Tempo em movimento  4 horas 25 minutos

Horas  4 horas 45 minutos

Coordenadas 3298

Uploaded 13 de Agosto de 2019

Recorded Junho 2019

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19,11 km

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próximo a Alvorge, Leiria (Portugal)

Cinzenta, e ameaçando chuva, acordou a manhã e nós seguimos já, com pressa, o Caminho de Santiago em inverso sentido. Esquecemos que não havíamos visitado a Capela barroca da Misericórdia do Alvorje, mas presumimos que, a esta hora, também aberta não estaria. Quando, na jornada anterior passávamos em frente dela, já sem lugar nos 50 waypoints do Wiki, prometíamos ali voltar no início da jornada seguinte. Assim não aconteceu e fica sem ilustrações. Também não colhemos imagem do brasão real que marca a fachada do antigo Hospital da Vila nem a vista da Casa Alpendrada que, existindo há séculos, hoje ainda é pertença da Santa Casa do Alvorge, fazendo fé no que nos foi dito.
O Alvorge, que ali parado deixámos, foi errante pelos séculos. Terá sido concelho, mas, tendo perdido valia para tal, passou a pertença do Rabaçal, depois Condeixa, a seguir Penela e quedou-se então pelo de Ansião a que ainda pertence.
Da importância desta aldeia, se não ouvimos falar, basta "escutar" o que diz o topónimo: Al Burj - A Torre. Para assim a batizarem os árabes é porque ali importante ponto de defesa existiu. A pacatês, que agora apresenta, virá, porventura, do cansaço de tantas batalhas ter enfrentado. Nesta terra os malifícios da guerra nunca acabavam. Diz a tradição que, quando em 1810 se fugia às tropas de Macena, depois que perdida foi a Batalha do Buçaco, o povo de Alvorge entregou à guarda do Juiz, em quem confiava, todos os seus haveres que foram guardados num cofre feito para tal no rés do chão, e... aguardando estava que fosse concluída, por quem ma contava, mas mais não rezou a estória.
Sem me aperceber, e desta vez não se enganaram os meus adiantados companheiros, caminhamos por um lindo carreiro que, através de um abrigado bosque de novos carvalhos, nos há de levar à aldeia da Junqueira. Passa por nós um pequeno rebanho, em que cabras e ovelhas se misturam como se misturarão os leites na produção do queijo típico destas aldeias. A pastora atrás vai estalando a língua ordenando a progressão do gado. "Bom dia", dizemos. "Bom dia nos dê Deus!" responde e acrescenta de seguida "ainda que San Pedro não esteja acordando com Ele". "Então leva já o gado prá pastagem?". "De manhã é que começa o dia, senhor!". E começa bem cedo. Disse-nos que já havía lavado os queijos na cura (sabemos nós que são lavados três vezes por semana) e que deixara tapada a coalhada da noite anterior. Logo, depois da ordenha, irá filtar o leite, pasteurizá-lo "a minha avó não o fazia e o leite era melhor. Mas agora a lei obriga," e acrescentar-lhe o coalho. "Então, e o coalho é do cardo?", perguntamos. "Não senhor. Aqui agora compra-se o coalho mas antigamente era tirado das vísceras dos bezerros que a gente por cá matava". Os tempos vão mudando à medida das exigências sanitárias. Não saberão tão bem mas garantem maior segurança. Despedimo-nos. Seguimos nós na direção do caminho de Fátima escutando ainda um "rezem a Nossa Senhora por mim", e, num aDeus sentido, afastamo-nos.
Saímos do carreiro entroncando de novo no Caminho de Santiago. A velha roda, junto ao poço, roda ainda mas não puxa água. A bomba desferrou há muito.
Contornámos já o Monte da Costa e subimos agora junto ao Monte Alvão. Um carreirinho trilhado que sobe à nossa esquerda direito ao cume é uma tentação a que temos que resistir porque o tempo não está famoso e não podemos dar-nos ao luxo dos desvios. Pode ser que... um dia... quem sabe?... existiu por lá um castro, e tal...
Depressa chegámos ao cimo do Outeiro e ali estão alguns dos moínhos que deram nome a esta etapa. Estupefacto constato que deverá ter passado por aqui um D. Quixote qualquer que, com sua lança, desbaratou as "lanças" destes "gigantes". Agora, desasados, vão morrendo aqui abandonados. alguns de portas abertas convidam ao bandalismo. Jaz um mastro aprodecendo no chão; dormem as mós de outro com a canoura e tremonha em cima, os bolachos à volta das varas e as vergas a eles encostados; o pião já o não vejo, a entrosa já não casa com o carreto e estarão algures por aí no chão; as paredes de madeira vão apodrecendo com a chuva e o sol e o mesmo vai acontecendo ao telhado de zinco. As rodas, porque modernizadas em pedra, mantêm-se agarradas ao corpo. Se fossem em madeira também teriam a mesma sorte. Está ali um que ainda apresenta mastro, varas e vergas sem os panos. Não trabalha mas permanece com o visual de quem ainda o poderia fazer. Estes moinhos não são os mais comuns no país. São moínhos de pivot, feitos de madeira, que pivoteiam o corpo inteiro, à volta de um eixo (pivot) quando o moleiro procura o vento. Não têm capelo têm telhado de chapa ondulada.
Em frente dos jazentes moinhos existe um miradouro avarandado com pilares forrados a pedra e umas traves que não servem para nada. A paisagem não se torna mais bonita porque esta "coisa" ali está. No conjunto ainda um relógio de sol que não faço ideia de qual a intenção de quem ali o colocou. Gastou-se dinheiro em coisas que apenas servem para "inglês ver" e não se gasta na reconstrução daqueles moínhos que são património nosso e que, no mínimo, servem fins pedagógicos. Bem, lá está o meu mau feitio. Desçamos, mas antes deixem dizer-vos que a paisagem vista do Outeiro, mesmo com ameaça de chuva, é extraordinária.
Depressa calcorreamos o vale fértil da Várzea da Granja, passando por pomares e hortas. À entrada da aldeia mais uma fonte que outrora foi alimentada pela bomba de roda. A rua calcetada leva-nos acompanhando os velhos muros de pedra seca que sustêm as hortas. À direita encontramos o Museu dos Fósseis em casa de pedra recuperada há pouco tempo: Visitas?... só programadas. Disseram-me que valia a pena mas não me disseram que requeria requisição de visita. Aborrecido, sigo atrás dos meus companheiros na direção da Capela da Orada e, ali chegado, me lembro que queria ver as Ruínas do Paço das Granja. Outro contratempo que tento amenizar com a promessa de regressar um dia. Dizem que aquele Paço era residência de Jesuítas e que foi pertença da Universidade (ou do Bispado?) de Évora e depois da Universidade de Coimbra (ou seria também do Bispado?) de quem quer que tenha sido, já foi. Agora é de particulares, amén.
Cheguei a uma não muito grande capela com uma grinalda de flores murchas na entrada, sinal de festa passada. A simplicidade do templo não condiz com a história que por ele passou. Mas é mesmo, esta é a Igreja de Nossa Senhora da Orada. E que tem de especial?... não mais que muitas outras que por este riquíssimo, não de oiros mas de história, país não tenham. Mas eu estou aqui e é esta "modesta" igreja que me interessa. recordo ter lido algures que foi a matriz de Façalamim e a Façalamim não tardaremos a chegar. Gente importante aqui se batizou mas importantes somos agora nós que aqui vamos e gostaríamos de a ver por dentro, mas... nada. Nem aberta está, nem de chave sabemos ou nos é dado saber. Sabemos, ou pensamos saber, que parte do espólio desta igreja levou sumiço mas que, ainda assim, é digna de que se aprecie o seu interior. Uma vez mais aqui fica a promessa - voltaremos! mas não sem antes combinarmos visita (penso que bastará ligar para a Câmara de Ansião). Contorno o edifício e sigo pelo caminho sinalado em busca dos meus companheiros que para a frente já marcharam.
Ainda meditando sobre os Jesuítas que por aqui terão, mais que rezado ensinado e em igrejas não visitáveis quando, estranhe-se, algo me compele a que rode a cabeça e olhe para o velho cerquinho que acabara de me sombrear o caminho em dia de sol encoberto. Desenha-se no meio da majestosa árvore um olho. Sim um enorme olho!... e mirando-me complacentemente. Tiro uma foto com o meu ilustrador de serviço às caminhadas, o telemóvel. Olho para o écran e... lá está. Não foi ilusão. Aquele olho, pertencente a um "ente" cuja idade se perde no tempo, olha-me sem camuflagem, evidencia-se e permite que o fotografe. Apetece-me falar com aquela árvore. Faço-o mentalmente para que não me julgue louco qualquer improvável transeunte que por aqui passe a esta hora. Com espírito ainda inquieto, apanho os meus companheiros e sigo silencioso até Santiago da Guarda.
Em tempo de Mouros, ainda que não seja consensual, dizem que se chamou Façalamim. Certo é que D. Sancho I e sua consorte, Dona Dulce, entregaram a dízima da "herdade régia de Façalamim" aos cónegos do Mosteiro de S. Jorge de Milreu (Coimbra) em 1191 em reconhecimento da proteção do Santo ao Infante D. Afonso que enfermosinho e tolhidinho havia nascido, se me não falha a memória e certo esteja o que li da autoria de Dr. Saúl António Gomes, professor doutor que muito admiro. Hoje, porque os devotados a São Tiago senhores da terra, ali construíram uma igreja, que de orago aquele santo tem, ou porque o Caminho Português que a nobreza portuguesa seguia em peregrinação a Santiago por aqui passava e porque "Guarda" era nome dado a terra que possuía castelo ou torre que guardasse o povo, passou a chamar-se Santiago da Guarda. Quando?... ainda ninguém me disse, nem tão pouco li, mas sei que em documentos do séc. XVIII o topónimo Façalamim ainda consta.
Passamos em frente do Palácio dos Condes de Castelo Melhor. Melhor?... melhor seria se estivesse aberto mas é ainda muito cedo. A Torre de Menagem, com nascimento provável no século XII, destoa do conjunto solarengo mas conta silenciosamente guerras passadas. Subindo lá acima tem-se uma panorâmica de 360º maravilhosa, que vai da Serra da Lousã à Serra da Sicó. O solar é quinhentista apresenta riquíssimos pormenores manuelinos. Isto tudo sabemos porque o visitámos. Sabemos ainda que foi construído sobre uma Villa Romana do séc. IV ou V, descoberta, por acaso, em 2002. Valiosos, belos e originais mosaicos, só por si merecendo uma visita demorada, e outros pormenores de uma villa onde os afortunados donos aliaram beleza e conforto, numa demonstração de abastança que os senhores romanos sempre exibiram. Recordamos ainda que quem nos guiou a visita ofereceu conhecimento numa retórica tão agradável que nos encantou. Visitaria o complexo de novo se oportunidade se oferecesse.
Continuemos. A Igreja de Santiago está já aqui em frente. É um edifício novo de arquitetura contemporânea. Quem chega à escadaria que lhe dá acesso encontra, do lado direito, uma imagem em pedra dentro de um nicho vidrado. Esta imagem é de São Tiago e, dizem, será quinhentista. Subimos a escadaria e à esquerda da igreja um cruzeiro apresenta um Cristo esculpido em liga metálica. A avaliar pelo verdete na pedra por baixo da imagem, não se augura longo futuro a esta obra, neste lugar e com a falta de proteção que tem não tardará que desçam o Cristo da Cruz. A porta lateral da igreja, aberta por alguém que lhe faz manutenção, permite-nos a entrada. O templo é amplo e, a meu ver, confortável e de bom gosto. Uma obra mais para do que de culto. As imagens de S. Tiago e N.ª Sr.ª da Graça, em pedra policromada, e respetivas pianhas, para aqui trazidas por desgraça da
Igreja da Orada, são quinhentistas também (acreditemos porque não sei avaliar isso). O conjunto vitralício, não sendo excecional a meu ver, é agradável e transmite uma luz etérea ao espaço. Vi, orei, e saí. Que Deus nos acompanhe! pedi.
Pedida a informação sobre café onde se pudesse dejejuar, a indicação veio da seguinte maneira: "daqui a não mais de 100 metros encontram um café novo na fábrica do queijo que é ótimo. Há ali outro mas não vão lá porque as empregadas são novas e não ficariam bem servidos". Se não quiséssemos saber não perguntávamos, por isso seguimos o conselho e lá vamos. Quando entrámos deslumbrámo-nos com a vista e odor do queijo exposto. O bar da fábrica tem uma mostra de queijos da Sicó que qualquer um que aprecie este produto regional se perde. Resistimos e apenas bebemos o nosso café e comemos uma queijadinha deliciosa de fabrico caseiro. Servem-se aqui também pequenas refeições e a ementa é tal que prometemos voltar no final da etapa que será por volta da hora de almoço.
Deixámos a queijaria e seguimos agora por caminho rural em direção à Lagoa de Soucide. Como as outras que temos visto em etapas anteriores, esta lagoa não passa de um pequeno charco que, com a falta de chuva, apresenta um aspeto lodoso onde as rãs não param de coachar. Junto há uma fonte que seria alimentada pela bomba de roda que se encontra ao pé. Seguimos Vale da Abrunheira fora com a incómoda chuvinha a apressar-nos o passo. Entramos no Vale Escuro, que o não é assim tanto apesar da prefusão de vegetação, sobretudo carvalhos, e seguimos por belos e agradáveis carreirinhos que seguem, eles também, uma linha de água. Atravessamos a IC8 pelos tubos de escoamento, felizmente secos. Em invernos rigorosos por aqui não se passará com certeza, pelo que ter-se-á que tomar o caminho alternativo logo a seguir à lagoa. O Vale Escuro apresenta um conjunto repícola de grande beleza, onde as aves canoras enchem de harmonia e trinados tudo o que nos envolve. Há por aqui sobreiros que já despiram a camisa mais que uma dezena de vezes. São belos exemplares desta árvore tão portuguesa.
A ponte oitocentista sobre o Nabão na Aldeia do Marquinho exibe para nós a sua beleza. Procuramos ângulo para o instantâneo ilustrativo mas deixámos escapar a oportunidade e agora o caminho dela já se afasta. Saímos da aldeia e entramos num caminho rural entre bosques de tudo um pouco. Pouco mais andámos e chegamos ao Escampado da Lagoa. É provável que tenha havido ou haja por aqui uma lagoa mas não vimos sequer vestígios. O nome Escampado fez-nos pensar mas não trouxe nada de novo nem por aqui há a quem perguntemos a sua origem ou razão. Uma cabrita, que espreitando estava sobre a porta do curral, não era quem nós procurávamos e nós não éramos decerto quem ela esperava. O carreiro que a partir daqui se abre à nossa frente encanta-nos mas a chuva, que com maior intensidade cai agora, desencanta-nos. Por entre muros de pedra seca, mosgados pelo tempo e humidade, contemplando casas de calcário dourado e beleza serrana, atravessando ruínas de aldeias perdidas de gentes e tempos, sob a proteção dos grandes carvalhos do caminho, chegamos a Ansião.
Entramos pelo Ribeiro da Vide e encontramos à nossa direita a Capela de Santo António. Sabemos que a data de 1647, o que estará escrito em laje da entrada da sacristia mas que, pelo motivo do costume, não pudemos confirmar. Ficamos por observar apenas por fora. A porta está virada a nascente em frente de um escadório de vários lanços. Parece sítio de romaria e está cuidado. Tem um cruzeiro bem conservado.
Descemos o escadório. Cá em baixo o Espaço Verde do Ribeiro da Vide é agradável e convida a serenas tardes de picnic no verão. Sigamos em direção ao centro da vila.
Diz a lenda que a Santa Raínha que de Aragão, pela mão de D. Diniz, a esta nação veio trazer pão de rosas e paz, quando por estas terras passava, sempre encontrava um velho ansião no mesmo sítio pedindo esmola. Referiria a Raínha Santa o local como sendo "o povoado do velho ansião". Por isso terá o povo também assumido o nome "Ansião" que toponimizou a povoação. Para lá da lenda, disseram-nos que existe mensão ao nome Ansion no ano de 1175 por compra de herdade pelos frades crúzios de Coimbra. Ansion poderá ter sido nome germânico de povoador detentor da herdade que terá assim dado origem ao topónimo. Bem, meditando nestas coisas, eis-nos chegados a bela praça do Município. À esquerda a igreja da Misericórdia, que terá sido Capela privativa do Conde de Ericeira, mostra o seu bonito portal barroco. Não entrei e não foi por não ter a porta aberta, foi porque a pressa dos meus companheiros e a chuva que teima em continuar me apressam. Aprecio o edificio reconstruído dos Paços do Concelho, que tendo sido residência Oficial dos Condes de Ericeira, já teria a função de Paços do Concelho quando em 1937 foi parcialmente destruído pelas chamas. De fugida dou ainda uma vista de olhos à Igreja matriz. Dedicada a N.ª Sr,ª da Conceição, desta igreja à memória de ter sido levada a milagrosa imagem de Nossa Senhora da Paz para o Santuário de Constantina. Ter-se-á passado em mil seicentos e vinte e poucos no reinado de Filipe III. Na fachada, de pano único, do seu nicho, sobre um singelo portal barroco, a imagem da padroeira, esculpida em pedra, olha pelos habitantes e traseuntes que por aqui passam. Deixemos a praça do munícipio e continuemos pela Rua dos Combatentes abaixo. Não tardou que chegássemos frente à Junta de Freguesia e pudéssemos apreciar o Pelourinho da Vila. Datado de 1686 assinala a doação da Vila ao General de Artilharia, D. Luís de Menezes que, por acaso ou não, era também Conde da Ericeira, pelos serviços prestados à Nação durante a Guerra da Restauração. Inicialmente o pelourinho teria sido colocado em frente à residência do Conde, na atual praça do Muncicípio, porque veio aqui parar não conseguimos saber. Sabemos, no entanto, que as oito esferas, que estão entre o soco de dois degraus e a sua base, representam as oito freguesias do concelho e substituiram, algures no século XIX, um degrau que se encontrava muito degradado.
As manifestações de gratidão a D. Filipe de Menezes não ficaram pela doação e edificação do pelourinho, pois passamos agora em frente a um monumento, tipo padrão, com escritura em latim que, ainda que não saibamos "latir", sabemos pelo menos ler a data MDCLXXXVI (1686), sabemos que, por ser do séc. XVII, se diz seiscentista e sabemos que comemora a vitória na Batalha do Ameixial em que se destinguiu, como General Supremo de Artilharia, o fidalgo D. Luís de Menezes, Conde de Aveiro. Ah... eu sei também que este painel não esteve sempre neste lugar pois que quando eu nasci ainda se encontrava à entrada da ponte. Não é que tenha memória disso, não vamos a tanto, não é?... sei porque achei interessante, quando me documentei para esta jornada, que o ano de entrada do Padrão Seiscentista no Inventário Artistístico de Portugal foi aquele em que nasci.
E pronto!... sem dar por isso, estamos a chegar ao Parque Verde do Nabão onde haveremos de iniciar a nossa próxima jornada, assim nos permita Deus.

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