Horas  4 horas 45 minutos

Coordenadas 1602

Uploaded 4 de Fevereiro de 2018

Recorded Fevereiro 2018

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522 m
224 m
0
2,4
4,7
9,48 km

Visualizado 711 vezes, baixado 44 vezes

próximo a Zambujal, Leiria (Portugal)

De volta a esta zona que nos é muito querida do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, procuramos traçar um percurso que nos levaria por trilhos que na maioria já estão delimitados, tentando causar o menor impacto possível no meio , tendo três objetivos: ir à Lapa da Mouração (ou Buraco Maroução), no Castelo de Alcaria/Penas do Castelo, ligar ao trilho dos fósseis de animais marinhos e que nos permitisse circundar todo o topo do anfiteatro da Fórnea, desde o Cabeço (lado poente) à Costa de Alvados (lado nascente) descendo em direção a Alcaria por esse lado.

Recomendações:
. A passagem pela vertente da Fórnea do lado de Alvados não é complicada. A vegetação não é alta, sendo constituída essencialmente por tufos de alecrim, pelo que não se torna necessário o uso de polainas.
. A entrada para a Lapa da Mouração, obriga a entrar de gatas ou mesmo deitado se for muito corpulento. A gruta não é muito extensa, sendo formado por uma grande sala logo ao início e que fica ao nível do solo, seguida de outra sala que fica a um nivel mais baixo. Leve lanterna (pode ser a do telemóvel, se for mais do que um tanto melhor) ou frontal.
. Algum cuidado na descida para uma pequena linha de água, que passa por uma depressão ao km 7,3.
. Uso de GPS e de bastões.
. Antes de iniciar o percurso, carregue "baterias" no Café da Bica.
Uma escarpa de falha, constituindo uma barra calcária que liga o Castelo de Alcaria ao Castelejo.
Gruta ou Lapa natural, conhecida por Lapa da Mouração ou Buraco Maroução, onde foram encontrados vestígios arqueológicos (artefactos de pedra polida e cerâmicos), o que leva a supor a existência de um povoado primitivo. A entrada faz-se por uma pequena abertura junto ao chão e com a ajuda de um frontal (lanterna) damos logo para uma grande sala que, não tendo a imponência das outras grutas mais conhecidas nas próximidades, não deixa por isso de ser interessante.
Nesta zona mais elevada podemos encontrar fósseis (amonoides, bivalves, braquiópodes e belemnites) numa extensão de algumas dezenas de metros, pondo em evidência a origem marinha das formações calcárias que constituem este Maciço Calcário Estremenho ou Maciço de Porto de Mós, como também é conhecido.

3 comentários

  • Foto de A Ferreira-Pataias

    A Ferreira-Pataias 7/fev/2018

    Obrigado pelo "relato"
    A maioria das publicações que deixam no Wikiloc de traçados/rotas ou trilhos, são duvidosos (já reparei que alguns são até traçados "à mão".
    Qualquer adepto desta actividade gosta de ver um relato que nos cative, descrito e explicado, e com fotos a acompanhar, onde qualquer pormenor pode fazer a diferença.
    Obrigado pela partilha pormenorizada, e em que qualquer pessoa que a leia fica elucidado.
    Boas Passadas

  • Foto de Ulisses Silva

    Ulisses Silva 7/fev/2018

    Caro A Ferreira,
    Obrigado pelo comentário e boas caminhadas.

  • pmclio 2/mai/2018

    Obrigado pela partilha mas ali na zona do final já não consegui seguir mais o trilho. A vegetação está muito grande e não dá mesmo para seguir. Tive de voltar para trás e fazer a fornea toda novamente para conseguir regressar ao início. Cumprimentos

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