Horas  2 dias 5 horas 43 minutos

Coordenadas 6034

Uploaded 22 de Abril de 2019

Recorded Abril 2019

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1.362 m
914 m
0
9,5
19
37,94 km

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próximo a Riacho Fundo, Minas Gerais (Brazil)

LEIA A DESCRIÇÃO

Circuito realizado entre o Rio das Pedras e o Ribeirão Soberbo, passando por diversos locais de banho e cachoeiras.

COMO CHEGAR:
Lapinha da Serra é um povoado pertencente a Santana do Riacho e dista 13km da sede. Em relação a Belo Horizonte, a distância é de aproximadamente 135km. O acesso principal desde a capital é via rodovia MG-010 até a Serra do Cipó. Após cruzar a ponte sobre o rio Cipó, é preciso entrar à esquerda na primeira rotatória, sentido Santana do Riacho. Os 13km finais é por estrada de terra em condições medianas, normalmente com muitas costelas de vaca. O traçado possui fortes aclives e declives, além de ser sinuoso e estreito em alguns pontos. É preciso ter atenção.

De ônibus, a empresa Saritur faz o trecho BH x Santana do Riacho com ônibus diários. Para o deslocamento até o povoado é preciso contratar algum serviço, conseguir alguma carona ou ir a pé, já que não há transporte regular para a região.

A TRILHA:

1º dia: Lapinha x Rio das Pedras

Início da marcação do tracklog no "Pé de Manga", ponto onde é feito um controle de entrada para a Cachoeira do Bicame e Poço do Soberbo. O local está a 5.3k do centrinho da Lapinha e a 2.2k da bifurcação conhecida como "cotovelo". O acesso para Extrema é livre, devendo o visitante apenas avisar de sua intenção. Neste caso não é feita qualquer identificação por parte das pessoas que ficam no local.

O trecho inicial é seguindo pela antiga estradinha Transamante, que segue para Congonhas do Norte. A caminhada é em ligeiro aclive, com um ou outro trecho mais acentuado. Depois de passar pela porteira da RPPN existem pequenos atalhos que cortam algumas curvas da estrada.

Em determinado ponto enfrentamos uma subida mais forte, passamos por uma cancela no alto do morrote e descemos até o ponto de apoio, onde é feito uma checagem do acesso à Cachoeira Bicame. Após a passagem pela casinha enfrentamos uma subida moderada até o ponto culminante do trekking, onde o GPS marcou 1.362m. Após a passagem pelo ponto alto há uma descida forte com muitas pedras soltas, que leva ao vale do Rio das Pedras.

Após 8.5k chegamos ao Rio das Pedras, local onde há um remanso à direita e alguns pocinhos à esquerda. Cruzando a ponte molhada chegamos a uma área relativamente plana e com vegetação rasteira, onde decidimos montar nosso acampamento.

Na parte da tarde fizemos um ataque à cachoeira do Bicame, descendo por uma trilha que margeia o Rio das Pedras. A trilha está bem cuidada e sinalizada, segue em ligeiro declive até o topo da cachoeira. Após a passagem pelo topo da Bicame, a trilha segue discreta entre uma vegetação rasteira e leva ao poço da cachoeira. O ataque tem 5.3k no total.

Neste dia caminhamos 13.9k.

Dia 2: Rio das Pedras x Ribeirão Soberbo

No segundo dia ignoramos a continuação da Transamante e seguimos entre trilhas e uma estradinha precária para o norte, avançando por campos de altitude em ligeiro aclive. Passamos por uma cerca velha, sem arame e logo chegamos ao topo do campo, iniciando uma ligeira descida com amplo visual para o vale do Ribeirão Soberbo.

Próximo a alguns afloramentos deixamos a estradinha em favor de algumas trilhas discretas que seguem à esquerda. Logo cruzamos uma pequena nascente e vamos nos aproximando de uma área brejosa. Neste ponto ignoramos a trilha consolidada que segue para oeste, contornando o morro à esquerda, para seguir por campos em trechos sem trilha definida, até nos aproximar de uma outra área de nascente. Cruzamos a lâmina d'água num passo e do outro lado seguimos entre trilhas sujas para o norte. Adiante interceptamos uma trilha consolidada e vamos avançando entre campos. Este trecho corta algumas nascentes e drenagens que alimentam o Ribeirão Soberbo.

Mais abaixo no terreno nos afastamos ao afluente do Soberbo e passamos a subir entre afloramentos rochosos, seguindo em direção a um "paso" no morrote. Após atravessar o ponto culminante do 2º dia, com 1.297m, iniciamos uma descida em direção ao Ribeirão Soberbo.

Chegamos ao ribeirão numa espécie de lajeado, com diversos pocinhos, onde coletamos água. Há uma trilha suja que segue pela margem esquerda do ribeirão. Mais abaixo ignoramos a continuação da trilha para seguir em direção ao ribeirão e cruzá-lo, continuando por um trecho de campos rupestres sem trilha definida.

Seguindo por uma espécie de cumeada, avistamos uma cachoeira do Ribeirão Soberbo incrustrada no fundo do vale e fizemos um ataque ao local. O acesso é difícil, composto por algumas descidas íngremes e escorregadias, trepa-pedra e desescaladas até o nível do rio.

No retorno ao topo do morro, logo cruzamos um afluente e seguimos para oeste, nos afastando do leito do rio. Neste ponto interceptamos uma trilha suja, por onde seguimos serra abaixo.

A trilha continua até um ponto de descida mais forte, com amplo visual para o vale do Ribeirão Soberbo e para o cânion do Rio das Pedras. Depois de uma descida relativamente tranquila por campos, é preciso descer alguns degraus rochosos e caminhar em um trecho mais "sujo", com vegetação arbustiva, até chegar ao Ribeirão Soberbo.

Neste ponto o ribeirão possui alguns pocinhos e um belo remanso. Mais abaixo há uma outra zona com diversas quedas, que antecedem a cachoeira do Rubinho. Depois de atravessar o ribeirão andamos mais 150 metros até uma área com poucos afloramentos e vegetação rasteira, onde era possível montar acampamento com algum conforto.

Neste dia caminhamos 10.2k.

3º dia: Ribeirão Soberbo x Lapinha

A caminhada se inicia no rumo sul-sudeste, por um trecho de campos rupestres com trilha bem discreta. Depois de uma subida tranquila chegamos ao entroncamento com a trilha mais consolidada Bicame x Soberbo, por onde passamos a seguir.

A trilha segue uma curva de nível da serra, com amplo visual para o vale mais abaixo. Depois de 2k chegamos ao Rio das Pedras, onde paramos por um tempo e fizemos uma exploração rio acima, para encontrar o "Cachoeirão" ou "Gargantão", a última queda acessível do rio neste local.

No retorno atravessamos o Rio das Pedras e na outra margem interceptamos uma trilha bem discreta, que desce por uma espécie de drenagem até um nível de base, onde há um poção. A descida é composta por diversos degraus, exigindo algumas desescaladas. Atenção para algumas passagens escorregadias.

Depois de uma descida íngreme, passamos pelo poção e seguimos por uma trilha suja em direção ao Córrego Fundo. Como a trilha está bem suja neste trecho é fácil perder o rumo dela, daí é preciso varar mato em um trecho de capim alto e alguns arbustos. Ao chegar no ponto de travessia do Córrego Fundo a navegação fica mais fácil e basta seguir por uma trilha discreta até o entroncamento com a estradinha que leva ao Poção do Soberbo.

Saindo do poção do Soberbo, o retorno para a Lapinha é feito, quase sempre, por uma estradinha antiga e em condição precária. O aclive é praticamente constante até o final da caminhada. O retorno pode ser dividido em 3 trechos: i) do poção até o rancho, trecho que é feito pelo fundo do vale, onde cruzamos o Córrego Fundo por 4 vezes e passamos por mais duas fontes de água; ii) a subida por trilha do rancho até o patamar superior da serra; iii) trecho que segue pela estradinha na cumeada da serra e no fim desce até o pé de manga. À exceção do primeiro trecho, os outros não possuem água de qualidade disponível.

Neste dia caminhamos 14.3k.

OBSERVAÇÕES:
- Circuito com dificuldade entre moderada e alta, devido aos trechos sem trilha definida, aos pontos de desescalada e descidas muito íngremes com exposição, além das travessias de rio, que podem ser um impeditivo em caso de cheia. Ainda assim é uma caminhada que pode ser feita com tranquilidade em 3 dias.

- Esta travessia não carece de autorização específica, embora cruze áreas particulares que compõem as RPPNs Brumas do Espinhaço, Ermo dos Gerais e Vargem do Rio das Pedras.

- NÃO FAÇA FOGO, LEVE SEU LIXO DE VOLTA e FECHE AS CANCELAS/TRONQUEIRAS QUE PASSAR.

- Há boa distribuição de água pelo caminho, não sendo necessário carregar mais de 1.5L por pessoa. Porém é preciso se atentar nos períodos de seca e em alguns trechos em que a disponibilidade de água é menor.

- Não há sinal de telefone celular ao longo do circuito. Em alguns pontos é possível fazer chamadas de emergência.

- Não há qualquer tipo de infraestrutura nos locais sugeridos para acampamento. O caminhante deverá levar todo o material de camping, cozinha, além de água e alimentos.

- Não há rotas de fuga ao longo da rota, a sugestão é retornar ao ponto inicial. Somente no ponto da cachoeira da Bicame é que é possível retornar pela trilha tradicional da cachoeira, ao invés de passar pela estradinha Transamante.

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