Coordenadas 2162

Uploaded 26 de Agosto de 2016

Recorded Agosto 2016

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444 m
115 m
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3,5
7,0
13,98 km

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próximo a Igreja, Viana do Castelo (Portugal)

A aldeia de Sistelo situa-se no concelho de Arcos de Valdevez, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gêres, junto à nascente do rio Vez. Famosa pelas suas paisagens em socalcos, onde se cultiva o milho e pasta o gado, a aldeia encontra-se muito bem preservada, tendo sido recuperadas as casas típicas de granito, os espigueiros e os lavadouros públicos, tendo inclusivé sido considerada, numa famosa reportagem do jornal Público como "O Tibete Português".

O percurso Inicia-se por uma porção da ecovia do Vez, cujo início é em Sistelo e após passar pela aldeia regressa-se pelo meio dos campos e serra. Trata-se de um percurso de intensidade moderada, em particular a segunda parte que corre as zonas mais altas da aldeia.
Neste ponto a Ecovia faz-se por estrada.
Rio Vez
Mais uma
Tanto que apetece mergulhar
Praia fluvial. Tem acesso por estrada embora mais nenhuma infraestrutura ao momento (2016).
Por vezes o percurso leva-nos próximos destas pequenas cascatas, locais onde alguns dos afluentes do Vez desaguam.
Um dos muitos construídos ao longo da Ecovia.
O rio está cheio destas pequenas lagoas, de águas límpidas.
Os primeiros metros da Ecovia são realizados atravessando a Aldeia de Sistelo. A partir daqui será quase sempre junto ao rio Vez.
Ponte
Igreja matriz local.
Na parte de trás da aldeia; o rio aqui ainda é relativamente pequeno.
Uma curiosa escadaria que permite o acesso à zona ribeirinha atrás da aldeia.
Trata-se de um palácio revivalista de planta rectangular, com duas torres com ameias a ladear o frontispício e um jazigo Neogótico. O conjunto, que domina uma paisagem natural de inegável beleza, foi edificado na segunda metade do século XIX por um natural da freguesia regressado do Brasil, e primeiro Visconde de Sistelo, Manuel A. Gonçalves Roque. Actualmente (2016) em obras de restauro.
Para matar a sede do caminho (copo incluído).
Oferta da Comissão de Festas
Senhor dos Aflitos
Sempre com a água por companhia
A foto ficou uma treta - mas a água é aceitável
Um daqueles exemplos de religião popular
Bucólico.
Paisagem do vale
Um dos muitos caminhos florestais que ainda existem.
Mais de um milhar destas edificações espalhadas de norte a sul com o objectivo de acolher, não apenas o Guarda Florestal mas também a sua família, foram construídas no auge da exploração florestal e quando esta constituiu uma prioridade económica do Estado há várias décadas atrás. Eram em locais estratégicos nas matas nacionais, que estas habitações eram construídas. Não se confinavam apenas à habitação em si, mas tinham também acesso a muita água e algum terreno de cultivo assim como pequenos anexos para criação de galinhas, coelhos ou porcos. Isto apesar da maioria das vezes as localizações serem longe das ideais para este efeito. Mas arranjar meios de alguma subsistência era primordial e aqui tanto o Guarda, como a esposa e os filhos tinham um papel fundamental. Olhando agora para a figura do Guarda Florestal do antigamente, este fazia da fiscalização a sua actividade, percorrendo uma determinada área denominada de Cantão. O Guarda Florestal era um conhecedor nato de toda a área florestal à sua responsabilidade e temido por todos, principalmente dos que prevaricavam. Desde a gestão nas épocas da caça e pesca, à simples autorização de um corte de uma árvore ou mato para os animais, este era o trabalho do Guarda Florestal. Neste tempo, a fiscalização era feita a pé, os guardas eram pessoas respeitadas mas também eles de poucas posses, logo com alguma sensibilidade para a extrema pobreza da época. Acabavam muitas vezes, apesar de sujeitos a ordens superiores, de fechar os olhos a uma ou outra árvore que se cortava ou já estaria seca por uma trovoada e deixavam que os populares de aldeias localizadas em locais também eles inóspitos, as levassem. Os Invernos eram rigorosos e as casas bastante frias, a maioria sem lareiras apenas com braseiras e o… pobre do fumeiro logo por baixo da telha serrana. Hoje os guardas florestais incorporados na Guarda Nacional Republicana, também com a relevância que lhe é devida e merecida, deixaram de dar um uso pleno a estas casas encontrando-se as mesmas, na sua grande maioria, ao abandono.

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