Horas  4 horas 15 minutos

Coordenadas 3488

Uploaded 26 de Julho de 2015

Recorded Julho 2015

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próximo a Arcos de Valdevez, Viana do Castelo (Portugal)

A proposta é realizar o percurso da Ecovia do Vez, começando no Centro dos Arcos de Valdevez, mais propriamente na zona da Praia Fluvial e indo a montante até ao término da primeira fase de construção, pouco após Vilela.

Esta Ecovia pretende-se que venha a ligar Castelo de Sistelo, a montante, até Jolda de S Paio, já na margem norte do Rio Lima.

O trajecto proposto inclui o regresso tornando circular um percurso originalmente linear.
Arcos de Valdevez é uma vila portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e sub-região do Minho-Lima, com cerca de 2 200habitantes. É sede de um município com 447,60 km² de área e 22 847 habitantes (2011 ), subdividido em 36 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Monção, a nordeste por Melgaço, a leste pela Galiza, a sul por Ponte da Barca, a sudoeste e a oeste por Ponte de Lima e a oeste por Paredes de Coura.
Um dos muitos ribeiros que desaguam no Vez
Os açudes são muros de pedra que servem para reter, elevar e desviar a água dos rios e para a conduzir, através da levada ao moinho ou para serem utilizadas na rega dos campos. Ao longo do percurso o rio é interrompido frequentemente por estas construções, de pedras empilhadas muitas delas, formando pequenos lagos a montante.
Sempre que há um açude presente, é possível criar uma agradável praia fluvial.
Alguém quer dar um mergulho?
Mais um exemplo da utilização do rio para o Lazer
Ao longo do percurso observam-se alguns moinhos de água - ou azenhas - agora em desuso. Chamamos azenhas ao tipo de moinhos de água de roda vertical. Este sistema comporta os tipos de propulsão superior, propulsão média e propulsão inferior. O tipo de propulsão diz respeito à maneira como a água cai na roda, que pode ser de alto, a meia altura ou accionando-a correndo por baixo dela. No caso da propulsão superior, a roda possui os chamados copos, os quais ao encherem de água impulsionam a roda pela acção do seu peso. No caso das propulsões média e inferior, a roda possui palas onde a água bate e exerce o seu impulso. A introdução deste tipo de moinhos em Portugal deve-se aos Árabes, havendo os primeiros registos da sua utilização desde o século X. Em alguns casos as azenhas vieram substituir os moinhos de rodízio, visto estas terem um rendimento superior a estes, sendo contudo a sua implementação no nosso país muito inferior à dos moinhos de rodízio.
A ponte de Vilela é uma ponte tipicamente medieval, sem vestígios de anteriores estruturas romanas, ao contrário de um considerável número de exemplares dos séculos XII a XV que reutilizaram antigas passagens construídas nos primeiros séculos da nossa Era. A primeira referência conhecida consta das Inquirições de 1258, altura em que já se refere o topónimo 'Ponte', facto que prova a sua existência por esta altura. Ainda que desconheçamos a data em que foi construída, a opinião de que se trata de um monumento dos meados do século XIII ou ligeiramente anterior, ainda da primeira metade da centúria, é razoável face ao que conhecemos acerca da evolução estilística destas estruturas durante a Idade Média. Ela compõe-se de dois arcos apontados desiguais - o mais perto da margem direita de menor vão e o que repousa na margem esquerda de maior abertura -, diferença explicável pela existência de uma campanha reformadora no final da Idade Média. De facto, poderíamos supor que esta solução atípica fosse o resultado de adaptação da ponte às duas margens, o que estaria na origem das diferenças do tabuleiro, 'com uma rampa bastante inclinada do lado da margem direita e em suave declive do lado da margem esquerda, vencendo assim o desnível acentuado que se verifica entre as duas margens'. No entanto, é mais natural que ela corresponda a uma empreitada posterior, optando-se por um arco quebrado de maior vão, por forma a elevar a estrutura e a colocá-la mais facilmente ao nível da margem. Entre os arcos, e virado a montante, existe um talhamar prismático, 'já sem função estrutural', que servia de reforço estrutural à primitiva configuração da ponte. O tabuleiro mantém grande parte do revestimento medieval, com piso constituído por lajeado de granito de grandes dimensões, mas de talhe imperfeito e disposição irregular. É protegido por guardas de cantaria dispostas verticalmente, característica que parece indicar outras reformas ao longo dos séculos de que se desconhecem a data e os trabalhos efectuados. Com um comprimento de 60 metros e uma largura de 4,20 metros, serviu, até hoje, como ponto fundamental de passagem entre as duas margens do rio Vez, substituindo-se os medievais carros de tracção animal pelos modernos veículos de ligeiros e pesados. No século XVII, em plena Guerra da Restauração, o exército espanhol retirou de território português por esta ponte, sinal de que continuava funcional e poderia servir eficazmente de caminho por onde passar um pesado exército de infantaria. Também da Idade Moderna é o conjunto de alminhas na margem esquerda, onde se pintou uma rude e fruste representação de Santa Luzia. Ainda neste local, existem vestígios de uma antiga capela, provavelmente da mesma invocação que as alminhas, elemento de sacralidade dos caminhos e das passagens ribeirinhas, cuja tradição remonta à Idade Média e que tantos exemplos deixou na paisagem humanizada do nosso país. Com função ininterrupta até aos nossos dias, o trânsito rodoviário assume-se como um dos problemas de sustentabilidade da ponte, a que se junta a falta de manutenção e de limpeza das juntas. Monumento fundamental para a história regional e para a história da actividade pontística medieval, a ponte de Vilela mantém-se como um imóvel simbólico dos antigos caminhos e das marcas de humanização do Entre-Douro-e-Minho, numa região claramente periférica, mas onde, por isso mesmo, as marcas da medievalidade melhor se conservaram.
Em Vilela
Este foi o local escolhido para o regresso. A montante a Ecovia já existe mas ainda num estado não terminado, com percurso ainda não limpo de vegetação.

6 comentários

  • Foto de dopedagain

    dopedagain 2/out/2015

    olá boa tarde, até onde esta transitável ? até ao sistelo ?

  • Foto de Nuno Gandra

    Nuno Gandra 2/out/2015

    Infelizmente não sei responder. Julgo que já está aberto embora ainda não terminado. Mas continua para lá do ponto onde eu terminei.

  • Foto de dopedagain

    dopedagain 2/out/2015

    Ok obrigado, e ate ao ponto do seu trilho tem boas condiçoes para transitar de bicicleta?

  • Foto de Nuno Gandra

    Nuno Gandra 2/out/2015

    Sim. Um ou outro ponto mais complicado mas nada de especial.

  • Foto de dopedagain

    dopedagain 2/out/2015

    I have followed this trail  View more

    Fiz hoje em btt! Gostei muito

  • Foto de UNSUB_2726206

    UNSUB_2726206 27/fev/2017

    I like your effort https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/ecovia-do-vez-10296782/photo-6193120

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