Dificuldade técnica   Fácil

Coordenadas 2516

Uploaded 24 de Setembro de 2017

Recorded Setembro 2017

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482 m
226 m
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4,2
8,4
16,84 km

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próximo a Oldrões, Porto (Portugal)

Esta caminhada, tomando como ponto de partida o parque de estacionamento do Centro de Interpretação, passa pelo Castro e faz uma incursão pela área vizinha. Trata-se de um percurso simples de percorrer e que não apresenta pontos de grande dificuldade com excepção da descida do Penedo Impossível, o qual pode ser contornado.

O Castro de Monte Mozinho, nas freguesias de Oldrões e Galegos, concelho de Penafiel, é um povoado fortificado de altura que ocupa um cabeço destacado da serra, com 408 m de altitude. Desfrutando de amplos horizontes, que se estendem a Leste até a Serra do Marão e a Sul atingem o Montemuro, debruça-se sobre a depressão onde corre o rio Cavalum / ribeira da Camba, caminho natural
que une o Norte do concelho ao rio Douro, modernamente percorrido pela estrada Penafiel - Entre-os-Rios.

Povoado castrejo de época romana, fundado no século I d.C. mas com uma ampla cronologia de ocupação, que chega mesmo a atingir o século V, é fortificado com duas linhas de muralhas. O castro possui uma extensa área habitada, com cerca de 22 hectares, e apresenta diversas reformulações urbanísticas, sendo possível observar vários tipos de construção, desde núcleos de casas-pátio de tradição castreja, com compartimentos circulares e vestíbulo, às complexas habitações romanas de planta quadrada ou retangular.

Na parte superior do castro destaca-se a muralha do século I, cuja entrada era flanqueada por dois torreões onde se encontravam duas estátuas de guerreiros galaicos, atualmente no Museu Municipal. O topo do castro é coroado pela acrópole, delimitada por um espesso muro e estéril em construções interiores. Aí se desenrolariam atividades várias, como jogos, assembleias, mercado, etc.

As escavações no castro de Monte Mozinho tiveram início em 1943, retomadas em 1974, e desde então não mais pararam, podendo o espólio ser visto no Museu Municipal de Penafiel. Inaugurado em 2004, o Centro Interpretativo do Castro de Monte Mozinho constitui um núcleo museológico do Museu Municipal.
  • Foto de Centro de Interpretação
  • Foto de Castro de Mozinho
  • Foto de Castro de Mozinho
  • Foto de Castro de Mozinho
  • Foto de Castro de Mozinho
  • Foto de Castro de Mozinho
  • Foto de Castro de Mozinho
Os vestígios desta povoação são particularmente curiosos. Uma vista aérea poderá levar os mais imaginativos aficionados da ficção científica a identificar o desenho de uma nave espacial – houve que dissesse que parecia o Millenium Falcon da saga Star Wars. Mas o sítio é especialmente curioso por ser um castro construído por romanos. Os castros eram as povoações fortificadas de origem antiga, reconhecíveis nos povoados celtiberos da península, associados à Idade do Ferro. Constituíam-se em locais elevados, aglomerando casas de planta circular e telhados de colmo, defendidas por muralhas simples. Ou seja, com a romanização este tipo de ocupação foi sendo abandonada e a população indígena começou a adotar o modelo urbano romano, de planeamento em malha quadrangular, a ortogonalidade do cardo-decumanos, centralidade do fórum, praças e outros edifícios públicos. Importantes foram também as vilas - edificações centralizadoras que organizavam latifúndios e áreas de exploração do território rural, semelhantes a quintas de grandes dimensão e que poderiam ser imensamente ricas e autossuficientes. Mas o Castro de Montezinho foi construído pelos romanos no século I. d.C., sendo ocupado até ao século V da nossa era. Não se trata da romanização de uma povoação mais antiga. Tudo indica, tal como salienta o documentário, que os romanos terão adotado este design de castro para atrair para aquele novo povoado a mão-de-obra indígena, pois pretendiam explorar o território da envolvente, rico em minérios. Não sendo de descurar o valor estratégico de domínio do território. Assim, este castro é urbanisticamente híbrido. É singular, para além de proporcionar uma experiencia de visita única pela riqueza dos achados arqueológicos e vestígios dos edifícios descobertos e expostos para contemplação. Tudo indica que se trata de mais uma manifestação do génio de gestão e organização territorial dos romanos, sempre capazes de se adaptarem à geografia física e humana dos territórios que dominaram, tentando tirar deles o melhor partido.
  • Foto de Penedo de Lagides
  • Foto de Penedo de Lagides
  • Foto de Penedo de Lagides
  • Foto de Penedo de Lagides
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Também conhecido por penedo impossível, trata-se duma rocha cuja superfície, particularmente inclinada, é usada por adeptos de desportos motorizados mas não só.
  • Foto de Cruzeiro
  • Foto de Cruzeiro
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  • Foto de Calçada do gigante
  • Foto de Calçada do gigante
  • Foto de Calçada do gigante
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  • Foto de Calçada do gigante
  • Foto de Rocha
  • Foto de Rocha
  • Foto de Rocha
  • Foto de Rocha
  • Foto de Rocha
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Bom local para um primeiro descanso e apreciar as vistas.
  • Foto de Mira leste
  • Foto de Mira leste
  • Foto de Mira leste
  • Foto de Mira leste
  • Foto de Mira leste
  • Foto de Mira leste
Um dos aglomerados rochosos que ao longo dos anos tem servido de marcador natural da serra.
  • Foto de Vértice Geodésico - Mouzinho (492m)
  • Foto de Vértice Geodésico - Mouzinho (492m)
  • Foto de Vértice Geodésico - Mouzinho (492m)
  • Foto de Vértice Geodésico - Mouzinho (492m)
  • Foto de Vértice Geodésico - Mouzinho (492m)
O acesso faz-se por umas escadas carvadas na rocha que lhe dá suporte.
  • Foto de Esplanada do Castelo
  • Foto de Esplanada do Castelo
  • Foto de Esplanada do Castelo
Que se saiba, não há por aqui nenhum castelo.
  • Foto de Represa
  • Foto de Represa
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Construção fundamental que visa aproveitar a água de pequenos regatos e nascentes para irrigar os campos. Parte do percurso a partir daqui faz-se seguindo o "rego de água".
  • Foto de Museu da Broa - Moinhos
  • Foto de Museu da Broa - Moinhos
  • Foto de Museu da Broa - Moinhos
  • Foto de Museu da Broa - Moinhos
  • Foto de Museu da Broa - Moinhos
  • Foto de Museu da Broa - Moinhos
Na Capela, freguesia do concelho de Penafiel, inserido numa paisagem rural deslumbrante, encontramos o Museu da Broa. Composto por seis moinhos recuperados e funcionais, o visitante é transportado até ao tempo em que estes constituíam um importante fator de sobrevivência. As mós trabalhavam noite e dia sem parar, produzindo a farinha que dava o sustento aos nossos antepassados: a broa. Em contacto puro com a natureza, enquanto aprecia o verde da paisagem, o património recuperado, a melodia da água por entre as pedras, o visitante poderá observar o Ciclo Tradicional da Broa em dez painéis, distribuídos pelos moinhos. Neles estão representadas as etapas que trazem a broa à nossa mesa: o trabalho árduo no campo, a alegria na eira, o movimento da moagem, a recompensa pelo esforço de preparação da fornada de broa. Os moinhos voltam a ganhar vida e o percurso deste ciclo traz-nos lembranças de um tempo que vale a pena (re)viver. O Museu da Broa constitui um espaço cultural, pedagógico, patrimonial e de lazer preservado para memória da nossa história coletiva.
  • Foto de Panorama
  • Foto de Panorama
  • Foto de Panorama
  • Foto de Panorama
  • Foto de Panorama
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  • Foto de Caminho da Cidade Morta
  • Foto de Caminho da Cidade Morta
  • Foto de Caminho da Cidade Morta
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Nome oficial deste caminho de terra.

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