Horas  3 horas 14 minutos

Coordenadas 1032

Uploaded 27 de Dezembro de 2019

Recorded Dezembro 2019

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886 m
764 m
0
2,4
4,9
9,74 km

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próximo a Fondevila, Braga (Portugal)

- Trilho sem marcações, com início e fim no Parque de Lazer da Barragem do Oural;
- percorre quase toda a Levada da Víbora (exceto o último tramo, até à nascente do Ribeiro de Begainhos);
- Passa ainda pelo núcleo dos Moinhos de Rei e respetivo parque de lazer e imediações da aldeia de Busteliberne;
- Misto de caminhos rurais, trilhos de bosque e algum estradão de terra batida;
- Trilho fácil e acessível a todos os que gostam de caminhar. É excelente para ser feito em dias muito quentes, pois é muito fresco e cheio de sombra. Ter apenas atenção e algum cuidado junto da levada, pois devido à constante humidade, a pedra com musgo torna-se muito escorregadia;
- Quanto à designação "Levada da víbora", é claro que esta cria alguma apreensão... mas a verdade é que estes "bichinhos" estão espalhados por grande parte do nosso território serrano e rural. Logo, o cuidado será o mesmo que em qualquer outro lugar. Sobretudo, respeito pelo espaço natural onde se está, respeito pela flora e fauna locais e atenção onde se pisa!!!


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- LEVADA DA VÍBORA
A área regada pela levada da Víbora ronda os 40 ha, divididos entre uns 130 campos. A água é derivada da ribeira de Busteliberne por meio duma presa designada como "Açude de Víbora", reconstruída em betão no início dos anos 70 do século XX. Esta água é trazida até à aldeia de Abadim por um canal, ou levada, de 5,3 km, e passa a ser dividida entre os cerca de 60 regantes. Os recursos da levada provêm do caudal da ribeira, repartido entre águas de chuva que se escoam diretamente e as águas infiltradas que voltam a nascer em toda a bacia acima do açude. Situada entre os 900 m e os 1130 m de altitude, esta zona tem uma superfície de cerca de 200 ha. Apesar de mais próximas, outras possíveis bacias de captação foram deixadas de lado, por causa ora dos recursos limitados, ora da sua situação fora do território da freguesia.

- MOINHOS DE REI
A área de lazer de Moinhos de Rei proporciona aos seus visitantes, para além do usufruto do parque de merendas, um posto de fomento cinegético (com perdizes e codornizes), um cercado de veados, que visa a reintrodução do veado na Serra da Cabreira e obviamente, vários locais com vistas panorâmicas. Os moinhos, construídos no reinado de D. Dinis, primeiro rei que no nosso país, sobretudo no Entre-Douro-e-Minho, incentivou e desenvolveu a indústria da moagem.

- SERRA DA CABREIRA
Reza a lenda que a Serra da Cabreira deve o seu nome a uma jovem e bela cabreira que por ali costumava guardar seu rebanho: “ (…) E o povo quis perpetuar para sempre, com toda a justiça, o amor desgostoso da moça pastora. Por isso, deu à serra onde ela vivera a sua grande paixão o nome de Serra da Cabreira e, já que ela queria ser ave e voar, passou a chamar ao rio da Vila do Conde, o Rio Ave… “. Seja a pé, de btt ou de viatura, a Serra da Cabreira é passagem obrigatória para quem visita Vieira do Minho, e para quem deseja desfrutar de uma exuberante paisagem serrana. A Serra da Cabreira estende-se pelos territórios de Vieira do Minho e de Cabeceiras de Basto. O seu cume, o Talefe, com 1262 metros de altitude, oferece ao visitante uma paisagem verdadeiramente deslumbrante e sublimes panorâmicas sobre as aldeias serranas, albufeiras e a Serra do Gerês. A sua Fauna é dominada pelas espécies típicas das zonas de matos e das florestas de coníferas, estando as espécies dos restantes habitats muito confinadas. Convém, no entanto salientar que a diversidade de espécies é ainda assim, relativamente elevada, quando comparada com outras zonas do país. Destacam-se, pelo seu estatuto de protecção e/ou raridade: entre os anfíbios a salamandra-lusitana, o tritão-de-ventre-laranja e o tritão-palmado; entre as aves o tartaranhão-caçador, melro-d’água. De referir ainda a existência de duas espécies (o dom Fafe e a felosa-das-figueiras) cujo valor patrimonial é elevado devido à raridade dos locais conhecidos de nidificação em Portugal. Já no que diz respeito aos mamíferos, merecem menção, a toupeira de água, o lobo, a lontra e o gato bravo. A região da Serra da Cabreira encontra-se numa zona que, do ponto de vista biogeográfico, se classifica como de transição entre a flora da região cantábrica e a flora da região ibero-atlântica. O primeiro tipo de flora é mais próximo da flora eurosiberiana, dominada por espécies adaptadas ao calor e relativa secura, mas em que ambos os factores são atenuados pela presença regular de massas de ar húmidas e frescas, provenientes do Atlântico. A coexistência destas espécies vegetais é possível pela particularidade do clima da Serra da Cabreira, que congrega uma grande disponibilidade de água, com influência do clima mediterrâneo, que marca progressivamente as regiões mais a sul. Na Cabreira foram recenseadas 256 espécies de plantas, possuindo 43 um particular interesse para a conservação do património natural devido à sua raridade, vulnerabilidade, carácter endémico ou perigo de extinção, como azevinho ou perigo de extinção, como o azevinho ou a Drosera rotundifolia (espécie carnívora). A Serra da Cabreira conserva ainda um importante núcleo de vestígios arqueológicos, como abrigos pré-históricos, sepulcros megalíticos, mamoas, gravuras rupestres que atestam a antiguidade da ocupação humana neste concelho. Aqui encontramos também os Fojos de Lobo, armadilhas de caça através das quais os lobos e a caça grossa eram capturados, e ainda as cabanas que abrigavam os pastores quando estes apascentavam o gado. São conhecidos 4 fojos, Fojo da Alagôa, Fojo Grande, Fojo do Meio e Fojo Novo. Este conjunto monumental é constituído por paredes com cerca de 2,5m de altura. A sua área de implantação abrange as freguesias de Anjos, Ruivães e Rossas, estendendo-se no seu conjunto por 2,5 km. As cabanas são construções mais modestas, quase sempre de planta circular, com paredes de pedra, cobertura de lajes e de torrões de terra. Estas foram construídas entre os finais do século XVI e inícios do século XVIII. Contudo, para conhecer a Cabreira, descobrir os seus encantos e alcançar lugares recônditos, nada melhor que experimentar um dos trilhos pedestres (Percurso do Turio, Percurso da Costa dos Castanheiros, Percurso de longo curso aos Fojos, etc.) e caminhar por entre a natureza. Esta será a melhor forma de contactar com a fauna, a flora e o património humano dessa serra. Para cada percurso encontra-se publicado um desdobrável que contem uma ficha técnica com as características do percurso, a descrição do trilho, o perfil altimétrico e o mapa. Estes podem ser adquiridos no Posto de Turismo de Vieira do Minho.
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Moinho 1

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Moinho 2

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Moinho 3

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Moinho 4

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Moinho 5

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Moinho 6

panorama

Panorâmica de Busteliberne

Aldeia de Busteliberne: - Em plena serra da Cabreira, à cota de 800 metros, ergue-se a aldeia de Busteliberne, parte da freguesia de Cabeceiras de Basto (São Nicolau), no concelho de Cabeceiras de Basto. Pensa-se que Busteliberne terá começado por ser um conjunto de tradicionais abrigos de pastores, tendo depois progressivamente evoluído para o aglomerado rural que conhecemos hoje. É uma aldeia tipicamente serrana, com as suas casas e moinhos dispostos em socalcos, chegando a confundir-se com rochas.
Ponte

Ponte sobre a Ribeira de Busteliberne

Lago

Praia fluvial do Oural (Parque de lazer)

Barragem do Oural: - A área de lazer da barragem do Oural é o local ideal para passar um dia em familia. Espaço equipado com mesas para piqueniques, bancas da loiça com água canalizada, iluminação e um Bar com WC disponivel para os visitantes. Existe também neste espaço um campo de futebol de praia para os amantes desta modalidade. Os trilhos em redor desta barragem são também uma grande atração para os aficionados do BTT. Esta infrastrutura serve também de apoio ao combate a incêndios na região.

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