Horas  um dia 10 horas 34 minutos

Coordenadas 3925

Uploaded 26 de Outubro de 2015

Recorded Outubro 2015

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  • Information

     
  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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1.207 m
253 m
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15
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58,33 km

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próximo a Soutelo de Matos, Vila Real (Portugal)

A Travessia do Alvão leva-nos a percorrer a zona de maior altitude do concelho de Vila Pouca de Aguiar, na extensão setentrional da Serra do Alvão, visitando um interessante conjunto de comunidades de montanha, num meio de elevada riqueza ecológica, paisagística e cultural.
Devido a tratar-se de uma Grande Rota, em que a distancia a percorrer é de aproximadamente 58Kms, aconselha-se a preparar devidamente a atividade, nomeadamente a pernoita. Sendo uma rota circular existem vários pontos que podem ser escolhidos para inicio e termino do percurso, nomeadamente Vila Pouca de Aguiar, Monteiros, e Soutelo de Matos. No nosso caso particular, como tínhamos pernoita garantida em Pedras Salgadas, na casa de um dos elementos do grupo, optamos por iniciar em Soutelo de Matos ficando as etapas distribuídas em 26,5 Kms, no primeiro dia, e 32 Kms no segundo dia.

1ºDIA
Iniciamos o percurso na pequena aldeia de Soutelo de Matos, junto à Capela. Seguimos pelas ruas da aldeia em direção à serra, começamos a subir por um caminho empedrado que posteriormente desemboca na estrada asfaltada. Seguimos em frente, pelo caminho de terra, o qual, devido à sinuosidade do terreno, permite-nos vencer o desnível, percorrendo um itinerário serpenteado, até alcançarmos a estrada florestal que através da chã nos leva ao ponto mais alto desta Grande Rota, o alto do Minhéu que ostenta 1203 metros de altitude. Daqui pode-se observar todo o território do Concelho de Vila Pouca de Aguiar, assim como o território dos concelhos confinantes. Não foi o nosso caso, o dia apresentava-se muito encoberto, com períodos de aguaceiros fracos, o que nos impediu de desfrutar dessas magnificas panorâmicas.
Lá no alto, várias torres de antenas retransmissoras caraterizam o ponto mais alto da serra, aproveitamos as velhas instalações existentes para, protegidos do vento, fazer o reforço da manhã. Pouco depois, deixamos para trás o cume ventoso do Minhéu e iniciamos uma longa e suave descida até à aldeia de Afonsim. Atravessamos a bucólica e histórica aldeia, seguimos caminho por extensas pastagens e, à medida que íamos descendo, surge na paisagem a Barragem da Falperra. A Grande Rota faz interseção com a Pequena Rota “Trilho do Alvão”, que acompanhamos por algum tempo, desembocando na estrada asfaltada, viramos à direita e seguimos por poucos metros para tomarmos o caminho florestal, junto ao cruzamento da estrada nacional nº206. Seguimos o caminho, bordeado por vidoeiros até chegarmos à aldeia de Fontes, até aqui já tínhamos apanhado alguns quilos de castanhas, dos vários castanheiros que ladeavam o caminho. Continuando o percurso, cruzamos a estrada nacional nº2, e seguimos em frente, para logo depois, virarmos à esquerda e continuarmos pela ciclovia, aproveitamento dado pelo município ao espaço da antiga linha-férrea. Este troço é comum ao Caminho Português Interior de Santiago, o qual acompanhamos a maior parte do tempo até Pedras Salgadas. Abandonamos a ciclovia junto à rotunda da nacional nº2, pouco depois estávamos na área residencial de Vila Pouca de Aguiar a qual atravessamos, passando pelo Oratório do Rosário de Vila Pouca de Aguiar, continuamos a percorrer a área urbana até Cidadelhe de Aguiar para depois seguirmos caminho rural, onde as edificações modernas dão lugar aos verdes campos de cultivo e frondosos bosques. Troço comum ao Caminho Português Interior de Santiago, caminho bucólico que nos leva a atravessar o Rio Avelames por uma ponte românica medieval. Seguimos caminho ao longo do Rio Avelames até Pedras Salgadas, localidade famosa pela sua estância termal e pelas suas afamadas e saborosas águas. Terminamos a etapa junto ao Parque Termal, local onde efetua-mos visita às Eco-Houses do Spa & Nature Park e ao conjunto edificado do sec.XX do parque termal. Terminamos nas provas da afamada água ferrosa e gaseificada das Pedras Salgadas.

2ºDIA
Depois de uma boa noite de “farra” e de uma noite de sono, que se pretendia retemperadora, uns bem dormidos outros nem por isso, lá iniciamos a etapa… junto ao Parque Termal. Seguimos pela margem do Rio Avelames em direção à aldeia de Sabroso de Aguiar, a qual cruzamos para nos embrenharmos na mancha de floresta de coníferas, onde predomina o pinheiro-bravo, mas onde encontramos muitos castanheiros e uma vez mais lá fomos enchendo os sacos de castanhas para levar para casa. Pouco a pouco vamos deixando para trás a floresta para alcançarmos o lugar de Freixeda. Daqui seguimos um caminho em terra que nos leva ao lugar de Vilela de Cabugueira, hora do reforço da manhã no Café “O Paulo”. Já com o estômago aconchegado continuamos por caminho em terra até Vilarinho de São Bento, aqui seguimos o caminho paralelo à estrada municipal que nos leva ao lugar de Adagoi. Atravessamos o pequeno lugar e tomamos o caminho florestal. À medida que percorremos o caminho florestal podemos apreciar a majestosa paisagem, em que se destaca o relevo da Serra do Alvão e o serpenteante Rio Tâmega. As cores de Outono enriquecem a paisagem, dando uma tonalidade que embelezam o nosso olhar. O caminho florestal, que até então pouco desnível apresentou, começa a fazer-se por uma íngreme descida até ao rio Avelames que desagua pouco à frente no Rio Tâmega. Um pouco antes de alcançar o leito do rio temos a aldeia de Monteiros, que inclusive dispõe de um albergue para pernoita, mas devido ao adiantado da hora dobramos à esquerda o caminho florestal e não visitamos a ladeia. Pouco depois estávamos junto ao Rio Avelames o qual atravessamos por uma pequena ponte e iniciamos uma íngreme subida por caminho de pé posto, onde tivemos cuidado redobrado, pois as pedras apresentavam-se muito escorregadias.
Tendo inicialmente como pano de fundo o vale do Rio Tâmega, seguimos o caminho em terra quase sempre ascendente ao longo de oito quilómetros até à aldeia de Soutelo de Matos, que o acesso se faz por caminho empedrado entre muros que delimitam os verdes campos de cultivo. O sol já se escondia por trás da serra quando chegamos junto à Capela de Soutelo de Matos, local de término desta Grande Rota.

OBSERVAÇÕES:
Sem ser complicado é um percurso duro do ponto de vista físico e mental quer pela subida íngreme desde o Vale do Rio Avelames em Monteiros até ao Alto do Minhéu, quer pela distância de 58,5 kms a percorrer em dois dias.

Nas etapas encontram-se locais de abastecimento de água e vários serviços: Vila Pouca de Aguiar e Pedras Salgadas – Cafés, Lojas Alimentares, Restaurantes, Alojamento (Residencial, Hospedaria, Hotel); Vilela de Cabugueira – Café; Monteiros: Café, Alojamento (Albergue)

Percurso sinalizado mas com algumas falhas, aconselha-se uso de GPS ou de cartas militares. O trilho está transitável, apenas algumas partes, muito curtas, apresentam alguma vegetação (silvas e giestas): troço entre o Alto do Minhéu e Afonsim e Ponte do Rio Avelames e Soutelo de Matos.

Sendo uma rota circular existem vários pontos que podem ser escolhidos para início e término do percurso, a opção deve ter em consideração o local escolhido para pernoita, nomeadamente Vila Pouca de Aguiar com pernoita em Monteiros, Monteiros com pernoita em Vila Pouca de Aguiar e Soutelo de Matos com pernoita em Pedras Salgadas.

A GR pode ser realizada em autonomia, mas para evitar excesso de peso às costas recomenda-se a pernoita nos alojamentos disponíveis ao longo do percurso: Vila Pouca de Aguiar; Pedras Salgadas e Aldeia de Monteiros.

FICHA TÉCNICA
Datas de realização: 24 e 25 de Outubro de 2015
Desnível: 1875 m positivos; 1875 m negativos
Tipo de percurso: Circular
Distancia: 58,3 km (Sem passagem pela Aldeia de Monteiros)
Etapas: 2 dias
Duração: 14:20 horas (marcha efetiva)
Alojamentos do Concelho: http://www.cm-vpaguiar.pt/index.php?pid=356&idTipoEntidade=6 
Albergue de São Lourenço, em Monteiros http://www.cm-vpaguiar.pt/index.php?pid=500&idPag=150 

Etapa 1º DIA
Data de realização: 24 de Outubro 2015
Percurso: Soutelo de Matos - Alto das Forcadas - Alto do Minhéu - Afonsim - Colonos de Paredes - Fontes - Vila Pouca de Aguiar - Cidadelha - Pedras Salgadas
Distancia: 26,5 kms
Marcha efetiva: 6:25 horas
Alojamento utilizado: Casa de elemento do grupo
Alojamento aconselhado: Hospedaria “O Machado” Tef: 259 045 992

Etapa 2º DIA
Data de realização: 25 de Outubro 2015
Percurso: Pedras Salgadas - Hortinha - Sabroso de Aguiar - Vilela de Cabugueira - Freixeda - Vilacinho de São Bento - Adagoi - Monteiros - Vale do Lombo Gordo -Soutelo de Matos
Distancia: 31,8 kms
Marcha efetiva: 7:55 horas

15 comentários

  • Foto de LuisRocha

    LuisRocha 26/out/2015

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    Mais um trilho com a qualidade que já estamos habituados

  • PicosAlpinos 26/out/2015

    Mais uma descrição que nos deixa um desejo enorme de ir e apreciar. Muito bom trabalho mais uma vez. Obrigado pela partilha. Parabéns!

  • Foto de Caminhantes

    Caminhantes 27/out/2015

    Obrigado pelos comentários LuisRocha e PicosAlpinos!
    Excelente rota para quem gosta de desafios até ao limite!
    Boas caminhadas!

  • Marcia Madeira 27/out/2015

    Foi excelente, gostei

  • Foto de fernandapacheco

    fernandapacheco 27/out/2015

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    Trilho com paisagens magnificas que compensam a exigência física.

  • Raul Mendes 27/out/2015

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    Mais uma grande caminhada.

  • Foto de Elizabete Martins

    Elizabete Martins 27/out/2015

    Exigente, mas faz-se muito bem. O contacto com a natureza é de uma tranquilidade incalculável. Adorei.

  • Foto de Caminhantes

    Caminhantes 27/out/2015

    Obrigado pelos comentários!
    Trilho sem dúvida exigente, sinalizado mas com algumas falhas pelo que devem levar a trilha em GPS assim não há como enganar!
    Boas caminhadas!

  • Marcia Madeira 28/out/2015

    excelente paisagem, o trilho devia estar um pouco mais limpo.

  • Foto de Helena Carvalho

    Helena Carvalho 26/jul/2016

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    Grande paisagem, grande fds e grande companhia. A repetir!.... :)

  • norbertofh 13/fev/2017

    A fazer o percurso em autonomia, onde recomenda que a pernoita seja realizada?

  • MC+ 21/jan/2019

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    Seria um percurso bom não fosse algumas partes do mesmo em mau estado de conservação. Depois da passagem do Rio Avelames, trilho com está com bastante vegetação o que dificulta a passagem em especial por se tratar de uma passagem com declive acentuado. Depois da aldeia de Soutelo de Matos e após passar a estrada, parte do caminho para o alto do Milhéu está coberto de mato e giestas. Como poucos kms podem transformar este percurso numa má experiência. Mal marcado e muitas inexistentes. Se não fosse este track GPS não conseguiria seguir este trilho. Depois do alto do Milhéu abandonei e fui pelos estradrões das eólicas e pela estrada para não voltar a ter desagradáveis surpresas. De referir que fiz este trilho de bicicleta. Seria interessante se o percurso estivesse com manutenção adequada. Obrigado pelo track.

  • MC+ 21/jan/2019

    Obrigado pelo esclarecimento. A crítica é apenas p o estado do percurso. Como encontrei um panfleto onde indicava que a entidade promotora era a Câmara Municipal e verifiquei algumas sinalizações de GR parti do princípio q era um percurso homologado ou de conhecimento das autoridades locais. De qualquer forma as autoridades locais deviam ter mais atenção ao estado dos seus trilhos. Só haverá gente a caminhar neles se se tornarem em boas experiências. Digo isto no geral e em forma de desabafo. Obrigado pelo vosso registo GPS, pois sem ele, teria sido ainda mais complicado.

  • Foto de Caminhantes

    Caminhantes 21/jan/2019

    Olá MC+! Quero retificar o comentário que fiz anteriormente (q já exclui) por ter feito confusão com outro trilho do Parque Natural do Alvão. Efetivamente esta GR "Travessia do Alvão", segundo a entidade promotora, tem marcação e sinalização que cumprem as directrizes internacionais. Quando realizamos a GR verificamos falhas significativas pelo que aconselhamos o uso do GPS. Apresentava alguma vegetação (silvas e giestas) nos troços entre o Alto do Minhéu e Afonsim e Ponte do Rio Avelames e Soutelo de Matos.
    Saudações!

  • MC+ 22/jan/2019

    Obrigado pelo esclarecimento. Sem o vosso track GPS teria sido desesperante.

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