Horas  5 horas 37 minutos

Coordenadas 1073

Uploaded 18 de Fevereiro de 2018

Recorded Fevereiro 2018

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próximo a City Center, Madrid (España)

FOTOS DESTA E DE OUTRAS TRILHAS EM ”CAMINHANTES"

Visitar Madrid, a capital de Espanha, é visitar uma cidade vibrante e repleta de coisas para ver e fazer. Madrid é uma cidade que apaixona assim que se chega. Um dos maiores centros financeiros da Europa, com uma arquitetura riquíssima, preservada e repleta de opções. Palácios Reais, museus de arte, parques verdes, edifícios históricos que remetem à Espanha imperial, mercados gastronómicos e tapas inesquecíveis...

A proposta “Madrid Walking Tours” consiste em percorrer a cidade a pé à descoberta dos seus encantos, proporcionando uma excelente oportunidade para sentir a atmosfera desta cidade com os seus inúmeros e fantásticos museus, eventos culturais e vibrante vida noturna.

O percurso aqui apresentado pretende mostrar o que se pode visitar em Madrid numa curta estadia, como foi o caso, de dois dias. Optamos por guardar o terceiro dia para visitar Segovia.

1º Dia Gran Vía - Templo de Debod - La Rosaleda - Jardines do Campo do Mouro - Palácio Real - Catedral de Santa Maria A Real de Almudena - Mercado de La Cebada - Barrio das Letras - Plaza Mayor - Mercado de San Miguel - Puerta del Sol

2º Dia Gran Vía - Fuente de La Diosa Cibeles - Puerta de Alcalá - Parque de El Retiro - Museo Reina Sofía - Real Jardín Botánico - Museo Nacional del Prado - Museo Nacional Thyssen-Bornemisza - Congreso de Los Diputados

1º DIA

GRAN VÍA - BROADWAY MADRILENHA
A Gran Vía é uma das principais ruas da cidade de Madrid. Começa na rua de Alcalá e termina na praça da Espanha. É uma importante área comercial, turística e de lazer, com os seus muitos cinemas, teatros e musicais. Por isso, o troço da Gran Vía compreendido entre a praça do Callao e a praça da Espanha é conhecido como a Broadway Madrilenha. A Deusa da Vitória vigia a rua a partir do topo do icónico Edifício Metrópolis.

TEMPLO DE DEBOD
O Templo de Debod constitui um dos poucos testemunhos arquitectónicos núbio-egípcios completos que podem ser contemplados fora do Egito e o único destas caraterísticas existentes em Espanha. Construído no século IV a.C. pelo Rei Cuchita Adijalamani para reverenciar o Deus Amun, até há apenas algumas décadas situava-se 15 km ao sul de Assuão, no Egito, muito próximo da primeira catarata do Nilo e do grande centro religioso da deusa Ísis, em Filé.
Em 1961, devido à construção da nova represa de Assuão, as suas pedras foram desmontadas e depositadas na ilha Elefantinaaté o seu posterior traslado ao porto de Alexandria.
Em 1968, o templo foi doado a Espanha pelo Estado egípcio em agradecimento pela ajuda prestada ao salvamento dos templos de Abu Simbel.
Uma vez transferido a Espanha, pedra por pedra, o templo foi exposto a um complicado trabalho de reconstrução e restauração. Estes trabalhos incluíram a instalação no seu interior de ar condicionado quente para criar uma atmosfera seca que se aproximasse do clima de Núbia. Para representar o rio que teve o templo nas suas proximidades, construiu-se um tanque de pouca profundidade que se estende ao longo dos três portais de acesso ao templo. Os trabalhos de reconstrução do monumento tardaram dois anos. O templo foi inaugurado a 20 de Julho de 1972.

LA ROSALEDA DEL PARQUE DEL OESTE
A Rosaleda del Parque del Oeste também denominada como Jardín de Ramón Ortíz, Rosaleda de Madrid é um jardim de diversas variedades de rosas numa extensão de 32.000m² que se encontra no Parque del Oeste da cidade de Madrid. Foi desenhada e construída pelo jardineiro mayor del ayuntamiento de Madrid Ramón Ortíz en 1956.

JARDINES DO CAMPO DO MOURO
Estes Jardins devem o seu nome ao facto de este lugar ter sido usado pelos muçulmanos para acampar as tropas que sitiavam a cidade na Idade Média. As primeiras obras para acondicionar os jardins devem-se a Filipe IV, o qual transformou o lugar construindo fontes e plantando diferentes tipos de vegetação, mas ainda assim estava bastante descuidado. Durante a reconstrução do Palácio Real, no século XVIII, realizaram-se diversos projectos de ajardinamento baseados nos jardins do Palácio Real de La Granja de San Ildefonso, os quais não se chegaram a realizar por falta de fundos. Só no reinado de Isabel II se começou o ajardinamento a sério do Campo do Mouro. Nesta época desenhou-se um grande parque e instalaram-se fontes trazidas do Palácio de Aranjuez. Infelizmente, com a queda de Isabel II houve um período de abandono e descuido, durante o qual se perdeu uma parte do desenho do jardim, o qual era de tipo romântico. Durante a regência de Maria Cristina iniciaram-se uma série de obras de recuperação, ortigando-lhe um desenho actual, de acordo com o traçado dos parques ingleses do século XIX.

PALÁCIO REAL DE MADRID
O Palácio Real de Madrid, também denominado de Palácio de Oriente e, durante a Segunda República Espanhola, de Palácio Nacional, é a residência oficial do Rei de Espanha, situado em Madrid, a capital espanhola. Com uma área de 135 000 m² e 4318 quartos, é o maior palácio real na Europa.
Foi construído no mesmo local onde se encontrava um outro palácio, denominado de Real Alcázar de Madrid, destruído por um incêndio que durou três dias, no ano de 1734. As obras começaram a 6 de Abril de 1738, quando se lançou a primeira pedra. O seu arquitecto foi Giovanni Battista Sacchetti.
O Palácio Real de Madrid continua a ser, oficialmente, a residência do Rei de Espanha, apesar de, na actualidade, o Rei o utiliza somente para ocasiões de gala, almoços, recepções oficiais, entregas de prémios e audiências, já que a Família Real optou por viver num palácio mais modesto, o Palácio da Zarzuela. Os reis consideram que na sua residência do Monte de El Pardo podem preservar a sua intimidade mais facilmente que num palácio com as dimensões do Palácio Real de Madrid. Afonso XIII foi o último monarca a residir permanentemente no palácio, e Manuel Azaña o último chefe de estado a habitá-lo. Os aposentos privados utilizados por Afonso XIII estiveram em estado de semi-abandono durante muito tempo, estando em processo de restauro. Estes encontram-se na denominada Ala de San Gil.
Também se projecta a construção de um Museu de Colecções Reais nas proximidades, entre a Plaza de la Armería e la Almudena. Este edifício, em parte subterrâneo, albergará diversas colecções que permanecem armazenadas. Actualmente, o Palácio Real de Madrid é administrado pelo Património Nacional de Espanha, dependente do Ministério da Presidência.

CATEDRAL DE SANTA MARIA A REAL DE ALMUDENA
A Catedral de Santa Maria a Real de Almudena é a sede episcopal da diocese de Madrid, em Espanha. Tem 102 metros de comprimento e 73 de altura; a sua arquitectura é uma mistura de vários estilos: neoclássico no exterior, neogótico no interior e neorromânico na cripta.
Foi consagrada pelo papa João Paulo II na sua quarta visita a Espanha, a 15 de Junho de 1993. É a primeira catedral espanhola consagrada por um Papa e a primeira consagrada por João Paulo II fora de Roma. Situa-se no centro da cidade. A fachada principal dá para a plaza de Armería, em frente ao Palácio do Oriente. A porta lateral é acessível através da calle de Bailén e, a cripta, através da calle Mayor. A diferença desta catedral em relação às demais, é a sua orientação norte-sul, sendo que o habitual é este-oeste; isso foi fruto de sua construção em conjunto com o Palácio Real de Madrid. É feita em pedra de Novelda (Alicante) e granito proveniente de Colmenar Viejo (Madrid).

MERCADO DE LA CEBADA
O Mercado de la Cebada, situado no centro do distrito, é um dos mercados de abastecimento maiores de Madrid. O edifício tem dois pisos com uma superfície superior a 6000m2, repartidos por 91 bancas de talhos, charcutarias, frutarias, peixarias entre outros estabelecimentos especializados como perfumaria, óptica, florista, etc…

BARRIO DAS LETRAS
O seu nome, Bairro das Letras, deve-se a ter sido o lugar onde residiram durante os seus anos em Madrid alguns dos escritores mais ilustres do Século de Ouro das Letras Espanholas (século XVII). Miguel de Cervantes, Lope de Vega, Francisco de Quevedo, Tirso de Molina ou Góngora, entre outros, escolheram este bairro para nele estabelecerem a sua residência na capital. Estes escritores deram nome a muitas das ruas da zona, como tributo da cidade a uma das páginas mais brilhantes da sua cultura e da sua história.
Históricamente o Barrio de Las Letras foi o lugar preferido de escritores e artistas, junto com amantes da literatura que frequentavam os “corrales”, ou pátios de comédia, de Príncipe de la Pacheca ou De la Cruz para desfrutar das grandes obras que ali se representavam. No cenário do corral de comedias del Príncipe, actual Teatro Espanhol, estrearam-se as melhores comédias dos autores do Século de Ouro da literatura espanhola. O Teatro de la Cruz teve a honra de albergar as estreias de El sí de las niñas, do ilustrado Leandro Fernández de Moratín, a ópera O barbeiro de Sevilha, de Rossini, ou o Don Juan Tenorio, de Zorrilla.

PLAZA MAYOR
É uma praça retangular, rodeada de todos os lados de edifícios de três pisos, sendo a sua entrada apenas possível através dos nove pórticos. Tem 129 metros de comprimento e 94 de largura. Existem ao todo 237 varandas ao longo de toda a praça. O pórtico mais conhecido é o Arco de Cuchilleros, na esquina sudoeste da praça. Ao centro, no lado norte, ergue-se a Casa de la Panadería e à sua frente, no lado sul, a Casa de la Carnicería. Debaixo dos pórticos, nas suas arcadas, estão estabelecidas lojas tradicionais, constituindo um dos pontos turísticos de maior relevo na cidade.
As origens da praça remontam ao século XV, quando na confluência dos caminhos que ligavam Toledo a Atocha, fora da cidade medieval, estava a Plaza del Arrabal, o mercado principal da vila, tendo sido construída um primeiro edifício portificado para regular o comércio da zona.
Em 1580, depois de ter transferido as cortes para Madrid em 1561, Filipe II encarregou Juan de Herrera de remodelar a praça. A Casa de la Panadería, que estava ao cargo de Diego Sillero, foi o primeiro edifício a surgir na nova praça em 1590. Em 1617, Filipe III, encarregou Juan Gómez de Mora de finalizar as obras, tendo sido terminadas as obras em 1619.
A Plaza Mayor sofreu três grandes incêndios durante a sua história. O primeiro foi em 1631, e as obras de reconstrução foram entregues ao mesmo arquitecto que a tinha terminado, Juan Gómez de Mora. O segundo ocorreu em 1670; Tomás Román foi o arquitecto encarregado da sua reconstrução. O último e terceiro incêndio na praça foi em 1790; os trabalhos de reconstrução foram comandados por Juan de Villanueva, que reduziu a altura dos edifícios da praça, de cinco pisos a três. As obras prosseguiram até 1854, tendo os discíplos de Villanueva terminado a obra, Antonio López Aguado e Custodio Moreno. Em 1848 foi colocada no centro a estátua equestre de Filipe III.

MERCADO DE SAN MIGUEL
Desde a Idade Média, já existia um mercado popular a céu aberto nas proximidades de igreja de São Miguel dos Octoes. O mercado vendia produtos das corporações de ofício. Em 1790, a igreja foi grandemente afetada com o incêndio da Praça Maior, anexa à igreja, vindo a ser, finalmente, derrubada em 28 de novembro de 1809 durante a reforma urbanística promovida por José I Bonaparte, que promoveu a criação de espaços abertos na cidade. Em seu lugar, foi criada a praça de São Miguel. O mercado a céu aberto, especializado em peixes, passou então a operar na praça.
Duranta a segunda metade do século XIX, as ideias de higienismo começaram a influenciar os urbanistas. Nesse contexto, começaram a ser construídos mercados cobertos na cidade, não só por questões de higiene, mas também para melhorar o trânsito de veículos, pois os vendedores dos mercados a céu aberto costumavam ocupar as ruas, prejudicando o trânsito. No período 1913-1916, foi construída a atual estrutura de ferro para abrigar o mercado. A estrutura foi projetada pelo arquiteto espanhol Alfonso Dubé y Díaz, inspirado em outros mercados de ferro europeus da época como o Les Halles de Paris. Atualmente, o mercado é o último exemplo da arquitetura do ferro que continua de pé na cidade, pois todas as outras construções do gênero que haviam sido erguidas no último terço do século XIX na cidade já foram derrubadas e, em geral, substituídas por novas construções, como é o caso dos mercados de Mostenses (1875), la Cebada (1875), Chamberí (1876) e la Paz (1882).

PUERTA DEL SOL
A Puerta del Sol é um dos locais mais famosos e concorridos da cidade espanhola de Madrid. É neste local que se encontra desde 1950, o quilómetro zero das estradas espanholas. O edifício mais antigo da Puerta del Sol é a Real Casa de Correos e nele destaca-se o relógio da torre que foi construído e doado no séc. XIX por José Rodriguez de Losada, e que faz tradicionalmente a contagem decrescente para a entrada do novo ano todos os 31 de Dezembro, assim como o tradicional comer das passas.
A Puerta del Sol foi nas suas origens, um dos acessos do muro que rodeava Madrid no século XV. Este muro incluía no seu perímetro os arredores medievais que tinham crescido extramuros, à volta da muralha cristã do século XII. O nome da porta provém de um sol que adornava a entrada, colocado ali pelo facto de a porta estar orientada a levante (Este). Entre os edifícios que a tornavam uma zona de prestígio nos seus primórdios encontram-se a Iglesia del Buen Suceso e o Convento de São Felipe.
Ainda que desde o século XVII ao século XIX a porta tinha importância como local de encontro (aqui podíamos encontrar um dos locais mais importantes para as pessoas se reunirem e falarem da “villa” desde o Século de Ouro Espanhol, as famosas escadarias de São Felipe), não era uma praça bem definida, como a Plaza Maior, e ocupava metade do atual espaço. A Real Casa de Correos foi construída pelo arquiteto francês Jaime Marquet entre 1766 e 1768; a mesma foi posteriormente Ministerio de la Gobernación (Interior) e a Direción General de Securidad do estado espanhol durante a ditadura franquista e, atualmente, é a sede da Presidência da Comunidade Autónoma de Madrid. Será esta Real Casa de Correos que iniciará as bases urbanísticas daquilo que é hoje a Puerta del Sol e da sua crescente importância como ponto central de Madrid. Depois da conversão da Real Casa de Correos em sede do Ministerio de la Gobernación (1847), decide-se derrubar algumas casas da zona para realçar o edifício e torná-lo mais seguro. O resultado seria a criação de uma grande praça.

Fonte: wikipedia

2 comentários

  • DiogoHiker 19/fev/2018

    Obrigado pela partilha.

  • bonfante2 13/jul/2018

    I have followed this trail  verificado  View more

    Me resultó un poco difícil de seguir. Algo 😕

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