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Coordenadas 773

Uploaded 19 de Abril de 2019

Recorded Abril 2019

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próximo a Montemor-o-Novo, Évora (Portugal)

ESTRADA NACIONAL 2 (EN2) – PORTUGAL

De todas as estradas de Portugal, há uma com uma mística e algo de lendário que a distingue das outras, e à qual foi dado o nome de Estrada Nacional nº 2. Antiga Estrada Real, é a maior da Europa e foi projetada como ligação entre Chaves e Faro, num percurso único e vertiginoso que atravessa mais de 30 municípios. É a estrada nacional mais extensa de Portugal e a única a atravessar o país de lés a lés. Ao longo dos seus 738 km, num percurso vertiginoso pela espinha dorsal do país, atravessa 36 municípios, 11 distritos (Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal, Beja e Faro), 8 províncias (Trás-os-Montes e Alto Douro, Beira Alta, Beira Litoral, Beira Baixa, Ribatejo, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve), 32 concelhos, 11 rios e 4 serras, passando pelo interior das povoações e ligando paisagens tão diferentes como as vinhas durienses, as planícies alentejanas ou as praias algarvias. É a terceira estrada mais extensa do mundo, logo a seguir à rota 66 dos Estados Unidos e à rota 40 da Argentina.

O troço da EN2 confunde-se com a própria história, sendo que muitos segmentos já eram as principais vias romanas que atravessavam a Lusitânia. Com o passar do tempo, as principais vias foram sendo melhoradas e ligadas umas às outras e até ao final do séc. XIX, grande parte daquela que é hoje a EN2 já era Estrada Real. Em 1884, o percurso de Faro a Castro Verde passa a designar-se Estrada Distrital nº 128. Com a implantação da república a estrada chega a Beja e ganha o título de Estrada Nacional nº 17, passando a chamar-se mais tarde a Estrada Nacional nº 19. Um dos grandes projectos do Estado Novo era a criação de uma estrada que ligasse o país de lés a lés pelo centro, e a partir de 1930 começaram a ser alcatroados os troços de pedra e de terra e construídas as ligações necessárias, até que em 1945 é classificada a Estrada Nacional nº 2. O troço que liga Almodôvar a São Brás de Alportel foi, em 2003, classificado como Estrada Património devido ao riquíssimo património que a envolve, fazendo parte da primeira edição em livro das estradas património em Portugal, lançado pelas Infra-estruturas de Portugal. Na Foz do Dão, Santa Comba Dão, a estrada atravessava a imponente Ponte Salazar que estabelece também os limites dos concelhos de Santa Comba Dão, Penacova e Mortágua, divide os distritos de Coimbra e Viseu e separa a Beira Litoral da Beira Alta, hoje submersa pela Barragem da Aguieira. O trajecto efectua-se actualmente pela ponte resultante do paredão da barragem.

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INFORMAÇÃO: por razões logísticas, optei por iniciar esta rota em Faro, subindo o país até ao seu centro geodésico, próximo de Vila de Rei, onde concluí a primeira fase. Num futuro próximo, reiniciarei a rota em Chaves, descendo o país até ao mesmo ponto onde terminei a primeira fase, concluindo assim este projeto.

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MONTEMOR-O-NOVO
A bonita cidade de Montemor-o-Novo, sede de concelho, situa-se em pleno Alentejo, região calma e tranquila, com um importante lugar na história nacional. Aqui nasceu, em 1495, São João de Deus, de seu nome João Cidade, fundador da Ordem dos Irmãos Hospitaleiros, distinguindo-se na assistência aos pobres e aos doentes. Foi em Montemor-o-Novo que, em 1496, o rei D. Manuel I tomou a histórica decisão de mandar descobrir o caminho marítimo para a Índia. Montemor-o-Novo foi também importante palco de batalhas e conflitos, sendo conhecida a sua capacidade de resistência, como na época das invasões francesas em 1808, nas lutas civis entre liberais e miguelistas, e teve igualmente um papel activo na resistência à ditadura fascista.Toda a região envolvente é dona de grandes belezas naturais, zona de aproveitamento hídrico e eléctrico, possuindo várias barragens, terra onde a simplicidade impera. Em Montemor-o-Novo impõe-se visitar o que resta do Castelo, o antigo Convento de São Domingos (hoje em dia interessante Museu Arqueológico), o pitoresco Chafariz da vila, a Igreja e cripta de São João de Deus ou o bonito Convento de Nossa Senhora da Saudação. Uma das maiores riquezas patrimoniais da região é a sua herança arqueológica de numerosos monumentos megalíticos como os Menires da Pedra Longa, a Anta da Comenda da Igreja, a Anta dos Tourais, a Anta da Velada, a Anta de São Brissos, a fantástica Gruta do Escoural, entre muitos outros. Muito célebre é o artesanato da região, pautado por trabalhos de cestaria, couro e pele e o famoso licor de poejo.
O Passo da rua Nova encontra-se junto ao fontanário e é datado do século XVIII. Nicho em pórtico de mármore, com pilastras e frontão triangular, contendo altar. Integrado no percurso da "Procissão dos Passos", que pretende evocar os episódios ou passos mais significativos da morte de Cristo, apenas é aberto na sexta-feira santa, para a procissão.
O chafariz da rua Nova data da primeira década do século XIX. É feito em mármore da região, em estilo rococó, mostrando os brasões de armas da Casa Real Portuguesa e de Montemor-o-Novo.
ALTAMENTE RECOMENDADO!!!
Conjunto composto por igreja e edifícios adjacentes, onde se encontra o importante arquivo da Misericórdia. Do conjunto destaca-se a sala do despacho com decoração, no teto, a frescos. Realça-se, ainda, a porta principal da Igreja Matriz e Santa Casa da Misericórdia, em estilo manuelino. A igreja data de 1532 e o restante edifício do século XVII.
Antiga Casa de Almotaçaria e de Ver-o-Peso, que mantém os alçados do período da reforma de 1743, de cunhais guarnecidos por ornatos de alvenaria, portadas rasgadas e janela central.
Pequena capela do século XVI ou anterior. Tem um painel de azulejos azuis por cima da porta principal. Este é um dos percursos dos Santos Passos.
CASTELO DE MONTEMOR-O-NOVO - O Castelo de Montemor-o-Novo localiza-se numa posição dominante sobre o outeiro mais alto da região, e abrigava originalmente nos seus muros a povoação que, desenvolvendo-se, expandiu-se pela encosta a Norte, tendo sido um dos maiores Castelos de Portugal e que, certamente, foi um dos mais imponentes. Presentemente, encontra-se em estado de degradação especialmente na sua muralha a este, que se acentuou após o terramoto de 1755, que o atingiu fortemente. Afirma-se que neste castelo Vasco da Gama ultimou os planos para a sua viagem à Índia. TORRE DO RELÓGIO - Torre da época medieval de planta retangular, encimada por campanário manuelino, com aberturas ultrapassadas, coroado por torrinhas cónicas agulhadas. Possui relógio de sol em mármore nas paredes exteriores.
É o monumento de maior valor artístico do concelho. A origem do edifício remonta a 1500, tendo sido alvo de transformações e acrescentos até ao século XIX. Possui claustro da época de Dom João III. Foi mosteiro de clausura, da ordem religiosa de São Domingos e posteriormente abrigo de infância desvalida.
IGREJA DE S. TIAGO - Foi uma das quatro igrejas paroquiais da vila, dentro de muros, de Montemor-o-Novo, cuja primeira referência data de 1302. Em meados do século XVI a igreja teve uma reforma profunda tendo sido completamente remodelada ao estilo manuelino, ficando apenas o pequeno portal gótico, em granito, que hoje vemos como janela. Esteve aberta ao culto até à segunda metade do século XIX. Foi neste século que terá sido destruída grande parte das pinturas que cobriam na totalidade as paredes da igreja. Já no século XX, serviu de depósito de objetos de interesse histórico e artístico provenientes de vários edifícios religiosos e civis do concelho e como casa de apoio e guarda de ferramentas ao jardineiro que cuidava do espaço envolvente. Em 1992-1993 realizaram-se escavações arqueológicas no adro e interior da igreja que revelaram duas necrópoles dos séculos XIV e XVII, bem como vestígios do urbanismo medieval. A Igreja de São Tiago foi recuperada e transformada em Centro Interpretativo do Castelo de Montemor-o-Novo em 2006, e abriu ao público no dia 8 de Março de 2007. Possui um interessante conjunto de pintura mural executado durante os séculos XVII (representações de cenas religiosas) e XVIII (representações de elementos vegetalistas e brutescos). Deste conjunto merece destaque o teto da capela-mor decorada com uma “Orquestra de Anjos Músicos” em muito bom estado de conservação. Do lado esquerdo pode observar-se a representação do “Martírio de Santa Bárbara”, e no direito a representação de “Santa Catarina de Siena”. Na capela do Senhor das Chagas, com cúpula de meia laranja completamente decorada com pinturas representativas da “Paixão de Cristo”, estão representadas três cenas do martírio de Cristo, a Flagelação, a Via Sacra e a Crucificação. CENTRO DE INTERPRETAÇÃO - Neste espaço vai conhecer aspectos da história e evolução da antiga vila, dentro de muralhas, através de uma exposição permanente e exposições temporárias. A exposição permanente consiste num conjunto de painéis informativos e objetos arqueológicos, organizados numa sequência temporal desde as primeiras ocupações humanas da colina do castelo até à atualidade e aos novos usos deste espaço. Ocupação da colina do castelo Das primeiras ocupações humanas à estruturação do espaço. Vestígios pré-islâmicos. Período islâmico e conquista crista. Ocupação da colina do castelo A fase do apogeu. A vila velha dos séculos XIV, XV e XVI. A decadência da vila velha A expansão urbana para o arrabalde, séculos XVII a XXI. Os novos usos da colina do castelo O Convento da Saudação (de convento a asilo, de ruína a centro coreográfico). O projeto de estudo e valorização patrimonial do castelo (escavações arqueológicas). As exposições temporárias mostram objetos, sobretudo de uso quotidiano, encontrados nas escavações arqueológicas que se realizam regularmente no recinto do castelo.
Nas muralhas do Castelo de Montemor-o-Novo que protegiam a antiga vila medieval, a Porta de Santiago ou do Sol (podendo corresponder à Porta de Évora) é flanqueada pela torre gótica, de planta rectangular rematada com ameias piramidais, em que o acesso ao terraço é feito por escada interior denominada por “Torre da Má Hora”. Segundo a lenda esta torre ganhou este nome devido a um episódio ocorrido na época da conquista deste imponente castelo aos Mouros pelas tropas de D. Sancho I. Quando os soldados do Rei D. Sancho I se preparavam para atacar Montemor, esconderam-se nas searas que rodeavam o então castelo muçulmano, sem que os mouros desconfiassem da sua presença. Nessa noite, as sentinelas esqueceram-se de uma porta do castelo entreaberta. Os cristãos apercebendo-se disso, entraram por essa porta e tomaram rapidamente o castelo que passou a ser português e cristão. A partir desta data os mouros passaram a chamar a essa porta e à Torre "Má-Hora", devido à má-hora em que se tinham esquecido da porta aberta.
RUÍNAS DA ANTIGA CADEIA OU DOS PAÇOS DO CONCELHO - Durante algum tempo, pensou-se poderem ser as ruínas da Igreja de Santa Maria da Vila, a mais antiga igreja paroquial da vila. No entanto, após as pesquisas arqueológicas em 1983 e 1992/1993, concluiu-se ser um outro edifício, talvez a anterior Cadeia ou Paços do Concelho. Subsiste de pé um bloco em alvenaria em forma de cogumelo. PAÇO DOS ALCAIDES OU PAÇO REAL - Datado, possivelmente, do século XIV, hoje em dia subsistem apenas as ruínas medievais do antigo edifício de planta retangular e de 2 pisos. Foi sede de Alcaidaria-Mor da Vila, dos Condes de Santa Cruz, serviu de pousada a vários monarcas e nele se reuniram cortes e se decidiram acontecimentos históricos como a construção da Universidade de Coimbra e a partida de Vasco da Gama para a Índia.
Datada do século XIV, a igreja foi remodelada nos séculos XVI e XVII. Era o templo mais importante da Vila. Compunha-se de planta quadrangular, com abóbada e 3 naves em arcos ogivais. Hoje restam parte da frontaria com o portal manuelino, assim como parte da cabeceira.
Para quem não sabe, o nome desta famosa rua do Centro Histórico não está ligado ao facto da sua subida ser difícil ou de se partir as costas ao subi-la, mas sim ao facto de esta rua vir cortar a encosta muito íngreme que ali existe. Só possuímos referências conhecidas para esta rua no século XVII, no entanto, penso que deve ter sido construída ainda durante o século XV. Neste século estavam já activas as duas praças da vila – a Praça Nova no Castelo, mas fora de muralhas e a Praça do Arrabalde, actualmente, o largo da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Vila. A Rua do Quebra-costas seria assim a via mais directa para ligar estes dois importantes pólos das actividades sociais e económicas de Montemor quinhentista. Aconselha-se aos visitantes de Montemor a evitarem a subida ao Castelo por esta rua. Não se partem as costas, mas que o coração, os pulmões e as pernas chegam lá em muito mau estado, isso chegam!
A Rua Direita aparece pela primeira vez referida em 1422, altura em que é mandada calçar pela Câmara. Este melhoramento só era aplicado, na época medieval, ás principais ruas ruas da urbe, facto que explica o calçetamento da rua ainda nos ínicios do século XV. Esta era uma das mais importantes ruas do arrabalde montemorense, uma vez que ligava directamente as partes alta e baixa do arrabalde, sendo também a mais larga e, provavelmente a mais movimentada. Era por isso habitada por gente abastada que durante a época manuelina foram construindo habitações de dois pisos (na época medieval era também chamada de Rua dos Carvoeiros ou do Carvoeiro). O nome da rua rua não tem assim nada a ver com o facto de ser uma rua direita, mas sim com o facto de ligar directamente, e por entre um emaranhado de pequenas ruelas, dois pontos importantes da vila medieval, extra-muros, de Montemor-o-Novo.
O belíssimo Chafariz do Besugo, com a sua lápide romano-visigótico, que está classificada como Monumento Nacional de Portugal.
Lápide encastrada na frontaria do Chafariz de Nossa Senhora da Conceição, no pequeno largo do Paços do Concelho de Montemor-o-Novo, largo onde está igualmente colocada uma lápide romano-visigótica classificada. Trata-se de uma singela placa quadrangular em mármore branco de Estremoz, com uma inscrição seiscentista de devoção mariana. A inscrição evoca a dedicação do reino a Nossa Senhora da Conceição pelo rei D. João IV, e está datada de 1646.
Pequena ermida com portal gótico em ogiva de acesso e ameias como coroamento. No seu interior compõe-se de sacristia e nave estreita de planta retangular com teto e abóbada de 3 tramos, nervuradas. Possui altar-mor e a fachada contém campanário. Este é um dos percursos dos Santos Passos.
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