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Dificuldade técnica   Difícil

Horas  10 horas 39 minutos

Coordenadas 2259

Uploaded 14 de Julho de 2015

Recorded Julho 2015

-
-
900 m
267 m
0
6,7
13
26,82 km

Visualizado 1492 vezes, baixado 77 vezes

próximo a Soajo, Viana do Castelo (Portugal)

A Grande Rota (GR), Travessia das Serras da Peneda e do Soajo, percorre todo este complexo montanhoso (das serras da Peneda e Soajo), por caminhos e calçadas que dinamizam um ecossistema de montanha de diferentes contrastes, às vezes suave e bucólico, outras vezes imponente e agreste. A rota transita por distintos habitats onde alberga uma vasta e diversa comunidade florística e faunística, sendo um percurso de âmbito etnográfico, paisagístico e natural.
Vamos tentar mostrar como quatro caminhantes se propuseram a fazer em três dias a GR, cerca de 78Kms, num sobe e desce constante. Um belo treino físico para quem tenciona uns raids mais arrojados. Antes de mais queremos salientar o facto de estar classificado com grau de dificuldade médio nos flyers informativos feitos pela entidade promotora mas consideramos um percurso “DIFÍCIL” para ser realizado em três dias e “MUITO DIFÍCIL” para ser realizado em autonomia durante três dias com temperaturas superiores a 30ºC como foi o caso. Tenham isso em atenção, porque em certas alturas do ano com pessoal inexperiente ou menos preparado fisicamente pode tornar-se uma atividade perigosa… Mesmo assim e como já somos batidos nisto :-), lá fomos nós, como manda a regra em autonomia (para quem não sabe o caracol é o melhor exemplo… ou seja com tudo as costas, casa, cama, comida, roupa, etc.).

TRILHA COMPLETA
GR - TRAVESSIA DAS SERRAS DA PENEDA E SOAJO external

1º DIA:
Percurso: Soajo – Vilar de Soente – Porta do Mezio – Bouças Dornas – Bostelinhos – Branda de Bostejões – Fojo da Cabrita – Avelar – Lordelo – Chã do Couço – Sistelo (27 kms).

Apesar de o folheto informativo da GR ter o início na Porta do Mezio optamos por começar no Soajo, isto por duas razões: maior segurança para deixar o carro e melhor distribuição das etapas, evitando-se 32 quilómetros na última etapa e a subida final do Soajo até à Porta do Mezio.
O começo nem é árduo comparado com o que viria ao longo do dia, deparamo-nos com marcações erradas ou com a falta delas… caminhos sinuosos, com desníveis elevados e sol intenso, com temperaturas superiores a 30ºC como companhia ao longo dos três dias…
Estacionamos o carro no parqueamento junto ao conjunto de espigueiros (cota 290), depois de uma visita ao local e da foto da praxe lá seguimos a sinalética da GR que nos levou pelo lugar de Bairros e do Souto até Vilar de Soente por caminhos antigos empedrados. Aqui seguimos pela estrada M1328 até ao à N202, que atravessamos seguindo por caminho florestal e de pé posto, muito mal marcado, até à Porta do Mezio (cota 640). Paragem para o café e reforço da manhã.
O percurso segue nos primeiros metros o caminho de Bicos por entre um belíssimo bosque de carvalhos, até cruzar a estrada em direção a Bouças Dornas e Bostelinhos, aldeias tipicamente agrícolas. A partir de Bostelinhos (cota 610) iniciamos a subida até à Branda de Bostejões (ponto mais alto do dia à cota 870) passando pelo Couto dos Bicos e atravessado o Regato dos Bostelinhos. A paisagem desde a Branda de Bostejões é lindíssima, para além de ser ter um vista muito bonita sobre a aldeia da Lombadinha, encontramos um conjunto de bonitos cavalos com as suas crias. Aproveitamos a sombra das árvores para fazer a pausa para almoço enquanto apreciávamos a beleza do local.
Desde a Branda dos Bostejões inicia-se a descida até à rústica aldeia de Avelar e à ponte sobre o Rio do Ramiscal (cota 350) onde tomamos um banho refrescante neste dia com temperaturas a rondar os 30ºC. Aproveitamos para fazer o reforço da tarde e disfrutar do som da natureza e da água a correr, antes de iniciar a exigente subida à aldeia de Lordelo (cota 590) até ao Chã do Couço (cota 690).
Daqui inicia-se a descida para a aldeia de Sistelo, acompanhando na maior parte do percurso o Rio do Couço. A descida por um caminho antigo é agradável, com bastante vegetação e a frescura providenciada pelo vale.
À entrada de Sistelo (cota 300), atravessa-se a ponte sobre o Rio de Outeiro que irá juntar-se ao Rio do Couço a jusante de nossa passagem. A aldeia de Sistelo é lindíssima. A prioridade era arranjar um bocado de terra onde pudéssemos montar as tendas. Depois de conversar com uma Senhora, esta informou-nos que poderíamos acampar ao lado da sua casa, no jardim da Casa do Castelo dos Viscondes de Sistelo que a Junta de Freguesia estava a recuperar. Depois de estarmos no local, fomos ao café ali perto para beber umas bebidas frescas. Aproveitamos o local para fazer o nosso jantar, montamos o fogão de montanha e cozinhamos um esparguete com atum acompanhado de umas cervejas fresquinhas e travamos conversa com os Locais, algo que gostamos de fazer… No final lá fomos, depois de duas horas bem passadas, montar as tendas porque o dia de amanhã não seria mais fácil, Peneda seria o destino (mais 27Kms).

ETAPA ANTERIOR
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