Coordenadas 1268

Uploaded 27 de Novembro de 2017

Recorded Novembro 2017

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26,38 km

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próximo a Campo do Gerez, Braga (Portugal)

Estive muito tempo a tentar descobrir qual a melhor forma de rodear a albufeira de Vilarinho das Furnas. Gostava de visitar aquela parte da serra mas não queria ter de voltar para trás. Se possível combinar num único dia ambas as margens da albufeira. Consultando as fontes do costume, lá percebi que o melhor a fazer seria aproveitar parte do percurso do GR34 e depois descer a montante conforme pudesse, aproveitando alguns carreiros existentes e seguindo as passadas de outros que por lá andaram. É nestes momentos que os tracks do Wikiloc dão uma ajuda!

O trilho é relativamente fácil de seguir com excepção feita para o marco de fronteira nº 60, também conhecido como Cruz do Touro: o acesso a este é muito complicado sendo que se for mesmo necessário lá ir o ideal é rodear as elevações à nossa frente, pela direita, até chegarmos ao muro da fronteira e seguir por este. É capaz de ser uma solução que poupa muitos dissabores no futuro. O caminho que eu segui basicamente levou-me através da encosta granítica do monte, local muito escorregadio e inclinado. Com humidade no solo eu não o teria conseguido fazer (nem tão pouco teria sequer tentado).

As vistas lá em cima são... magníficas.

A descida até à Portela do Homem foi feita inicialmente a corta-mato, num percurso geralmente fácil e que acompanhou em grande parte o muro existente na fronteira PT-ES e depois segui pelo estradão. Chegado à Portela do Homem segui o percurso da Geira até Campo do Gerês.

Longo? Oh sim. Mas faz-se. E as paisagens... Só por isso já valeu a pena.

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Foi inaugurada em 21 de Maio de 1972, com uma altura de 94 m, situando-se na bacia hidrográfica do rio Cávado. Foi, principalmente, com a CPE/EDP que se vulgarizou a designação Vilarinho das Furnas, quando deve ser Vilarinho da Furna. Tem um volume de 294 000, uma capacidade máxima de descarga de 280 m³/s, uma capacidade de 118 hm3 situada numa área de 346 hectares. É uma barragem com 385 m de coroamento e é do tipo arco.
Um pequeno recanto pouco antes da aldeia e de onde se conseguem ver ambos os lados da albufeira.
Vilarinho da Furna era uma pequena aldeia da freguesia de S. João do Campo, situada no estremo nordeste do concelho de Terras de Bouro. Segundo uma tradição oral teria começado a sua existência por ocasião da abertura da celebre estrada da “ Geira “, que de Braga se dirigia a Astorga num percurso de 240 Km, e daqui a Roma. Estaríamos segundo a opinião mais provável, pelo ano de 75 D.C. Um grupo de sete trabalhadores, assim reza a tradição, resolveu fixar-se junto da actual Portela do Campo. Passado pouco tempo, por motivos de desentendimento, quatro desse homens deixaram os sues colegas e foram instalar-se a poucos metros da margem direita do rio Homem, dando, assim, inicio à povoação de Vilarinho da Furna. Em suma, tudo o que hoje se pode dizer sobre o nascimento de Vilarinho da Furna se resume num levantar de hipóteses. Todavia, no meio de toda esta incerteza, um facto se apresenta incontestável : se não a sua origem romana, pelo menos a sua romanização, os romanos chegaram, viveram, passaram e deixaram rasto. Atestam-no as duas vias calcetadas que davam acesso a povoação pelo lado Sul e, sobre tudo, as três pontes de solida arquitectura. Como a maior parte das aldeias serranas do Norte de Portugal, Vilarinho da Furna era constituído por um aglomerado de casas graníticas, alinhadas umas pelas outras, formando ruelas sinuosas. As casas de habitação compunham-se geralmente de dois pisos sobrepostos e independentes : - uma loja térrea, destinada aos gados e guarda de alfaias e produtos agricultas; e um primeiro andar para habitação propriamente dita, onde ficavam a cozinha e os quartos. O mobiliário era simples e modesto. Alguns objectos como louças, candeias, talheres, lanternas, etc., eram comprados nas feiras ou a vendedores ambulantes que passavam pela povoação mais ou menos regularmente. Outros eram de fabrico caseiro como as arcas, camas de madeira, raramente ornamentadas com motivos religiosos, as mesas e os bancos, além da quase totalidade dos artigos de vestuário. A iluminação nocturna era feita com uma variedade de candeias e candeeiros de recipiente fechado, que funcionavam a petróleo, com gordura animal ou azeite, quando aquele escasseava por alturas da guerra. Todos os habitantes de Vilarinho da Furna, ai residentes, praticavam a religião católica, sendo motivo de forte critica por parte dos outros e o eventual não comprimento dos deveres religiosos. O povo de Vilarinho, além do acatamento das leis vigentes do seu País, tinha também as suas leis internas que eram respeitadas e, escrupulosamente cumpridas. Para isso havia uma junta que era composta por um Zelador (antigamente Juiz) acompanhado por seis membros. Para esta assembleia dos seis podiam ser eleitos os chefes de família, tanto homens como mulheres, estas nessa qualidade, quando em estado de viuvez ou ausência do marido, devido à emigração. O sexo feminino podia eleger e assistir às reuniões da Junta, porém, nunca podia ser escolhido para o alto cargo de Zelador, pois a nomeação deste era feita de entre os homens casados, por ordem cronológica do consórcio. As eleições para a escolha dos Seis e substituição do Zelador eram realizadas de seis em seis meses. Os Seis que cessavam as funções, transmitiriam aos sucessores, na presença do novo Zelador e do Zelador cessante, os assuntos pendentes e o dinheiro em cofre. Em tempos, o Zelador antes do início da reunião, jurava sobre os Santos Evengelhos e, no acto da sua posse, impunhava a vara das cinco chagas, jurando, assim, obediência a todos os vizinhos. A Junta reunia, normalmente, todas as quintas-feiras. Para isso o Zelador, ao raiar da aurora, tocava uma buzina (búzio) ou um corno de boi, chamando os componentes da Junta. Ao findar o terceiro toque, espaçadamente, dirigia-se para o largo de Vilarinho, levando uma caixa onde se encontravam as folhas da lei. Seguidamente, o Zelador procedia à chamada, aplicando aos faltosos uma "condena" de 50 centavos, a não ser que uma pessoa de família comparecesse justificando o motivo da ausência. Porém, aqueles que faltassem todo o dia sem apresentar qualquer justificação, eram condenados a pagar 5$00. A reunião da parte da tarde não se realizava no largo da aldeia, mas, sim, junto aos campos, na ponte romana sobre o rio Homem. Era nestas assembleias que se determinava os trabalhos a realizar e as "condenas" a aplicar. Depois de todos terem discutido os vários assuntos respeitantes à vida da aldeia, os seis reuniam-se para deliberarem, vencendo sempre a maioria e tendo o Zelador voto de qualidade. Os assuntos principais incidiam sobre a construção e reparação dos caminhos, muros e pontes de serventia comum, a organização pastoril (vezeiras e feirio), organização dos trabalhos agrícolas (malhadas, desfolhadas, vindimas, roçadas, etc.) e, ainda, a distribuição das águas das regas, etc. As atribuições do Zelador eram tais, que poderia, em caso muito grave, expulsar o vizinho, isto é, margina-lo totalmente da vida social e sistema comunitário. Ele era também o Juiz de todos os crimes, com excepção para o homicídio por ser da competência dos tribunais. Havia um puro sentimento de solidariedade que envolvia este povo e a sua força de unidade, traduzia-se no lema de todos por todos. Muito haveria a dizer do regime comunitário de Vilarinho, um povo que deixou a todos nós, uma história e um exemplo. O espectro da barragem começou a pairar sobre a população como um abutre esfaimado. A companhia construtora da barragem chegou, montou os seus arraiais e meteu mãos a obra. Esta surge progressiva e implacável. O êxodo do povo de Vilarinho pode localizar-se entre Setembro de 1969 e Outubro 1970, quando na aldeia foram afixados os editais a marcar o tapamento da barragem. De um ano dispuseram pois, os habitantes de Vilarinho para fazer os seus planos, procurar novas terras e proceder a transferência dos seus moveis. As 57 famílias que habitavam esta povoação, estão agora dispersos pelas mais variadas terras dos concelhos de Braga. Da vida e recantos da aldeia comunitária não resta mais que um sonho. Sonho que é continuado no Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna, construído com as próprias pedras da aldeia. A barragem de Vilarinho da Furna foi inaugurada em 21 de Maio de 1972. Source: *Vilarinho da Furna – Uma Aldeia Afundada*, A Regra do Jogo Edições, Lisboa, 1985
Ao longo do trilho basta olhar para trás para ver a albufeira a crescer.
Um pequeno abrigo de montanha na corga do mesmo nome.
GR34 para a esquerda, nós continuamos em frente em direcção ao muro.
Apenas isso: um muro que um dia alguém construiu cá em cima.
É um pouco redundante mas...
Não experimentar em tempo húmido
O marco de fronteira mais conhecido por estas bandas. Bem próximo, junto ao muro, encontram-se outros.
A partir daqui o percurso faz-se por um caminho florestal em razoáveis condições.
Início do trilho - Geira Romana Do site: http://www.cm-terrasdebouro.pt/index.php/2014-09-18-15-01-10/2014-09-18-14-30-07/via-romana-da-geira "Geira é o nome pela qual é conhecida a via de comunicação, construída pelo império romano, na dinastia dos flávios, que ligava Braga a Astorga e que passa no concelho de Terras de Bouro numa extensão de cerca de 30 km (milhas XIV e XXXIV). A construção destas vias era de extrema importância para o império romano, pois, para além dos variados usos para que serviam, o mais importante era, sem dúvida, a passagem dos seus exércitos, numa altura em que as conquistas eram de importância máxima para o crescimento e manutenção do império. Estas vias, cujo traçado era muitíssimo bem estruturado, não tinham descidas/ subidas acentuadas e o seu uso foi mantido muito para além da queda do império romano, tendo sido integrados nos caminhos de Santiago e percorrida por milhares de romeiros e utilizada até cerca do início do séc. XX. Assinalamos a existência de um magnífico espólio de marcos miliários no concelho, distribuídos ao longo da via. Estes marcos miliários serviam para indicar a distância, em milhas, à capital da província, mas também para homenagearem os imperadores romanos.
A primeira de várias pontes que atravessam o rio Homem.
A segunda.
No local desta milha, localizada em Ponte Feia, freguesia de S. João de Campo, a uma altitude de 660 metros, conservam-se 20 miliários. Sem escavações não é possí­vel afirmar se estão no local original, ou se foram repostos em épocas posteriores. Actualmente apenas se conseguem ler as inscrições em quatro miliários. De acordo com a bibliografia as inscrições referem-se ao século III: Maximino e Máximo (238); Décio (250); Tácito (276); Carino (283-285) e Maximiano (285-305). No trajecto entre a milha XXXIII e a ponte de S. Miguel podem observar-se os seguintes elementos relacionados com a via romana: uma pedreira para extracção dos miliários; uma das pedreiras que terá alimentado a oficina de talhe dos blocos que serviram para erguer a Ponte de S. Miguel (margem sul); uma passagem a vau sobre a ribeira de Monção, com sólidos blocos de granito de tosco aparelho. O pavimento da via entre a milha e a ponte, embora sendo plano, encontra-se mal conservado, estando reduzido a uma camada de calhaus, ou seja ao leito de preparação. Da ponte de S. Miguel em diante sobe suavemente, distinguindo-se diversos trechos de via pavimentada com calçada. Entre o Bico da Geira e a Portela do Homem a via sobe cerca de 140 metros numa extensão de três milhas. No entanto, o pendor da subida é mais marcado entre a Ponte de S. Miguel (670 m.) e a Portela do Homem (750 m.). Na Portela do Homem dividem-se as bacias dos rios Homem e Lima Trata-se, pois, de um ponto estratégico, a porta de entrada para a vasta bacia do rio Lima. source: http://viasromanas.pt/geira/milha_XXXIII.htm
A terceira travessia.
A quarta.
Uma pequena fonte
Na milha XXXII, situada na Volta do Covo, freguesia de S. João de Campo, a uma altitude de 640 metros, conservam-se 23 miliários, dos quais 16 são anepí­grafes. A bibliografia refere 7 miliários com epí­grafes. Um de Adriano (117-138), datável do ano 135; dois de Maximino e Máximo (235-238), datáveis do ano 238; um de Décio (250); um de Caro (282-283); um de Magnêncio (350-353) e outro de Decêncio (351-353) Não é possí­vel afirmar que os miliários se encontrem in situ, já que teriam sido agrupados, provavelmente, quando se abriu a estrada florestal, tanto mais que parte deles estão junto a uma estrutura muito tardia, já referida por Mattos Ferreira. No trajecto entre as milhas XXXII e XXXIII conservam-se vestí­gios de duas pontes romanas, que permitiam transpor as ribeiras da Maceira e do Forno. Da Volta do Covo à zona de confluência das duas ribeiras mantém-se a estrada florestal. No local onde se juntam as ribeiras observa-se cerâmica romana de construção o que nos leva admitir que neste local terá funcionado uma mutatio, tal como na Bouça da Mó. O troço entre a Ponte sobre a Ribeira do Forno e a milha XXXIII está relativamente bem conservado observando-se algumas calçadas e rodados marcados na rocha. source: http://viasromanas.pt/geira/milha_XXXII.htm
Nova fonte
A milha XXXI, localizada no Bico da Geira, freguesia de S. João de Campo, a uma altitude de 610 metros, apresenta magnificas evidências da forma como os miliários eram extraí­dos dos afloramentos graní­ticos, distinguindo-se num deles as marcas rasgadas para a implantação das cunhas em madeira, tendo o trabalho sido abandonado já depois de terem sido abertas as cunheiras. Ainda hoje se observa um esboço de miliário que nunca chegou a ser completado. Neste local, para além da pedreira de onde foram retirados os miliários, foi exumado um conjunto de 21 miliários, dos quais sete conservam as inscrições: Adriano (117-138), Décio (249-251), Caro (282-283), e Licí­nio (308-324). De realçar que aqui foi também encontrado um pequeno miliário semi-enterrado, que conserva traços de pintura a ocre. Perante esta evidência é possí­vel que também os outros miliários fossem, regularmente, pintados. Para além dos miliário e da pedreira, observam-se restos de uma calçada com pedras bem fincadas, de forma a facilitar a passagem de uma ribeira que desce da montanha. Nesta zona a via já transcorre a Mata de Albergaria, um imponente carvalhal, onde também se notam inúmeros azevinhos. O traçado do caminho romano desta milha à seguinte foi coberto pela estrada florestal. source: http://viasromanas.pt/geira/milha_XXXI.htm
A milha XXX fica localizada em Berbezes, lugar da bouça da Mó, na freguesia de S. João de Campo, a uma altitude de 585 metros. Em 1992 foram exumados os restos de uma mutatio e dois marcos miliários. Um apresentava-se quase totalmente soterrado, erecto, podendo por isso estar in situ. Outro encontrava-se incorporado num dos antigos muros dos campos de Vilarinho. í‰ apenas a metade superior, com uma epí­grafe do Baixo Império, tendo sido recolhido nas instalações do PNPG, no Gerês. Entre as milhas XXX e XXXI a quase totalidade do trajecto foi coberta por uma estrada florestal de terra batida pelo que nada há a assinalar. source: http://viasromanas.pt/geira/milha_XXX.htm
A milha XXIX, localizada em Padrões da Cal, ou Bouça do Gavião, na freguesia de Campos do Gerez, a uma altitude de 610 metros, regista um conjunto de 13 miliários, entre os quais se destaca o que ostenta a inscrição de C. Calpetanus Rantius, governador da Tarraconensis. Antes da intervenção arqueológica onze marcos, ou fragmentos, encontravam-se dispersos pela vertente e dois incrustados no muro divisório que separa os territórios de Vilarinho das Furnas e de Campos de Gerez. Anteriormente havia somente referência a um marco de Maximino e Máximo (238). A partir do ponto onde a via desce à cota 570, o caminho é, periodicamente, submerso pela albufeira de Vilarinho das Furnas, sempre que esta atinge o seu ní­vel mais alto. Contudo, em perí­odos mais secos, quando a albufeira desce mais de 10 metros é possí­vel prosseguir o traçado da Geira até à milha XXX, conforme tivemos oportunidade de fazer em 1992. Devido à circunstância do caminho ficar numa zona de oscilação da albufeira, são visí­veis as consequências nefastas do empreendimento hidroeléctrico. Entre a Bouça do Gavião e o ponto em que a estrada romana é cortada pela albufeira, a via desce suavemente, entre um magní­fico bosque de carvalhos, azevinhos e medronheiros, conservando-se vários trechos de calçada, nos pontos em que o declive é mais acentuado. source: http://viasromanas.pt/geira/milha_XXIX.htm

3 comentários

  • Foto de Luís 1976

    Luís 1976 28/dez/2018

    Será possível saber o tempo que demorou a fazer este percurso. Obrigado

  • Foto de Nuno Gandra

    Nuno Gandra 28/dez/2018

    Demorei cerca de 8h. Este tempo inclui algumas paragens, nomeadamente nas margens do Rio Homem e no alto da serra.

  • Foto de eusonkike

    eusonkike 29/mar/2019

    I have followed this trail  verificado  View more

    Moi boa ruta , obrigado por compartir

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