Tempo em movimento  uma hora 30 minutos

Hora  5 horas 21 minutos

Coordenadas 1023

Enviada em 6 de Maio de 2021

Registrada em Maio 2021

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279 m
182 m
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1,5
3,1
6,17 km

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perto de Arrifana, Aveiro (Portugal)

A Escola Secundária João da Silva Correia (ESJSC) é a sede do agrupamento com o mesmo nome, situada na Mourisca. É uma estrutura de arquitetura moderna, com espaços amplos e luminosos, que usufrui da mais magnífica paisagem da cidade e da proximidade de dois parques urbanos: Parque Ferreira de Castro e Parque do Rio Ul. A escola procura incutir valores de sustentabilidade numa comunidade que se quer adepta da natureza, pelo que tem recebido o galardão “Eco-Escolas” consecutivamente desde 2016-2017.
A turma D do 10º ano do curso científico-humanístico de ciências e tecnologias, ao esboçar o projeto do Domínio de Autonomia Curricular (DAC), mostrou particular interesse por problemas no âmbito da saúde e do ambiente. Assim surgiu o tema “Equilíbrio Saúde-Ambiente”, para um Eco-trilho. Acreditamos pode ser uma ferramenta útil para a comunidade escolar do AEJSC, para outras escolas do município e para a população de São João da Madeira, levando a valorizar as vivências no exterior e a compreender a importância dos espaços verdes e da gestão dos recursos hídricos, no ordenamento do território, na qualidade de vida da população e na mitigação da poluição.
Foto

E01: Enquadramento paisagístico (Capela Nossa Senhora de Fátima – Parrinho)

S. João da Madeira é o mais pequeno dos municípios portugueses (8Km2), no distrito de Aveiro. A topografia da cidade permite que nos pontos mais elevados se avistem no horizonte as paisagens do litoral e as serras do interior da região, estando o mar e a serra equidistantes (cerca de 18 Km). Ao da ESJSC, aninhada na encosta, encontra-se a capela Nossa Senhora de Fátima do Parrinho. Para além das vivências religiosas católicas em comunidade, aqui é possível explorar a magnífica paisagem, a nascente. Registe em fotografia o melhor enquadramento do alinhamento montanhoso que observa; determine, com recurso à bússola, a direção/orientação das elevações; observe o afloramento exposto nas traseiras da capela e sinta a superfície rochosa exposta; identifique a rocha que constitui esse substrato rochoso, tendo em conta a sua textura e mineralogia. A constituição litológica dos terrenos em São João da Madeira corresponde à formação conhecida por “Xistos das Beiras”. O substrato rochoso que aqui aflora, em camadas inclinadas, está associado à formação do cordão montanhoso que se destaca a nascente. Esta estrutura geológica é conhecida por “Anticlinal de Valongo”. Formou-se no início da era Paleozoica, a partir de camadas de rochas pré-existentes sujeitas e tensões dirigidas devido a movimentos tectónicos convergentes que as dobraram e transformaram. A região que aqui se avista à distância é um laboratório natural para o estudo de um património geológico ímpar a nível mundial: o geoparque de Arouca (Arouca Geopark), integrado na rede global de geoparques da UNESCO em 2009, com dezenas de geossítios que vale a pena visitar. Links úteis… Identificação de rochas- https://play.google.com/store/apps/details?id=com.do_apps.catalog_426&hl=pt&gl=US Geoparque de Arouca- http://aroucageopark.pt/pt/
Instalação esportiva

E02: Desporto e Saúde (Pavilhão Municipal das Travessas)

A atividade física e os desportos saudáveis são essenciais para a nossa saúde e bem-estar. A evidência científica e a experiência disponível mostram que a prática regular de atividade física regular e o desporto beneficiam, quer fisicamente, quer a nível psicológico (saúde mental) e mesmo social. A prática de desportos coletivos, em equipa ou a atividade física em grupo cria fantásticas oportunidades de interação na comunidade, com benefícios na saúde individual e comunitária. Os pavilhões desportivos municipais são equipamentos urbanos, disponíveis para instituições e população em geral, que contribuem para a promoção e generalização da prática desportiva. O Pavilhão das Travessas é um dos maiores recintos desportivos da cidade. Tem capacidade para 6000 espectadores e pode ter em simultâneo quatro áreas de jogo. Para além destes, existe no pavilhão espaços desportivos como salas multiusos, de fisioterapia, de musculação, corredor de atletismo, entre outros. Informe-se das várias modalidades e grupos desportivos que aqui se praticam e usufrua! Aproveite o espaço exterior do pavilhão para testar o impacte da atividade física no organismo: 1- Meça a frequência cardíaca no pulso (batimentos cardíacos por minuto). 2- Faça agachamentos durante 2 minutos. 3- Meça novamente a frequência cardíaca e compare com a inicial. 4- Para avaliar a frequência cardíaca máxima subtraia a sua idade a 220 (intensidade do exercício elevada).
Fonte

E03: Água para consumo (ETA - Estação de Tratamento de Água dos Ribeiros)

A proporção de água no corpo humano, cerca de 2/3, é igual à do Planeta Terra. Mas dos 70% de água da Terra, apenas uma pequena parte pode ser ingerida! Então não podemos gastar água à toa. Pequenas atitudes podem fazer grande diferença. A água que abastece São João da Madeira, gerida e explorada pela Águas de São João, E.M., S.A, provém do fornecimento efetuado pela Águas do Douro e Paiva, S.A. e de captações subterrâneas próprias. As captações próprias estão associadas a duas Estações de Tratamento de Águas (ETA dos Ribeiros e Roupal). Os terrenos de S. João da Madeira onde se encontram as captações são constituídos maioritariamente por micaxistos, através dos quais a água se infiltra sendo naturalmente filtrada. O processo de tratamento na ETA utiliza processos físicos e químicos para que a água adquira as propriedades desejadas que a tornem própria para o consumo. Na estação de Ribeiros existe ainda uma estação elevatória para adução da água captada e tratada aos reservatórios. O abastecimento do concelho utiliza 5 reservatórios que alimentam uma rede com aproximadamente 113 km de extensão. A empresa municipal “Águas de S. João” recebe desde 2014 o Selo de “Qualidade exemplar da água para consumo humano”, atribuído pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR). Não deve confundir ETA- local em que realiza a purificação da água captada de alguma fonte na natureza para torná-la própria para o consumo- com ETAR - Estação de Tratamento de Águas Residuais - trata a água depois de utilizada (água poluída dos esgotos domésticos, das atividades industriais e agrícolas) que, depois de tratada, será devolvida à natureza. Pesquise e utilize o seu sentido crítico: Existem evidências de impactes negativos da ETA no ambiente? Existem dados sobre a qualidade da água tratada pela ETA e distribuída à população? Links úteis: https://www.aguasdesjoao.pt/
Foto

E04: Poluição industrial (zona Industrial das Travessas)

São João da Madeira é um município muito pequena, mas para além da população residente, atrai a população dos municípios vizinhos, que aqui recorrem aos serviços económicos, sociais e culturaisA cidade de São João da Madeira no século XIX, começou a destacar-se, tornando-se um dos principais centros de desenvolvimento industrial do país, principalmente de chapéus e calçado. Foi declarada “Labor- Cidade do Trabalho” pela sua forte atividade industrial e destacou-se em 2011 por introduzir o Turismo Industrial. A cidade é atravessada no seu eixo maior, Norte-Sul, pela via rápida IC2, que passa paralelamente ao rio Ul. Nesta estação pretende-se avaliar o impacto da poluição atmosférica causada por fatores como a industrialização e a circulação de automóveis na saúde dos habitantes de São João da Madeira e propor soluções para a sua mitigação. Observe o local em que se encontra, descreva o que se sente ao olhar para a paisagem e compare essa sensação com o que sente num ambiente natural. Procure ouvir ruídos, caracterizando-os quanto à intensidade (utilize a APP “soundmeter”) e tente identificar e registar a origem; sinta os odores no local eventualmente desagradáveis (consulte projeto D-NOSES). Links úteis: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.ktwapps.soundmeter Projeto D-NOSES (cm-sjm.pt)
Ponte

E05: Poluição no rio Ul (parque urbano do rio Ul - junto ao viaduto)

O rio Ul, que passa na cidade de São João da Madeira, é um dos afluentes do rio Antuã. Devido à sua localização, muito próximo das zonas industrializadas, teve sempre muito contacto com a poluição. O principal fator que aumenta a contaminação deste rio são os fatores antrópicos. No entanto, é agravado devido a fatores geológicos como o relevo pouco acentuado que causa um curso de água mais lento, provocando maior a acumulação de detritos e consequentemente mais poluição. As substâncias poluentes podem ser tanto esgotos ou afluentes domésticos, como produtos industriais ou mesmo lixo colocado pela população. Para perceber o nível de poluição de um rio, temos de realizar analises específicas, no entanto, a olho nu, podemos identificar alguns sinais através da alteração de cor, de cheiro, da morte de muitos animais aquáticos ou até do aparecimento de bastantes algas que pode indicar um despejo exagerado de materiais orgânicos provenientes da indústria. Recolha uma pequena amostra da água do rio. Compare o cheiro e a cor/transparência da água do rio com água que se encontra na sua garrafa para consumo. Links uteis: https://www.noticiasdeaveiro.pt/descargas-nos-rios-ul-caima-e-antua-motivam-pedido-de-esclarecimentos-ao-ministerio-do-ambiente/
Árvore

E06: Árvores do parque (zona norte do parque urbano do rio Ul)

Numa paisagem de características aluvionares, o moderno parque público do rio Ul foi projetado pelo arquiteto paisagista Sidónio Pardal, contemplando a plantação expressiva de novas espécies arbóreas e arbustivas mas também a salvaguarda do coberto vegetal e a recuperação de estruturas pré-existentes. Estende-se por 24 hectares de prado por onde pontuam mais de 1000 árvores maioritariamente plantadas pelas crianças das escolas de São João da Madeira. Na zona do parque situada mais a norte destacam-se as árvores de grande porte, muitas delas autóctones, outras exóticas, como sobreiros e carvalhos-alvarinho, castanheiros, choupos-negros, salgueiro-chorão, sequóias, plátanos e pinheiros mansos. Junto à linha de água surgem algumas espécies ripícolas como amieiro, freixo, salgueiro-negro ), junco, papiro, entre outras. Observe a flora do parque e use as aplicações online para identificar as árvores que se destacam. Links uteis: Pl@ntNet identify (plantnet.org) PictureThis (picturethisai.com)
Flora

E07: Plantas medicinais e aromáticas (zona central do parque urbano do rio Ul)

No amplo espaço verde do parque, dispersas na vegetação dominante, as plantas aromáticas revelam a sua presença pelo odor característico. Muitas são bem conhecidas, na sabedoria popular, pelo valor na alimentação ou pelos usos medicinais. A madressilva, a dedaleira, o funcho, a hortelã, o loureiro, o sabugueiro e a urtiga são algumas que pode aqui encontrar. Use APPs para identificar essas plantas aromáticas e medicinais e descubra os respetivos nomes científicos. Links uteis: Pl@ntNet identify (plantnet.org) PictureThis (picturethisai.com)
Ponto de observação de aves

E08: Dinâmica fluvial (cais do parque urbano do rio Ul)

A cobertura verdejante por todo o espaço do parque é nutrida pelo solo fértil e pela grande disponibilidade de água, nas margens do rio Ul. A dinâmica fluvial condiciona e é condicionada pelas plantas das margens do rio. O objetivo desta estação é estudar o fluxo do rio Ul e determinar os efeitos da dinâmica fluvial na área envolvente. O crescimento de diversas espécies de plantas estabiliza as margens. Para além disto, a construção deste parque envolveu o reajustamento e alargamento do caudal do rio, a construção de represas e a despoluição deste curso de água. O curso da água e os processos de erosão, transporte e deposição foram alterados com essas intervenções. O rio Ul, possui um curso de água perene e possui 3 afluentes: o Ribeiro de Arrifana ou da Lagoa, da margem direita, que nasce na Fonte do Corgo, junto da Feira dos Quatro, em Arrifana; o Ribeiro do Pintor; e o Ribeiro de Cavaleiros, da margem esquerda, que nasce a nordeste de Nogueira do Cravo. Quando o rio está em estiagem, ou seja, em falta de água, os detritos antes transportados ficam depositados e algumas plantas e animais podem ficar em risco de não sobreviver. Por outro lado, se o rio estiver em inundação (em excesso de água), as margens ficam alagadas, com consequências para a flora e fauna, reduzindo os locais de lazer disponíveis para as pessoas frequentarem. Uma maneira simples de evitar inundações é não colocar resíduos no leito do rio pois estes não permitem que a água flua livremente. Os resíduos e marcas nas margens permitem visualizar as alterações do caudal do rio. Observe o leito do rio (materiais depositados e transportados; cor da água,…); tape os olhos e escute o som do movimento da água; observe o curso da água no rio; observe as margens do rio; observe o movimento de um corpo flutuante no curso do rio e compare o movimento da água com outro local mais a montante (estação anterior); analise a estabilidade das margens; procure evidências de alterações nas margens ou no leito. Reflita acerca das sensações, mais ou menos prazerosas, que obtém junto ao rio, em diferentes estações do ano. Links uteis: http://rios.amp.pt/sitios-amp/static/public/rios/SistemasEstruturantes-ANTUA.pdf
Parque

E09: Espaço verde urbano (prado do parque urbano do rio Ul)

No Parque do Rio Ul encontram-se mais de 200 espécies de flora vascular, que sustentam muitas dezenas de espécies de fauna selvagem, entre elas muitas aves que aqui se propicia ouvir e observar. O clima mediterrâneo, com precipitação moderada e temperatura amena, favorece o crescimento e proliferação da flora. O Parque urbano do rio-Ul providencia uma maior qualidade de vida à população de São João da Madeira, uma vez que equilibra a quantidade de CO2 que é libertada pela zona industrial e tráfego que atravessa a cidade. Por outro lado, as plantas regulam a temperatura na cidade, providenciam sombra e favorecem a infiltração da água. Para além da qualidade do ambiente, este parque contribui para o aumento do convívio social, uma vez que este é um espaço excelente para lazer tanto como para a realização de atividade física. Contribui assim para a saúde da população. Usufrua do amplo espaço verde para praticar exercício físico. Comece por medir a sua pulsação (frequência cardíaca) e registe. Pratique exercício físico em grupo, durante 30 minutos (futebol, treino funcional, corrida, dança, etc). Meça de novo a sua pulsação cardíaca e compare com a inicial. Atividade física equivale a músculos em movimento, quanto mais as fibras musculares esforçarem-se para realizar uma tarefa/exercício, mais elas consomem oxigénio trazido pela corrente sanguínea. Isto força os pulmões a trabalhar a um ritmo mais acelerado, já que são responsáveis pela oxigenação. O coração também acelera, pois precisa bombear o sangue com mais vigor, aumentando a frequência cardíaca. Links úteis: https://www.cm-sjm.pt/files/files/EstudoBiodiversidadePRU_final.pdf
Parque

E010: Saúde física, mental e social (Parque Ferreira de Castro)

O nome do Parque Ferreira de Castro deve-se, em homenagem, ao autor do livro "A Selva", Ferreira de Castro, originário de São João da Madeira. Aqui se cruzam saberes de ciência, arte e literatura! Passeie descontraidamente pelo parque. Poderá identificar várias esculturas: observe as rochas de que são feitas e procure identificá-las com base na cor e textura dos minerais constituintes. Compare com amostras aflorantes dos materiais rochosos que constituem o substrato rochoso natural deste local. Observe as árvores do parque e procure identificá-las. Sente-se e relaxe, lendo uma obra de Ferreira de Castro ou outra qualquer que aumente a sua literacia. Aproveite a esplanada “O Poeta” e conviva um pouco! Pode ainda usar os espaços e equipamentos disponíveis para exercício físico. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o conceito de "saúde", mais do que ausência de doença, representa uma situação de completo bem-estar físico, psíquico e social. Inclui também a adequação do sujeito individual ao meio em que está inserido. O parque Ferreira de Castro é um ecossistema urbano. O funcionamento de um ecossistema depende exclusivamente da sintonia e da dinâmica dos seus elementos, sejam eles fatores bióticos, fatores abióticos, ou de outros domínios. Para preservar o equilíbrio global, não podemos negligenciar as ações de caráter local! E se começarmos aqui pelo parque Ferreira de Castro, que evidencia provas de degradação gradual? E se em simultâneo zelarmos pela nossa saúde? A mudança começa sempre num indivíduo, daí vai se alastrando, assim para que seja possível preservar o que nos rodeia, precisámos de agir, sem esperar que o próximo aja por nós. Dentro dos nossos limites existe uma série de medidas recomendadas, que depois de implementadas e respeitas, podem surgir como soluções aos problemas ligados a este tema em diálogo: - Evite deixar qualquer resíduo no chão; - Separe os resíduos para reciclagem; - Não fume; - Evite alimentos embalados e processados; - Prefira produtos ecológicos e produzidos localmente, - Pratique exercício físico ao ar livre (além de ser benéfico para a sua saúde, pode enriquecer a sua compreensão em relação ao que o/a rodeia). Links úteis: Parque Ferreira de Castro (cm-sjm.pt) Parque Infantil do Parque Municipal Ferreira de Castro | Câmara Municipal de São João da Madeira (cm-sjm.pt)

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