Horas  3 horas 25 minutos

Coordenadas 841

Uploaded 30 de Agosto de 2016

Recorded Agosto 2016

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679 m
428 m
0
2,5
5,0
9,94 km

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próximo a Orvalho, Castelo Branco (Portugal)

FOTOS DESTA E DE OUTRAS TRILHAS EM ”CAMINHANTES"
O itinerário deste percurso apresenta um conjunto de espaços nobres onde a paisagem aliada ao saber fazer das suas gentes, são um óptimo tónico para fugir ao stress dos meios urbanos. Inserindo-se no território Geopark Naturtejo da Meseta Meridional, este roteiro contempla a passagem pelos geomonumentos classificados pela UNESCO que existem na freguesia de Orvalho. Tradição e cultura aliam-se em comunhão com a Natureza, onde excecionais afloramentos rochosos, passando por locais emblemáticos, são só o mote para a descoberta de refúgios mágicos. Pelo meio, testemunha-se o correr das águas cristalinas das ribeiras e das nascentes da montanha, confundindo-se com os melodiosos cantares dos pássaros, embriagados pela pureza intocável dos locais. O percurso convida assim ao mais puro reencontro com a Natureza, remetendo para outros tempos que se pensava não ser possível alcançar.

Por entre excecionais monumentos geológicos, impõe-se a incontornável beleza da região, pintada por uma mescla de cores divinas onde o verde da vegetação se mistura com os tons da terra, não deixando ninguém indiferente. Pelas encostas íngremes circundantes, são evidentes as monoculturas de pinheiro bravo (Pinus pinaster) e algumas manchas de oliveiras (Olea europaea), as quais revelam a tradição olivícola que marcou a ruralidade orvalhense. É também frequente encontrar-se alguns exemplares de medronheiro (Arbutus unedo), podendo verificar-se também de forma dispersa a azinheira (Quercus rotundifolia) e o sobreiro (Quercus suber).

O serpenteante Vale das Fragosas surge-nos numa curva da estrada, pouco depois de passar o cabeço cónico da Senhora da Confiança. Junto das fontes naturais existentes à beira da estrada, um miradouro natural permite-nos admirar a muralha quartzítica que se ergue de um bosque denso por onde o ribeiro de Água de alta desaparece. pelo som forte da água a cair, advinham-se as cascatas de fraga da Água d´Alta. São 25 m de desnível vencidos por uma sucessão de três véus de água turbulentos e crepitantes. Vale a pena descer o caminho assinalado onde abunda o folhado (Viburnum tinus) e onde o azereiro (Prunus lusitanica) marca bem a su presença.

A herança morfológica desta região resultou na quartzítica Serra do Muradal sobranceira a uma ária deprimida na mancha de xistos e grauvaques, onde a erosão mesocenozóica mais se faz sentir. No cimo do Cabeço do Mosqueiro, o Miradouro que lá existe evidencia não só os afloramentos rochosos, mas também a vegetação arbustiva. Esta é constituída essencialmente por matos heliófilos, dos quais se destaca a esteva (Cistus ladanifer), a carqueja (Chamaesparum tridentatum) e o tojo (Ulex sp.). Foram também identificados alguns exemplares de Teucrium salvastrium, uma espécie protegida vulgarmente designada por têucrio.

FICHA TÉCNICA (PR3):
Distância: 8,9 Km
Duração: 3h 30 min
Tipo de percurso: linear
Desnível acumulado: 906 m subida
Altitude máxima: 480 m
Altitude mínima: 460 m
Grau de Dificuldade: Adversidade do meio = 1; Orientação = 2; Tipo de piso = 3; Esforço físico = 3.
Ponto de partida e de chegada: Junta de Freguesia do Orvalho e Miradouro do Mosqueiro, respetivamente.
Pontos de interesse: Igreja Matriz de Orvalho, Fraga de Água d´Alta, Lagoa das Lontras, Calçada Romana, Forno das Mouras, Parque de Merendas do Mosqueiro.
Época aconselhada: Todo o ano. Atenção ao calor no Verão e ao piso escorregadio no Inverno.

NOTA:
Fizemos a ligação do Miradouro do Mosqueiro ao Orvalho por estrada, tornado o percurso circular.

Fonte: http://www.cm-oleiros.pt/ficheiros/conteudos/1328805432GeoRota_do_Orvalho.pdf

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