Horas  7 horas 29 minutos

Coordenadas 1746

Uploaded 6 de Outubro de 2019

Recorded Outubro 2019

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562 m
210 m
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3,3
6,6
13,28 km

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próximo a Sula, Viseu (Portugal)

Visitar a Mata Nacional do Bussaco é toda uma experiência visual e sensorial. Não é uma caminhada fisicamente exigente, pois os desníveis são pouco acentuados e existem muitos pontos de paragem, tais como fontes, zonas de lazer e locais de interesse. Aliás, é difícil "desenhar" um único percurso pois, para além dos percursos oficiais propostos pela Fundação Mata do Bussaco, existem várias alternativas para se percorrer este excepcional espaço natural. Será fundamental consultar o site oficial da fundação de forma a se perceber o potencial deste lugar mágico. De qualquer das formas, caminhar na Mata Nacional do Bussaco é, sem dúvida alguma, uma experiência memorável, um fantástico roteiro fotográfico. Por conseguinte, o ideal será mesmo criar o "seu próprio" percurso, percorrendo os labirínticos caminhos a seu belo prazer, sem tempo contado nem horas marcadas, desfrutando o mais possível deste paraíso verde.

- Trilho circular, sem marcações, com início e fim no parque de estacionamento lateral ao Palace Hotel do Bussaco (por opção);
- Este trilho desenvolve-se, essencialmente, pelos caminhos florestais que cruzam a mata, prolongando-se ainda ao centro da vila do Luso;
- Trilho muito fresco, com muita sombra e sem declives assinaláveis, com excelentes vistas sobre o vale do rio Mondego, toda a região da Bairrada, as serras do Caramulo e da Estrela e, no horizonte, o oceano Atlântico;
- Um excelente trilho para ser realizado na primavera, verão e outono.


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MATA NACIONAL DO BUSSACO
Classificado como Imóvel de Interesse Público, o conjunto monumental do Bussaco mobiliza uma riqueza patrimonial de exceção. Ao núcleo central formado pelo Palace Hotel do Bussaco e pelo Convento de Santa Cruz juntam-se as ermidas de habitação, as capelas de devoção e os Passos que compõem a Via Sacra, a Cerca com as Portas, o Museu Militar e o monumento comemorativo da Batalha do Bussaco, os cruzeiros, as fontes (saliente-se a Fonte Fria com a sua monumental escadaria) e as cisternas, os miradouros (o da Cruz Alta oferece vista privilegiada sobre toda a região entre Coimbra e a Serra do Caramulo) ou as casas florestais. Atualmente ocupa 105 hectares e possui uma das melhores coleções dendrológicas da Europa, com cerca de 250 espécies de árvores e arbustos com exemplares notáveis. É uma das matas nacionais mais ricas em património natural, arquitetónico e cultural, podendo ser dividida em três unidades de paisagem: Arboreto, Jardins e Vale dos Fetos e Floresta Relíquia. A Mata Nacional do Bussaco providencia alimento, abrigo e refúgio para mais de centena e meia de espécies de vertebrados, algumas de grande valor conservacionista, como endemismos ibéricos ou espécies protegidas. A biodiversidade encontrada no Bussaco exprime a singularidade e valor patrimonial deste espaço mágico e obriga à sua preservação.

- A origem do nome: Bussaco ou Buçaco
Remontam aos mais antigos documentos respeitantes à região centro as referências ao “monte bussaco”. No ano de 919, num documento em latim bárbaro, surge o nome Bussaco numa doação do lugar de Gondelim, feita por Gundesindo e outros, ao mosteiro de Lorvão, que diz ”... cum suas ualles que discurrunt de monte buzaco” (Portugalie Monumenta Historica, vol 1, pág. 14). Noutro testamento de 1002, lê-se “...in loco predicto uaccariza subtus monte nuncupato buzacco...”. Atribui-se a etimologia à designação latina de ‘Boscum sacrum’ ou, por analogia, ao ermo de ‘Sublaco’, perto de Roma, Itália, onde S. Bento, fundador da Ordem dos Beneditinos, passou três anos em severa penitência. Esta última versão é defendida pela poetisa do Buçaco, Bernarda Ferreira de Lacerda (1595-1644), que no seu livro ‘Soledades do Buçaco’ diz:
En aquelles siglos de oro
Y venturosas edades
Qual el de Lacio Sublaco
Solia el monte llamarse

http://www.fmb.pt/v2/pt/


LUSO
O Luso é uma vila termal que, situada no sopé da serra do Bussaco, tira partido da excelência das águas oriundas do lençol do Bussaco. As termas, que além da utilização tradicional, dispõem também de um spa, são conhecidas desde tempos ancestrais pelo tratamento de problemas renais e males da pele. A fonte de São João, localizada na zona nobre da vila, é um ponto de paragem obrigatório, seja para beber água, seja para apreciar os azulejos que a rodeiam e contam a história dos "burriqueiros", habitantes da terra que, no início do século XX, usavam os burros quer para transportar visitantes à mata, quer para transportar água a outras localidades. A Mata Nacional do Bussaco integra-se na vila e o Luso tira partido da mesma, nomeadamente do turismo religioso e de natureza. A existência de infraestruturas desportivas - o Centro de Estágios, as Piscinas e o Pavilhão, impulsionaram também o turismo desportivo e, hoje em dia, no Luso cruzam-se línguas e visitantes de diferentes latitudes. O turismo é, de resto, uma parte importante na economia local, dinamizada por diversas unidades hoteleiras, restaurantes e comércio tradicional. Localizada no extremo Este do concelho, a freguesia do Luso é composta por dez lugares, Barrô, Buçaco, Carvalheiras, Lameira de Santa Eufémia, Lameira de São Pedro, Louredo, Luso, Monte Novo, Salgueiral e Várzeas. Tem 18,87 km² de área e 2 593 habitantes (2011) e foi criada em 1837 por desmembramento da freguesia de Vacariça.
fonte

Fonte de Santa Teresa

A Fonte de Santa Teresa, situada junto da ermida com o mesmo nome, terá sido construída pelos frades carmelitas e concluída já em pleno séc. XIX. Esta foi considerada a melhor fonte de água da Mata Nacional do Bussaco e deve o seu nome a Santa Teresa de Ávila, a reformadora da Ordem das Carmelitas e Doutora da Igreja. É um bonito local onde em redor podemos encontrar várias mesas e bancos em pedra, ideal para fazer uma pausa na caminhada e aproveitar para relaxar um pouco e comer alguma coisa, enquanto se ouve a água a correr na fonte.
Porta

Porta da Rainha

Museu

Museu Militar do Buçaco

O Museu Militar do Buçaco foi fundado em 27 de Setembro de 1910, por altura do 1º Centenário da Batalha do Buçaco, em homenagem à vitória do Exército Anglo-Luso. O edifício situa-se junto da Capela de Nossa Senhora da Vitória e Almas, que durante o período da batalha foi aproveitado pelos Frades Carmelitas Descalços do convento próximo, para acolher um hospital de sangue, onde foram assistidos os feridos da batalha de ambos os exércitos, sem qualquer distinção. Ampliado e remodelado em 1962, expõe, à volta de uma peça de artilharia de 9 libras, com a respectiva guarnição, peças de armamento, equipamento, fardamento e outras, relacionadas com as Guerras Peninsulares em geral, e a Batalha do Buçaco, em particular. Para além do Museu, podem ainda visitar-se outros monumentos militares como sejam o Obelisco comemorativo da Batalha (1873), o Moinho de Sula, posto de comando do General Craufurd, o Moinho de Moura, posto de comando do General Massena, Comandante das Forças Francesas e também o posto de comando do General Duque de Wellington, Comandante-em-Chefe do Exército Anglo-Luso.
Building of interest

Obelisco comemorativo da Guerra Peninsular

O Obelisco comemorativo da batalha do Buçaco foi erigido em 1873. Ocorrida a 27 de Setembro de 1810, a Batalha do Buçaco foi um conflito entre as tropas francesas e os exércitos anglo-lusos durante a Terceira Invasão Francesa, no decorrer da Guerra Peninsular. Depois de terem invadido Portugal por duas vezes, em 1807 e 1809, sem conseguirem conquistar o território, os exércitos napoleónicos voltaram a acometer as fronteiras portuguesas uma terceira vez, no verão de 1810, comandados pelo Marechal Massena. As tropas francesas, que queriam ocupar o país e expulsar as forças britânicas da Península Ibérica, que então auxiliavam na defesa contra os invasores, entraram em Almeida em Julho de 1810, depois de terem tomado Ciudad Rodrigo. Por seu turno, no âmbito do plano de defesa da península, as tropas aliadas comandadas pelo General Wellesley, Duque de Wellington, e compostas por soldados ingleses e portugueses, tinham já iniciado a construção das Linhas de Torres, cujo objetivo era a defesa da cidade de Lisboa, destino final dos franceses. Interrompendo a marcha dos franceses para Coimbra, Wellington decidiu confrontar as tropas de Massena no Buçaco, onde ocupava uma excelente posição defensiva. No dia 27 de Setembro, os exércitos enfrentaram-se naquela que foi a maior e mais sangrenta batalha travada em Portugal durante a guerra. Dividindo a sua posição defensiva em dois núcleos - o do Campo de Santo António do Cântaro e o do Campo de Moura/Sula - o exército aliado derrotou com estrondoso sucesso o ataque frontal das tropas francesas, que cometeram vários erros táticos no terreno e perderam um número significativo de soldados e comandantes. A Batalha do Buçaco foi fundamental no contexto da guerra, marcando o início da derrota e enfraquecimento do exército invasor e o sequente fim da Guerra Peninsular, e permitindo que as tropas aliadas ganhassem tempo para terminar o sistema defensivo de Lisboa, pelo que se tornou um modelo de tática defensiva militar.
Porta

Porta Sula

Porta

Porta da Cruz Alta

panorama

Miradouro da Cruz Alta

Ponto mais alto da Serra do Buçaco, onde a montanha atinge uma altitude de 547 metros, a partir da qual se inicia a inclinada vertente para o Luso. É pois um local priviligiado para apreciar a paisagem do Buçaco. As vistas a partir deste local são deslumbrantes, avistando-se desde o Oceano Atlântico (a Oeste) à Serra da Estrela (Sudeste), passando pela Serra do Caramulo (Nordeste). Devido ao seu destaque morfológico estima-se que a Cruz Alta tenha sido desde tempos antigos uma referência tanto em relação ao mar como em relação á terra. Adelino de Melo, em "Subsídios Para a História do Concelho da Mealhada", pretende ter existido no lugar uma filial do Mosteiro da Vacariça com o nome de Mosteiro de Santa Eufémia, cuja santa teria passado mais tarde para a capela do mesmo nome na povoação de Lameira de Santa Eufémia. Com as ruínas deste suposto mosteiro terá Manuel Saldanha, Reitor da Universidade, substituído em 1648 uma cruz de madeira ali existente por uma peanha circular encimada por uma cruz de pedra. Os seus 547 metros de altitude são um excelente posto de observação, dali se avista, em dias limpos, uma extensa parte da zona centro de Portugal que vai do mar às serras   da Estrela, Caramulo ou do Açor e Lousã e seguindo a orla marítima da  Figueira da Foz a Aveiro. Conta a lenda, reforçada pela crónica dos carmelitas descalços, que um antigo náufrago perdido no Atlântico foi pela vista daquele ponto alto que encontrou a terra e se salvou. Logo, prossegue o mito, se encarregou de subir ao ermo e ali colocar a primeira cruz de madeira em agradecimento à benesse. Parece que desde então terá sido permanente a existência do símbolo  a sinalizar o facto. Destruída várias vezes pelo tempo, por raios ou pelos humanos, ela tem sido sempre recolocada com extrema teimosia e precisão.
árvore

Floresta Relíquia e Adernal

Floresta Relíquia: é uma formação vegetal clímax de plantas autóctones que, segundo alguns autores, conserva as características típicas da floresta primitiva, antes da ocupação humana. Ocupando apenas uma pequena fração, no extremo Sudoeste da mata, este local é bastante diversificado, albergando três habitats diferentes: o carvalhal de carvalho-alvarinho e carvalho-negral, o loureiral, dominado pelo loureiro, com presença frequente do medronheiro, folhado e do azevinho, e os ‘Adernais’, na encosta Sul e Sudoeste. O adernal é uma formação vegetal única dominada por adernos de grande porte arbóreo, estendendo-se desde a Cruz Alta até ao Passo de Caifás. Em alguns locais é praticamente puro, formando um bosque denso praticamente sem outras espécies arbóreas. Entre as espécies subarbustivas domina a gilbardeira. Nas espécies trepadeiras são comuns a salsaparrilha-bastarda, uva-de-cão e a hera. O Adernal: beneficiando de um microclima muito particular e de escassa intervenção humana ao longo de séculos, foi possível conservar na Mata Nacional do Bussaco alguns habitats outrora mais abundantes, que hoje constituem a Mata Climácica. Esta vegetação relíquia convive com outros espaços importantes em termos de biodiversidade e de visitação, como o arboreto, os vales dos Fetos e dos Abetos e os jardins do Palace Hotel. Na Mata Climácica, a par de louriçais e carvalhais conhecidos noutros locais do país, salienta-se um habitat ‒ o adernal ‒ cuja atual distribuição mundial se restringe à área da Mata Nacional do Bussaco. O Adernal constitui uma comunidade essencialmente mediterrânica, mas com forte influência atlântica, apresentando afinidade com outros habitats menos ameaçados. Trata-se de uma combinação vegetal em que o aderno assume porte arbóreo dominante. Em alguns locais o povoamento de aderno é praticamente puro, formando um bosque com copado denso. Noutros, é acompanhado pelo medronheiro, pelo loureiro, pelo azevinho, ou mesmo por algumas espécies de carvalhos, a que se associam trepadeiras como a salsaparrilha-bastarda, a uva-de-cão, a hera e as silvas. O resultado cénico “requer as palavras todas e, estando ditas elas, mostra como tudo ficou por dizer”, como nos diz Saramago. O estrato arbustivo é dominado pela gilbardeira, sendo também de salientar a presença de torga, tojo-molar, pilriteiro, azereiro, e menos frequentemente, de folhado. O estrato herbáceo é dominado, nas zonas mais sombrias e frescas, pelo selo-de-Salomão, polipódios e umbigos-de-Venús. Nos locais mais soalheiros e secos encontramos a arenária, o arroz-dos-muros, o arroz-das -paredes, a uva-de-gato e espécies congéneres.
Arquitetura religiosa

Capelas da Via Sacra

O Sacromonte é uma criação italiana do final do séc. XV, quando Jerusalém se encontrava sob o domínio do império Otomano. Esta forma de reproduzir a Cidade Santa, recorrendo a capelas onde se representavam os passos da Prisão e da Paixão de Cristo. Esta representação repercutiu-se rapidamente pela Europa e permitiu ao peregrino experienciar de forma segura, sem uma deslocação à Palestina, os últimos momentos da vida do Salvador. Na esteira da Contra-Reforma, com o reitor da Universidade de Coimbra, Manuel de Saldanha, surgiu (1644) a Via Crucis no deserto carmelita do Bussaco. Mais próximo da tipologia dos Calvários medievos, este primeiro fôlego concretizou-se através de cruzes de pau-brasil que assinalavam, com legenda, os respetivos passos que se estendiam desde a Sentença até ao Calvário. 50 anos depois, o bispo-conde D. João de Melo fez colocar representações pictóricas de cada passo da Prisão e da Paixão dentro de pequenas ermidas de plano centralizado quadrangular que invocavam a capela da Virgem no monte Carmelo. Nesta empresa, que começa pelos Passos da Paixão, o bispo afirma a sua autoridade impondo a sua pedra de armas e uma lápide, datada de 1694, junto à ermida de S. José. Em 1695, outra lápide (desaparecida) junto aos Passos da Prisão assinala um percurso messiânico desde o Horto até ao Calvário. No entanto, a magnitude projetada para o Sacromonte não se resume à inclusão dos Passos da Prisão – D. João de Melo quer criar uma nova Jerusalém no deserto carmelita e, para tal, importa da Cidade Santa as medidas exatas entre cada momento do martírio de Cristo. É a necessidade de implementar essas medidas num espaço reduzido que justifica a acentuada sinuosidade do percurso da Via Sacra. Mas a emulação a Jerusalém não se esgota nessa reprodução precisa das distâncias. Para tal concorre também a introdução de Passos como o Cedron (inexistente nas Sagradas Escrituras) e de estruturas como a Porta de Siloé, a Porta Judiciária, o Pretório e o Calvário. Os dois últimos são os únicos que diferem das restantes capelas da Via Crucis do Bussaco – marcam os momentos mais relevantes de toda a Via Sacra, a condenação e a morte do Salvador – e neles D. João de Melo incorporou os elementos que deveriam conferir-lhes maior verosimilhança. Assim, encontram-se no Pretório os vinte e oito degraus que Cristo subiu no palácio de Pilatos e a varanda do Ecce Homo. No Calvário, o corpo sextavado que assinala o Passo em articulação com o corpo paralelepipédico da ermida homónima materializam a gravura do Sepulcro de Cristo na Anastasis (Antonio del Castillo, 1654). No séc. XVIII, D. António de Vasconcelos e Sousa patrocinou a criação de figuras de vulto em cerâmica e pedra (destruídas na primeira metade do séc. XIX) e das quais resta apenas uma representação de Cristo no Horto, primitivamente na gruta do Passo do Horto e hoje na ermida de S. José. O cenário desolador a que chegaram as Capelas dos Passos levou o Governo português a encomendar (1887) ao ceramista Rafael Bordalo Pinheiro doze grupos escultóricos para outros tantos Passos. No entanto, a morosidade da empreitada, o fim do financiamento e a morte de Bordalo Pinheiro em 1905 resultaram em apenas nove cenas da Prisão e Paixão de Cristo que nunca chegaram ao deserto carmelita. Já no segundo quartel do séc. XX, em renovada tentativa de devolver a vivência da Paixão de Cristo à mata do Bussaco, o escultor Costa Mota sobrinho plasmou no barro as epígrafes de cada capela, tirando partido das possibilidades plásticas das peças chacotadas. Na impossibilidade de manipular a luz, artificial e natural, o artista encontraria na policromia um novo meio de acentuar a emotividade contida nas suas composições que, a partir do Passo do Despojamento das Vestes, assumem um outro impacto visual. É na articulação de todos os contributos histórico-artísticos com a envolvência da mata e a sugestão omnipresente da força simbólica de Jerusalém que reside, ainda hoje, o sentido pleno do percurso da Via Sacra no Sacromonte do Bussaco e, simultaneamente, um dos aspetos que o tornam único no Mundo.
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Fonte do Carregal

As águas desta fonte abasteciam duas das Ermidas bem como a Fonte de Samaritana. Esta Fonte era simples, uma bica com uma pia, encimados por uma pequena cruz. Sofreu uma intervenção em 1866 e foi em 1883 completamente remodelada, contudo a sua simplicidade inicial ainda se mantém.
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Miradouro da Capela de Santo Antão

A Capela de Santo Antão eleva-se sobre um penhasco, de planta circular, com porta de moldura circular. No seu interior encontra-se um altar sobre o qual se abre um nicho contornado por pedra rústica, e cobertura em abóbada com panos evidenciados pelo mesmo material; a iluminação é feita através da porta e de 2 pequenas frestas colocadas lateralmente.
Porta

Porta de Coimbra (miradouro)

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Passo de Caifás (miradouro)

Via Sacra do Bussaco: 1 e 2 - Passo de Caifás (uma das estações da Via Sacra) - "Aqui se considera a casa de Caifás onde Cristo S. N. foi açoutado e desprezado e foi por esta rua acima para casa de Pilatos.” Com uma extensão de cerca de 3 km, a Via Sacra do Bussaco é composta por 20 passos, correspondendo aos passos da Prisão e aos passos da Paixão de Cristo, e a única réplica real da existente em Jerusalém. Foi aberta por iniciativa de Manuel Saldanha, reitor da Universidade de Coimbra, em 1644. Inicialmente, as estações eram representadas por uma simples cruz de madeira e só mais tarde, em 1694 e 1695, foram estas estações rudimentares substituídas por capelas.
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Fonte Fria (escadaria)

Trata-se da mais afamada fonte da Mata do Buçaco (e também a mais grandiosa) e um dos seus lugares mais encantadores. Entre os séculos XVII e XIX, os pontos de água (nascentes) e linhas de água que se encontram na Mata do Buçaco, comportaram várias intervenções, nomeadamente a construção de lagos e fontes, entre as quais a mais célebre, a Fonte Fria. As duas linhas de água predominantes da Mata do Buçaco unem-se na Fonte Fria, originando uma linha de água que percorre o Vale dos Fetos, nome que deriva de um conjunto de fetos de porte arbóreo, dispostos ao longo do vale. Neste local podemos desfrutar de agradáveis sombras e de uma água pura e fresca.
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Vale dos Fetos / S. Silvestre

Um dos espaços verdes ajardinados mais emblemático é o Vale dos Fetos, cujo nome deriva da existência de vários exemplares de fetos de porte arbóreo. O arruamento do Vale dos Fetos foi construído em 1887-88, tal como o Lago Grande.
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Eucalipto secular

Ponte

Ponte do Vale dos Abetos

Ponte construída sobre uma árvore que caiu no Vale dos Abetos, assinalando os dois anos do temporal que destruiu cerca de 40 por cento daquele espaço natural. O "tabuleiro" da ponte é formado por um Cedro-do-Buçaco, nome pelo qual são conhecidos os ciprestes originários da América Central, levados para a mata pela Ordem dos Carmelitas Descalços, no século XVII. Depois do ciclone Gong, que afetou a mata nacional em janeiro de 2013, a árvore "permanece até hoje no mesmo local facilitando a passagem de uma margem para a outra da ribeira localizada no Vale dos Abetos".
Lago

Lago Grande

Porta

Porta das Ameias

Porta

Porta do Luso (fechada)

fonte

Fonte S. João - LUSO

A Fonte de S. João no centro da vila do Luso é uma Água de Nascente, de origem superficial e que é tratada como as restantes águas da torneira. É a água de abastecimento público da vila do Luso. Esta fonte é da Câmara Municipal da Mealhada. A água da fonte de S. João é uma água da vila do Luso, mas que em nada está relacionada com a Água Mineral Natural de Luso engarrafada. A Água de Luso engarrafada é uma Água Mineral Natural, que tem origem na água da chuva infiltrada na Serra do Bussaco, em rochas formadas por quartzo e é uma água de circulação muito profunda. É uma água captada em profundidade, que foi sujeita a centenas de anos de filtragem natural, através dos solos da Serra do Bussaco, esteve depositada em aquíferos com grande incidência de quartzitos, o que a torna uma água levíssima e que permite ser engarrafada, sem necessidade de qualquer tratamento, ou seja, como vem da Mãe Natureza ( por imposição legal e controle da Direção Geral de Geologia e Energia).
Building of interest

Palace Hotel do Buçaco

O Palace Hotel é uma edificação neomanuelina, construída entre 1888, ano da aprovação do projeto de Luigi Manini, e 1907. Já depois da Extinção das Ordens Religiosas, D. Maria Pia pretendeu criar neste espaço um palácio real, que rivalizasse com a Pena, mas os planos acabaram por não se concretizar e o então Ministro das Obras Públicas, Emídio Navarro, muito ligado ao Bussaco, propôs a construção de um palácio do Povo, ou seja, um hotel (ANACLETO, 2004, p.66). Para tal, encarregou o cenógrafo Luigi Manini, que terminou as primeiras aguarelas em 1886. O plano foi aprovado em 1888 e as obras tiveram início ainda nesse ano. A antiga igreja, em torno da qual se encontravam as primitivas celas, foi conservada no seio do novo edifício, bem como algumas das estruturas conventuais. Manini inspirou-se na Torre de Belém e no Claustro dos Mosteiro de Santa Maria de Belém, para criar no Buçaco uma obra que não pode ser considerada apenas como um neo, mas sim como uma recriação eclética que denota aspetos historicistas, mas pouco relacionados com o retorno ao passado ou a ideias românticas (ANACLETO, 2004, p.66). Salientam-se ainda alguns dos nomes ligados a esta grandiosa obra, como foram os arquitetos Nicola Bigaglia, José Alexandre Soares e Manuel Joaquim Norte Júnior, este último responsável, em 1905, pelo projeto da denominada Casa dos Brasões. A partir de 1903, foram contratados diversos artistas para decorar os interiores do Hotel, entre os quais se encontram os pintores António Ramalho, Carlos Reis, João Vaz, o pintor de azulejo Jorge Colaço (que executou, entre outros, os painéis do vestíbulo, alusivos à Batalha do Buçaco), e o escultor Costa Motta Sobrinho, responsável pelos grupos escultóricos da Via Sacra. LUIGI MANINI (1948 – 1936) - Luigi Manini, cenógrafo no Teatro Scala de Milão, chega a Portugal em 1879 para ocupar o cargo de cenógrafo do Teatro de São Carlos. Em 1888, contava quarenta anos, Emídio Navarro convida-o a projetar um palacete de caça para a família real, a construir na serra do Buçaco. Manini projetou um palácio em estilo neomanuelino. O Palácio do Buçaco deu trabalho a outros artistas, como Norte Júnior e Nicola Bigaglia, este de origem veneziana, que executaram as pinturas decorativas, e o escultor J. Machado. Nesta obra teve especial relevo o contributo da Escola Livre das Artes do Desenho de Coimbra, donde provinham os mestres canteiros que trabalharam no Bussaco. Outra obra emblemática de Luigi Manini em Portugal é a Quinta da Regaleira, em Sintra, cujo projeto teve início em 1904. Para além das obras já mencionadas, Manini concebeu o Challet Mayer, a Vila Sassetti, e a casa do jardineiro da Quinta Biester, atualmente designada Vila Relógio, em Sintra. Em 1913, Manini regressa a Itália, falecendo em Brescia a 29 de Junho de 1936, com 88 anos de idade. NORTE JÚNIOR (1878 – 1962) - Assina a Casa dos Brasões do Palace Hotel do Bussaco. Das suas obras mais conhecidas destacam-se o Teatro Variedades, o Café Nicola e a Villa Sousa, em Lisboa e o Palace Hotel da Curia. Foi o recipiente de 5 Prémios Valmor. NICOLA BIGAGLIA (1841-1908) - Assina a Casa dos Cedros do Palace Hotel do Bussaco. Nicola Bigaglia, um prestigiado arquiteto veneziano, radicou-se em Portugal em 1888, com o intuito de vir dar aulas de Modelação Ornamental na Escola Afonso Domingues. Recebeu um Prémio Valmor pelo Palácio Lima Mayer, em lisboa, tendo também assinado o Palácio Lambertini, e o Palácio Val Flor, ambos em Lisboa.

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