Tempo em movimento  51 minutos

Horas  uma hora 16 minutos

Coordenadas 443

Uploaded 2 de Maio de 2019

Recorded Maio 2019

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2,47 km

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próximo a Guilheta, Braga (Portugal)

Localização: o percurso inicia-se junto à Capela de Santa Tecla, passa pela foz do Rio Neiva e termina na praia das Antas no concelho de Esposende.
Ponto de Partida: Capela de Santa Tecla, Antas.
Tipo de Percurso: de pequena rota, circular.
Âmbito: ambiental, cultural, desportivo e paisagístico.
Distância a Percorrer: 2,47 km
Altitude mín./máx.:-4 m/12 m
Duração do percurso: 1 hora e 16 minutos
Nível de Dificuldade: fácil.
Época Aconselhada: todo o ano.
Motivos de Interesse: A Capela de Santa Tecla, a área de cultivo de produtos agrícolas; a Associação de Defesa do rio Neiva; o estuário do Rio Neiva e as espécies de fauna e flora que aí residem, a geologia e o sistema dunar.
Autores: Alunos das turmas A, B, C e D do 8º Ano da Escola EB 2,3 de Celeirós, Braga, coordenados pelas professoras Vilma Mateus e Celeste Pereira.
Arquitetura religiosa

Capela de Santa Tecla

Apesar de não se saber ao certo a data da sua fundação, a capela de Santa Tecla é uma das ermidas mais antigas do concelho de Esposende, pois já vinha referida nas inquirições de 1220. Esta capela de arquitetura simples, sem grandes ornamentos, sofreu várias obras de reformulação ao longo dos tempos que lhe atribuíram o aspeto atual. No generoso adro que envolve este templo, podemos observar alguns belos plátanos, sendo um excelente local em dia de romaria, que se realiza anualmente no 1.º domingo de Setembro, mas que, no entanto, em tempos de outrora, tinha lugar no 1.º domingo de Agosto. A sua localização junto ao mar e aos areais da praia conferem-lhe também a designação de Santa Tecla das Areias. O açude que se observa atravessando o curso do rio Neiva serviria para represar estas águas que, por sua vez, seriam a força motriz que acionaria as duas azenhas que existiriam nas margens.
Building of interest

Associação Rio Neiva

Foi fundada em 1989 e tem como missão a defesa do Ambiente e a promoção de actividades desportivas e ambientais Desde 10 de março de 2014 a associação é uma Organização Não-governamental do Ambiente (ONGA), tendo estatuto (ONGA) de âmbito local. Em Novembro de 2017 foi-lhe atribuído o Estatuto de Utilidade Publica.
Rio

Estuário do Rio Neiva

O rio Neiva, localizado entre a bacia dos rios Lima e Cávado, nasce na serra do Oural, concelho de Vila Verde. Durante o seu percurso passa por terras de Ponte de Lima, Barcelos, Viana do Castelo e Esposende, concelhos que dividem a sua foz. Percorre uma distância de 46 km e tem como principais afluentes o rio Nevoínho, na margem direita, e dois afluentes provenientes do Monte de São Gonçalo, em Fragoso, na margem esquerda. O estuário deste rio, local predileto para o refúgio de aves migradoras que encontram nestes caniçais o local ideal para aqui passarem umas temporadas. Do ponto de vista físico, os estuários são caracterizados pela mistura, em graus muito diversos, de águas de origem continental com águas marinhas. As diferenças de salinidade fazem com que estes líquidos tenham uma certa dificuldade em se misturarem. Estas diferenças fazem-se sentir ao nível da densidade (as águas marinhas são geralmente mais densas e mais frias do que as continentais) e da capacidade de transporte de materiais em suspensão. Estes aspectos vão afectar, por exemplo, a capacidade de transporte sedimentar, transformando os estuários em zonas de acumulação de sedimentos, quer de origem fluvial quer de origem marinha. Por esse motivo considera-se que os estuários constituem verdadeiras armadilhas de materiais, não sendo fácil transportar partículas que nestes entrem. Como resultado, aos estuários surgem normalmente associados sapais e juncais, resultantes da colonização de zonas onde as condições são favoráveis à deposição de sedimentos finos. Pelo mesmo motivo verifica-se, geralmente, um elevado grau de assoreamento nos estuários resultante da acumulação dos sedimentos, quer provenientes do mar, quer de montante.
Ponto observação de aves

Foz do Rio Neiva

Voltada para o oceano atlântico é possível observar a flora presente no sistema dunar da restinga e a mata de pinheiro-manso e pinheiro-bravo que se estende para o extremo sul do percurso. É o encontro da frente litoral atlântica com a frente ribeirinha do rio, cuja foz tem proporções invulgarmente reduzidas. A corrente fluvial é fraca, quase ausente. Abundam os sedimentos arenosos. À medida que o rio se aproxima da foz os sedimentos são cada vez mais ricos na dimensão areia e os sedimentos são ligeiramente mais grosseiros, polidos e muito rolados. As dunas fixas situadas para lá do cordão dunar frontal são pouco abundantes e em mau estado de conservação. Neste local a influência direta do Homem não foi tão destrutiva mas a ação do mar tem completado o cenário de degradação e tem avançado para o interior com destruição do sistema dunar frontal. A construção de um pequeno esporão (obra de defesa costeira) na foz do rio Neiva acelerou a migração e emagrecimento da praia a sul deste, com consequente destruição da duna frontal.
Praia

Geologia

Esta duna está presentemente a ser degradada pela acção do mar, que nela talhou uma arriba que recua aceleradamente. No verão, o perfil transversal tende a ficar suave, a partir do continente. Durante o inverno, o perfil tende a ser mais abrupto, devido à forte agitação das águas do mar durante os temporais. Nessa época do ano, os sedimentos que constituem as praias são mais grosseiros do que no verão. A maior agitação marinha desloca os sedimentos mais finos, abandonando nas praias apenas os mais grosseiros num processo de seleção por dimensões. No sector norte do segmento costeiro de Esposende, surgem elementos geológicos de grande interesse natural: os afloramentos de xistos mosqueados e quartzitos. De ano para ano, a superfície visível desses afloramentos tem aumentado devido à erosão costeira. E como consequência directa da recente exposição desses afloramentos a fauna e flora a estes associados é relativamente pobre. A primeira comunidade vegetal que se instala (pioneira) é muito simples, dominada por uma planta muito resistente à salinidade (tolera submersões periódicas por água do mar) e à instabilidade do substrato. Trata-se da gramínea feno-das-areias, planta perene de crescimento vertical muito rápido, cujas longas raízes fixam com eficácia as areias móveis onde se desenvolve. Muito flexível, o seu rizoma estende-se rapidamente por extensões apreciáveis.
Praia

Sistema Dunar e sua defesa

O sistema dunar segundo um estudo da Universidade do Minho, conta com cerca de 400 anos avançando e recuando conforme as águas do mar. Observam-se os corredores eólicos formados em plena duna, bem como o coberto vegetal que fixa as areias que constituem estas elevações. O amontoado de seixos que entretanto se alojou junto às dunas forma uma crista que serve de barreira de protecção ao próprio sistema dunar. O pisoteio permitiu a abertura pelo vento de corredores eólicos. O vento aproveita-os para criar dunas móveis alimentadas pelas próprias areias da duna frontal, que pouco a pouco vai ficando reduzida a montículos residuais, coroadas por tufos de estorno. Como consequência da remoção de areia pelo vento, esses tufos vão morrendo, por não resistirem à exposição das suas raízes. O cordão dunar é a defesa natural do continente contra o avanço do mar. As dunas constituem abrigo para espécies animais e vegetais e também um importante elemento de proteção de habitats interiores, bem como dos campos agrícolas. Com o objetivo de proteger as dunas do pisoteio dos veraneantes, criaram-se, a partir dos anos oitenta, passadiços sobrelevados em madeira, perpendiculares ao mar, que permitem o acesso às praias.
Wildlife sighting

Flora Dunar

Para conseguirem resistir à ação dos fatores abióticos (ventos fortes carregados de partículas de sal, luminosidade excessiva, amplitudes térmicas que vão do sol escaldante ao frio cortante, substrato instável e reduzida disponibilidade de água as plantas das dunas apresentam adaptações como: - folhas e caules duros ou muito flexíveis, para não se quebrarem com o vento; - folhas enroladas, espinhos e revestimentos serosos, impermeabilizantes, para não perderem muita água; - folhas carnudas e suculentas, para armazenarem água; - raízes muito longas, para se fixarem na areia e captarem água em profundidade; - caules e folhas com revestimentos pilosos e disposição imbricada, para atenuar os efeitos da elevada temperatura e luminosidade; - crescimento rápido, para não ficarem soterradas pela areia que se vai depositando.

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