Horas  uma hora 54 minutos

Coordenadas 1326

Uploaded 27 de Março de 2018

Recorded Janeiro 2010

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156 m
1 m
0
4,8
9,5
19,03 km

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próximo a Redondela, Galicia (España)

Eram 6 da manhã quando saímos do albergue El Camino. Procurámos um café aberto e tomámos o pequeno almoço. Vinte minutos depois estávamos a caminho.
Saímos de Redondela passando pela capela barroca de Santa Mariña.
Precedendo-nos muitos são já os peregrinos caminhando. Aqui sai-se cedo porque os albergues em Pontevedra enchem às primeiras horas da tarde. Vale existirem muitas alternativas.
Um pouco depois e acima temos à nossa esquerda a ria de Vigo que nos volta a acompanhar (ou nós a ela) e será assim até até PonteSampaio - volta e meia lá está com as suas águas azuis onde descansam os nossos olhos.
Chegámos à "estrada larga" e logo ali, por baixo de um grande plátano, uma fonte de água fresca convida o peregrino a dessedentar-se porque é longo o caminho. Mas a primeira coisa que nos atrai o olhar é a indicação, sui generis, para ambos (que são um só) os caminhos: Caminho de Santiago uma bota amarela; caminho de Fátima o par da primeira em azul. Caminhemos então seguindo a indicação da amarela.
Alguns kilómetros mais e chegámos à PonteSampaio. Ainda que a origem da ponte seja romana o que se vê dela na atualidade é medieval. É uma ponte com 10 arcos que atravessa o rio Verdugo. Aqui, a 7 e 8 de junho de 1809, deu-se uma importante batalha contra o exérciro francês pela independência de espanha. À entrada da ponte pode ler-se numa placa comemorativa "Homaxe aos patriotas galegos no CLXXV aniversario da batalla de PonteSampaio A V.V. A bateria de MDCCCIX Concello de Sotomaior MCMLXXXIV"
Comemos e bebemos qualquer coisa n'A Romana à saída da ponte e, seguindo a indicação das placas e setas, começámos a subir por ruas estreitas. Logo acima encontramos um belo exemplar dos espigueiros em granito que pelo Minho e Galiza se encontram disseminados e são uma constante ao longo do caminho.
Por caminhos e estradas rurais rápido chegámos à capela de Santa Marta. Este é um local mítico do Caminho Português. Entrámos, rezámos, carimbámos a credencial e continuámos caminho um pouco mais leves na alma.
Poucos metros andados e entrámos na EP-0002 que nos conduziria até à entrada de Pontevedra. E digo, conduziria porque não conduziu. Isto é: um pouco à frente encontrámos (não sei porque carga d'água, talvez por estarmos cansados do alcatrão) uma indicação que nos levou à "senda do rio dos Gafos". Alguns peregrinos que nos precediam ficaram a olhar como que a dizer «onde é que vão aqueles idiotas?» não sabem eles o que perderam. Que agradável foi este final de etapa: sempre à sombra pela beira dos meandros do rio, com várias pontes de madeira e, depois de atravessarmos o túnel por baixo da linha férrea, desembocámos mesmo junto ao Albergue da Virgem Peregrina, que era o nosso destino. Claro, chegámos tão cedo que encontrámos o albergue ainda fechado. Tivemos que esperar imenso mas à nossa frente já havia uma fila de quase quarenta peregrinos. Como a capacidade do albergue é de 80 chegou para nós à certa. Sim, à certa porque havia uma marcação para um grupo de 39 peregrinos deficientes. Por isso, houve muita gente que teve que procurar outro refúgio. Tivemos sorte.
Neste ponto existe um desvio alternativo que conduz à Senda do Rio Gafos. Gostámos imenso porque naquele dia quente caminhar junto ao rio sob a copa das frondosas árvores foi balsâmico.

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