Horas  3 horas 22 minutos

Coordenadas 3374

Uploaded 6 de Abril de 2014

Recorded Abril 2014

  • Rating

     
  • Information

     
  • Easy to follow

     
  • Scenery

     
-
-
386 m
201 m
0
2,7
5,4
10,84 km

Visualizado 1362 vezes, baixado 4 vezes

próximo a Santar, Viseu (Portugal)

Mais um domingo de caminhada, felizmente novamente com bom tempo e uma temperatura muito agradável.
A caminhada teve início na Capela de Santa Luzia em Casal Sancho um pouco depois da 9:30. Seguimos em direção a Santar, por estrada. Aqui foi possível observar, entre outros, a Casa de Santar, a Casa do Soito, Paço dos Cunhas. Seguimos depois pela zona da Pedreira até às Fontanheiras, com uma pequena incursão por estrada. Nas Fontanheiras fomos ao Rio Dão, com mais caudal que na semana passada, o que nos impossibilitou de irmos ao moinho e à queda de água. Ainda a cima conseguimos observar a queda de água de outro local, num ponto elevado. Noutra zona junto ao Rio fizemos um pequeno lanche e iniciámos a subida de regresso, com um pequeno desvio e paragem para contemplar a bela paisagem a meio da subida. Seguimos depois por caminhos agrícolas e regressámos a Casal Sancho pelo bairro do Outeiro, passando pelo Pelourinho e pela Fonte de Santo António e chegando finalmente ao fim no ponto em que se começou a caminhada.
A caminhada fez-se a um ritmo tranquilo e com diversas paragens, por causa das fotos e do pequeno lanche, o que suavizou um pouco a dificuldade da mesma. Feita em ritmo mais elevado, tem zonas puxadas, mesmo para quem está mais habituado a estas andanças.

É um percurso circular, não oficial.
Desníveis: acentuados, quer em descida, quer em subida
Limpeza do trilho: boa, com exceção de um ou outro local
Pontos de água: Não faltam

Clicar nas bandeirinhas para ter mais informações sobre cada um dos locais.

http://issuu.com/joaopereira3/docs/caminhadas2014
LAP001
Esta Igreja, datada do século XVII, tem uma fachada com uma porta ladeada por janelas sobrepujadas por nichos encimados por frontões interrompidos com fogaréus. Sobre a porta, rematada por um frontão com as armas nacionais, existe um varandim e um vão ladeado por volutas invertidas. Calvário: antigo cemitério, agora jardim, do século XVI Casa de Santar Foi conhecida como Quinta do Casal Bom, residência que Dom Sancho II elevou a senhorio e coutou, oferecida a um dos seus homens distinguidos na guerra. Hoje é conhecida com Casa de Santar, pertença desde 13 gerações. Ornada de belos jardins, apresenta-se sobre uma sequência de buxos que termina num lago do século XVIII.
Em frente à casa, o "Chafariz da Carranca" impõe-se como Brasão de Armas da Casa. Visitar esta casa é viajar no tempo, através dos jardins e de todas as particularidades da estrutura. Fonte em granito em excelente estado de conservação e com água potável corrente. A bica é envolvida por representação de uma cara de feições sobrecarregadas. Ao centro da fonte existe um brasão da Casa de Santar e no topo vários elementos ornamentais de estilo romântico. A fonte encontra-se à face da estrada.
Casa do Soito: A Casa do Soito compreende o palacete dos Coelhos do Amaral de Santar, datado do Séc. XVIII, com uma grande quinta anexa, na qual estão actualmente integradas as ruínas e a cerca do Paço dos Cunhas. Este palacete tem uma entrada muito bela, pois é constituída por uma escadaria, rodeada por belos jardim( onde se encontram algumas árvores com cerca de três séculos), ladeados de buxos, por uma extensa e bem tratada Quinta (essencialmente composta por vinhas, mas também por carreiras ladeadas de arbustos caprichosamente podados, hortas e pomares). A casa contêm um valioso recheio de muitas e ricas peças antigas, vindas dos mais variados locais do mundo, que se encontram distribuídas por várias salas, quartos e salões. Estas peças foram cuidadosa e pacientemente coleccionadas pelo seu proprietário, através de compra e de ofertas de familiares e amigos . Possui também um grande valor em mobiliário, pelo facto de ser muito antigo e também pela forma como é magnificamente trabalhado. Do espólio da Casa do Soito fazem também parte uma grande quantidade de louças, algumas delas por exemplo da dinastia Ming, pratas e uma grande diversidade de quadros pintados a óleo. Possui também um grande número de peças em marfim, cobre, para além de muitos e importantíssimos pergaminhos, gravuras antigas, vidros, cristais, estanhos e metais. Apesar do valor de todos estes bens, pensamos que o salão das armas e armaduras, é o mais apreciado por todos os visitantes, o que é compreensível pois é um salão que possui uma beleza incrível, deixando qualquer pessoa abismada. Estas armas são de várias épocas, e eram tanto dos militares mais importantes quer daqueles que eram hierarquicamente inferiores( por ex. a armadura do general era de aço, e a do soldado era de ferro, sendo esta muito mais pesada). Logo ao lado surge um enorme salão de baile com um piano muito antigo e de grande valor, existem também baús, mesas, contadores (mobiliário que servia para guardar documentos), credências, armários, cómodas, camas, etc., de várias épocas e estilos e também uma grande e valiosa biblioteca. De referir também que todas estas salas têm o tecto decorado por minuciosos trabalhos à mão ( ex. brasão da família). “No frontão do palacete, na fachada principal, ostenta-se pedra d’ armas dos Coelhos do Amaral, que passamos a descrever: escudo partido 1 – Coelho - Leão com 1 coelho nas garras; bordadura carregada de 7 coelhos; 2 - Amaral – 6 crescentes, invertidos. Encimado por elmo com 3 grades. Timbre – O leão do escudo com um coelho nas garras. Sem indicação de metais.”
Do Paço dos Cunhas, datado do século XVII, apenas restam algumas pequenas partes. Esta construção pioneira influenciou decisivamente os solares barrocos portugueses setecentistas. A Casa do Soito, elegante palacete datado do século XVIII, foi baseada no modelo do Paço dos Cunhas, com uma frontaria preenchida por vãos moldurados com elementos curvilíneos e cornija arqueada ao centro. Destaque para o jardim, com estátuas, canteiros, balaustradas e bancos revestidos de azulejos barrocos. O antigo Paço dos Cunhas de Santar foi mandado construir por D. Pedro da Cunha. Após o fim da guerra entre Portugal e Espanha, o Paço das Cunhas foi comprado por Dr. José Caetano Amaral dos Reis, à Junta dos Três Estados. Após a morte do Dr. José Caetano Amaral dos Reis, coube a herança destes bens ao filho Francisco Coelho do Amaral Reis, visconde de Pedralva. Mais tarde vendeu a sua parte ao seu irmão Dr. Manuel Reis, que juntaria os bens do Paço das Cunhas aos da Casa do Soito. O Paço dos Cunhas era de grandes proporções. Uma vasta construção, de estilo da renascença italiana, datado de 1609, como consta da inscrição que fica sobre a verga do portão da entrada principal. Esta inscrição em pedra que mede cerca de 2,10 metro de comprimento e cerca de 30 cm de altura, diz: “DOM PEDRº DA CVNHA MANDOV. FAZER ESTA OBRA. O ANNO: D:1609.” Foi também nesta altura apeada a pedra de armas com 2 brasões. Um dos brasões, o dos Cunhas, ficou na zona central, o outro ficou num plano superior a este. Pena foi que após o restabelecimento da verga no portão, a inscrição e a pedra de armas não voltassem ao seu devido lugar. O brasão da parte central, encontra-se actualmente tão gasto que apesar de se ver bem que tinha bordadura, mal se conseguem distinguir as respectivas peças heráldicas. Este brasão era de D. Pedro da Cunha. O outro brasão presente na pedra de armas pensa-se que seja o brasão de D. Elvira Coutinho de Vilhena. “O brasão dos Cunhas de oiro com nove cunhas de azul, bordadura cosida de prata carregada com cinco escudetes de azul, cada escudete carregado com cinco besantes de prata, timbre um grife saínte de oiro semeado de cunhas de azul, com azas de um no outro. Actualmente tem um restaurante integrado no solar do século XVII e XVIII, construído em 1609, rodeado de jardins encantadores que conduzem o visitante às caves que conservam os afamados vinhos desta casa e da região. Utilizando a gastronomia tradicional, convertem-se os produtos autóctones em ofertas de nouvelle cuisine, conjugadas com o nosso serviço de vinhos. É indispensável uma prova de vinhos e uma visita às lojas deste néctar.
LAP006
LAP007
LAP008
Capela nas Fontanheiras
LAP013
LAP014
O rio Dão é um rio português que nasce na freguesia de Eirado, mais propriamente na Barranha, concelho de Aguiar da Beira, Distrito da Guarda, na região dos planaltos de Trancoso-Aguiar da Beira, numa zona em que a altitude oscila entre os 714 metros e os 757 metros e que faz parte da Região do Planalto Beirão. O seu percurso é feito no sentido Nordeste-Sudoeste e, ao longo dele, para além de ter a Barragem de Fagilde no seu fio de água, atravessa ou demarca os limites dos concelhos de Aguiar da Beira, Penalva do Castelo, Mangualde, Nelas, Viseu, Carregal do Sal, Tondela e Santa Comba Dão. Desagua no Rio Mondego, em plena albufeira da Barragem da Aguieira, nos limites dos concelhos de Santa Comba Dão, Mortágua e Penacova, depois de percorrer cerca de 92 quilómetros. Os seus principais afluentes são o Rio Carapito, Ribeira de Coja, o Rio Sátão, o Rio Pavia, Ribeira das Hortas e o Rio Criz. No seu vale, zona de altitude com solo granito, situa-se a Região Demarcada do Dão, da qual se destaca a produção de excelentes vinhos de mesa.(fonte: wikipedia)
LAP016
LAP017
Este pelourinho com cerca de dois metros de altura tem alguma ornamentação em baixo relevo e ao nível dos contornos e uma base com quatro degraus.
Fonte em Casal Sancho

2 comentários

  • Foto de LUIS MAIA RODRIGUES

    LUIS MAIA RODRIGUES 10/abr/2014

    I have followed this trail  View more

    Percurso cheio de belezas naturais. Vale a pena repetir. Sugiro uma organização diferente em grupos organizados de forma a comtemplar as perspetivas de cada um. O percurso estava indicado que se faria em 2 horas e, muitos participantes demoraram 4h e 30 m.

  • Foto de baojoao(Casal Sancho Hikers)

    baojoao(Casal Sancho Hikers) 10/abr/2014

    O evento estava previsto para 3 horas, embora na realidade tenhamos demorado as 4 h 30 m, mas também porque depois da separação, não nos preocupámos mais com isso.
    Já pensei várias vezes nessa hipótese, mas o "meu colaborado" habitual tem andado meio ausente das caminhadas.
    Estou a pensar numa das noturnas de Verão fazer uma caminhada, com duas opções, uma mais curta para quem não está tão habituado e uma mais longa, na casa dos 20 km para quem quiser caminhar mais um pouco e a um ritmo mais elevado. Vamos lá ver se será possível.

You can or this trail