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Distância

18,28 km

Desnível positivo

740 m

Dificuldade técnica

Moderada

Desnível negativo

813 m

Elevação máx

2.520 m

Trailrank

51

Elevação min

2.001 m

Tipo de trilha

Mão Única

Hora

7 horas 13 minutos

Coordenadas

2717

Enviada em

31 de julho de 2021

Registrada em

julho 2021
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2.520 m
2.001 m
18,28 km

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perto de L'Hospitalet-près-l'Andorre, Occitanie (France)

O percurso aqui partilhado pode conter erros de GPS ou eventualmente passar por propriedades privadas, ou mesmo através de corta mato e ter passagens por locais que podem ser perigosos para os menos experientes. A descrição do percurso é efetuada à data da sua realização, pelo que se deve ter em atenção que as condições do trilho podem facilmente vir a alterar-se, quer pelas condições meteorológicas, quer por mudança da vegetação, quer por outros fatores inimputáveis à minha vontade. O grau de dificuldade e as condições técnicas atribuídas é baseado na minha experiência pessoal e apenas serve de referência, pelo que não me responsabilizo por qualquer acidente que possa ocorrer por influência ou utilização do percurso aqui disponibilizado.


PANORÂMICA DO PUIG PEDRÓS

CARLIT 50 ESTANYS: de lago em lago pelos picos mais altos dos Pirenéus Orientais
Os lagos fazem a alegria das paisagens de montanha e, neste percurso, pode-se desfrutar dessa beleza! Tem-se pela frente mais de cinquenta lagos, distribuídos em cinco etapas de alta montanha, na região de Carlit, Puig Peric e Les Bouillouses. Este percurso pedestre circular pretende conhecer este atraente setor dos Pirenéus, sem dificuldades técnicas, com paisagens espetaculares e coroando o pico mais alto dos Pirenéus Orientais: Puig Carlit (2921 m). As etapas passam entre Reservas de Fauna, Parques Naturais regionais e locais com diversos graus de proteção ambiental, devido ao seu alto valor ecológico em flora, fauna e paisagens. Geograficamente percorrerem-se os departamentos franceses dos Pirenéus Orientais e Médios Pirenéus, ou seja, o País Catalão e a Occitânia.
No trekking Carlit 50 Estanys passa-se pelos Departamentos Franceses dos Pirenéus Orientais e de Ariège, ou seja, Países Catalães e Occitânia. O Col de Coma d´Anyell e o Col Terrers constituem a fronteira entre estas duas regiões históricas, desde há muitos séculos, inseridas na orla paisagística formada pelas montanhas.
As águas também se separam de um lado e do outro destas passagens estratégicas: as do lado oriental vão para o Mediterrâneo com os rios Aude e Segre, e as do lado ocidental vão para o Atlântico com o Garonne.
O trekking começa em Les Bouillouses (Capcir, Pirenéus Orientais), a 83 km de Perpignan. A estrada fica fechada durante o verão (das 07:00 às 19:00), mas com a reserva de Carlit 50 Estanys pode-se passar e chegar de carro ao refúgio de onde se parte.
O período operacional da travessia será no verão, entre maio e outubro, embora os dados sejam flexíveis em função da presença de neve na montanha, e do calendário de acomodações. Reservas antes de 15 de maio, usufruem de um desconto de 5%.
As reservas no site oficial incluem: reserva centralizada para todas as acomodações, meia pensão (jantar, noite e café da manhã), mapa topográfico 1: 50.000, guia detalhado e track GPS, t'shirt Carlit 50 Estanys exclusiva, seguro de acidentes (opcional), acompanhamento de guia (opcional) e apoio por telefone 24 horas. As taxas turísticas estão incluídas nos preços.
A travessia do Carlit 50 Estanys decorre entre os 1905 e 2921 m de altitude, em territórios de meia e alta montanha, sujeitos a condições climáticas severas e variáveis.É fundamental respeitar as regras básicas de segurança.

Distância: 71510 km
Duração aproximada: 5 dias
Altitude mínima: 1905 m
Altitude máxima: 2921 m
Elevação ascendente acumulada: 4100 m
Elevação descendente acumulada: 4100 m


PÁGINA OFICIAL


PORMENOR DO PERCURSO (L'ESTANYOL)

ETAPA 4/5: BÉSINES - LES BOUILLOUSES

- Trilho circular pelas regiões do Capcir (Pirenéus Orientais) e Ariège (Países Catalães e Occitânia), dividido em quatro etapas mais uma quinta (opcional), linear, de ascensão ao pico mais alto dos Pirenéus Orientais, o Puig Carlit. Na quarta e penúltima etapa percorreram-se 18,3 kms, entre o Refuge des Bésines e o Auberge du Carlit, ponto inicial e final deste circuito. A quinta e última etapa, sendo linear, torna-se opcional. No entanto, considero-a a etapa rainha deste tour, pois a ascensão ao Puig Carlit será sempre memorável para quem a experiencie;
- Os primeiros 4,4 kms do trilho são percorridos numa lenta e gradual ascensão até ao Col de Coume d'Anyell (local que já tinha cruzado na etapa anterior, formando assim um "laço"), passando pelo Ruisseau de Coume d'Agnel, Étangs Moulsut (no sopé do imponente Puig Pedrós) e Portella de Lanós;
- Depois de deixar o "passo" de montanha, enceta-se uma descida até aos prados de Rouzet, contornando primeiro o Estany de Lanoset e depois o imenso Estany de Lanós, para chegar até à Cabane de Rouzet. Os prados de Rouzet são de uma dimensão considerável, belíssimos na sua simplicidade, onde manadas de cavalos pastam livremente. É um local paradisíaco;
- Subindo agora a suave encosta, chega-se à Portella de la Grava, mais um "passo" de montanha, com deslumbrantes vistas panorâmicas, quer para o Vallée de Rouzet, quer para o Vallée de La Têt, onde se encontra o próximo ponto de paragem obrigatório: o L'Estanyol;
- Uma rápida descida, sem dificuldades, leva-nos até às margens de mais um inesquecível paraíso, o L'Estanyol. Este lago de montanha encontra-se a meio de um curso de água que desemboca no Ruisseau de La Têt. Mas o que chama a atenção são as suas margens verdes, de erva fina, num claro convite para um merecido descanso a meio desta longa etapa, proporcionando a oportunidade para se refrescarem os pés nas límpidas águas de montanha deste pequeno ribeiro;
- Os próximos 5,3 kms desenvolvem-se ao longo do Vallée de La Têt, acompanhando o Ruisseau de La Têt, sempre em suave e imperceptível descida. É um longo vale, verde, entre encostas povoadas por arvoredos dispersos, onde pequenas manadas de gado pastam de forma alheada de quem passa. Este troço faz-se de forma muito descontraída, desfrutando da belíssima paisagem que nos rodeia. Com frequência cruzamo-nos com outros caminhantes (famílias, pequenos grupos informais, etc...), que, aproveitando a proximidade com o Lac des Bouillouses, circulam pelo vale em claro lazer, usufruindo da beleza e tranquilidade que um local assim proporciona;
- Por fim chega-se à margem do Lac des Bouillouses, faltando apenas 2,7 kms para terminar a etapa. Este último troço, sempre pela margem do grande lago, aparentemente parece simples de se fazer. No entanto, revela-se bem mais exigente do que parece, pois desenvolve-se por carreiros pelo meio dos bosques sobranceiros ao lago, num constante sobe e desce, onde temos que ultrapassar rochas, raízes que cobrem o chão e declives em piso de gravilha (bastante escorregadia). É um esforço extra para as pernas, e requer novamente atenção e algum cuidado para se evitarem acidentes;
- Ultrapassado este último troço, chega-se à Barrage des Bouillouses, que se atravessa até chegarmos ao Auberge du Carlit, local onde se começou este circuito e onde termina esta quarta etapa;
- Este trilho desenvolve-se, essencialmente, por caminhos de pé posto;
- Trilho de montanha, com alguns desníveis acentuados sem relevante exigência física. É essencialmente uma etapa longa, e por isso mais cansativa. Mas no geral, do ponto de vista físico, é uma etapa acessível;
- Ao longo de todo o percurso, a paisagem continua a ser deslumbrante, com destaque para o Ruisseau de Coume d'Agnel e os Étangs Moulsut, no sopé do imponente Puig Pedrós, a Portella de Lanós e o Col de Coume d'Anyell, os Estany de Lanoset e Estany de Lanós, à entrada dos deslumbrantes prados de Rouzet (e respetiva cabana), a Portella de la Grava como porta de entrada para o paradisíaco L'Estanyol, o longo e belíssimo Vallée de La Têt e, por fim, o não menos impressionante Lac des Bouillouses;
- Em resumo, esta é mais uma etapa belíssima, difícil de escolher o que fotografar, pois as paisagens são deslumbrantes. É um percurso cénico, por vezes paradisíaco, de natureza em estado puro, que nos inebria e atordoa. Sem dúvida, esta etapa fecha em beleza este Tour pelos 50 Estanys, pois a ascensão ao Puig Carlit (linear) pode ser considerada um "extra". No entanto, será sempre a coroação perfeita para este circuito ímpar pelos Pireneus Orientais, Países Catalães e Occitânia. Perfeito!!


PLANÍCIES DO VALLÉE DE ROUZET

ETAPAS:
LE TOUR DU CARLIT 50 ESTANYS: Les Bouillouses - Camporrells (etapa 1/5)
LE TOUR DU CARLIT 50 ESTANYS: Camporrells - En Beys (etapa 2/5)
LE TOUR DU CARLIT 50 ESTANYS: En Beys - Bésines (etapa 3/5)
LE TOUR DU CARLIT 50 ESTANYS: Les Bouillouses - Puig Carlit - Les Bouillouses (etapa 5/5)

PERCURSO COMPLETO
LE TOUR DU CARLIT 50 ESTANYS


ESTANY DE LANOSET E ESTANY DE LANÓS

- ETAPA 4/5 (descrição oficial)
O circo de Pedrós é um enclave solitário sob o imponente Puig Pedrós de Lanós, onde várias lagoas repousam na sombra antes que os primeiros raios de sol surjam sobre o seu cume (2.842 m). Ao atingir-se o cume, faz-se uma parte da etapa entre vistas panorâmicas de ambos os lados: terras catalãs a leste e terras occitanas a oeste, rumo ao norte para entrar nas planícies de Rouzet, sobre o Estany de Lanós, e depois no Coma de la Grava, um longo vale glaciar, propício a um agradável passeio. Pode-se ter uma visão completa deste, subindo-se ao Puig de la Grava, logo acima do Estanyol, no ponto mais central de toda a caminhada circular. O vale conduz-nos às pequenas ilhotas do Estany La Bullosa, ao longo da margem direita, até se chegar ao final da etapa. Um percurso ideal para fotógrafos.

Distância: 18,32 km
Duração aproximada: 7-8 horas
Altitude mínima: 2007 m
Altitude máxima: 2455 m
Elevação ascendente acumulada: 946 m
Elevação descendente acumulada: 1015 m



PORMENOR DO PERCURSO (ESTANY DE LANOSET)

- PARQUE NACIONAL DOS PIRENÉUS
Os Pirenéus são uma cordilheira no sudoeste da Europa cujas montanhas formam uma fronteira natural entre a França e a Espanha. Separam a Península Ibérica da França, e estendem-se por aproximadamente 430 km, desde o golfo da Biscaia, no oceano Atlântico, até ao cabo de Creus (extremo oriental da Espanha continental), no mar Mediterrâneo.
Na sua maior parte, a crista principal dos Pirenéus forma a fronteira franco-espanhola, com o principado de Andorra incrustado entre os seus dois vizinhos. A principal exceção a esta regra é o vale de Aran, que pertence a Espanha mas que se situa na face norte da cordilheira. Outras anomalias orográficas incluem a Cerdanha (único vale dos Pirenéus no sentido leste-oeste) e o enclave espanhol de Llívia (completamente cercado por território francês).
Os Pirenéus são subdivididos em: Pirenéus Ocidentais ou Atlânticos, Pirenéus Altos ou Centrais e Pirenéus Orientais. O alcance dos Pirenéus Centrais estende-se a oeste de Port de Canfranc até ao vale de Aran a leste. O ponto culminante da cordilheira é o monte Aneto, no maciço da Maladeta, com 3404 m de altitude. Há cerca de duzentos picos acima de 3000 m na cordilheira. As montanhas mais altas estão constantemente cobertas de neve, apesar de ter sido observado, a partir da metade do século XIX, um acentuado degelo. O outrora impressionante glaciar d'Ossoue, em Vignemale, perdeu muito da sua espessura.
Os Pirenéus constituem uma formação mais antiga do que os Alpes: os seus sedimentos começaram a ser depositados em bacias costeiras durante as eras Paleozoica e Mesozoica. Entre 100 e 150 milhões de anos atrás, durante o Cretáceo Inferior, o golfo da Biscaia dilatou-se, de modo a empurrar o que é hoje a Espanha de encontro à França e a pressionar grandes camadas de sedimentos. A pressão intensa e o levantamento tectónico da crosta terrestre afetaram de início a porção oriental e, posteriormente, toda a cordilheira, processo que atingiu o ápice no Eoceno.
A porção oriental desta cordilheira compõe-se principalmente de granito e gneisse, enquanto que na parte ocidental os picos de granito são acompanhados por camadas de calcário. A aparência maciça e conservada da cordilheira é devida à abundância de granito — que é particularmente resistente à erosão — e ao fraco desenvolvimento glaciar.

- OCCITANIA
A Occitânia (Occitània ou Óucitanìo em Occitan) é uma região europeia milenar. É uma terra com língua e história próprias, e um povo que vai surgindo ao longo do tempo graças às contribuições étnicas de celtas, ibéricos, ligurianos, gregos, romanos e visigodos.
Hoje, a Occitânia está politicamente dividida entre os estados espanhol, italiano e francês, onde está localizada a maior parte de seu território e população. Não é internacionalmente reconhecida como entidade política, mas a língua occitana é oficial no Principado da Catalunha e no Vale de Aran, de onde é a sua própria língua.
Para se ter uma ideia da dimensão geográfica e humana da Occitânia, concentremo-nos no território onde o occitano é falado: é uma região com 16 milhões de habitantes espalhados por 190.000 km2. Estende-se do Atlântico ao Mediterrâneo e do maciço de Auvergne à Península Ibérica, abrangendo a parte sudoeste do arco alpino. Também inclui Aquitânia, Limousin, Languedoc, Auvergne e Provence.

- CATALUNHA DO NORTE
Também chamada de Catalunha do Norte, é a parte histórica e culturalmente catalã separada, para o benefício da França, do resto da Catalunha, em virtude do Tratado dos Pirenéus (a 7 de novembro de 1659). A denominação inclui as regiões históricas de Roussillon, Conflent, Vallespir, Capcir e o norte da Cerdanya (que é conhecido como Alta Cerdanya). La Fenolleda, apesar de ser predominantemente occitano, é frequentemente incluída na definição do norte da Catalunha devido às suas relações geográficas e administrativas com Roussillon.
Atualmente, essas regiões constituem o departamento francês dos Pirenéus Orientais, que está incluído na região de Languedoc-Roussillon (Languedoc-Roussillon), que é informalmente conhecida em francês como Catalan Pays.
Os Pirenéus unem e separam ao mesmo tempo essas duas nações cheias de história em comum, e com duas línguas evoluídas do latim muito próximas em todos os sentidos, a tal ponto que alguns estudiosos dizem que se originaram da mesma língua que estava evoluindo de forma diferente ao longo do tempo em ambos os lados dos Pirenéus.


LAC DES BOUILLOUSES
Rio

Ruisseau de Coume d'Agnel

Lago

Étangs Moulsut

Rio

Ruisseau de Coume d'Agnel

Passagem de montanha

Portella de Lanós

Waypoint

Lago seco

Lago

Estany de Lanoset

Lago

Estany de Lanós

Abrigo de montanha gratuito

Cabane de Rouzet

Passagem de montanha

Portella de la Grava

Lago

L'Estanyol

Rio

Vallée de La Têt

Rio

Ruisseau de L'Estany del Racó

Lago

Lac des Bouillouses

Lago

Lac des Bouillouses

Waypoint

Barrage des Bouillouses

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