Horas  2 horas 55 minutos

Coordenadas 2576

Uploaded 5 de Março de 2018

Recorded Janeiro 2010

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7,3
15
29,18 km

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próximo a Nossa Senhora da Ajuda, Viana do Castelo (Portugal)

Saímos de Darque e rumámos para Viana do Castelo passando pela ponte Eiffel. Esta ponte, inaugurada a 30 de junho de 1878, é um projeto de Gustave Eiffeil e foi construída pela empresa do próprio sob a direção de 2 engenheiros portugueses (João Matos e Boaventura Vieira).
Todos conhecíamos bem a cidade, por isso seguimos pelo Jardim da Marginal em direção à foz em vez de atravessarmos a cidade. Se tivéssemos ficado no alberto de S.- João dos Caminhos (ver final da decrrição da etapa 3) seria também este o caminho que seguiríamos, por isso coloquei no track este ponto de início, como se fora daí que iniciámos.
Ao fundo do Jardim Marginal encontra-se o "Chafariz da Estátua". Construído em 1774 esteve já em diversos largos da cidade. Este chafariz é encimado por uma estátua que simboliza Viana e tem 1 busto em cada canto do acesso que simbolizam as 4 partidas do mundo onde aportaram barcos vianenses.
Na marginal, juntinho ao rio, ergue-se um edifício moderno e imponente onde está instalado o Centro Cultural de Viana do Castelo. Logo a seguir encontra-se fundeado o Navio Hospital Gil Eanes que teve origem num navio aprisionado aos alemães em 1916 (ver história do navio Gil Eanes em http://www.fundacaogileannes.pt/engine.php?cat=10&sheet=1) e deu assistência aos pescadores de bacalhau nos mares da Terra Nova.
Para cortar caminho, que a etapa apresentava-se outra vez longa, viramos para o largo Vasco da Gama e deparamos com mais um belo chafariz. Construído em 1840 é encimado por uma estátua de Mercúrio, deus do Comércio. Também a história diz que este chafariz mudou de lugar ao longo dos anos: Tendo iniciado no Largo do Pombal, passa em 1867 para a marginal e em 1958 para o lugar atual.
Tomámos a rua de Altamira e, chegados ao Largo de S. Domingos, em frente ao palácio de Barbosa Maciel, deparamos com uma estátua de um frade montado num jumento. É frei Bartolomeu dos Mártires, talvez o mais famoso vianense, imortalizado aqui pela mão do escultor Manuel Rocha. No pedestal encontram-se, esculpidas em bronze, as fases da vida deste santo monge.
A seguir apreciamos o conjunto conventual de S. Domingos, que se chamou Convento de Santa Cruz quando Frei Bartolomeu dos Mártires o fundou mas como foi entregue aos frades da ordem de S. Domingos, com o tempo o povo rebatizou-o.
Chegados à praça da Agonia apresenta-se-nos um monumento escultórico dedicado ao Pescador. É uma peça em bronze da autoria do escultor José Rodrigues e está plena de simbolismo.
Obliquando um pouco para a direita e lá está a Capela da Senhora da Agonia que alberga, no nicho por cima da entrada, a imagem da Santa padroeira que deu fama a Viana do Castelo pelas festas a Ela dedicadas - as Festas da Agonia. Este templo deverá estar ligado à "agonia" que sentiam as mulheres dos pescadores quando estes partiam para o mar ou lá andavam em dias e noites de temporal.
Seguimos em direção ao oceano, passamos o Fortim da Areosa e, em breve encontramo-nos numa nova via para peões e bicicletas que segue ao longo da costa.
Por aqui vários são os moinhos que, à força de vento, muito grão moeram.
Tóma-nos, de seguida, a Ecovia Litoral do Norte e, cedo, nos encontramos a caminhar em mais um dos nossos já conhecidos passadiços de madeira à beira mar (e tão bem) plantados. Rápidos são estes passadiços pois breve e já caminhamos por um simpático e muito agradável carreiro, que começou na praia de Fornelos e passa perto de Montedor. Já see avista à nossa direita o farol e os moínhos famosos desta povoação. Não os conhecemos mas também ainda não é desta porque o caminho é longo e não há vontade de fazer desvios.
Meu Deus, que é isto?...à nossa frente, ergue-se uma estrutura monumental paralelipipédica com uma porta que só pode dar para o oceano mas está fechada. Por ali com certeza que se não passa. E agora... passamos ao lado e não para o mar mas ao longo dele.
Passámos Paçô e tivemos que fazer um desvio porque não havia passadiços e tínhamos que seguir pela areia. Se alguém por ali "Paçô" não fomos nós.
Voltámos à costa já perto da Praia de Afife. Mas qual a nossa surpresa quando constatámos uns metros à frente que os passadiços estavam destruídos. Tivémos que fazer mais outro desvio. Passámos a mata da Gelfa e voltámos à costa.
À frente, passamos pelo Forte do Cão (haja quem me diga porque assim se chama) que foi um dos 4 fortes construídos depois da guerra da Restauração para guarnecer a costa entre o rio Minho e Viana do Castelo.
Muito cansados já mas estamos às portas de Vila Praia de Âncora. Tivemos que atravessar 250m de areal. Se o cansaço já se vinha notando aqui venceu alguns de nós. E como todos estamos a desejar e a precisar de um bom banho, procurámos informações no turismo e a funcionária simpática deu-nos indicação de alguns alojamentos possíveis, já que aqui não há albergue. Fomos pernoitar num Hostel muito bom e a preço satisfatório, de onde presenciámos um belo Pôr do Sol. Jantámos na Casa dos Caracóis - muito bom, aconselha-se vivamente. Fica perto da estação.
No dia seguinte demos continuidade a esta etapa que nos levaria até Caminha.
Passámos o forte da Lagarteira que tomou o nome da antiga localidade que hoje se chama Vila Praia de Âncora. tal como o forte do Cão deverá ter sido mandado construir por El Rei D. Pedro II para guarnecer a costa entre o rio Minho e o rio Lima.
Continuando pela via pedonal, à beira mar aparece agora à nossa frente o Monte de Santa Tecla já em terras de Espanha. Havemos de por ali passar...
Chegamos à praia do Moledo e temos à vista o forte da Ínsua. Situa-se numa ilhota e nasce com os mesmos fins dos dois descritos anteriormente mas antes deles porque havia que defender a barra do Minho das investidas pouco fraternas de "nuestros hermanos".
Atravessámos a mata do Camarido e chegámos à beira Minho.
Seguimos pela marginal até ao posto de Correios onde cortámos para o centro da cidade.
Tendo chegado cedo (e fresquinhos) a Caminha visitámos tudo o que havia para visitar e até mesmo o restaurante para um bom almoço à minhota (não tomei nota do nome daquele onde almoçámos mas há lá muitos e bons).
Como não dá para colocar mais waypoints ficam aqui as restantes fotos

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