Horas  8 horas 30 minutos

Coordenadas 2467

Uploaded 5 de Janeiro de 2019

Recorded Janeiro 2019

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  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
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1.112 m
354 m
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4,7
9,4
18,7 km

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próximo a Fafião, Vila Real (Portugal)

- Com início e fim na aldeia de Fafião, este trilho corresponde parcialmente ao "Trilho da Vezeira de Fafião";
- Optou-se por desviar do traçado original e seguir pelos prados dos Bicos Altos e da Amarela, descendo depois "vertiginosamente" para os prados do Laço e da Touça;
- Desenvolve-se ao longo do Vale do rio Laço, até à albufeira de Porto da Lage, com passagem por vários prados e respetivas cabanas, sem marcações, seguindo-se apenas as mariolas existentes (para quem não conhece bem o PNPG, o uso de GPS é fundamental);
- É um trilho fisicamente muito exigente, que não deve ser realizado em períodos de chuva ou neve, pois representará um sério risco para quem o faça;
- Sendo um dos trilhos "clássicos" do PNPG, é simultaneamente dos mais duros e mais belos, quer pela grandiosidade envolvente, quer pela diversidade de formações rochosas que se encontram nestas encostas. Destaque absoluto para a beleza de "cortar a respiração" que o serpenteante e imponente Vale do Rio Laço proporciona aos nossos olhos, terminando na Albufeira de Porto da Lage e no Curral da Touça, com as Sombrosas e as alturas de Porta Ruivas sempre atentas aos nossos movimentos.
É, sem dúvida, um dos trilhos mais emblemáticos e míticos do Gerês.

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FAFIÃO
Curiosa aldeia situada na zona leste do Parque Nacional da Peneda-Gerês, na margem direita do rio Cávado, no concelho de Montalegre. Fica perto do paredão da barragem da Salamonde e da estrada Braga-Chaves. Fafião tem a curiosidade de conservar intacta uma obra-prima do engenho popular: o Fojo do Lobo. Trata-se de uma armadilha ancestral feita em pedra e que consiste num poço profundo ao qual conduzem duas altas paredes de granito que, começando muito afastadas, vão estreitando progressivamente até quase se juntarem no final. Os lobos eram acossados por meio de uma batida até à entrada da armadilha, a partir da qual não tinham outro remédio senão seguirem em frente até ao buraco, onde acabavam por cair.

A VEZEIRA
A Vezeira consiste na junção dos rebanhos duma aldeia para serem pastorados em terrenos comuns, badios. É baseada no agrupamento dos proprietários de gado, seguindo regras de funcionamento comunitário, transmitidas de geração em geração. O papel principal de todos os membros da vezeira é conduzir o rebanho á vez.

A VEZEIRA DAS VACAS
A associação desta vezeira é constituída pelos representantes das famílias envolvidas. A vezeira é regida por regras específicas, efetuada em Maio e Setembro, utilizando em comum os terrenos baldios da serra e o touro de cobrição. Um participante deverá guardar m número de vezes aproximadamente proporcional ao número de cabeças que possui. No caso de Fafião, dois bovinos correspondem a um dia a guardar o rebanho num sistema rotativo. No caso, de possuir, por exemplo, três cabeças e gado, deverá num ciclo guardar uma vez e no ciclo seguinte duas vezes chamado o “Pernão”. O número de rodas numa época, dependerá do número total de participantes e de cabeças de gado. Os participantes que vão iniciar a guarda do gado deverão subir de tarde, de modo a que seja possível às pessoas que se encontram na serra descer á aldeia antes de anoitecer.

A VEZEIRA DA RÊS
Cada proprietário deverá pastorear o gado caprino um número de dias proporcional aos seus efetivos. No caso da vezeira da rês, em Fafião, de 18 a 22 cabeças implicarão a obrigação de guardar um dia durante o período total. Se um proprietário possuir apenas 10 cabras, irá uma vez numa circulação, ficando dispensado no período seguinte. O pastor, normalmente acompanhado por um cão, volta ao fim do dia, com o rebanho para a aldeia. Nos meses de Verão, a partir do primeiro dia de Junho, os animais, após o dia de pastagem, pernoitam na serra num curral bem cercado. Quanto ao pastor, volta para passar a noite na aldeia.

O TRILHO DA VEZEIRA
Este percurso é feito pelos Baldios de Fafião, freguesia de Cabril, Concelho de Montalegre. Está sinalizado pelas tradicionais “Mariolas”. É considerado de elevado grau de dificuldade, quer pela distância percorrida, 20,3km, quer pelas várias diferenças de cota, desde 500m aos 1260m de altitude. Aconselha-se ir acompanhado de um guia, já que de Inverno a serra está sujeita a densos nevoeiros e a nevões inesperados nas costas mais altas e no Verão a vezeira encontra-se a pastorear na serra e requer um acesso controlado. Parte-se do centro da aldeia de Fafião, com passagem no Fojo dos Lobos, e inicia-se a subida à serra em direção aos currais e cabanas existentes ao longo do trilho. As cabanas, pequenos abrigos espalhados pelos montes, servem de pernoita aos pastores nos meses de vezeira. Estas são construídas, maioritariamente, em pedra, possuindo diversas variantes, conforme a época em que foram construídas. Muitas vezes, na sua construção, é aproveitada a natureza do terreno (elevação, pedras grandes ou rochas para uma parede).

in http://www.serradogeres.com

4 comentários

  • Foto de luis florencio

    luis florencio 31/mar/2019

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    Percurso bravo. As vistas compensam mas há que ir preparado para desbravar algum caminho, desde a primeira passagem no rio laço ate chegar à cabana de vidoal, tem partes de dificil passagem.

  • Foto de João Marques Fernandes (CSM)

    João Marques Fernandes (CSM) 31/mar/2019

    Obrigado, Luís, pelo comentário. Com efeito, este trilho é muito exigente, tanto fisicamente como em termos de progressão no terreno. Como, aliás, quase todo o PNPG, nas suas zonas mais profundas e selvagens. Quanto ao troço que referiu, desde Porto da Lage até à cabana do Vidoal, o trilho faz-se sempre por um caminho de pé posto, que por vezes não é muito percetivel, pois é normal que alguma vegetação rasteira o vá encobrindo. E existe num determinado ponto uma passagem, em pedra, que se torna muito perigosa se o terreno estiver molhado ou com gelo. Mas com persistência e o espirito próprio que o Gerês nos proporciona, compensa-se todo o esforço, pois as vistas sobre o vale do rio Laço são sublimes. E só quem por lá passa o pode confirmar. Boas caminhadas!

  • Foto de joana_v

    joana_v 31/mar/2019

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    Trilho feito com o luis florencio.
    Tem das paisagens mais bonitas e imponentes que vi no PNPG. É realmente perigoso se feito em tempo de chuva. E não aconselho a ir de calções como eu fui :) Como há zonas onde o caminho é difícil de encontrar ou inexistente, o mato rasteiro faz das suas graças.
    Recomendo muitíssimo e obrigada pela partilha do trilho!

  • Foto de João Marques Fernandes (CSM)

    João Marques Fernandes (CSM) 1/abr/2019

    Obrigado pela avaliação e comentário, Joana. É sempre bom constatar que a partilha se torna efetivamente útil para outros caminheiros. Continuação de boas caminhadas!

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