Horas  3 horas 53 minutos

Coordenadas 1158

Uploaded 23 de Março de 2019

Recorded Março 2019

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1.072 m
693 m
0
3,7
7,4
14,79 km

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próximo a Malcata, Guarda (Portugal)

- Trilho não oficial, circular, com início e fim no largo de Camões, na aldeia da Malcata;
- Este percurso coincidiu e cruzou-se, pontualmente, com a Grande Rota do Vale do Côa;
- Com o intuito de ascender ao Alto da Machoca, ponto mais elevado da Serra da Malcata, com os seus 1078 mts de altitude, este trilho foi desenhado de forma a permitir um percurso moderado, ao longo dos seus 14 kms, passando pelas Veigas e evoluindo ao longo do vale da Ribeira da Porqueira até à Torre de Vigia do Alto da Machoca, descendo depois pela Barroca Amieira até à Albufeira do Sabugal e subindo, por fim, para a aldeia da Malcata;
- De uma forma geral, o trilho não apresenta grandes dificuldades.

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Serra da Malcata
A Serra da Malcata é a sétima elevação de Portugal continental, com 1076 metros de altitude. Situa-se na região de transição da Beira Alta e da Beira Baixa, entre os concelhos do Sabugal e de Penamacor, integrando o sistema montanhoso luso-espanhol da Meseta. Ali nasce o rio Bazágueda, afluente do Erges, parte da rede hidrográfica do Tejo. O relevo é ondulado, com presença de bosques e áreas de matagal mediterrâneo.

Grande Rota do Vale do Côa
A Grande Rota do Vale do Côa é um trilho de 200 km, linear, que acompanha o percurso do rio Côa, desde a nascente (em Fóios, Sabugal) à foz (Vila Nova de Foz Côa). Está marcada nos dois sentidos, sendo possível optar pelo sentido sul-norte ou norte-sul. A GR pode ser percorrida a pé, de bicicleta ou a cavalo. Ao longo do rio Côa, permita-se viajar a um passado distante, quando comunidades nómadas habitavam o vale, deixando registo da sua presença em centenas de painéis de arte que podem ser visitados no Parque Arqueológico do Vale do Côa. Vai encontrar vestígios mais recentes da utilização humana, dos tempos em que ainda se vivia do que a terra tinha para oferecer. Moinhos, noras, poldras e travessias, estrutras criadas para satisfazer as necessidades do povo, até há menos de meio século, usava a força do rio para sobreviver. Nas aldeias restam os museus, castelos e outros os monumentos históricos que podem ser visitados. Mas descubra também as memórias, narradas na primeira pessoa, dos que viveram e trabalharam todos os dias no vale. Converse, conheça esta gente beirã que continua a escolher este território rural para viver. Celebre as festas locais e saboreie a gastronomia local. E não deixe de observar como a natureza, lentamente, volta a regressar e a dominar a paisagem. Há uma imensa biodiversidade para descobrir, espécies para fotografar, e duas áreas protegidas para conhecer: a Reserva Natural da Serra da Malcata e a Reserva da Faia Brava.
A freguesia de Malcata fica situada no concelho do Sabugal, ao fundo da Serra da Malcata, e tem por vizinhas as populações de Meimão (5 kms), Sabugal (Sede de Concelho – 9 kms), Quadrazais (8 kms) e Aldeia de Stº. António (6 kms). Banha-a a Ribeira da Porqueira, afluente do Rio Côa, que lhe nasce a Nascente, abraça-a em toda a parte Sul e segue para Norte. Este facto condiciona positivamente a Freguesia, dotando-a com um regadio de cerca de 3,5 kms de comprimento, que os açudes e represas ajudam a consumar. O topónimo da Freguesia advém-lhe da proximidade da Serra da Malcata. É uma freguesia muito antiga, com as casas construídas em xisto e o seu interior todo em madeira da região, formando um conjunto de grande valor arquitectónico e histórico, já que a sua antiguidade é evidente. Diz-se que em torno do núcleo de Malcata terá existido um perímetro amuralhado. No entanto, dos mesmos não se encontram vestígios. Esta Freguesia pertenceu ao concelho de Sortelha até ao século XIX, tendo sido do mesmo desanexada em 1851 com a extinção daquele concelho, data a partir da qual passou a integrar o concelho do Sabugal. Reza a tradição, inspirada na lenda que passa de boca em boca, que, em tempos idos, na Freguesia de Malcata desaparecia misteriosamente todos os anos uma pessoa, a qual nunca mais aparecia. Os populares viviam alarmados com o facto, pelo que decidiram fazer a promessa de irem em romagem à ermida do Divino Espírito Santo, situada nos limites de Malcata com Quadrazais. Cumprida a promessa, ninguém mais desapareceu. Porque a romagem à capela, todos os anos, implicava grandes esforços pela distância e situação, o bispo da diocese decidiu amenizar o sacrifício dos fiéis e transferiu a romagem para a Capela de São Domingos de Gusmão, situada na área da freguesia. Em meados do Século XX atingiu o seu pico populacional com cerca de 1200 habitantes. Mais tarde houve a emigração para a Argentina, Suiça, Espanha, Holanda, Inglaterra, Brasil, EUA, mas maioritariamente França. Reduzindo assim a sua populaçao para menos de metade.
Localizada no centro da aldeia, com 18 metros de altura, serve também de miradouro, com vista privilegiada do casario de Malcata.
Existente na Freguesia, foi recuperado no ano de 2005 e está a ser criado no mesmo um museu temático relativo ao pão, onde já se encontram peças em exposição.
A Igreja Matriz de Malcata, de estilo barroco, com campanário adossado à fachada, duas aberturas sineiras e acesso exterior a partir do alçado lateral. A sacristia é adossada ao alçado lateral. Possui uma capela lateral dedicada ao Senhor dos Passos; arco triunfal de volta perfeita e três altares com retábulos de talha oitocentista. Tem três altares com talha oitocentista.
Apiário é um conjunto de colmeias utilizadas para criação de abelhas, normalmente para a colheita de mel ou a polinização de culturas agrícolas. Embora o mel seja o principal produto obtido, obtém-se também outros: a própolis que é produzida pelas abelhas para vedar e defender a colmeia de contaminações; o veneno das abelhas, altamente valorizado pela sua aplicação terapêutica; o pólen; a geleia real, que é extraída das realeiras; e a Cera de abelha.
A Reserva Natural Serra da Malcata é uma área protegida de Portugal, localizada na região da Beira Interior, abrangendo parte dos concelhos de Penamacor (Distrito de Castelo Branco) e Sabugal (Distrito da Guarda), junto à fronteira com a Espanha. Tem uma área de 16.348 ha. A reserva foi criada em 1981 para servir de santuário para o felino mais ameaçado do mundo, o lince-ibérico (Lynx pardinus). Actualmente acredita-se que o lince esteja quase extinto na reserva, ainda que a área possa no futuro ser utilizada como área de reintrodução. Entre as espécies animais importantes presentes no parque encontram-se o gato-bravo (Felis silvestris silvestris), o javali (Sus scrofa), a raposa-vermelha (Vulpes vulpes), a gineta (Genetta genetta), entre outros. Destaca-se a cegonha-preta (Ciconia nigra), uma espécie rara em Portugal. Todas as espécies de anfíbios existentes em Portugal continental estão representadas na reserva. Ultimamente o corço (Capreolus capreolus) e o esquilo-vermelho (Sciurus vulgaris) regressaram à Serra da Malcata desde refúgios em Espanha. A sua área estende-se por mais de 16.000 hectares, com bosques de carvalho-negral, azinheira e medronheiro, que se enchem de cor na Primavera e no Outono, pinhais de pinheiro–bravo (Pinus pinaster), e outras espécies de coníferas exóticas, como a pseudotsuga (Pseudotsuga menziessi) e o pinheiro–larício (Pinus nigra), cursos de água, lagos e zonas de mato. Passear por entre uma paisagem inigualável, onde a presença humana é pouco sentida e a cada passo se encontram animais raros e uma flora que recorda as antigas florestas mediterrânicas, é ainda possível na Reserva Natural da Serra da Malcata.
Esta ribeira, com cerca de 3,5 kms de comprimento, complementados com represas e açudes, corre aproximadamente a 200 metros da aldeia. É afluente do rio Côa e proporciona bons e extensos regadios.
Vulgarmente conhecido como carvalho-negral ou carvalho-das-beiras ou carvalho-pardo. O termo pardo alude ao facto de no outono a folhagem adquirir uma coloração parda característica. A designação pyrenaica deriva da sua expansão, desde o norte de África (Marrocos, Argélia) aos Pirenéus, passando densamente pela Península Ibérica. O carvalho-negral pode atingir, no estado adulto, em povoamento florestal e em condições favoráveis, 25 a 30 m de altura. Apresenta copa irregular, ritidoma cinzento-anegrado; folhas caducas (habitualmente), forma lobada a partida, densamente aveludadas na página inferior. Frutos de Maturação anual. Ocorre normalmente entre os 400 e os 1600m, mas também desde 0 a 2100m. Prefere solos siliciosos. Espécie de média luz, necessitando de uma precipitação média anual superior a 600mm e humidade ambiental. Temperatura ideal no inverno entre -5 e 7ºC e no verão entre 12 e 22ºC. Tem um importante papel protetor do solo e regulador dos ciclos hidrológicos. À semelhança de outros carvalhos, é uma importante fonte de alimento para muitas espécies animais, desde insetos a aves e mamíferos. Também proporciona habitat favorável ao aparecimento de plantas como o Selo-de-salomão, a Arenária, ou a Rosa-albardeira e também de cogumelos.
Posto de Vigia do alto da Machoca (1072m), de onde se avista todo o concelho do Sabugal, parte da Guarda, Covilhã, Espanha e Torre do Relógio da aldeia da Malcata.
A Albufeira do Sabugal, concluída em 2000, tem uma superfície inundável de 732 ha, destacando-se na paisagem de Malcata. Esta infraestrutura foi construída pelo IHERA no âmbito do Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira e constitui um reservatório de 114 hm3 de água e tem como finalidade principal a rega. A Barragem do Sabugal procede ao transvase de água para a Barragem da Meimoa, (concelho de Penamacor) que constitui o centro distribuição da rede primária de rega do Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira. Complementarmente, a Albufeira do Sabugal também serve para abastecimento público e para a produção de energia. O Circuito Hidráulico Sabugal-Meimoa tem uma extensão de 5,1km, sendo o caudal transferido entre barragens turbinado para a produção de energia eléctrica. A Albufeira do Sabugal está classificada como uma “albufeira protegida” e dispõe de um Plano de Ordenamento desde Novembro de 2008. O Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal (POAS), aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 172/2008, enquadra-se no Plano de Bacia Hidrográfica do Douro.
Localizados no Largo do Camões, este busto foi mandado construir por um habitante de Malcata, emigrante na Argentina, em homenagem ao povo da sua terra. Neste café pode-se provar (e comprar) excelentes queijos artesanais de cabra e ovelha.

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