Horas  2 horas 51 minutos

Coordenadas 991

Uploaded 26 de Março de 2018

Recorded Março 2018

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550 m
303 m
0
3,6
7,2
14,43 km

Visualizado 437 vezes, baixado 34 vezes

próximo a Encruzilhada, Bahia (Brazil)

Trajeto desde o assentamento Rosely Nunes até a Cachoeira Invernada, que pertence ao município de Andaraí.

COMO CHEGAR:
O assentamento Rosely Nunes fica na margem da estrada BA-245, a cerca de de 9km do entroncamento com a rodovia BA-142.

Saindo de Andaraí, siga sentido Mucugê por 22km, entrando na estrada de terra para Itaetê após o assentamento do Mocambo. Saindo de Mucugê, siga para Andaraí por aproximadamente 27km, entrando à direita na estrada de acesso à Itaetê. O assentamento Rosely Nunes é o primeiro da estrada de terra BA-245, para quem sai do entroncamento com a rodovia BA-142. O trecho de terra entre o trevo e o assentamento está em boas condições.

Saindo de Itaetê, pegue a estrada BA-245 sentido Andaraí/Mucugê por 27km até o assentamento Rosely Nunes. O assentamento é o segundo à esquerda após a ponte sobre o Rio Una. O acesso é todo por terra, que está em condições precárias nas proximidades da ponte sobre o Rio Una e Lapa do Bode.

A TRILHA:
No Rosely Nunes, siga direto pela rua do ginásio coberto, atravessando o assentamento. A estrada de terra a partir daqui está em condições medianas, NÃO sendo recomendado o trânsito de veículos baixos (tipo sedans e carros com pegada mais esportiva). Siga pela estradinha principal, mantendo à direita numa primeira bifurcação, a 2km do assentamento.

4km após o assentamento, a estradinha fará uma curva para esquerda, rumando agora no sentido sul-sudeste, siga em linha reta por mais 4.3km e chegará ao início da trilha. Ainda na estradinha, há uma pequena subida cascalhada, mas com muito capim crescendo entre os trilhos dos pneus. Para quem vai com carro de passeio, pode ser que não seja possível ultrapassar este ponto. Veículos 4X4 e motos chegam ao ponto inicial sem qualquer dificuldade.

A trilha tem início próximo a duas tronqueiras, onde há um barracão de pau a pique no meio do lote. No local há uma estradinha perpendicular que pode servir como estacionamento para veículos.

Depois de passar por duas tronqueiras (pode ser que seja mais fácil passar entre a cerca), seguimos descendo por uma trilha/estradinha sentido sudoeste. Note que o rumo é sempre este, há canos enterrados e a trilha segue acompanhando estes canos até visualizar a cachoeira.

Logo após as duas tronqueiras, ainda no começo da trilha, atente-se para o caminho mais discreto que segue à esquerda, em detrimento de uma trilha/estradinha precária que segue à direita. Adiante há uma outra bifurcação, mas deste vez nos mantemos à direita, no caminho mais batido.

Em uma encruzilhada seguimos direto e descemos até o fundo do vale, onde atravessamos um dos afluentes do Rio da Invernada. Como choveu bastante nos dias anteriores, o riacho estava com bom volume e água barrento, ainda assim passamos sem tirar as botas, saltando entre as pedras.

Após o riacho começo uma longa e cansativa subida, são 2.7km daqui até a cachoeira, quase sempre subindo. O lado positivo é que a trilha é sombreada em alguns trechos. Adiante há um riachinho onde recomendo como ponto de coleta de água, pode ser que em períodos de estiagem ele seque completamente.

São aproximadamente 230 metros de desnível positivo (ganho de elevação) entre o fundo do vale e o topo que precede a chegada à cachoeira.
Após avistar a cachoeira, atente-se para o ponto em que é preciso se afastar do cano e pegar uma trilha discreta de acesso ao poço.

Como havia chovido bastante nos dias anteriores, a cachoeira estava com um vazão impressionante, e seu poço estava, certamente, com pelo menos 1 metro acima do nível normal. Desta forma o poço era enorme, mas devido à peculiaridade do dia não foi possível aproveitar tanto o banho e a queda d’água.

OBSERVAÇÕES:
> Trilha de nível técnico moderado, com pisos irregulares e subidas e descidas acentuadas. Já do ponto de vista físico, é uma trilha exigente, em virtude da longa subida de acesso à cachoeira. A volta é mais tranquila, pois a subida do outro lado do vale é mais suave.

> A cachoeira da Invernada NÃO está inserida no Parque Nacional da Chapada Diamantina, ainda assim seu acesso é livre e gratuito. Recentemente foi criado um Parque Municipal das Cachoeiras em Andaraí, e a Invernada está inserida neste parque.

> Como a vegetação está bem rente em alguns pontos, recomendo fortemente o uso de roupas compridas (calça e camisa de manga longa ou manguitos), protegendo braços e pernas. É comum na região um arbusto chamado de unha de gato, então dá pra ter uma noção do que se trata.

> Boa parte da trilha é sombreada, ainda assim é extremamente recomendado o uso de protetor solar e chapéu. O sol é forte no sertão!

> Atenção com os canos! Eles abastecem o assentamento de Rosely Nunes.

> Não me atentei quanto ao sinal de telefone móvel na região, mas acredito fortemente que não funciona.

> Não há qualquer tipo de infraestrutura nos arredores, vá preparado, leve água e lanche para trilha.

> A cachoeira ainda é pouco visitada e alguns guias da região ainda não a conhecem. Portanto, se tiver a pretensão de contratar algum guia, verifique se ele realmente conhece o caminho. Ademais, indico dois guias locais: André “Badega” em Andaraí e Orlando Bernardino em Itaetê (povoado de Baixão).

> No caso de cabeça d’água (tromba d’água) não é uma trilha que oferece perigo, a não ser pela travessia do primeiro córrego, no fundo do vale. Porém é um córrego raso, mesmo com boa quantidade de água (o caso de quando atravessamos).

> Siga os canos!

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Itaetê
Tronqueiras à direita
Trilha dos canos

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