Horas  7 horas 9 minutos

Coordenadas 3957

Uploaded 18 de Agosto de 2016

Recorded Julho 2016

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532 m
76 m
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6,3
13
25,08 km

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próximo a Montanha de Santa Luzia, Viana do Castelo (Portugal)

Caminhada pelo Monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo, percorrendo no início e fim partes do PR9 - Trilho dos canos de água.

Trilho fácil, sempre em caminhos florestais embora com um ou outro ponto de declive mais acentuado.

Ao longo do caminho oportunidade para observar as maravilhosas paisagens desta região do Alto Minho com particular destaque para a foz do Rio Lima.
O santuário no alto do monte de Santa Luzia foi principiado em 1904 e concluído em 1959, por iniciativa da Confraria de Santa Luzia, entidade que tutela o monumento. A sua instituição deve-se ao Capitão de Cavalaria Luís de Andrade e Sousa que, acometido de uma grave oftalmologia, recorre à extinta capela de Santa Luzia, advogada da vista, como forma de gratificar a graça recebida. Templo-Monumento glorifica o nome de Santa Luzia a quem o Capitão de Cavalaria Luís de Andrade e Sousa recorre, na extinta capela de Santa Luzia, acometido de uma grave oftalmia. Já convalescido, institui a Confraria de Santa Luzia, como forma de gratificar a graça recebida. Anterior ao templo, existia uma pequena ermida medieval dedicada a Santa Luzia, padroeira da vista, cujo atributo são os seus olhos dispostos numa badeja. Nos finais do século XIX, aquele que virá a ser o primeiro presidente da Confraria de Santa Luzia, o Capitão de Cavalaria Luís de Andrade e Sousa, sofrendo de um problema oftalmológico, começa a frequentar a pequena ermida, rezando e pedindo solução para o seu problema. Ao ser-lhe restituída a visão, institui a Confraria de Santa Luzia, em 1884, tomando conta da isolada e abandonada capela e mandando construir uma estrada que ligasse a cidade ao monte. A localização privilegiada pedia um edifício que lhe fizesse jus e ao panorama que daí se contempla, procurando-se a revalorização do monte e das ruínas da Citânia de Santa Luzia. As obras iniciam-se em 1904, com projecto de Ventura Terra e direcção de António Adelino de Magalhães Moutinho, um arquitecto municipal. As obras interrompem-se em 1910 com a Implantação da República e a consequente Lei da Separação do Estado da Igreja, para se voltarem a iniciar em 1926, sob a direcção de Miguel Nogueira. No mesmo ano, é demolida a pequena ermida e, encontrando-se a capela-mor concluída, foi sagrada e aberta ao culto, ainda que o restante templo se encontrasse por construir. Este fenómeno é habitual noutras igrejas, iniciando-se os trabalhos na zona mais importante da construção - a capela-mor - e daí para a frente. Os trabalhos exteriores estenderam-se até 1943 e os trabalhos interiores até 1959. O Santuário de Santa Luzia é considerado como inspirado na Basílica de Sacré Cœur, em Paris. Contudo, esta ideia tem sido contestada, uma vez que, à altura do projecto de Ventura Terra (1899), a igreja parisiense ainda se encontrava pouco construída e sem configuração visível. Os trabalhos de cantaria em granito são de responsabilidade do mestre canteiro, Emídio Pereira Lima, que dirigiu a obra após a cegueira de Miguel Nogueira. Desde 1923 o santuário é servido pelo Elevador de Santa Luzia, também conhecido como Funicular de Santa Luzia, pela mão de Bernardo Pinto Abrunhosa, que foi ainda responsável pela remodelação do Hotel de Santa Luzia, hoje integrado na rede de Pousadas portuguesa. O santuário compreendia o "Núcleo Museológico do Templo-Monumento de Santa Luzia", constituído por uma sala na parte inferior do santuário. O espólio é constituído por talha, imagens, azulejos, pintura, e outros, e está acessível para visita mediante marcação. Em Janeiro de 2013 o Núcleo-Museológico foi encerrado para dar lugar à Capela de Adoração e Reconciliação. Em Junho de 2014 foi inaugurado o Anfiteatro no Jardim das Tílias. Está ainda prevista a construção de um edifício polivalente com museu, arquivo e albergue de peregrinos, também no Jardim das Tílias, e de um restaurante panorâmico.
A Citânia de Santa Luzia, conhecida localmente como "cidade velha", é um dos castros mais conhecidos do Norte de Portugal e, sem dúvida, um dos mais importantes para o estudo da Proto-História e da Romanização do Alto Minho. A sua localização estratégica permitia-lhe não só dominar vastas áreas da zona litoral ribeirinha, como também controlar o movimento das entradas e saídas na Foz do Lima que, na Antiguidade, seria navegável em grande parte do seu curso. O Povoado apresenta características muito próprias, principalmente ao nível das estruturas arquitetónicas, com destaque para o aparelho poligonal, utilizado em algumas casas, que apresentavam uma planta circular com um vestíbulo ou átrio e que, em alguns casos, albergavam fornos de cozer pão.
Junto ao reservatório de água um miradouro com vistas para o rio, agora parcialmente obstruída por vegetação
Carreira de Tiro de Viana do Castelo
Isto já quase foi alguma coisa
Esta construção de nome Casa do Radar (casinha dos aviões) está situada no “Alto do Frade” - Monte de Santa Luzia em Viana do Castelo. Trata-se de um edifício abandonado, onde esteve para ser instalado um posto de controle aéreo durante a 2ª Grande Guerra (1939 - 1945). Face ao términos do conflito em que Portugal não participou oficialmente, nem nunca foi intenção as forças aliadas a sua participação, nunca chegou a ser utilizado, estando agora em avançado estado de degradação. Daqui poderá desfrutar de uma excelente vista panorâmica sobre a cidade de Viana do Castelo e o vale do Rio Lima.
Actualmente perdido no meio da vegetação
Com o Rio Lima ao fundo
No planalto
Trata-se de um viveiro florestal criado no tempo do Estado Novo e que, depois do 25 de Abril, foi votado ao abandono. O espaço foi redescoberto pela Comissão de Baldios de Areosa que decidiu deitar mãos à obra e recuperar a muito degradada levada que existia no local, bem como o espaço envolvente, ideal para um passeio ou um convívio em perfeita harmonia com a natureza. A Fonte de Louçã fica no extremo norte da freguesia, muito perto das eólicas e de um ponto onde confluem as freguesias de Areosa, Carreço, Afife e Outeiro. Contempla um relvado plano cuja manutenção tem estado a cargo dos garranos, mantendo a relva sempre com uma altura ideal para, por exemplo, um piquenique.
Pequeno trecho perigoso dada a inclinação. No Inverno, o melhor mesmo será recuar uns metros e apanhar o estradão de terra.
Um dos muitos pontos de aproveitamento da água e onde os garranos vêm beber.
A evitar no Inverno!
Parte do PR9 - Viana do Castelo Trata-se de um complexo sistema de abastecimento de água da cidade de Viana do Castelo. Essa água era captada em diversas minas do monte de Santa Luzia, com destaque para as minas, sempre caudalosas, da Areosa - S. Mamede e eram encaminhadas em canalizações de pedra até às Ursulinas, onde ainda se localiza um dos principais depósitos de abastecimento de água da cidade. Curiosa é a construção dos canos de água, formados por blocos de granito maciço interligados, trabalhosamente furados, para permitir a passagem de água no seu interior. A limpeza dos raposos é ainda hoje em dia feita, por orifícios de acesso na sua parte superior, de modo a continuar a sua função de transporte de água, que remonta há mais de cinco séculos.
Não caiam
Estes arcos fazem parte de um complexo sistema de abastecimento da cidade de Viana do Castelo. Essa água era captada em diversas minas do monte de Santa Luzia, com destaque para as minas, sempre caudalosas, da Areosa - S. Mamede e eram encaminhadas em canalizações de pedra até às Ursulinas, onde ainda se localiza um dos principais depósitos de abastecimento de água da cidade. Curiosa é a construção dos canos de água, formados por blocos de granito maciço interligados, trabalhosamente furados, para permitir a passagem de água no seu interior. A limpeza dos raposos é ainda hoje em dia feita, por orifícios de acesso na sua parte superior, de modo a continuar a sua função de transporte de água, que remonta há mais de cinco séculos.

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