Horas  8 horas 48 minutos

Coordenadas 2418

Uploaded 10 de Março de 2019

Recorded Março 2019

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1.099 m
279 m
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4,5
9,0
17,91 km

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próximo a Soajo, Viana do Castelo (Portugal)

- Trilho circular, sem marcações, com início e fim na vila do Soajo;
- Este trilho desenvolve-se por caminhos de pé posto da serra do Soajo, passando pela branda da Portelinha, branda da Cova e branda da Urzeira;
- Pontualmente, cruza-se e coincide com o PR2 "Romeiros da Penedo", com o PR7 "Caminhos do pão e caminhos da fé" e ainda com o GR1 "Travessia das serras da Peneda e do Soajo";
- É de uma beleza paisagística imponente. Mas é também extremamente exigente do ponto de vista físico, pois as encostas desta serra tem declives muito acentuados e não existem grandes alternativas que não sejam mesmo subir a serra na direção do objetivo que se pretende;
- IMPORTANTE: este trilho faz parte de um percurso mais alargado, cujo ponto mais distante é o alto da Pedrada (1416m). No entanto, devido a súbitas mudanças climatéricas, teve que ser encurtado a meio, precisamente na Branda da Cova. Será oportunamente realizado na sua totalidade.

AVISO: vários troços deste trilho apenas podem ser realizados com tempo seco, pois as características do terreno tornam-no extremamente perigoso se este estiver molhado. Outro fator a ter em conta é a constante exposição solar que, em dias muito quentes, será um fator determinante para a conclusão com êxito deste lindíssimo trilho.

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SERRA DO SOAJO
A “Serra do SOAJO”, que muitas das vezes é designada por “Serra da Peneda” devido a erros em vários mapas, é a quinta maior elevação de Portugal Continental com 1416 metros de altitude no cume mais alto, a Pedrada, próximo da Gavieira e do Soajo. É, igualmente, uma das mais proeminentes do país com 768 metros. Situa-se nos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção, nas proximidades de Castro Laboreiro, no chamado Alto Minho, integrando, parcialmente, o sistema montanhoso da Peneda-Gerês e o Parque Nacioal da Peneda/Gerês. A serra de Soajo é um local de paisagens únicas, como único é também o espírito comunitário que a natureza agreste moldou nas gentes que por ali vivem. É habitual encontrar bandos de cavalos selvagens a pastar livremente no monte e vacas cachenas (uma raça autóctone da região) a vaguear ao lado da estrada.

PR2 ROMEIROS DA PENEDA – ROTA DE SOAJO
A Rota do Soajo, classificada e sinalizada como pequena rota, de acordo com os normativos FERP/ERA, percorre um velho caminho medieval, que permitia uma ligação excepcional entre Castro Laboreiro e a Vila de Soajo, e daqui ao Vale do Lima. Caminhamos num único sentido, o do Santuário de Nossa Senhora da Peneda, por antigos caminhos de fé e calçadas que guiaram desde sempre os peregrinos e romeiros ao longo da serra do Soajo. Ainda trilhadas por muitos devotos e forasteiros, permite ao caminhante sentir aspectos geográficos, sociais e religiosos de uma das mais típicas convivências do Minho – Romaria da Peneda, onde o religioso e o profano se conjugam em harmonia.
Tipo de Percurso: Pequena Rota
Distância: 15.36km
Duração: 7h
Dificuldade: Médio

PR7 CAMINHOS DO PÃO E CAMINHOS DA FÉ
Pelas calçadas que lhe propomos percorrer passaram, ao longo dos séculos, vários ritmos de vida e de festividades religiosas, resultantes do sincretismo entre as divindades e a luta pela sobrevivência (pão). O ciclo do pão acompanha, de geração em geração, o ciclo da vida. Mas, a importância do pão, nesta comunidade, reflecte-se nas calçadas, na paisagem e numa diversidade de ecossistemas que se complementam, nomeadamente a cultura do milho e a criação de gado.
Tipo de Percurso: Pequena Rota
Distância: 5.32km
Duração: 3h
Dificuldade: Fácil

GR1 TRAVESSIA DAS SERRAS DA PENEDA E SOAJO
A Travessia das Serras da Peneda e Soajo, classificada e sinalizada como grande rota, percorre todo este complexo montanhoso, por caminhos e calçadas que dinamizaram um ecossistema de montanha, de diferentes contrastes às vezes suave e bucólico, outras vezes imponente e agreste. Na paisagem sobressai o esforço de antepassados na conquista de solo agrícola, tão escasso que é nestas paragens. É disso exemplo os milhares de socalcos existentes, que atingem a sua magnificência na freguesia de Sistelo. Também expresso no extenso conjunto de infra-estruturas agro-pastoris sabiamente implementadas, como cortelhos, cortes, habitações, fojos, mariolas, vedações, calçadas, regadio, eiras e espigueiros. A Rota transita por distintos habitats onde alberga uma vasta e diversa comunidade florística e faunística. Percecionamos carvalhais galaico-portugueses, bosques ripícolas, prados naturais e semi-naturais de montanha, matos e lameiros. Este espaço natural sobrevive uma das espécies mais emblemáticas da fauna portuguesa – Lobo Ibérico (Canis lúpus signatus). A riqueza geológica e geomorfológica, tem uma presença bem marcada, onde se destaca o Alto Vale do Rio Vez um vale glaciar e o maciço granítico da Peneda. A importância histórica e antropológica desta travessia, expressa-se de uma forma consistente quando atravessa os aglomerados populacionais, nomeadamente as aldeias comunitárias e as suas respetivas brandas, transmitindo uma arte e uma sabedoria ímpar de sobrevivência em territórios de montanha. É neste contexto, que propomos ao montanhista, um passeio por alguns dias, carregado com uma forte componente humana e natural, num território moldado desde o megalitismo.
Tipo de Percurso: Longa Rota
Distância: 76.1km
Duração: 96h
Dificuldade: Médio
O Lima (em galego Limia) é um rio internacional que nasce a uma altitude de 975 m no monte Talariño, na província de Ourense, na Galiza, Espanha. No seu percurso galego de 41 quilómetros, o rio é muitas vezes designado por nomes locais, como Talariño, Freixo ou Mourenzo, apesar da designação oficial galega ser Limia; aí passa, entre outras povoações da província de Ourense, por Xinzo de Limia, à qual dá o nome. Entra em Portugal, próximo do Lindoso e passa por Ponte da Barca e Ponte de Lima, até desaguar no Oceano Atlântico junto a Viana do Castelo, após percorrer um total de 135 quilómetros.
O “SOAJO” é uma vila e freguesia do concelho de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, com a área de 59,1 quilómetros quadrados e a população de 986 habitantes – recenseamento de 2011 – equivalendo, por isso à densidade de 16,7 habitantes/quilómetro quadrado. Situa-se em plena área montanhosa do Alto Minho e constitui uma das principais portas de entrada do país pela fronteira orensana da Galiza, fronteira que é limitada pelo rio Castro Laboreiro. Foi vila e sede de concelho entre o ano de 1514 e meados do século XIX, sendo constituído pelas freguesias de Ermelo, Gavieira e Soajo. Em 1801 eram residentes no concelho 2054 habitantes e, em 1849, esse número aumentou para 3159 moradores. Voltou à categoria de vila em 12 de junho de 2009. Tem como orago o São Martinho. Esta vila milenar deu o nome à elevação designada por serra do Soajo. A vila do Soajo é famosa pelo vasto conjunto de espigueiros erigidos sobre uma enorme laje granítica, usada pelo povo como eira comunitária. O mais antigo data de 1782.
A chamada Eira Comunitária do Soajo tem 24 espigueiros com vista para a serra e montes verdes. Apesar de serem de alturas diferentes, um dos mais antigos é datado de 1782. Desde 1983 que o conjunto de espigueiros do Soajo está classificado como Imóvel de Interesse Público pelo IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico). Para que eram usados os espigueiros e porquê esta configuração específica? Os espigueiros eram (e ainda são!) utilizados para secar o milho. São colocados em sítios estrategicamente mais altos para que os animais não comam o sustento das populações. Para afastar os roedores, que conseguiam trepar, instalaram de forma astuta umas rodas também de pedra. As paredes dos espigueiros têm pequenos rasgos para o ar circular entre as espigas, que vão ficando empilhadas no interior e, no cimo, têm uma pequena cruz que mostra a devoção das populações e o pedido de proteção divina para os seus cultivos. Ainda hoje alguns destes espigueiros são usados pela comunidade local.

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