Horas  2 horas 32 minutos

Coordenadas 934

Uploaded 16 de Abril de 2018

Recorded Abril 2018

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1.936 m
1.182 m
0
2,8
5,6
11,28 km

Visualizado 297 vezes, baixado 35 vezes

próximo a Palmeira, Bahia (Brazil)

POR FAVOR, LEIA A DESCRIÇÃO

Tracklog do trajeto desde o povoado de Fazendola até o cume do Pico do Itobira, considerado o segundo maior da região Nordeste.

COMO CHEGAR:
O Pico do Itobira é a elevação mais proeminente da Serra das Mesas, no município de Rio de Contas, próximo à divisa com o município de Abaíra. Existem duas trilhas de acesso, uma por Abaíra e outra por Rio de Contas, sendo esta a mais recomendada pela facilidade de acesso.

Para chegar ao ponto inicial utilize a ferramenta "Get driving direction to this location", na coluna à direita do Wikiloc. Para quem utiliza GPS, a base de dados para Garmin do projeto Tracksource (http://www.tracksource.org.br/desenv/tabela_mapsets.php) possui mapeamento até a comunidade de Fazendola, sendo necessária apenas "calcular a rota" até o ponto inicial do tracklog.

No centro de Rio de Contas, siga para o Açude Brumado, passando pela barragem. Na primeira bifurcação, siga à direita, sentido Ponte do Coronel. Após a Ponte, siga pela principal, sentido Fazendola e Pico do Itobira. Existem algumas bifurcações no caminho, mas a estrada possui sinalização decente até o povoado de Fazendola. São cerca de 23km desde o centro de Rio de Contas.

Chegando à comunidade de Fazendola, siga o tracklog.

A TRILHA:
Saindo da Fazendola são 7.4km até o início do trecho de trilha. Boa parte desse trajeto está em condições medianas, podendo ser percorrido por qualquer tipo de veículo. Para quem está de carro de passeio, recomendo seguir até o ponto "última casa" (6km), passando pela tronqueira e estacionando logo em seguida. De veículo 4x4 é possível seguir mais, podendo chegar até o início da trilha, dependendo das condições da estradinha. De moto é possível chegar no ponto inicial da trilha com tranquilidade.

A trilha começa em ligeiro declive, em um terreno irregular até o Riacho do Gê, onde é preciso atravessar. Na chegada ao leito do riacho a trilha fica um pouco confusa, mas a há dificuldades em encontrá-la do outro lado. Logo adiante há um pequeno descampado que pode ser utilizado como área de acampamento.

Por uma trilha suja a caminhada vai ganhando elevação, sempre acompanhando o leito do Riacho do Gê. Após a passagem por uma tronqueira, a caminhada passa a ser, predominantemente, por campos rupestres.

Com 1.4km de caminhada o Itobira já marca presença no horizonte. Após a passagem pelo segundo muro de pedras, aparecem algumas bifurcações no caminho, sendo necessário se atentar ao trajeto. Como é uma região de pastagem de animais, diversas trilhas costumam se formar, nem sempre levando para o local pretendido.

Com 2.5km a trilha se embrenha num capão de mata e, logo em seguida, cruza o riacho. A caminhada segue em ligeiro aclive acompanhando o capão de mata por uma área de campos de altitude. Em épocas chuvosas, essa área fica bem úmida e em alguns pontos a água corre pela trilha.

O relevo vai se estabilizando e os campos de altitude dão lugar a pequenos arbustos e a uma mata repleta de samambaias. É preciso ficar atento com a guinada para oeste que a trilha dá na base do pico, pois há um trilho batido que permanece no rumo norte. Depois de cruzar o trecho de samambaias, em aclive, a trilha desemboca em campos rupestres, onde tem início a parte mais pesada do ataque ao cume. Em alguns pontos é necessário o auxílio dos braços para subir os pequenos degraus da subida, principalmente se estiver de cargueira.

Desde a base do ataque, que é o ponto em que a trilha dá uma guinada para o norte, até o cume, são mais de 200 metros de desnível positivo (ganho de elevação). Com cargueira, gastei pouco menos de 30 minutos para chegar ao fim da subida pesada. Do alto da serra ainda é preciso caminhar um pouco para o norte, para alcançar o cume do Itobira.

Logo na chegada ao topo da serra, há uma pequena área de camping, com espaço para duas ou três barracas pequenas. Há um pequeno muro de pedras em forma de U que protege UM POUCO da ventania.

Como o tempo logo fechou após alcançar o cume, não deu pra avaliar bem o visual do pico, mas deu pra perceber que tem vistas para Rio de Contas, Pico das Almas e do Barbado.

OBSERVAÇÕES:
> Trilha de nível técnico moderado, podendo ser difícil para iniciantes. Envolve caminhada por terrenos irregulares, pequenas escalaminhadas e exposição à altura;

> O Pico do Itobira não está inserido em nenhum tipo de unidade de conservação, entretanto seu acesso continua livre e gratuito;

> Boa disponibilidade de água pelo caminho, já que boa parte da trilha acompanha o Riacho do Gê e seus afluentes. O último ponto de água é logo após cruzar o riacho pela segunda vez, a cerca de 1.4km do cume;

> Não há qualquer tipo de infraestrutura nas proximidades, leve água (cantil) e lanche apropriado;

> No cume há sinal de telefone celular;

> Não vejo nenhum problema em deixar o veículo estacionado para pernoite ou mesmo para um bate-volta. Qualquer dúvida pode conversar com os moradores locais;

> A subida, com cargueira, levou 2 horas. Na descida foram 1h30.

> O Pico do Itobira carece de uma medição oficial. Enquanto algumas fontes na internet dizem que o cume possui 1.970m de elevação, a medição do meu GPS não superou os 1.936m, colocando-o abaixo dos 1.948m que marquei no Pico das Almas (considerado o terceiro maior da Bahia/Nordeste).

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