Tempo em movimento  4 horas 29 minutos

Horas  6 horas 33 minutos

Coordenadas 3033

Uploaded 8 de Junho de 2018

Recorded Maio 2018

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994 m
621 m
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4,3
8,7
17,38 km

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próximo a Bigorne, Viseu (Portugal)

Depois das peripécias do dia anterior, saímos cedo numa etapa que nos levaria a Lamego.
Subindo, seguimos em direção à Igreja de Bigorne. O orago desta igreja, sabemos é S. Sebastião, no entanto, a hora matinal não permitiu que a víssemos aberta ou encontrássemos quem no-la abrisse para a visitarmos. Perto da igreja há uma fonte que jorra água em grande quantidade. Provavelmente durante o estio passado secou pois soube que foi necessário abastecer a povoação de água com camiões cisterna. Disseram-nos que é água de nascente e muito boa, pelo que abastecemo-nos nela. Um pouquito adiante "O Cruzeirinho". É um cruzeiro em granito com um nicho vidrado onde a imagem de Nossa Senhora vela pelos fiéis que a veneram. Caminhamos serra de Bigorne acima e passamos no cruzeiro que marca o ponto de cota mais elevada deste caminho. Tentámos ler a inscrição da sua base e ficámos a saber que foi «mandado fazer" por alguém que teria por apelido "Rudrigues" no ano de 1919 (?). Interessante!... pensávamos que mais antigo seria. Os geradores eólicos, quais gigantes quixoteanos, fazem o seu ruído caraterístico que a ninguém já incomóda para que, de lança (ou língua) em riste os venha a atacar.
Descemos para Ribabelide. Perto da igreja, dedicada a Nossa Senhora de Guadalupe, uma criança apenas aguarda pelo autocarro que a levará à escola. Uma égua e um pequeno potro chamam-nos a atenção e as objetivas dos smartphones. Seguimos para o vale, passamos por baixo da A24 e, caminhando agora pela N2, observamos as faias e os áceres com as copas quebradas pela neve congelada do último inverno. À frente, atravessaremos o rio Balsemão ser ter visto a ponte romana que, sabemos, ali perto existe. Subimos um pouco pelo asfalto para a seguir tomarmos um carreiro muito bonito que nos levará até à Magueija. Povoação tão antiga quanto a nação. A pequena Igreja Matriz tem como orago "o nosso" S. Tiago. A seguir, sempre a descer, Vila Nova Num cantinho encontrámos um rancho de gente a enfeitar um cruzeiro, coberto por pirâmide com telhado de chapa ondulada, que tem um pequeno crucifixo em nicho vidrado. São manifestações de fé, ponto final. Daqui até Magueijinha foi um pulito porque só aí é que havia café aberto. Chegámos, admirámos a capela, tomámos o pequeno almoço e abastecemos na mercearia que era da mesma dona. Gente simpática. A capela da Magueijinha apresenta uma galilé com 6 colunas mas o acesso está vedado por um portalete de ferro e a porta ainda está também fechada. Uma constante: as capelas e igrejas fechadas são sinal dos tempos. Alguém nos diz: «Daqui a Santiago é sempre a subir. Só que este Santiago era perto. A subir, primeiro por asfalto depois por um agradável carreiro, lá chegámos a Santiago e, veja-se, cansados como estávamos, damos de cara com a Rua da Preguiça. A igreja, do século passado, apresenta uma imagem de Santiago em nicho sobre o portal lateral. Não a tendo em pedra, alguém se encarregou de colocar uma cabaça natural pendurada no bordão do santo.
Vamos agora descendo em direção a Matança. Numa moradia com um belo jardim um casal oferece-nos um cafezinho. Havendo-o tomado um pouco atrás a oferta passou a um cálice de vinho do Porto. Claro que foi aceite. É assim a hospitalidade nortenha. Bem hajam.
Seguimos um carreiro muito agradável e paisagisticamente espetacular mas muito húmido que nos fez entrar de botas molhadas em Matança Passamos pela igreja dedicada a Nossa Senhora da Esperança cujo pormenor da janela de alumínio à direita nos suscita o natural desagrado pelo mau gosto de quem a mandou fazer.
Segue-se Matancinha e a simplicidade da capela em granito dedicada à Santa Cruz, elemento preponderante na sua arquitetura e que foi testemunha do Cisma de Penude.
No lugar do Outeiro, a imponente igreja de Nossa Senhora do Rosário apresenta-se flanqueada por torreões quadrangulares com ameias e um relógio em pedra sobre o portal de volta inteira. Ao lado do relógio dois óculos e por cima um livro aberto em cantaria. Não sabendo a data da sua construção a arquitetura visível aponta-nos para a idade média.
Seguimos agora pelo duro, cansativo e perigoso asfalto da N2. Assinalamos ainda a presença de um cruzeiro com uma cruz bem portuguesa antes de chegarmos muito perto do local onde iríamos pernoitar. Numa agradável floresta parámos e demos alguma satisfação aos estômagos que já reclamavam pelo tardio da hora.
Iremos pernoitar no Centro de Estágios do Complexo Desportivo de Lamego. Estadia gratuita. Bem hajam por nos acolher e proporcionar lugar nas belas instalações.

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