Hora  2 horas 50 minutos

Coordenadas 994

Enviada em 28 de Junho de 2020

Registrada em Junho 2020

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791 m
685 m
0
2,3
4,6
9,17 km

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perto de Vila Verde, Vila Real (Portugal)

- Trilho circular sem marcações, com um pequeno troço comum, com início e fim no centro da aldeia de Vila Verde, próximo da igreja matriz;
- Decorre ao longo de caminhos rurais, calçadas de pedra, estradões de terra e estrada de alcatrão;
- Trilho com características técnicas fáceis, sem desníveis acentuados e que se realiza num curto espaço de tempo. Faz parte de um conjunto de reconhecimentos com vista ao desenho de um trilho circular mais longo, sempre com a aldeia como ponto de partida e chegada;
- É muito bonita a paisagem que liga estas duas aldeias: Vila Verde é uma aldeia rica em vestígios históricos e com muitos exemplares de casas transmontanas (sobretudo na parte velha da aldeia) assim como casario tipicamente serrano (palheiros, ao redor da aldeia). Perafita é também uma aldeia rica em património histórico, cheia de pormenores e recantos que merecem uma atenção mais dedicada. Eiras de pedra, velhos casarões senhoriais, iconografia religiosa e lendas associadas, acrescentam a esta aldeia razões mais do que suficientes para a visitarmos;
- Um excelente trilho para se realizar na primavera ou no outono. Ter em atenção que, com chuva e vento, será muito desagradável pois é muito exposto, passando-se o mesmo em dias de calor intenso, pois as sombras são parcas. No inverno, a neve é garantida.


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- ALIJÓ
A vila de Alijó, situada a cerca de 45 quilómetros da capital do Distrito - Vila Real - localiza-se numa vasta área de cultura castreja. É sede de um concelho essencialmente agrícola que se estende desde a margem direita do rio Douro até aos limites do Concelho de Murça e, ainda, entre os rios Tinhela, Tua e Pinhão. Rios, montanhas e vales, são a essência da paisagem de Alijó, a que as vinhas dão um toque final de requinte estético, oferecendo a quem as contempla um espectáculo inesquecível. Pelo Concelho, existem dispersas várias manifestações do seu povoamento antigo, desde castros a pinturas rupestres e a vestígios de estradas romanas. A presença humana dentro da área do concelho de Alijó, data de há muito tempo atrás. No campo da arte primitiva, (Neolítico e Idade do Bronze), existem as Pinturas Rupestres da Pala Pinta - Carlão, um dos três únicos exemplares actualmente conhecidos no país. Regista-se também a existência de Gravuras Rupestres: Igreijinha e Botelhinha em Pegarinhos a que se podem acrescentar as Gravuras (fossetes e pegadas), do Castro do Castelo em Carlão, em cuja área se encontra igualmente um curioso exemplar de incultura. Um berrão. Da cultura Megalítica, destaca-se o Dólmen ou Anta da Fonte Coberta, a cerca de um quilómetro para noroeste da povoação de Vila Chã. O conjunto de arquitectura religiosa nesta vila, completa-se com as capelas do Senhor do Andor ou dos Passos; a capela de Nossa Senhora dos Prazeres, no monte da Cunha, a de Santo António, no monte do Vilarelho. A arquitectura civil, com excepção do pelourinho, está praticamente circunscrita à existência do edifício da Câmara Municipal - Paços do Concelho - parte do qual construído no século XVIII e outra parte no século XIX. O brasão que coroa este edifício encontra-se picado, feito levado a cabo pelos soldados franceses na Guerra Peninsular e no qual, em vez das armas do concelho, mandaram pintar as águias napoleónicas, então ainda triunfantes. Destaque para a excelente gastronomia regional e excelente vinho da região, em especial o célebre Moscatel de Favaios. À mesa em Alijó reinam o cabrito assado, o cozido à portuguesa, as tripas à transmontana, as carnes fumadas, a célebre bola de carne, e os milhos (da zona da montanha). É de salientar também o famoso pão de Favaios muito apreciado e procurado por toda a região. Na doçaria, o destaque vai para as célebres cavacas e amêndoas cobertas de Santa Eugénia, quinzinhos, pudim de amêndoa, pão-de-ló de água, bolo borrachão e muitos outros de reminiscência conventual. No que diz respeito ao lazer, Alijó tem imensas propostas a oferecer aos visitantes, como o turismo fluvial no rio Douro, o turismo ecológico na foz do rio Tua, local privilegiado para a pesca desportiva e uma riqueza imensa de miradouros e paisagens.
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antigo IP4 (desativado)

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Caminho de Santiago (troço comum)

panorama

miradouro (Perafita)

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alminhas / Caminho de Santiago (troço comum)

Building of interest

eira comunitária

Arquitetura religiosa

Santuário do Senhor de Perafita

Formado por um conjunto de edifícios que parecem desenhar um percurso interno, o santuário do Senhor de Perafita tem, para além da igreja, a Casa dos Milagres, a capela do Senhor dos Milagres, a fonte e o calvário. A igreja, com nave octogonal e capela-mor rectangular profunda, flanqueada pelos corredores de acesso à sacristia, anexa à cabeceira, inscreve-se numa tipologia que se observa noutras igrejas nortenhas do denominado rococó bracarense (em Braga, Nossa Senhora da Guadalupe e a capela de São Sebastião, por exemplo), sob a influência de artistas como André Soares, à qual não é também estranha a fachada deste templo. Com os cunhais marcados por pilastras e encimadas por fogaréus, a fachada principal é aberta por portal de verga curva envolto por pilastras e frontão interrompido pelas armas de D. Gaspar de Bragança. Esta envolvente liga-se à janela do coro, muito recortado, terminando o alçado num frontão contracurvado. No interior, as linhas estruturais estão marcadas por pilastras, destacando-se a presença de retábulos de talha dourada e branca. A capela-mor é coberta por tecto pintado em medalhões com a representação dos quatro Evangelistas e de Cristo, exibindo o retábulo uma antiga imagem pertencente ao cruzeiro que estava defronte da capela de Santo António de Pádua. A torre sineira, de planta poligonal, e com uma fonte, encontra-se afastada da igreja. A Casa dos Milagres destaca-se pela varanda com arcarias. A partir desta, uma calçada conduz à capela com a mesma designação, também de planta poligonal e onde se encontram imagens alusivas à Crucificação, e muito perto localiza-se o Calvário, isto é, um recinto com cinco cruzeiros sem qualquer ornamentação. Se na região de Trás-os-Montes a presença de santuários marianos era muito comum, o santuário do Senhor de Perafita insere-se numa vertente cristológica que denuncia a importância da devoção à Paixão de Cristo, no século XVIII, e à recriação do percurso do Calvário
panorama

panorâmica de Perafita

Arquitetura religiosa

Capela do Senhor dos Milagres (ou do Senhor do Monte)

Faz parte do conjunto denominado Santuário do Senhor de Perafita e está classificado como Conjunto de Interesse Público. Nesta capela encontram-se cinco figuras à escala humana que estão em redor de Cristo deitado na cruz, quando da crucificação. Chamam-lhes os “judeus” e o nome alargou-se aos habitantes da aldeia. Ao lado da capela há um chafariz e um pouco mais atrás duas minas de água. Uma delas está associada a uma lenda de um pastor que se curou com a água que jorra das pedras no alto da serra. Tratava-se de um pastor que tinha lepra. Um dia bateu com o pau numa fraga, saiu um pouco de água com a qual ele se lavou e ficou curado.E assim a fonte passou a ser santa. Foi o ponto de partida para muitos outros milagres que solidificaram a crença no “Senhor dos Milagres de Perafita” ou “Senhor de Perafita”, e que ganhou fama em toda a região. O santuário começou a ser construído no século XVIII, algumas décadas depois do milagre da Fonte Santa.
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minas de água

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Perafita

Este povoado com perto de 200 habitantes, encontra-se situado na Freguesia de Vila Verde, concelho de Alijó, onde imperam as atividades agrícolas e a extração de granito. Aliás, o granito marca forte presença nas casas da aldeia de Perafita. Destaque ainda para a igreja matriz (conhecida como Santuário do Senhor de Perafita e datada da segunda metade do séc. XVlll) e para o fontanário na base da torre sineira da igreja. Como é óbvio por estas paragens, a gastronomia é dominada pelos enchidos e presunto. Segundo o historiador José Hermano Saraiva “é uma das mais emocionantes aldeias transmontanas”. Tem muitas casas antigas, algumas estão recuperadas mas todo o conjunto ainda mantém a traça medieval.
fonte

Fonte das Hortas

Esta tipologia de fontes também é vulgarmente conhecida por fontes de mergulho (ação de mergulhar o balde para extrair água).
Ponte

ponte e lavadouro

ribeiro afluente da Ribeira das Jorjais

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