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Distância

3,88 km

Desnível positivo

16 m

Dificuldade técnica

Moderada

Desnível negativo

7 m

Elevação máx

17 m

Trailrank

47

Elevação min

-1 m

Tipo de trilha

Mão Única

Coordenadas

60

Enviada em

8 de abril de 2021
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17 m
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3,88 km

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perto de Aveiro, Aveiro (Portugal)

Trilho realizado no âmbito da Ação de Formação | Oficina | CCPFC/RFO-12379/01 -
“Eco-Escolas: da metodologia do projeto à transversalidade pedagógica e temática.”
LOCALIZAÇÃO: O percurso é feito na linda cidade de Aveiro, conhecida como a “Veneza portuguesa”. A encantadora cidade de Aveiro é atravessada por um canal e é tida como um dos destinos mais procurados do país, graças aos seus coloridos moliceiros, aos edifícios em tons pastel de estilo Arte Nova e à sua tranquila atmosfera urbana.
PONTO DE PARTIDA: Centro Cultural e de Congressos, estando incluído, também, nesta estação o Barreiro.
TIPO DE PERCURSO: quase circular, de pequena rota e acessível a pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes.
ÉPOCA ACONSELHADA: todo o ano.
ÂMBITO: Natureza, Património Arquitetónico e Natural, Biodiversidade, Paleontológico, Histórico, Geográfico e Paisagístico. Os pontos de interesse têm associados informação mais ou menos detalhada e atividades/desfios a realizar no âmbito de diversas disciplinas curriculares. As estações escolhidas consideram os temas abordados no programa Eco-Escolas, tais como: biodiversidade, espaços exteriores e floresta.
ESTAÇÕES e MOTIVOS DE INTERESSE: Pretende-se com este trilho dar a conhecer aspetos da Cidade de Aveiro, relacionados com o património natural, arquitetónico, geológico, histórico e económico. O percurso inicia-se dando relevo ao património geológico (Barreiro) e arquitetónico/económico (Fábrica Campos). O património natural e económico está patente no parque da Fonte Nova onde se dará destaque à biodiversidade e a um aspeto cultural da cidade, o seu doce típico. O percurso será efetuado pelo canal central em direção às pontes, onde, na presença das estátuas de bronze, podemos compreender como foi a economia da cidade durante muito tempo, aspeto este que será complementado com a visita ao Museu da Troncalhada. Nesta estação para além da atividade desenvolvida em torno do sal, podemos observar também uma riqueza florística e faunística. Já pela hora de almoço desfrutaremos da beleza do Parque Infante D. Pedro, onde podemos explorar uma opulenta biodiversidade e usufruir de um apetitoso almoço partilhado. Por fim, o percurso culmina na Sé de Aveiro e museu da Princesa Santa Joana, onde se exploram aspetos históricos e arquitetónicos que nos permitirão conhecer a vida da Padroeira da cidade, bem como características da Sé e Museu de Aveiro. Em todas as estações do trilho aconselham-se momentos de silêncio com o objetivo de aumentar a conexão com a natureza permitindo apreciar de uma forma mais profunda o que nos rodeia.
Após a descrição de aspetos de grande valor da cidade de Aveiro, parece-nos oportuno citar Miguel Torga, em Diário VIII, “Gosto desta terra. Não por se parecer com outras lá de fora, com que se não parece, aliás, mas por ser a realidade portuguesa que é — uma originalíssima expressão urbana e humana, ao mesmo tempo firme e movediça dentro do corpo da pátria, cais de embarque e terreiro de discussão, doce e salgada no sabor, e perpetuamente arejada por uma fresca brisa de maresia e revolta. Entra-se nela, e respira-se doutra maneira. O peito oprimido enche-se dum oxigénio imprevisto e generoso, ainda nativo, e já com todo o iodo tónico do largo. O iodo tónico da liberdade...”
Para este trilho é necessário: roupa fresca, calçado confortável, proteção solar, toalha, almoço e água.
Observação: Da natureza nada se tira além de fotos, nada se deixa além de pegadas e nada se leva além de lembranças.
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Fábrica / Barreiro

A Antiga Fábrica de Cerâmica Jeronymo Pereira Campos foi fundada em 1896. Ali se fabricavam os tijolos e as telhas do tipo marselhesa, sendo a única fábrica deste material entre Porto e Pampilhosa. Está situada na zona leste da cidade, entre o Parque da Fonte Nova (canal do Cojo – eficaz e útil via de escoamento dos produtos fabricados) e a Linha da CP e ao lado do Barreiro, fonte de matéria prima - Coordenadas GPS: N 40 38.331' W 008 38.613' (40.63885, -8.64355). Do património construído, a fábrica é considerada uma pérola da arquitetura industrial, de grande relevância na história da economia local, esta unidade fabril foi inteligentemente adaptada a Centro Cultural e de Congressos, em 1995. A 200 metros a leste do edifício encontra-se a que foi a capela pertencente ao complexo, podemos ainda ver duas das torres que também pertenceram à fábrica, uma dentro do lago do cais e outra a 400 metros de distância a oeste do edifício. Do património natural destaca-se o barreiro do qual se extraiu o material para a produção de telhas e tijolos. Ainda se pode ver um conjunto de camadas, paralelas e horizontais, alternadamente brancas e acinzentadas. No seio destas argilas foram encontrados fósseis animais e vegetais, que nos permitem reconstituir uma paisagem tropical, alagadiça, onde, entre outros, viveram dinossáurios, crocodilos, tartarugas e peixes de grandes dimensões. O barreiro é o único e último testemunho, na região, desse tempo antigo, imediatamente anterior à grande extinção que marcou o fim da Era Mesozóica e o começo dos tempos modernos, com grandes mudanças no clima, na flora e na fauna. O Barreiro é hoje uma exploração abandonada, com um lago natural, com bastante vida, onde habita, para além de muitas outras espécies, uma família de garças brancas. A Associação para a Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro, defende a requalificação paisagística do local, destacando as suas valências geológicas e patrimoniais, num adequado enquadramento paisagístico e de valorização geológica da área. O objetivo final poderá ser a criação do Centro Interpretativo do Barreiro. DESAFIO 1 – Propõe-se a visita ao Barreiro pelas 7:00, para poder observar a família de graças brancas que habita no local. Faça um registo fotográfico. DESAFIO 2 – Sabendo que cada tijolo tem de área 512 cm 2, e custa 1,44 €, calcule quantos tijolos são necessários para construir 2 m2 de fachada da fábrica Campos e o seu custo. Faça um registo fotográfico dos cálculos. DESAFIO 3 – Junto ao barreiro, olhe em direção à fábrica, quantas janelas tem a fachada lateral?
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Monumento aos Ovos Moles

Fonte Nova é um excelente espaço ajardinado e arborizado percorrido por um dos ramais da Ria de Aveiro. Neste espaço pode-se caminhar, fazer desporto, andar de bicicleta, apreciar o longo canal da ria de Aveiro que termina num lago recheado de vida animal cativante, como por exemplo o Pato-Real que é o mais comum dos patos selvagens e o antepassado dos patos domésticos. Esta espécie tem uma alimentação omnívora e oportunista, apresentando uma notável tolerância à perturbação humana. Insere-se também neste local o Monumento aos Ovos Moles, um conjunto escultórico de 5 elementos feitos em resina sintética: 3 com as formas utilizadas nos tradicionais doces de ovos de Aveiro, a barrica, o mexilhão, o búzio; e dois de forma paralelepipédica onde se vê a configuração dos mesmos elementos, em molde escavado, como se destes tivessem sido retirados. O monumento é O autor é Albano Martins e foi inaugurado a 1 de outubro de 2017. O ovo mole é um doce regional, tradicional da pastelaria aveirense, cuja fórmula e método de produção original se deve às freiras dos vários conventos aqui existentes até ao século XIX - dominicanas, franciscanas a carmelitas, nomeadamente o Mosteiro de Jesus de Aveiro. As religiosas utilizavam a clara de ovo para engomar os hábitos, enquanto que as gemas, para que não fossem desperdiçadas, se constituíram na base para a feitura do doce. Extintos os conventos, o fabrico dos ovos moles manteve-se, graças a senhoras educadas pelas referidas freiras. Na água do cais existe uma estátua que representa a Maria da Fonte. Maria da Fonte (oriunda de Fonte de Arcada) liderou o protesto de um grupo de mulheres minhotas, munidas de foices e gadanhas contra os exageros da ditadura de Costa Cabral. A causa para a rebelião foram as leis da saúde de novembro de 1845 que, entre outras disposições, proibiam os enterros nas igrejas como sempre se fizera até aí, confinando-os aos cemitérios. DESAFIO 1 - “Com pés, mas sem cabeça”, pode querer significar andar sem saber para onde, ir sem destino, querer concretizar sem planear... encontre no jardim quem assim anda perdido e tire uma fotografia! DESAFIO 2 - Identifique aquela que, em 1971, ficou conhecida pela “Preguiça”, que significa morre à beira das águas e tire uma fotografia. DESAFIO 3 – Em frente ao Monumento aos Ovos Moles, do lado oposto ao canal, existem umas escadarias apaixonadas. Por quem estão elas enamoradas?
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Estátuas de bronze

A área ocupada pela cidade de Aveiro, bem como a ria a que empresta o nome, tem na sua história tradições centenárias, algumas milenares, que estão perpetuadas nas obras de arte destas estátuas em bronze. Uma forma da edilidade camarária prestar homenagem à região, ás suas gentes e tradições. O conjunto das quatro estátuas em bronze colocadas nas quatro extremidades da ponte sobre o Canal Central, atual Praça Humberto Delgado, são de corpo inteiro, no entanto apresentam dimensões abaixo do real. Cada estátua representa uma figura tradicional da cidade, sendo duas do meio laboral, a Salineira e o Marnoto; e as restantes características dos dias de festa: a Parceira do Ramo e o Fogueteiro. A Salineira, usa os trajes tradicionais e uma canastra à cabeça. O Marnoto, usa os trajes tradicionais de labora e os instrumentos característicos da faina do sal (galho). O Fogueteiro, veste o tradicional gabão, por cima das roupas domingueiras, sapatos de fivela, barrete e na mão esquerda o foguete. A Parceira do Ramo usa as roupas tradicionais femininas do dia de festa ostentando um longo xaile. Na mão direita sustenta um ramo de flores que será entregue aos novos mordomos. DESAFIO 1- Nesta estátua podemos observar uma Rasoila e um Ugalho para o exercício da sua atividade. A que estátua nos referimos? DESAFIO 2- As socas ou tamancos, feitos em madeira e pele, são um elemento fundamental do calçado popular. Qual/quais as estátuas que possuem este tipo de calçado? DESAFIO 3- Estátua do Fogueteiro: Sabes qual é a composição química da pólvora? S (enxofre)+C (Carbono-carvão vegetal)+KNO3 (salitre- Nitrato de potássio). https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3lvora DESAFIO 4- As estátuas são constituídas por uma liga de Cobre (Cu) e Estanho (Sn). Sabes que nome se dá a esta liga?
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Ecomuseu Marinha da Troncalhada

A produção de sal sempre desempenhou um importante papel no desenvolvimento económico, riqueza e poder ao longo da história da humanidade. A própria palavra salário, deriva do latim “salarium argentum” que significa “pagamento em sal”. Quimicamente o sal (NaCl) é constituído por 40% de sódio (Na) e 60% de Cloro (Cl). Os seus cristais brancos possuem o que denominamos por sabor salino. O sal intensifica o sabor dos alimentos e pode também ser utilizado na conservação de alimentos (ex: secagem do bacalhau), bem como na indústria cosmética, como esfoliantes, sabões de sal, cremes hidratantes. Na região da Ria de Aveiro a produção de sal remonta a tempos anteriores à fundação da nacionalidade. As condições naturais favoráveis à produção de sal ocorrem em toda a faixa atlântica portuguesa, e, aqui em Aveiro, existem condições de excelência. A geografia favorável, uma vasta área alagada, controlada pela abertura da barra (hoje artificial), permitem a constante renovação da água da ria por água salina. Os ventos atlânticos, fortes e quentes durante parte do ano, e, verões com temperaturas elevadas e constantes, permitiram ao longo da história o desenvolvimento desta atividade. O Museu da Troncalhada é um museu diferente de todos os outros. Aqui não estão expostas obras de arte acabadas e intocáveis. Nele, pretende-se perpetuar outra “obra de arte”, a da tenacidade humana no domínio do ambiente e no desenvolvimento tecnológico da arte de obter sal, com o objetivo de obter recursos que lhe permitiram sobreviver e melhorar a qualidade de vida ao longo da história. DESAFIO 1- No Museu identifica a Rasoila e o Ugalho, instrumentos usados nos trabalhos das salinas. Fotografa-os. DESAFIO 2- Fotografa uma ave nas salinas. Envia as fotos para o email Trabalhoscn@gmail.com
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Parque Infante D. Pedro

Este Parque da cidade de Aveiro é o mais antigo da cidade e tornou-se público em 1927, tendo sido no século XIV uma antiga propriedade de frades franciscanos do Convento de Santo António. O Parque Infante D. Pedro também é popularmente conhecido por “Parque da Macaca”, pois neste parque já existiu uma gaiola circular e outra retangular com aves e macacos. Atualmente, o Parque liga-se a noroeste à Baixa de Santo António, através de uma ponte pedonal em ferro, e a sudeste ao Parque dos Amores ou de Mário Duarte, formando um só pulmão verde da cidade. Neste jardim destacam-se a avenida das tílias, o coreto em ferro e os recantos românticos junto de pontes e árvores. As sua largas alamedas são utilizadas diariamente por praticantes de corrida e caminhada. O grandioso edifício de tons amarelos foi concebido como casa de chá com vista privilegiada para o parque. Debaixo das escadarias largas que unem as duas partes do parque está uma falsa gruta com fonte, em imitação de ambiente cársico, e um conjunto de azulejos com cenas alusivas à vida aveirense no início dos anos 30 do século XX. Na parte superior do parque, próxima do Convento de Santo António, encontramos um bonito coreto em estilo Arte Nova tardia (início do século XX). Ao lado, um alto torreão hexagonal, originalmente concebido como depósito de água, é agora utilizado como miradouro sobre a cidade. Por todo o parque há uma grande diversidade de árvores plantadas, tanto de espécies nativas como de origens distantes, constituindo uma coleção botânica impressionante. Aqui, entre muitas outras, podemos encontrar um Azevinho (Ilex aquifolium), uma espécie rara e protegida, com um porte arbóreo significativo, e várias Ginkgo (Ginkgo biloba), árvore originária da China e do Japão, considerada um fóssil vivo. DESAFIO 1: descobrir em que zona do parque está a Ginkgo biloba (fóssil-vivo) o azevinho, fotografando-os. Elaborar um mapa com as respetivas orientações de percurso até cada uma das plantas. DESAFIO 2: Com a prévia instalação da app EduPark, organizarem-se em grupos e jogar o Geocaching virtual que a aplicação disponibiliza. Podem optar também pelo jogo de questões (quiz) ou ainda pelos desafios de interação de jogos e respostas (por exemplo: exploração da geometria do torreão). DESAFIO 3: Uma vez na zona este do parque, o professor pode pedir aos alunos para tocarem nas folhas e sentirem a sua textura. DESAFIO 4: Desfrutar do piquenique e convívio com os colegas e professores. Pedir aos alunos para, em silêncio, saborearem os ovos moles (previamente adquiridos em pastelaria antes de chegar à estação do Museu da Troncalhada). Avaliar o grau de limpeza do parque (verificar se existiam resíduos no chão) e posteriormente, escrever ao Município, participando as devidas críticas e sugestões de melhoria.
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Sé de Aveiro

A Sé de Aveiro situa-se no antigo convento dominicano (S. Domingos) sagrado em 1464, conhecido por ter sido a primeira comunidade religiosa a instalar-se na cidade. Em 1834 o convento foi transformado em quartel, tendo ardido anos mais tarde. Em 1938, torna-se na Catedral da Diocese de Aveiro. A igreja chama de imediato a atenção pelo bonito portal barroco enquadrado por 4 colunas salomónicas, um friso com decoração vegetal e o brasão do Infante D. Pedro, duque de Coimbra, por cujo desígnio o convento de São Domingos foi instituído na cidade. No espaço interior domina o branco da pedra calcária, as várias capelas são decoradas por conjuntos de talha, pedra e azulejo de distintas épocas. No adro que se abre em frente da igreja, ergue-se um belo cruzeiro gótico de finais do séc. XV, assente num pedestal do séc. XVII. Sobre ele recorta-se uma comovente figuração de Cristo sobre uma cruz cujos braços terminam em flor de lis. Sofreu diversas alterações ao longo do tempo, pelo que reúne vários estilos de arte: Maneirismo, Barroco e Modernismo. A princesa D. Joana, filha de Afonso V, entra nesta casa em 1472. Aqui leva uma vida de santidade, o que conduz à sua beatificação em 1693. O prestígio do convento ficou assim definitivamente associado à presença da Princesa Santa Joana e ao seu culto religioso. O Museu de Aveiro apresenta um circuito de visita com duas partes distintas mas complementares: o percurso monumental e a exposição permanente. DESAFIO 1: Pedir aos alunos que sintam (toque) da rocha da Sé desafiando-os a identifica-la. DESAFIO 2: Depois de explorar toda a Sé, questionar os alunos sobre os séculos em que dominou o estilo Barroco. DESAFIO 3: Pedir aos alunos que sintam o silêncio do espaço dominicano, repararem no contraste de cores dos altares da igreja e as pedras solenes do dormitório.

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