Horas  3 dias 7 minutos

Coordenadas 9187

Uploaded 7 de Março de 2019

Recorded Março 2019

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1.439 m
608 m
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18
36
72,66 km

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próximo a Riacho Fundo, Minas Gerais (Brazil)

LEIA A DESCRIÇÃO PARA MAIORES DETALHES.

Trajeto realizado em 4 dias, totalmente a pé, iniciando e finalizando no vilarejo de Lapinha da Serra. Contempla visita ao Rio das Pedras, ao topo e interior do Cânion Peixe Tolo, à Cachoeira Rabo de Cavalo, Cachoeira do Altar e Rio Parauninha.

COMO CHEGAR:
Lapinha da Serra é um povoado pertencente a Santana do Riacho e dista 13km da sede. Em relação a Belo Horizonte, a distância é de aproximadamente 135km. O acesso principal desde a capital é via rodovia MG-010 até a Serra do Cipó. Após cruzar a ponte sobre o rio Cipó, é preciso entrar à esquerda na primeira rotatória, sentido Santana do Riacho. Os 13km finais é por estrada de terra em condições medianas, normalmente com muitas costelas de vaca. O traçado possui fortes aclives e declives, além de ser sinuosos e estreito em alguns pontos. É preciso ter atenção.

De ônibus, a empresa Saritur faz o trecho BH x Santana do Riacho com ônibus diários. Para o deslocamento até o povoado é preciso contratar algum serviço, conseguir alguma carona ou ir a pé, já que não há transporte regular para a região.

A TRILHA:

Dia 1: Lapinha x Afluente Rio das Pedras

Saída da Lapinha pela estrada que segue pra Santana do Riacho, mas ao invés de fazer o "cotovelo" basta seguir direto, no rumo norte, por uma estradinha vicinal. A caminhada segue em nível até o "Pé de Manga", onde em feriados rola um controle de entrada. Basta avisar que está indo de travessia e não terá problema aqui. O Pé de Manga é o ponto mais avançado de desembarque para quem está de carro ou van. De moto ou veículo 4x4 é possível subir até a porteira da RPPN, que está a pouco mais de 1.500 metros acima.

Depois do controle a estradinha segue em nível, mas em piores condições. Mais a frente tem início uma subida moderada, com muito cascalho e margeando um voçoroca. Rapidamente chega-se à porteira que dá acesso à RPPN. Após entrar na propriedade que dá acesso à cachoeira Bicame, sigo pela estradinha precária, em ligeiro aclive. Em alguns pontos existem pequenos atalhos, que evitam algumas barrigas que a estrada faz, além de um aclive mais acentuado.

Passo direto pelo ponto de apoio e ignoro a trilha de acesso à Bicame, pelo avançar do horário, e como era feriado, a lotação máxima já havia sido atingida (30 pessoas por dia). A caminhada segue pela estradinha Transamante, agora por um aclive mais acentuado até alcançar o ponto culminante do 1º dia de caminhada.

Depois de passar pelo topo do morro, tem início uma forte descida com muitas pedras soltas, o que demanda atenção com joelhos e tornozelos. Ao final da descida passo pela ponte molhada do Rio das Pedras, local interessante para banho. Depois da ponte molhada a caminhada segue em relevo mais suave, alternando trechos de estradinha e atalhos por trilhas discretas. São mais 3k até o local indicado para camping, que é o 2º afluente do Rio das Pedras.

Neste camping há água perene, onde também é possível tomar banho, além de uma área mais plana e com vegetação rasteira, tanto antes como depois do riacho, onde é possível montar as barracas com tranquilidade.

Neste dia caminhei 17.2k.

2º dia: Afluente Rio das Pedras x Cânion Peixe Tolo

A caminhada segue acompanhando a estradinha Transamante, mas ao sair do camping decido seguir por uma trilhas à esquerda, economizando uns 800 metros de caminhada pela estradinha. No alto do morro atravesso uma cerca (antiga cerca elétrica) e continuo pela estradinha. É um aclive constante este trecho inicial, com alguns atalhos para diminuir a distância.

Depois de um atalho mais longo, por um trecho de campos, intercepto a estradinha no alto do morro, ponto culminante do segundo dia. Neste ponto é preciso cruzar a estradinha e seguir por umas trilhas discretas à direita da Transamante. Agora a caminhada segue em ligeiro declive e passa por um pequeno afluente do Rio das Pedras, onde pode haver água corrente, embora exista muito gado na região.

Após o riachinho sigo em ligeiro aclive e logo intercepto uma outra estradinha. Neste ponto resolvo fazer um desvio para passar pelo alto do Peixe Tolo, ao invés de seguir a trilha clássica sentido bairro de Candeias. Tomo à direita na estradinha e sigo por ela até próximo ao topo do cânion. Neste ponto é preciso atravessar uma cerca nova do PE Serra do Intendente, após cruzá-la a caminhada segue por uma trilha bem discreta entre afloramentos rochosos.

No trecho pelo alto do cânion Peixe Tolo predominam os declives acentuados e neste início não é diferente. A trilha é bem discreta então a navegação exige algum cuidado. Logo chega-se a um ponto com uma belíssima visão desde o "fundo" do cânion. Adiante a trilha segue entre campos de altitude e manchas de cerrado, até chegar em um trecho mais confuso próximo ao encontro do ribeirão Peixe Tolo com outro menor. Neste trecho a trilha fica bem discreta e suja, mas é relativamente fácil chegar ao ribeirão e sair do outro lado.

Depois do ribeirão a trilha alterna um trecho consolidado com outros de trilha discreta e rapidamente começa a descida da serra. A descida é bem acentuada e seu início tem muito cascalho. A trilha é discreta por todo trecho, ainda mais dentro da matinha, o que pode confundir em alguns pontos. Depois da matinha a trilha sai novamente em campos e acaba de descer em um zigue-zague até o Rancho Peixe Tolo, onde pedi gentilmente para passar ao lado da propriedade.

Por uma trilha suja sigo para o sul, indo em direção ao cânion. Depois de cruzar um córrego atravesso uma tronqueira e sigo por algumas centenas de metros em uma trilha quase inexistente, até interceptar a estradinha que dá acesso ao cânion.

Após cruzar o afluente do Ribeirão Peixe Tolo tem início o trecho de trilha até a cachoeira da Bocaina (ou Peixe Tolo). São 2.3k rio acima, sendo que a primeira parte é por uma trilha bem consolidada em meio ao capão de mata. Mais a frente a trilha desemboca no leito do Ribeirão Peixe Tolo e há um trecho de 500 metros de pula-pedra, sem trilha. No encontro dos ribeirões a trilha volta a existir à direita, próximo a uma grande rocha. Essa trilha segue discreta por quase 200 metros até o poço da cachoeira.

O poço é ótimo para banho, embora seja um local de iluminação difícil. No retorno montei acampamento próximo ao afluente do Ribeirão Peixe Tolo, local onde a trilha tem início.

Neste dia caminhei 19.6k.

3º dia: Cânion Peixe Tolo x Rancho Abandonado

A caminhada tem início tomando o caminho de volta do Cânion Peixe Tolo, seguindo pela estradinha que leva ao distrito de Itacolomi. Depois de uma subida inicial, a caminhada segue em ligeiro declive, até cruzar o Ribeirão Peixe Tolo, nas proximidades de um bar/restaurante.

Logo após o bar é preciso se atentar para deixar a estradinha e tomar uma trilha à direita. Esta trilha é um atalho para a Cachoeira Rabo de Cavalo, atenção com algumas bifurcações. Depois de passar a frente de uma casinha, intercepto a estradinha e sigo por ela, no acesso tradicional à Cachoeira Rabo de Cavalo. Após cruzar o Córrego Teodoro pela primeira vez, há um pequeno posto do IEF, onde é feito o controle de entrada. Adiante é preciso descruzar o córrego e a trilha segue bem demarcada e cuidada até a cachoeira.

Interessante chegar cedo ao local, principalmente em feriados, já que é bastante visitado em feriados. A cachoeira é muito bonita e o poço ótimo para banho.

Saindo da cachoeira, o caminho é o mesmo até o ponto de apoio onde os carros ficam estacionados. Aqui é preciso tomar a estradinha, como se estivesse voltando, para então contornar a cerca até interceptar uma outra estradinha discreta. Essa estradinha segue em constante aclive, levando a um patamar superior da Serra do Intendente.

Já próximo do fim da subida a estradinha vira uma trilha íngreme, que logo se embrenha em uma mata. Depois de passar pelo ponto mais alto, a trilha segue em ligeiro declive até ser possível avistar a Cachoeira do Altar. Após o mirante da cachoeira há uma guinada para a direita e uma descida bem íngreme até o leito do Córrego Teodoro.

A cachoeira, embora pequena, tem um poço bem agradável para banho.

Saindo da cachoeira, há uma trilha discreta à direita (de costas para a cachoeira), que sobe pela vegetação de campos rupestres. A trilha está suja neste trecho, me aproximo de um rancho, onde coleto água de uma drenagem. Avanço pela vegetação rasteira até interceptar uma trilha consolidada, que passo a seguir. Adiante essa trilha embrenha numa mata e após retornar aos campos, tem início uma longa subida pela Serra do Intendente.

Boa parte da subida é bem acentuada, a trilha está bem consolidada em grande parte do trecho, porém há passagens discretas onde a trilha parece desaparecer, principalmente já próximo ao topo da serra. Já no final da subida é possível avistar o rancho onde o pernoite é recomendado. O local tem água próximo e a casa pode servir de abrigo.

Neste dia caminei 19.4k.

4º dia: Rancho abandonado x Lapinha

Saindo do rancho, a caminhada segue pela estradinha no rumo sul, com alguns atalhos por trilhas. Depois de 5k é preciso deixar a estradinha para tomar uma trilha à direita, o antigo trajeto da travessia Lapinha x Tabuleiro. A trilha desce um patamar da serra e atravessa trechos de campos, onde há uma fonte de água perene.

Depois de uma leve subida na saída da Fazenda Gadalufe, a trilha segue em ligeiro declive até o Rio Parauninha. Após o rio o relevo permanece suave, mas predominam os aclives até se iniciar a descida para a Lapinha. Neste trecho é preciso cruzar alguns afluentes do Rio Parauninha e Córrego Mata-Capim.

A descida para Lapinha apresenta alguns trechos bem acentuados, com pedras soltas, pequenos degraus e trechos sobre lajes. Após a descida a caminhada segue por terreno estável, margeando a Lagoa da Lapinha até chegar ao centro do vilarejo.

Neste dia caminhei 17.6k.

OBSERVAÇÕES:

- Trilha de dificuldade moderada, com subidas e descidas acentuadas, pequenos trechos com trilhas sujas e travessias de rios. O maior desafio é físico, com a grande distância total e um alto ganho de elevação para os padrões do Espinhaço. Recomendada para pessoas com experiência em trilhas longas e no transporte de cargueiras.

- Esta travessia não carece de autorização específica, embora cruze áreas do Parque Estadual da Serra do Intendente e RPPN Brumas do Espinhaço e Ermo dos Gerais.

- Você passará por uma unidade de conservação estadual e reservas particulares. NÃO FAÇA FOGO, LEVE SEU LIXO DE VOLTA e FECHE AS CANCELAS/TRONQUEIRAS QUE PASSAR. Seja gentil com os moradores locais e peça licença para atravessar as propriedades.

- Há boa distribuição de água pelo caminho, não sendo necessário carregar mais de 2L por pessoa. Porém é preciso se atentar nos períodos de seca e em alguns trechos em que a disponibilidade de água é menor.

- Sinal de telefone (VIVO) na borda leste da serra (2º e 3º dias).

- As rotas de fuga compreendem abortar a travessia no 2º e 3º dia, saindo para a região de Conceição do Mato Dentro (distritos e localidades rurais, como Itacolomi, Candeias e Tabuleiro). No 1º dia e manhã do 2º, o ideal é retornar para a Lapinha em caso de necessidade.

- Não há qualquer tipo de infraestrutura nos locais demarcados como camping, a exceção do rancho abandonado que oferece somente um teto para dormir. No 3º dia de caminhada (pela manhã) há alguns pontos de apoio, no acesso ao Peixe Tolo e à Rabo de Cavalo, onde é possível comer e beber algo diferente.

- Pouquíssimos trechos sombreados ao longo da rota, protetor solar e chapéu são ítens essenciais.
Lapinha da Serra

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