trechos mais enlameados. A partir daí é uma piramba diagonal quase até a clareira perto do cume. Há poucos trechos de escalaminhada, mas a subida diagonal exige um pouco do fôlego de despreparados. Este tipo de trilha que segue quase reta para o topo do morro é muito mal planejada, e imagino que em dias de chuva deve constituir uma descida complicada.

AMBIENTES
Começa-se em fazendas de Pinus já tomadas um pouco por capões de Mata Atlântica de Terras Baixas. Até a parte da Figueira é basicamente composta por capão alto secundário, com trechos curtos de taquarais. A subida final consiste de capão nebular um pouco menos denso, com um taquaral próximo ao cume e um pequeno campo de altitude no topo.

DIFICULDADE
Considerando a trilha de desnível baixo a médio e a quantidade pequena de escalaminhadas, a classificaria como fácil. Porém, a orientação difícil, combinada com a possibilidade que no trecho final o risco aumente bastante com chuva, ou após chuva e tempo úmido, classifico esta trilha como "MODERADA".
camping

Clareira

Local de acampamento próximo a Figueira gigante e suposta cachoeira do Rio dos Pintos. No dia que fomos, o rio estava bem seco, pode ser intermitente.
camping

Clareira 2

Na minha opinião, o melhor ponto de acampamento. Acomoda de duas a três barracas.
pico

Cume - Morro da Pedra

Cume do suposto Morro da Pedra.
árvore

Figueira

Figueira gigante, com cerca de 15m de circunferência
Waypoint

Início da Trilha - Extração de Madeira

Antigo ponto de início da trilha, hoje um desmate causado pela extração madereira no local. O início da trilha agora é um pouco mais a frente, num bambuzal como indicado pela foto.
Queda de água

Queda DÁgua Intermitente - Rio do Pinto

Supostamente, há uma queda dágua no local. No dia que fomos, havia somente um filete de água descendo pelas pedras.

7 comentários

  • Foto de Ricardo Piffer

    Ricardo Piffer 3/ago/2016

    Excelente explicação parabéns! Subi por outra trilha, mas desci por essa e realmente se estiver em um período de chuva é complicado.

  • Foto de Ricardo Piffer

    Ricardo Piffer 3/ago/2016

    I have followed this trail  View more

    Boa trilha para dias seco.

  • Foto de Marcel B.

    Marcel B. 15/ago/2016

    Ótima descrição!
    Fui com tempo seco então a trilha estava em ótimas condições para caminhada. No inicio há uma variação, logo quando se sai da estrada e adentra no bambuzal.

  • Foto de Luciano Filizola

    Luciano Filizola 16/ago/2017

    Olá, Alexandre. Eu abri a track e constatei que não só a sua, bem como a de outras pessoas, termina em aproximadamente 450m de altitude. No mapa o cume fica 50 m acima desse ponto. A trilha acaba aí ou tem como seguir? Aguardo sua resposta

  • Foto de Alexandre Arins

    Alexandre Arins 24/ago/2017

    Olá Luciano, a trilha continua para cima sim, mas nas vezes que fui o cume era encoberto por mata. Antes do referido há duas clareiras com mirantes que geralmente são o ponto final da maioria dos caminhantes. Abraço!

  • Foto de Luciano Filizola

    Luciano Filizola 26/ago/2017

    Legal. Quando eu for, irei até o ponto mais alto também. Obrigado, Alexandre.

  • Foto de valte

    valte 14/ago/2018

    Caminhada muito boa. Só a entrada da trilha não está mais batendo com essa rota. Entramos um pouco a frente, ligo depois a trilha se encontra.

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