Tempo em movimento  6 horas 24 minutos

Horas  8 horas 21 minutos

Coordenadas 4654

Uploaded 26 de Maio de 2018

Recorded Maio 2018

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756 m
418 m
0
6,7
13
26,66 km

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próximo a Timpeira, Vila Real (Portugal)

Depois de uma noite bem dormida no quartel dos Bombeiros da Cruz Branca em Vila Real, pusémo-nos ao caminho por volta das 7:30h. A manhã enevoada convidava a andar mas o entusiasmo foi curto: ainda uma hora não havia passado e desatou a chover "que Deus a dava". Descobrimos depressa que os impermeáveis não o são como era suposto serem. Ao fim de 2 horas de ensopanso lá encontrámos um telheiro junto de uma associação onde mudámos de roupa e aguardámos que a chuva diminuísse. Como não parava de chover fizémo-nos ao caminho com coragem e determinação porque a jornada era longa. Já havíamos passado Vilarinho da Samardã, deixado para trás a casa de Camilo e o centenário eucalipto que o p.e Luís Castelo Branco plantou, já havíamos descido até ao Corgo e subido para a pista que outrora foi a linha de caminho de ferro, já tínhamos fotografado o apeadeiro da Samardã com as respectivas e tipicamente portuguesas "Retretes" quando a chuva passou e permitiu que, sob uma envergonhada réstea de sol, secássemos um pouco a 2.ª roupa do dia e comêssemos o almoço que vinha nas mochilas.
As paisagens são de sonho ao longo do vale do Corgo. Com a serra do Alvão à nossa esquerda e a serra da Falperra à direita fomos seguindo pela nova ciclovia que outrora foi uma ferrovia de paisagens de sonho - que turismo o nosso, meu Deus!
Seguindo sempre por aquela que um dia foi via férrea chegados a Tourencinho. Parámos no café central para um café e uma carimbadela na credencial. Fomos apreciar o belo fontanário em granito com painel de azulejo e a capela de São Domingos e São Sebastião, agora convertida em capela mortuária. Ainda deu para espreitar uma rua de "canastros", para nós espigueiros mas que um senhor nos disse que "são canastros, car..." (piii). Quando perguntámos como se chamava o ribeiro que havíamos cruzado um pouco antes, diz outro senhor da terra "chamam-no Rio da Pena mas ele não tem pena de ninguém. Quem lá cair tá fo..." (piiii). Para não termos que introduzir mais pis na descrição seguimos, continuando ainda pelo trilho da linha por mais alguns metros e logo sairmos seguindo por antigos caminhos rurais, entre muros antigos de granito que delimitavam campos de pasto e hortas. Passamos a Gralheira um pouco à margem. Perto gado de raça barrosã olha-nos com curiosidade. Os cornos impõem respeito mas a carne é da melhor que há. Bem falar de carne quando olhamos animais só pode ser sinal de fome. Continuam os muros, as pastagens, os animais, a serra da Falperra à nossa direita e o Corgo à nossa esquerda. No "meio do nada" surge-nos uma capelinha, há muito fechada pelo aspeto da porta, mas ninguém que nos diga que desígnio levou à sua construção e abandono. Chegamos de novo ao traçado da velha linha do Corgo um pouco à frente da estação do Zimão. Mais dia menos dia cairá e a memória ir-se-á apagando. No entanto, vai-nos restando o velho aviso "Pare, Escute e Olhe" que tem a nossa setinha amarela pintada. Acho que merecia estar imaculado e ser considerado património nacional. Continuemos então, porque a linha deu lugar, de quando em quando, a um chão zebrado de mosaicos. Vá lá o diabo saber porquê.
Seguimos com o desejo do banho quente que iríamos encontrar no Albergue de Santiago em Parada de Aguiar, onde fomos simpaticamente recebidos pelo senhor Aprígio. Excelentes instalações e equipamento. Bem hajam.
Telefonámos para o Girassol, escolhemos a ementa e vieram trazer-nos a comida ao albergue. Na verdade já comi muito melhor por menos dinheiro e não foi por nos trazerem a comida porque estivemos mais tarde com outtros peregrinos que também se queixaram do mesmo.

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