Tempo em movimento  6 horas 42 minutos

Horas  7 horas 45 minutos

Coordenadas 5051

Uploaded 28 de Julho de 2019

Recorded Maio 2019

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449 m
210 m
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7,2
14
28,95 km

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próximo a Penela, Coimbra (Portugal)

Enquanto ajeito a mochila e nos preparamos para iniciar esta jornada, vou, "com um olho no burro e outro no cigano", apreciando o castelo que se nos impõe como outrora se foi impondo aos que tentaram e aos que, a custo, conseguiram conquistá-lo. Diz-se que, por ter sido construído sobre a penha (ou pena) deu origem ao topónimo Penela (diminutivo de pena ou penha). As pedras do morro suportam as muralhas e delas são parte integrante.
A Brecha das Desaparecidas, guardada pela torre quineira, como se a porta ainda ali existisse, permite-me a vista da torre da Igreja de São Miguel. Foi o infante D.Pedro que a mandou construir por verdadeira devoção ao Arcanjo guerreiro que vence as forças do mal. A igreja é um dos dois edifícios que restam no interior da muralha.
Existisse máquina de viajar no tempo e quereria eu assistir às transformações que neste castelo se foram materializando ao longo dos séculos.
Terá sido castro lusitano?... talvez naquela época já transitassem gentes e animais por aquele imenso vale, entre o Tejo e o Mondego, que, olhando para aquele morro pensassem, "que bom lugar para nos defendermos";
terá sido torre romana de defesa da via Conimbriga-Seilium-Scallabis?... como não custa a crer, aceitemo-lo sem refilar;
terá sido alcáçova árabe?... diz-se que foi sobre ou à volta dela que D.Sesnando mandou construir a muralha em 1064 depois da reconquista de Coimbra;
terão os Almorávidas, na sua fúria de vingança e reconquista, depois de destruírem os castelos de Miranda do Corvo e Santa Eulália, tomado este?... se assim foi, fácil se torna justificar a reconquista final pelo Infante Afonso Henriques em 1129. «Coragem!... já estamos com o "pé nela"!» diz a tradição popular que esse terá sido o grito do 1º Rei de Portugal ao colocar a bota a impedir que a "porta da traição" fosse fechada por quem, de dentro, a empurrava.
O que vemos hoje são os restos moribundos de um dos principais castelos que defendiam a capital do reino de Afonso Henriques depois de séculos de desvio de pedras para outras construções, abandono, terramotos e intempéries.
Eh pá, os meus apressados companheiros já descem pela Rua do Castelo e eu aqui parado. Vamos lá.
Descemos. Junto à rotunda da IC3, bem à nossa frente, a alva Capela de N.ª S.ª da Conceição. Por aqui passei várias vezes e o meu conhecimento sobre este templo não vai além de saber que foi construído no início do século passado. Não me lembro de a ter encontrado alguma vez aberta. E hoje passamos e mais não acrescentamos ao nosso parco conhecimento. Fechada se encontra hoje também.
Uma estrada ladeada de belos carvalhos e grandes penedos que parecem suspensos, leva-nos ao fundo do vale a noroeste da vila. Há água que por aqui corre e os terrenos bem "amanhados" dizem-nos que pouca se desperdiça.
Subimos para oeste e, não tarda, atravessamos o túnel sob a IC3 para rumarmos em direção ao Espinheiro. À entrada, uma minúscula capelinha parece guardar o caminho para que passe só quem pecado não tem ou dele se arrependa. Perguntamos a moça que passa que capela é. Com sotaque brasilenho nos diz "é das almas" e que mais não sabia. E assim ficamos nós também. Mais que antes sabemos que existe.
Passamos casas, passamos campos e ninguém por nós passa. Mas os campos são estimados e parecem eles também estimar quem os estima. Chegamos à Chainça. Por ruas estreitas, onde as portas dão passo direto ao asfalto, caminhamos entre casas antigas em pedra à vista e outras recentemente rebocadas num misto de antiguidade modesta e modesta modernidade. A capela que, não sendo por acaso, se encontra fechada, fica no centro do único largo da aldeia. Perto uma casa moderna, sem o ser modestamente, exibe à sua frente um conjunto de pedras calcárias que a natureza cársica esculpiu com aquela beleza rústica tão típica das serras do maciço central estremenho. Natural seria encontrá-las enfeitando recortados e belos lapiás e não um muro ou jardim de uma moradia de arquitetura "caixa de fósforos".
E pronto, saímos da Chainça e cá vamos vale fora, ladeados de carvalhos, terras pobres, chilreio de pássaros e... apreciemos a beleza das faldas da serra de onde as enfeitadoras pedras foram por certo surripiadas.
Sem por isso darmos conta já estamos no Zambujal. Há imensos Zambujais por este país fora mas este é único. Porquê?... por causa do cabo do malho que era de zambujo. Não entendeis?... aguardai um pouco que já conto. Agora quero apreciar este belo painel de azulejos, que intercede à Santa Rainha que interceda ela pelas almas que partidas foram mas chegadas não ainda. A gravura aqui reproduzida diz que o foi da revista Ocidente nº 56 de 1880 e representa a Rainha Santa colocando-se entre o exército de seu marido, el-rei D.Diniz, e seu filho, o príncipe D.Afonso, nos campos de Alvalade. A revista era ilustrada, chamava-se "O Occidente" e tinha a chefiar a equipa de gravadores o artista Caetano Alberto da Silva. Vale a pena dar uma olhadela à hemeroteca de Lisboa e folhear, mesmo que digitalmente, alguns exemplares que são obras de arte valiosíssimas.
Deixemos em paz a Rainha da mesma e continuemos...
Esta aldeia já foi priorado e teve foral dado por D. Manuel I. Seguimos pela Rua da Calçada até ao largo da Igreja de N.ª S.ª da Conceição. A igreja setecentista está fechada. Sinais dos tempos. Antigamente, a porta aberta dos templos convidava a entrar e orar; hoje, a porta fechada impede o roubo do património. Deus nos salve!... dirá o povo.
Eis que entramos na Santiago's Road. Já tínhamos convivido com este espírito anglo-saxónico aquando da nossa travessia pela Fonte Coberta que pertence a esta freguesia. Without comments seguimos pela Santiago's Road e muito não tardou que encontrássemos um peregrino brasileiro. "Bom Caminho" desejamos. «Ides para Fátima?» pergunta. "Não, não vamos. Andamos a percorrer a Grande Rota da Sicó" respondemos. Com o desejo de Bom Caminho mútuo afastamo-nos em sentidos contrários.
Por entre olivais que nasceram entre pedras, seguimos o rio Caralio Seco pelo vale do Rabaçal afora. Distraídos, seguíamos as marcações do Caminho de Fátima (sentido contrário da Santiago's Road) e deu asneira, felizmente corrigida a tempo.
Agora, à nossa frente mas um pouco à esquerda, aparecem os Germanelo. Uso o artigo no plural porque germanelo quererá dizer gémeos. São duas elevações irmãs, quase de igual altura. Diz a lenda que no cimo do monte mais a norte vivia o Melo e no cimo do outro o Jerumelo, irmãos filhos de um ferreiro falecido que lhes deixara como herança a profissão e a descomunal força que esta exige. Tinham forja cada um em seu monte mas o pai apenas lhes deixara um malho para bater o ferro, pormenor importante porquanto fazia com que se o Melo, com o ferro em brasa, precisava do malho e quem o tinha era o Jerumelo, este diria «lá vai malho!» e o pesado objeto voaria de um a outro monte. Em sentido contrário repetir-se-ia o episódio se era o Melo quem o malho tinha e o Jerumelo quem dele precisava. Certo dia, porque as coisas nem sempre correm como seria nosso desejo ou porque o almoço lhe não caíra bem, ouve-se nas cercanias a voz de trovão do Melo anunciar «lá vai a m... do malho» e a ferramenta corta com tal ímpeto o ar que se desencaba. Ora, quando um voador objeto se desintegra nunca se sabe que trajeto tomam as partes. Aqui sabemos, porque o povo diz, que o cabo voou 2 kms para trás e, na terra onde caiu, porque era de zambujo, um zambujeiro nasceu, se multiplicou e deu origem ao Zambujal que há pouco atravessámos. A parte pesada caiu no monte e tal foi o impacto que do buraco feito eis que uma nascente brota e, como era de esperar (ou não?) a água nascente adquire qualidades próprias do objeto que lhes deu origem e ali está a "Fonte d'Águas Férreas".
Um pouco mais por caminhos rurais e desembocamos na N-347-1. Cem metros ainda não serão andados no asfalto e abandonamos o caminho sinalizado para procurar um atalho que nos leva à Villa Romana do Rabaçal. A curiosidade fez-nos fazer este desvio e a vontade de melhor o conhecer fará com que regressemos, mas então com guia. Iniciamos o desvio junto ao muro de uma vivenda, em trilho pouco visível mas depressa estamos num carreiro de pé posto que nos leva à vedação que protege a área arqueológica. Parece-me mais interessante que inicialmente imaginei. Reforço o desejo - hei de voltar. Contornamos a vedação e seguimos para o Rabaçal. Os vestígios romanos são uma constante, ou não passasse por aqui o itinerário XVI que ligava Bracara Augusta a Olisipo passando por Seilium (Tomar) e Scallabis (Santarém).
Entramos no Rabaçal e um alto Legionário de ferro guarda uma fonte como outrora a guardaram legionários de carne e osso. Mas, dêem-me um momentinho... uhmm, o odor que invade as narinas é tal que as papilas começam a salivar antes do tempo. O cheiro vem de pequena loja ali mesmo no caminho. Entramos. Uhau!... tanto queijo!... e que aspeto?...
Pronto, já levo a mochila mais carregada. Dizem que o sabor do queijo do Rabaçal tem aquele delicioso travo porque o gado pasta a "erva de Santa Maria" e o aroma passa para o leite. Uma coisa eu sei, gosto do cheiro e sabor de ambos: queijo e tomilho (Thymus zygis L. subsp. sylvestris é conhecido aqui como erva de Santa Maria).
Distraído que ia, quase passava pela singela capela de Nossa Senhora da Piedade sem por ela dar. Setecentista com alpendre e uma sineira em cantaria da zona. Está fechada e tem aspeto de algum abandono. Ao lado está um cruzeiro oferecido por filho da terra agradecendo benesse recebida. Do lado contrário está a igreja de Santa Maria Madalena. Encontramos a porta aberta e entramos. De nave única, apresenta capela mor com retábulo em talha dourada com pintura onde se vêem 3 personagens ao pé da Cruz, com destaque para Madalena ao centro. Dois altares laterais (séc XVII ?... neoclássicos?...) também em talha, são dedicados a São Domingos e Santa Teresa e parecem mais antigos que o do altar mor.
Saímos, viramos à esquerda, agora à direita e entramos num carreirinho junto ao cemitério. À frente os Germanelos aparecem imponentes na paisagem. Olho pró céu na esperança de ver o malho voar esquecido que da última vez que o fez se desencabou e perdeu.
Já vamos agora seguindo o Caminho de Santiago em sentido contrário. Vou atrás, uma vez mais erradamente confiante não reparo que o nosso caminho já não seria este. Desta vez, porque grande era já a distância erradamente percorrida, opto por seguir em frente e escolher caminho alternativo. Acabamos por reencontrar a sinalização na aldeia de Casas Novas onde a maioria tê-lo-á sido no tempo dos avós dos nossos avós. Chegamos à capela e ficamos estupefactos pela solução arquitetónica da torre sineira. Para evitar que ocupasse parte da rua colocou-se o corpo da torre sobre uma coluna de cimento. Pronto, encavalite-se a torre para que não impeça a circulação. Engenhoso.
Continuamos e, nas Alminhas à saída, pedimos às almas que rezem por nós porque por aqui é que se vão purgando os pecados que por cá se cometem.
Por um bonito caminho contornamos o cabeço da Ateanha. A estratificação rochosa dá ideia da erosão dos milénios que antecederam a nossa passagem. O cabeço domina o longo vale, por isso compreendemos porque é que aqui existiu uma das torres de defesa da Ladeia.
Porque a barriga já nos dava horas há muito tempo, continuamos em busca de sombra em lugar aprazível para comer a parca refeição que transportamos na mochila. A meio da aldeia entabulamos conversa com uma simpática senhora e ficamos a saber que é das mais novas entre a meia dúzia de famílias que ainda por aqui habitam, aparenta idade acima de metade de século. Convida-nos para a festa que se vai realizar no próximo domingo. Gente simpática castigada pelo esquecimento de quem deveria perceber que esta gente simples tem na génese guerreiros de outrora. Saímos de Ateanha em direção ao vale. Já com mais de meio quilómetro feito a descer, lembro-me que gostaria de ter visitado a Igreja de S. Martinho onde existe uma imagem em pedra policromada que data da idade média. Paciência, é mais um lugar para revisitar.
Passamos um bosque de carvalhos antigos, cuja idade pode ainda lembrar-se das guerras entre mouros e portugueses que por estas paragens foram frequentes.
Acampamos no início de mais um daqueles belos carreiros que uniam as várzeas às aldeias penduradas no cimo dos montes. Comemos a nossa bucha e corajosamente enfrentamos a subida em direção a Aljazede. Entre muros de pedra seca, que o tempo musgou e envelheceu, fazemos subindo o caminho que muitas gerações de agricultores fizeram com feixes de palha ou poceiros de maçarocas de milho para descamisar à noite ou feijão seco pronto para malhar ou apenas feno para o gado. Que lembranças me trazem estes caminhos...
Entramos em Aljazede. Parece árabe o topónimo mas desconhecemos a raiz e a razão. Vagueiam por aqui estes topónimos como almas perdidas lembrando que estas terras também por mouros foram amadas. Pendurada no cimo do monte, dominando a várzea, Aljazede já pouco recorda das vezes que pertenceu a cristãos ou mouros. Lá embaixo, na várzea, talvez ainda haja oliveiras que guardam recordação de quem as plantou.
Descemos e, debaixo de um sol sem clemência por estes vagabundos, vamos palmilhando a várzea. Uma dolina, chamada pelo povo de lagoa e apelidada de Vale de Todos, liberta o coacho das rãs neste reino de silêncio. O Vale poderá ser de Todos mas esta pouca água e lodo é só delas.
Pouco depois encontramos nova "lagoa" e junto a ela uma fonte de mergulho com degraus em pedra até à água. Apelida-se esta de Trás de Figueiró. A povoação que lhe cedeu o apelido fica mesmo ali mas o caminho desvia-se para começar a subir o Monte Figueiró de outrora, quando um castro luso no cimo dele existiu, mas foi rebatizado de "Cabeço de Trás de Figueiró". Assim passa o cabeço a ser pertença do povoado e não o povoado a ser nomeado por se encontrar por de"Trás" do monte que de Figueiró o nome teria.
Contornando, ao monte subimos. Sem alguém que nos fale destas pedras ficamos sem saber se aquele círculo prefeito fez ou não parte do tal castro. Também sem saber ficamos da origem e motivo do cruzeiro que ali existe. O vento faz-se sentir forte neste cabeço mas repõe o fôlego que as paisagens ao redor nos cortam. A descida faz-se por sobre uma falha cársica que também é de tirar o fôlego. À nossa frente está Alvorge à distância de um tiro. Lá embaixo Vila Nova. Sei que por aqui se achou, durante uma lavra, um tesouro da era Sertoriana. Estes foram caminhos da resistência lusitana. Em tempo de guerra tentava-se esconder as posses para as recuperar depois da paz recuperada.
Acaba-se o carreiro quando entramos num agradável e sombreado caminho rural. A sombra é-nos generosamente ofertada por um bosque de carvalho cerquinho cuja idade nos torna jovens.
Entramos em Vila Nova. As boas-vindas são da pequena e simples capelinha. Quantas preces silenciosas e amarguradas terão escutado aquelas paredes?... vá lá, esquece. As ruas são calcetadas e grande parte das casas típicas em pedra sem reboco. Passamos sem ver vivalma. Um pouco à frente entramos num caminho rural que, como quem perde as forças, se transforma em carreiro de pé posto que nos leva à N347-1. Deixamos a estrada larga alguns metros à frente para seguirmos por estrada rural. Esta trouxe-nos à Torre da Ladeia. Paro e fico a olhar para este conjunto de ruínas, tomado pelas eras e pelas silvas, que aqui jaz esquecido. No entanto, sei que muita história há por detrás destas pedras ainda que o que eu sei seja muito pouco: sei que o brasão na cornija, sobre o portal de verga reta, é dos Figueiredo Carneiro que alguém me disse serem descendentes de D. Pedro e Dona Inês; sei que lá dentro, porque li, se vê o arco da capela dedicada a N.ª S.ª do Pilar e partes da habitação apalaçada, (não, não confirmo... hoje não porque me não atrevo a subir devido ao estado de degradação do edifício em geral mas particularmente da escada de lanços opostos que dá acesso à porta virada para a estrada e porque os meus companheiros hão de estar aí prá frente à minha espera); sei, porque tenho a mania de ler qualquer coisita à cerca dos lugares por onde vou passar antes de fazer as caminhadas, dizia eu, que sei porque li que a torre, anterior ao palácio e à capela, teria sido do tempo dos romanos e que defenderia a Ladeia e uma fonte. Ora bem, aqui começam as minhas dúvidas, dúvidas estas que qualquer historiador me tiraria mas o que vejo publicado na internet decerto não será o que está nos livros. O conceito "Ladeia" penso ser relativo à reconquista e designar a zona territorial que separava terras cristãs de terras muçulmanas e que ora era de uns ora era de outros, dependendo das batalhas que se iam travando. Logo, a torre defenderia a Ladeia no tempo daquele que seria o nosso primeiro rei e não no tempo dos romanos. Outra dúvida é que se diz também que defenderia a Fonte que logo ali está e, enquanto fui contando estas coisas já passei. A dita é de mergulho, está arranjadinha à maneira moderna, tem um parque de merendas junto e um belo campo de paoilas multicoloridas. É lindo (?). Continuo a pensar enquanto subo o caminho, monte acima, que nos levará a Alvorge, na verdade no verão a água escasseia por aqui mas não vi outra fonte que precisasse de uma torre a guardá-la e esta não me parece uma fonte que jorrasse ouro ou águas milagrosas. Por isso continuo na dúvida sobre o real motivo de existência da torre ainda que esteja convencido que estando entre dois montes, num sítio onde passava uma tão importante via de acesso a Coimbra se destinaria mais a impedir a passagem do que a defendder a fonte.
Et voilá!... à minha frente a igreja de N.ª S.ª da Conceição, matriz do Alvorge.
Da igreja, notícias há que dão como certa a existência de uma outra matriz do séc. XIII, com dedicação e veneração a Santa Maria do Alvorge. Esta que vemos terá sido construída durante 3 séculos, vejam lá, mas quando os recursos são escassos não se faz, vai-se fazendo. Curioso, a igreja é dedicada a N.ª Sr.ª da Conceição que, não sabemos porquê, substitui N.ª Sr.ª da Assunção. A santa é a mesma por isso não se espera que haja conflito o que se espera é que as benesses sejam diferentes, não é a mesma coisa orar à Virgem que "concebeu" na terra ou à Virgem que ao céu subiu.
A porta está fechada e terá que ficar para outra ocasião a visita a um retábulo seiscentista do altar-mor e aos oitocentistas dos altares colaterais que dizem existir aqui. No adro, a norte um alto cruzeiro sobre um varandim que também serve de miradoiro e permite apreciar a grandiosidade da paisagem, a sul uma imagem da Virgem de Fátima com os pastorinhos. Imagens de devoção de um povo simples e crente.
Ufa... ainda bem que já entrei no café do Centro Cultural do Alvorge - Por favor!... uma imperial também para mim!
Mas não foi só uma não. Haja Deus.
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Iniciamos junto ao castelo

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A igreja de N.ª Sr.ª da Conceição

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Encosta rochosa e bosque de carvalhos

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Penhasco Calcário sobre a estrada

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Palheiro velho

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A luz ao fundo do túnel

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Capelinha à entrada do Espinheiro

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Uma Roseira a florir na sacada

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A natureza também tem defeitos

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Entrando na Chainça

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Pelas ruas da Chainça

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A veneração à Rainha da Paz

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Igreja de N.ª Sr.ª da Conceição (1787)

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Santiago's Road

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Os Germanelos

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A Villa Romana

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Indicando a entrada certa

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A Fonte que alimenta o tanque

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Aqui beberam romanos

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Duas 'capelas'

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Capela de N.ª Sr.ª da Piedade, cruzeiro e igreja de Santa Maria Madalena

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Os Germanelo. Num a forja do Melo noutro a do Jerumelo

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Paisagens que nos desafiam o olhar

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Caminhos na charneca

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Capelinha em lugar que antecede Casas Novas

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Muros velhos em Casas Novas e a Torre Sineira suspensa

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Pelas Almas do Purgatório

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Apreciando a paisagem

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À entrada da Ateanha

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Ateanha

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Rogue-se pelas almas

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Um cerquinho centenário

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Por um carreiro lindíssimo subimos para Aljazede

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Capela de N.ª Sr.ª do Rosário

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Lagoa de Vale de Todos

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Lagoa de Trás - de - Figueiró

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O cerquinho cantando ao vento

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Monte Figueiró onde existiu um Castro importante

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No cimo do cabeço

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Os vales que o monte domina

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Vista do Vale do Rabaçal

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Descendo para o vale

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Caminho pelo bosque de cerquinhos

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Capela à entrada de Vila Nova

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Pela rua calcetada de Vila Nova

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Ruínas da Capela de Nª Sr. ª do Pilar (Torre da Ladeia)

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Fonte de Alvorge

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Papoilas multicor

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A igreja matriz de Alvorge

2 comentários

  • Foto de António Rodrigues

    António Rodrigues 29/out/2019

    Grato pela excelente narração, espero em breve acrescentar ao percurso Miranda penela😁

  • Foto de j.jesus

    j.jesus 29/out/2019

    António Rodrigues eu é que fico grato pelo comentário. Sim, acho uma excelente ideia uma ida até Miranda do Corvo, no entanto penso que Miranda não faz parte das Terras da Sicó e por isso é provável que não possa ser incluída na GR26. Se for eu farei com certeza o percurso.
    abr.
    Joaquim de Jesus

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