Hora  4 horas 51 minutos

Coordenadas 1427

Enviada em 20 de Outubro de 2019

Registrada em Outubro 2019

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36 m
5 m
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3,1
6,2
12,49 km

Visualizado 315 vezes, baixado 6 vezes

perto de Peniche de Cima, Leiria (Portugal)

- Trilho circular, sem marcações, com início e fim no parque de estacionamento em frente ao InterMarché de Peniche;
- Este trilho desenvolve-se, primeiro, por artérias urbanas e, posteriormente, por caminhos de pé posto ao longo das arribas da península de Peniche:
- Este trilho foi desenhado de forma a fazer uma circular à península de Peniche, começando na muralha norte, junto às Portas da Cidade e percorrendo artérias urbanas do centro da cidade, junto ao fosso da muralha, passando pelo Fortaleza de Peniche, bairro do Visconde, pesqueiros e arribas, Farol do Cabo Carvoeiro e Capela de Nossa Senhora dos Remédios;
- Todo este percurso é belíssimo, sempre com o oceano no horizonte e a rebentação das ondas nas arribas pedregosas. A malha urbana de Peniche também merece toda a atenção pelas suas características piscatórias, assim como a sua longa história de resistência às invasões, pilhagens e, mais tarde, ao fascismo;
- Trilho com características fáceis, do ponto de vista físico, pois não é muito exigente, tendo em conta a ausência de declives. No entanto, requer alguma exigência técnica nos vários caminhos de pé posto que percorre pelas arribas;
- Este trilho deve ser realizado com tempo seco, pois as características do terreno ao longo das arribas tornam-no extremamente perigoso se este estiver molhado. Outros fatores a ter em conta são a forte exposição solar e ausência de fontes na extensão mais a oeste da cidade.

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PENICHE
Peniche e o mar são indissociáveis. É um dos maiores portos de pesca tradicional de Portugal e um grande centro atlântico de atividades marítimo-turísticas. Antes de chegar à praia, a visita de Peniche deverá incluir uma passagem pelo centro histórico. Para além do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, das Igrejas de São Pedro e da Misericórdia, destacamos o Forte de Peniche, construído no séc. XVI/XVII para a defesa da costa em cruzamento com o Forte da praia da Consolação e o forte na Ilha das Berlengas. Foi importante para a história de Portugal em vários momentos, mas importa referir que o seu contributo mais recente foi como prisão política durante o Estado Novo, em que aqui estiveram algumas das figuras públicas mais importantes da resistência ao regime. No interior, ficaremos a saber todo os pormenores pois é atualmente o Museu Municipal de Peniche. Para além das artes da pesca que, naturalmente, sempre foram uma das fontes de rendimento da população, Peniche é também conhecida pela arte das rendas de bilros, que as mulheres se dedicaram a aperfeiçoar enquanto os homens andavam no mar. O mar continua a ser um dos principais pontos de interesse e desenvolvimento e as praias de Peniche são muito apreciadas. Se as baías da Consolação e do Baleal proporcionam um bom resguardo para dias de praia em família, as ondas desta costa oeste, como as da Praia de Medão Grande, conhecida como Supertubos devido às suas grandes ondas de forma tubular, são muito procuradas por surfistas e bodyboarders de todo o mundo. Num concurso a nível nacional foi nomeada como uma das “7 Maravilhas de Portugal”. Juntamente com a Praia do Lagido, são o palco do grande campeonato mundial de surf Rip Curl Pro Portugal, uma prova que integra o World Surf League Tour. A uma viagem de barco de distância fica a Ilha das Berlengas, Reserva Natural. As suas águas translúcidas são ideais para os mergulhadores que aqui encontram um reduto natural de fauna e flora marinha. O mar agitado e o isolamento da Ilha são também o mote para muitas histórias misteriosas de pescadores e de barcos afundados nesta costa. Como não podia deixar de ser, o mar domina também as especialidades gastronómicas. Não se deve por isso deixar Peniche sem provar a caldeirada, o arroz de marisco ou a sardinha assada no carvão, sempre acompanhados dos vinhos da região Oeste. Para sobremesa, recomendam-se os doces de amêndoa, seja um “Amigo de Peniche” ou os biscoitos chamados “Esses”.
árvore

Árvore Classificada de Interesse Público

Porta

Porta da Ponte Velha

Castelo

Fortaleza de Peniche

O antigo lugar da Ribeira d’Atouguia, na foz desse rio, era um dos mais importantes portos portugueses da Idade Média, ponto de acesso privilegiado a localidades do centro do país (Lisboa, Óbidos, Torres Vedras,Santarém e Leiria), estando implicado em importantes episódios da História de Portugal. Devido aos constantes ataques de corsários, D. Manuel I mandou construir um castelo-fortaleza naquele local. Mandada edificar por D. João III em 1557, foi considerada a principal chave do Reino pela parte do mar. A obra só ficou concluída durante o reinado de D. Sebastião, em 1570. Já durante os 60 anos de domínio filipino em Portugal, realizaram-se importantes obras no forte, transformando-o numa verdadeira praça de guerra. Praça militar de vital importância estratégica até 1897 foi também residência de prisioneiros alemães e austríacos durante a Primeira Guerra Mundial, prisão política do Estado Novo entre 1934 e 1974, alojamento provisório de famílias portuguesas chegadas das antigas colónias ultramarinas em 1974, e a partir de 1984 albergue do Museu Municipal. Durante o Regime do Estado Novo, funcionou no espaço da Fortaleza de Peniche, entre 1934 e Abril de 1974, uma prisão política albergando vários opositores do regime político liderado por Oliveira Salazar e Marcelo Caetano. Peniche era a mais importante prisão fascista existente no continente, destinada em regra a presos políticos em cumprimento de pena e onde vigorava um regime prisional extremamente severo. Entre tantos outros, aqui estiveram encarcerados por delito de opinião e às ordens da Polícia Política – a PIDE – cidadãos como Álvaro Cunhal, Vasco da Gama Fernandes, Agostinho Neto, Severiano Falcão, António Borges Coelho, Carlos Brito ou Henrique Galvão. A Fortaleza de Peniche ainda hoje é uma imponente estrutura militar, que merece uma visita. Ali se encontra um museu (desde 1984) que ilustra a história de Peniche (com peças de arqueologia e de artesanato local, por exemplo) e que evoca a resistência antifascista, recordando que aquele forte serviu de prisão política durante o regime do Estado Novo.
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Caminho da Falésia

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Bairro do Visconde

O Bairro do Visconde situa-se em Peniche sobre as arribas em local fronteiro à Fortaleza mandada construir por D. João III entre 1557 e 1645, um dos baluartes históricos da defesa da cidade. Até ao século XVII-XVVIII a segurança era fundamental para os povos que viviam à sombra da defesa das fortalezas protegendo-os dos inimigos vindos do exterior. Peniche não foi excepção mas a defesa militar foi-se tornando cada vez menos importante e o povo pôde espraiar-se pelas terras férteis e pelas zonas marinhas, controlando os trajectos, as marés e a pesca em zonas escolhidas pela dominação que era necessário fazer. Quase toda a implantação do bairro está numa zona de protecção da orla marítima e as suas características peculiares tornaram-no, e a esta zona, num local de estudo e de reflexão devido a vários factores sociais, políticos e económicos.
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Pesqueiro Carreiro de Joanes

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Pesqueiro Painel das Pombas

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Pesqueiro Carreiro da Furninha

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Pesqueiro da Gruta da Furninha

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Cabo Carvoeiro / Nau dos Corvos

O Cabo Carvoeiro situa-se no extremo na península de Peniche. Tem um miradouro por cima de um pequeno snack com uma vista magnífica para o arquipélago das Berlengas. No litoral do cabo existem muitos locais para a pesca à linha. Este é um local com grande valor paisagístico e natural já que apresenta uma grande quantidade de falésias calcárias fortemente erodidas e campos de lapiás. A norte do Cabo da Roca, em Sintra, este é o ponto mais ocidental de Portugal Continental. É um local é muito apreciado também pelos amantes de aves pois poderão observar diversas aves marinhas em pleno voo, ou nas falésias adjacentes. No Cabo Carvoeiro poderá encontrar um Farol, a capela de Nossa Senhora dos Remédios, com azulejos do séculos XVIII e ainda uma gruta, gruta da Furninha, onde foram descobertos inúmeros vestígios arqueológicos.
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Farol do Cabo Carvoeiro

O farol do Cabo Carvoeiro entrou em funcionamento em 1790, sendo um dos mais antigos da costa portuguesa a seguir aos de N.S. da Luz (extinto), Guia, Roca, Serra da Arrábida (hoje Outão), Bugio e S. Julião. Tinha uma torre com 29,10 metros de altura e 55,52 metros de altitude. A luz era branca, fixa, produzida por dezasseis candeeiros de Argand com refletores parabólicos, funcionando a azeite, com um alcance luminoso que não iria muito além das 9 milhas. Alguns anos mais tarde, foi substituído o azeite pelo petróleo, mas continuou a funcionar com o mesmo aparelho catóptrico. O farol do Cabo Carvoeiro foi integralmente reedificado dando-se execução a um projeto da autoria do engenheiro Polycarpo Lima, conforme documenta o Aviso aos Navegantes de 1 de fevereiro de 1886. Ficou com uma torre com 26,80 metros de altura e 56,80 metros de altitude. O aparelho ótico é de 3ª ordem e a fonte luminosa um candeeiro de 3 torcidas a petróleo, dando luz fixa vermelha. Havendo a necessidade de passar de luz fixa para luz ritmada, substituiu-se em 1923 o aparelho ótico por outro, este de 4ª ordem, girante, produzindo grupos de 4 relâmpagos e movido por uma máquina de relojoaria. A fonte luminosa era um bico de nível constante, ficando o plano focal deste aparelho à altura de 57 metros sobre o nível médio do mar. O petróleo que até aí alimentava a fonte luminosa, foi substituído pelo gás em 1947, e em 1949 foi instalado um radiofarol. No ano de 1952 o farol foi eletrificado com energia da rede pública, passando a fonte luminosa a ser a incandescência elétrica; foi instalada uma lâmpada de 220V / 250W. As famílias dos faroleiros que faziam serviço na Berlenga foram alojadas em habitações junto ao farol em 1975. O pessoal começou a fazer serviço nos dois faróis, passando para um regime de turnos. Em 1988 houve mais uma remodelação no farol, foi retirado o aparelho lenticular e montado em seu lugar um PRB – 46. Em fevereiro de 2011 foi retirado o PRB 46 e montada uma ótica dióptrica de 4ª ordem (500mm de diâmetro). Ficou com 15 milhas de alcance. Em dezembro de 2002 entrou em funcionamento uma estação DGPS (Diferencial GPS) na frequência de 311.5 KHZ.
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Varanda de Pilatos

"A Varanda de Pilatos é um daqueles caprichos da Natureza que os homens, fechados nos limites da sua humanidade, não conseguem compreender. É um nicho de uns dois metros de profundidade e outros tantos de largo, rasgado por uma fenda, a poente, como varanda aberta sobre o mar. Debruçados no peitoril romântico, sentimo-nos suspensos sobre o abismo, mal seguros às arribas, presos por um estranho complexo de medo e de admiração; e ficamos largo tempo a contemplar a visão estonteante, com as Berlengas ao longe, diáfanas, vaporosas, a servir de fundo, e cismando como teria sido possível a Pilatos lavar daqui as mãos no mar, a trinta metros de fundo, ao desobrigar-se egoisticamente da condenação de Cristo…" Mariano Calado
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Cruz dos Remédios

Arquitetura religiosa

Capela de Nossa Senhora dos Remédios

A Capela de Nossa Senhora dos Remédios, localizada junto à costa no extremo ocidental da península de Peniche, constitui a base de um Santuário consagrado ao culto mariano. Desconhece-se a data de construção deste templo, supondo-se que terá sido edificado em data anterior ao séc. XVII. Segundo a lenda, a imagem de Nossa Senhora terá sido encontrada no séc. XII escondida numa pequena caverna, situada no local onde hoje se ergue a ermida, tendo-se iniciado, a partir dessa data, o culto da chamada Senhora dos Remédios. A importância deste culto traduzido em peregrinações anuais, os Círios, terá motivado a criação de um santuário no séc. XVII, composto pela referida capela e por uma praça fronteira orlada de casas onde se encontravam a residência do ermitão e dos mordomos, as hospedarias e as cavalariças.
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Pesqueiro Frei Rodrigo

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Pesqueiro do Bebedouro / Prainha do Abalo

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Pesqueiro Canto do Muro

Praia

Porto da Areia Norte

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