Horas  5 horas 35 minutos

Coordenadas 1318

Uploaded 31 de Julho de 2019

Recorded Julho 2019

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83 m
8 m
0
4,6
9,2
18,36 km

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próximo a Mira, Porto (Portugal)

- Trilho linear, sem marcações, com início na praia da Aguda (junto ao Mercado Peixe), e fim na estação da CP de S. Bento, no Porto;
- Este trilho desenvolve-se, primeiro, pelos passadiços das praias de Gaia, e posteriormente ao longo da marginal do rio Douro, entre a praia do Cabedelo e a ribeira de Gaia, atravessando-se a seguir a ponte D. Luís, para subir até à estação de S. Bento, via escadaria dos Guindais;
- Trilho descontraído, sem declive (apenas na ligação entre a ponte D. Luís e a parte alta da Muralha Fernandina (escadaria dos Guindais), com a excelente companhia da orla marítima, primeiro, e o rio Douro, a finalizar. Destaque para as diversas praias consecutivas, assim como para a Reserva Natural Local do Estuário do Douro, e todo o deslumbrante enquadramento que as cidades de Gaia e Porto dão às margens do rio Douro;
- Considerei este percurso de dificuldade técnica moderada exclusivamente pela distância percorrida, pois o trajeto é acessível a qualquer pessoa, de qualquer idade. Apenas há que adequar a distância a percorrer;
- Um excelente percurso para ser realizado na primavera, verão ou outono, em família, com crianças ou com amigos, pois é muito relaxante, descontraído, sem grande exigência física (a distância pode sempre ser encurtada) e com todo o apoio que as estruturas junto às praias oferecem. Apenas não é aconselhável no inverno, ou mesmo em dias de chuva e vento, pois o piso de madeira fica muito escorregadio, e o vento frio não será de todo uma boa companhia.

NOTA: por se tratar de um trilho linear, o ideal será deixar ficar o carro próximo da estação de comboios da Aguda (apeadeiro) e regressar de comboio, partindo de S. Bento. Caso prefira, pode sempre voltar pelo mesmo caminho (duplica a distância percorrida).


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PRAIAS DE GAIA – A “LINHA AZUL”
Com uma costa fluvial e marítima tão bela como extensa, Gaia oferece ao visitante cerca de vinte quilómetros de caminho pedestre apoiado por pequenos cafés e restaurantes de praia. Chama-se Linha Azul e permite a qualquer instante uma interrupção para um mergulho ou um café – é só escolher a praia. A consciência de que as dunas são fundamentais para a defesa da Costa contra o avanço do mar, já alguns anos permitiu, numa estreita faixa de contacto entre o mar e a terra, no litoral de Vila Nova de Gaia marcado por uma intensa pressão urbanística, que os ambientalistas sensibilizassem os autarcas a comprometerem-se com projetos ambientais ao longo dos vários quilómetros de costa deste concelho, inicialmente através da construção de passadiços, que, com a posterior implantação de paliçadas se vieram a mostrar eficazes na consolidação e reforço do cordão dunar. Não restarão dúvidas de que esta importante e assumida aposta na defesa da orla costeira de Gaia e, da sua continuada monitorização pelo Parque Biológico de Gaia, bem como o posterior projeto de reforço de consolidação do cordão dunar entretanto apresentado pela Câmara Municipal de Gaia, em 2009, em que se propunha poder utilizar tecnologia holandesa, através de geotubos que consistem em grandes tubos de polipropileno, cheios no local com areia, visando provocar a sedimentação da areia que anda em deriva oceânica, para, como foi afirmado na altura, “conquistar terra ao mar”. Aposta na defesa da costa que acabou por ser determinante para esta frágil zona do litoral a sul do Douro, suportar sem significativos efeitos erosivos ou outros danos de destruição de equipamentos públicos, as consequências resultantes dos últimos invernos de maior intensidade da agressividade marítima que deixou profundas marcas ao longo do litoral português. Comprovada a eficiência e vantagens de estruturas sem recurso a obras pesadas, como são os passadiços e as paliçadas em madeira, a sua manutenção e preservação continuam a ser uma prioridade que vai merecendo pontuais e localizados ajustamentos das estruturas dos passadiços á própria evolução da consolidação dos campos dunares através do reforço e renovação das paliçadas. Quem presta atenção à informação ao longo das zonas intervencionadas, pode ficar ainda mais desperto para a necessidade de preservar esta estreita faixa de contacto entre o mar e a terra, no litoral, como sendo “refúgio de uma vegetação notável e peculiar que fixa a areia e impede que a duna se destrua e o mar entre terra adentro. Uma duna sem vegetação não é uma duna e rapidamente será destruída”. Um alerta que sensibiliza ainda para o papel dos passadiços sobre-elevados de forma, “a permitir a circulação da areia e o crescimento de plantas interferindo o mínimo sobre o sistema dunar” evitando o pisoteio desordenado e ao mesmo tempo permitir o acesso à praia, impedindo desta forma a destruição da vegetação das dunas cuja biodiversidade é bem visível nas zonas de dunas envolventes, em que se pode observar as plantas devidamente identificadas em placares ilustrativos de tal riqueza. Ainda que nem sempre respeitadas, nomeadamente em época balnear, as paliçadas merecem redobrada sensibilização para a sua preservação, uma vez que, com esta técnica, “a vegetação das dunas fixa as areias, e faz com que as partículas transportadas pelo vento diminuam de velocidade ao baterem contra os caules o que contribui para o aumento do tamanho da duna”. Quem percorre as praias de Gaia através dos passadiços ou das pistas ciclovias que ligam as margens do rio Douro a Espinho, para além da beleza natural e qualidade de vida proporcionada por este miradouro sobre dunas com vista privilegiada para o mar, tem também a oportunidade de observar e registar a valorização de tais acessibilidades para se poder continuar a contemplar tão majestosa paisagem e património ambiental.
SENHOR DA PEDRA - A capela do Senhor da Pedra situa-se na praia de Miramar, na freguesia de Gulpilhares no concelho de Vila Nova de Gaia. Esta capela foi construída em 1686 sobre um rochedo, tem um formato hexagonal e possui um Altar-mor. É considerada um local de culto e peregrinação. De acordo com um dos painéis pensa-se que a capela inicialmente recebia cultos pagãos dos povos pré-cristãos, de caráter naturalista cujas divindades eram veneradas em plena natureza, tendo sido posteriormente convertida ao Cristianismo. Diz a tradição que a capela do Senhor da Pedra ora pertence ao mar como à terra. Vista do mar é, sem dúvida, um ponto de referência para os pescadores. Anualmente é visitada por centenas de pessoas que são atraídas pela sua “magia” sendo conhecida também por “casa dos milagres”. Os antigos acreditam que a imagem de Cristo terá ido ali parar vinda do mar. “Que num belo dia pousou sobre aquela pedra onde, mais tarde, veio a ser erguida a capela”. Daí o seu nome “Senhor da Pedra”. Dizem que esta é a única igreja virada de costas para o mar. Existem relatos estranhos sobre visitas à capela e é sabido por todos os habitantes que as suas traseiras são palco de bruxarias e feitiçarias. Reza a lenda que quando os habitantes de Gulpilhares se preparavam para construir uma ermida ao Senhor da Pedra, no terreiro conhecido por arraial, era frequente aparecerem sobre os rochedos junto ao mar um certa luz. Todas as noites essa mesma luz misteriosa reaparecia fazendo os habitantes acreditar que seria um sinal do Céu. Por este motivo, desistiram da construção da ermida no arraial e resolveram construir a capela no sítio onde a luz costumava aparecer, ou seja, em cima de um rochedo à beira-mar. Nesse rochedo, atrás da capela, existe incrustada uma marca semelhante a uma pegada de boi. Os habitantes desta terra acreditam ser de um boi bento (boi que afagava o menino Jesus na manjedoura) que por ali passara.
O Estuário do Douro, situado entre as margens das cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia tem uma extensão de cerca de 20 hectares, englobando a Baia de São Paio (frente do estuário) e a zona arenosa do Cabedelo (parte final do estuário). Dada a sua localização, é um dos melhores locais existentes nesta região para a observação de aves designadamente as espécies migratórias e limícolas. Actualmente denominada Reserva Natural Local do Estuário do Douro, a zona em causa, inicia-se na margem sul do Rio Douro, na zona da Afurada, e termina na zona arenosa do Cabedelo. É precisamente nesta última zona que se concentram, quer em variedade, quer em quantidade, o maior número de aves. As gaivotas como o guincho-comum, a gaivota-d’asa-escura e a gaivota-argêntea, bem assim como algumas limícolas das quais se destaca o maçarico-das-rochas, são as espécies mais abundantes e que aqui podem ser vistas durante todo o ano. Além destas, muitas outras espécies de aves também aqui podem ser vistas, todavia, em determinadas alturas do ano. Assim as aves migratórias, como a garça-real e a garça-branca-pequena são duas das espécies que podem, no Inverno, aqui ser facilmente observadas. Estas duas espécies concentram-se sobretudo em pequenos charcos que existem na zona periférica que dá acesso ao interior arenoso do Cabedelo, próximas do passeio destinado a cicloturistas e peões, donde, aliás, podem ser facilmente avistadas.Outra das espécies migratórias que pode ser observada, a partir de Outubro, no Estuário por aqui se concentrar em grande número, é o corvo-marinho-de-faces-brancas. Quanto a esta espécie, a extensão do rio ladeada pela estrada desde a Afurada ao Cabedelo, é um bom local para a observar, nomeadamente do próprio veículo, uma vez que os mesmos se costumam concentrar nas rochas existentes nas proximidades da margem. No Estuário do Douro, onde já foram observadas mais de uma centena de espécies de aves, podem destacar-se ainda como de observação comum, a rola-do-mar, o guarda-rios, o maçarico-de-bico-direito e o pilrito-das-praias. Em toda a zona envolvente,nomeadamente na pequena vegetação que ladeia a estrada e terrenos circundantes ao areal também não é difícil a observação de variados passeriformes como o cartaxo-comum, a alvéola-branca, a alvéola-amarela e a fuinha-dos-juncos.
O Lavadouro público junto do rio tem já muitas décadas de história. É onde as mulheres, ainda hoje, vão lavar a sua roupa e, depois, a colocam no estendal, a apanhar sol, na frente do edifício. Há uns anos, o lavadouro foi recuperado e coberto, para que as lavadeiras não passassem tanto frio nos meses de inverno.
São Pedro da Afurada é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Vila Nova de Gaia. A partir de 29 de Setembro de 2014, São Pedro da Afurada passou a fazer parte integrante da União de Freguesias de Santa Marinha e São Pedro da Afurada. São Pedro da Afurada é uma das três antigas freguesias urbanas da cidade de V.ª N.ª de Gaia, juntamente com Mafamude e Santa Marinha. É uma localidade bastante ligada à tradição piscatória. O seu santo padroeiro é o São Pedro. A sua festa principal é o São Pedro da Afurada. Gente de grande devoção, todos os anos os pescadores prestam a devida homenagem ao santo, com toda a pompa e circunstância onde, para além das cerimónias religiosas, não falta a tradicional sardinha assada, com a típica Broa de Avintes e o fogo de artifício. Esta festa atinge o seu auge aquando da saída da procissão, cujos andores transportam imagens de santos e santas de tamanho natural, seguidos pelos seus fieis trajados com as tradicionais vestes das gentes da pesca. À passagem defronte ao Rio Douro, procede-se à bênção dos barcos, acompanhada pelo toque das sirenes e morteiros. Fica na margem esquerda {Sul} do rio Douro; na margem direita do rio Douro {lado Norte} localiza -se a cidade do Porto. Durante as Festas de São Pedro da Afurada, são colocadas na Praça de São Pedro as imagens da N.ª Sr.ª de Fátima, N.ª Sr.ª do Carmo (padroeira dos homens do mar) e de São Miguel Arcanjo. A imagem de São Pedro (padroeiro dos pescadores) é permanente neste local, pois aqui existia a antiga Igreja da Afurada, cuja fotografia está patente no restaurante "A Casa do Pescador", mesmo ao lado deste largo. Essa igreja foi destruída pelas enchentes do Douro.
O Cais de Gaia está hoje em dia transformado numa agradável área turística dotada de bonitas esplanadas, restaurantes e bares, com vista para a zona histórica da cidade do Porto. Este é um dos locais históricos desta cidade que se desenvolveu graças ao famoso Vinho do Porto, uma vez que durante séculos este foi o local onde se situava o porto fluvial de onde eram exportadas e importadas diversas mercadorias. Aqui chegava a produção de vinho destinada a ser envelhecida nas Caves das mais de 50 companhias vinhateiras existentes em Gaia, e saía o vinho já formado, engarrafado e pronto a ser exportado, partindo daqui para destinos longínquos. A zona foi recentemente sujeita a uma grande remodelação, reaproveitando um espaço de excelência para momentos de lazer e turismo, que foi inclusivamente distinguido com o "Prémio Turismo - Valorização do Espaço Público“. Do Cais de Gaia partem hoje em dia os famosos Cruzeiros no Rio Douro, com destino à região do Alto Douro, onde toda a produção do vinho do Porto é adestrada, célebre pelas paisagens idílicas, consideradas mesmo das mais belas do País.
O verdadeiro nome desta ponte é Luiz I (Luís I) e não, como popularmente é chamada, D. Luís I. Uma questão sentimental das gentes do Porto parece estar na origem do nome por que vulgarmente é conhecida. Independentemente do nome, ela constitui um ex-libris da cidade e está incluída na zona classificada como Património Mundial pela UNESCO desde 1996. A obra foi adjudicada em 21 de Novembro de 1881 à empresa Société Willebreck, de Bruxelas, de que era administrador Théophile Seyrig, discípulo de Gustave Eiffel, e autor do projecto da nova ponte. As obras começaram nesse mesmo ano e desenrolaram-se até 1887. Em 26 de Maio de 1886 foram realizados os primeiros testes à ponte, sujeitando-a a cargas de 2 mil kg por metro linear de viga. Em 30 Outubro de 1886 terminam os trabalhos de construção do arco e do tabuleiro superior; a 31 Outubro de 1886 inaugura-se o tabuleiro superior da ponte e em 1887 dá-se a inauguração do tabuleiro inferior, com o que ficam concluídas as obras de construção da nova ponte. Foi uma ponte com portagem (cinco reis por pessoa) instituída, um dia depois da inauguração do tabuleiro superior, a 1 de Novembro de 1886 e que só deixariam de ser cobradas a 1 de Janeiro de 1944, ou seja, quase 58 anos depois. Alguns dados: Arco com 172 m, Tabuleiro superior com 392 m de comprimento e o inferior com 174 m de comprimento.
Situada bem no centro histórico do Porto, a Praça da Ribeira, junto ao Cais com o mesmo nome, é das praças mais antigas da cidade, já mencionada em cartas régias em 1389, embora com uma traça diferente da de hoje em dia. Foi nesta zona da Ribeira e na sua ligação comercial com o Rio Douro que a cidade começou o seu franco desenvolvimento e se voltou para o rio. Daqui se tinha acesso à famigerada Ponte das Barcas, onde em 1809 mais de 4 mil pessoas morreram, aquando uma investida das tropas francesas. Hoje, um baixo-relevo em bronze atesta este momento. No Cais é possível observar-se a existência de uma porta denominada de Postigo do Carvão. Das 18 portas ou postigos da Muralha Fernandina construída no século XIV, este é o único que se manteve até aos nossos dias. As ruas estreitas e sinuosas, com vista para Gaia, as arcadas sombrias, casas típicas com fachadas coloridas de outros tempos, a sua arquitectura urbano-ribeirinha, rodeada de cafés e lojas fazem desta uma das principais zonas turísticas da cidade. Animação diurna e nocturna, e um cosmopolita movimento conferem ao Cais da Ribeira e a toda a zona envolvente um ambiente único de história, tradição, animação e beleza.
Construída na parte mais alta da cidade, a Sé Catedral do Porto é o edifício religioso mais importante do Porto. A catedral está situada no bairro da Batalha, ao lado das muralhas que protegeram a cidade no passado. O exterior do edifício tem um aspecto de fortaleza com ameias. A construção da catedral começou no século XII e, ao longo da história, sofreu muitas reconstruções, por isso possui diferentes estilos. A maior parte da catedral é barroca, embora a estrutura da fachada e o corpo da igreja sejam românicos, e o claustro e a capela de São João Evangelista sejam de estilo gótico. No seu interior, as grandes colunas fazem com que aumente a sensação de estreiteza e altura da nave central. Trata-se de uma decoração muito sóbria e as paredes estão vazias, exceto no altar mor e em algumas capelas de estilo barroco. O acesso ao claustro da catedral é feito pelo interior da mesma, por uma porta situada do lado direito. Este claustro pertence ao século XIV e está decorado com azulejos que refletem cenas religiosas. Do Claustro também se pode entrar na Casa do Cabido, onde é exposto o “tesouro da catedral”, uma coleção de objetos de ourivesaria religiosa. A catedral e o seu claustro são duas das visitas imprescindíveis no Porto e a catedral foi merecidamente declarada Monumento Nacional. No centro da praça da Catedral poderá ver uma coluna que era usada para enforcar os criminosos. Desse ponto terá uma vista privilegiada da cidade, do rio Douro e das caves que estão do outro lado do rio, no cais da cidade de Vila Nova de Gaia.
A primeira pedra foi lançada em 1900 pelo rei D. Carlos I, no local onde antes se encontrava o antigo convento de S. Bento de Avé Maria. O projeto inicial foi do arquiteto Marques da Silva, denotando no seu traço exterior influências da arquitetura que se praticava em França na época. É notável e merece ser visitado o interior do amplo átrio, forrado com vinte mil azulejos pictóricos da autoria de Jorge Colaço, que representam sugestivos quadros históricos e etnográficos. O friso colorido que se encontra a toda a volta do átrio conta a história dos meios de transporte por ordem cronológica, dos primórdios até ao aparecimento do comboio. Por baixo, grandes painéis historiados representam cenas da História de Portugal. No lado Norte, o quadro superior descreve um momento do Torneio de Arcos de Valdevez e o quadro abaixo, o cumprimento da palavra de Egas Moniz. Do lado sul, o painel do topo permite imaginar a entrada solene de D. João I no Porto, com sua noiva, D. Filipa de Lencastre e o inferior, cenas da Crónica de Ceuta. Outros painéis de menor dimensão têm por assunto quadros da vida da região.

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