Horas  8 horas 26 minutos

Coordenadas 748

Uploaded 27 de Fevereiro de 2016

Recorded Fevereiro 2016

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918 m
1 m
0
2,0
4,1
8,15 km

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próximo a Furaclinha, Santa Catarina (Brazil)

Cambirela Trilha 3 + caminho das águas
Ascensão e descida pela Trilha 3. Após o primeiro pico do Cambirela, tivemos acesso a uma outra trilha (talvegue) ao lado direito de fronte para 101.
Atenção: O Talvegue é o caminho por onde as águas da chuva e ou nascentes passam. Este caminho é sinuoso e fica entre as montanhas. Boa parte deste trajeto é bem liso e escorregadio, passando pela maioria do tempo pela água e acompanhando o curso das águas com descidas consideráveis e muitas rochas lisas possui uma paisagem belíssima e admirável. Este trajeto de trilha chegou-se até uma descida considerável, que necessita uso de cordas e equipamentos de escalada/rapel . Provavelmente local utilizado para prática de rapel dando acesso a antiga fábrica de leite da Tirol.
A proposta deste trajeto foi conhecer essa trilha e sempre conhecer caminhos alternativos do Cambirela, quando encontramos o local de amarras de corda com uma descida considerável e não segura optamos em realizar a volta pelo mesmo caminho.

A Trilha do Cambirela é uma das trilhas que mais atrai os aventureiros da região. É uma trilha cansativa e considerada muito difícil de ser percorrida devido ao nível de preparo físico necessário.

O Morro do Cambirela (922 m) é uma montanha situada no maciço do mesmo nome e fica localizado no Município de Palhoça, próximo de Florianópolis.
Está situado na Serra do Tabuleiro e está dentro do território do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro(PEST), sendo esta a maior Unidade de Conservação no Estado de Santa Catarina.

O Pico do Cambirela é o ponto culminante do município e da região, destacando-se pelo fato de elevar-se praticamente a partir do nível do mar até próximo dos 1.000m, é possível avistar de seu cume importantes pontos da região, tais como o Rio Cubatão, a Ilha de Santa Catarina os municípios de Palhoça (Praia do Sonho e Pinheira), São José e Florianópolis e o Oceano Atlântico, são mais de 80km de paisagem para uma linda contemplação.
As formações rochosas encontradas no Cambirela são de grani​​to e basalto, uma mistura interessante comumente encontrada na região, fronteira entre a Serra do Mar e a Serra Geral, ambas com formações geológicas distintas.
A Formação Cambirela é o nome dado para as rochas vulcânicas e vulcano- -clásticas de composição ácida que ocorrem na Ilha de Florianópolis e no morro do Cambirela, daí, a origem do nome dessa montanha. São rochas extrusivas e sub- -vulcânicas, que ocorrem na forma de derrames e diques de riolito e pequenos stocks de granitos pórfiros. Juntamente, ocorre grande variedade de microgranitos e aplitos intrusivos nas diversas unidades ( SOCIOAMBIENTAL, 2002) ​​Segundo o dicionário Tupi-Guarani, o nome Cambirela vem de "kambi" (seios de leite) + "reya" (muitos) muitos seios ou dorsos empolados, em alusão talvez ao grande numero de picos da Serra do Mar.
O Morro do Cambirela o ecossistema predominante é a floresta ombrófila, densa submontana e montana, também chamada de Floresta Pluvial de Encosta Atlântica, tendo exuberante formação vegetal, densa, alta e sombreada, que se desenvolve ao longo das encostas das serras voltadas para a costa Atlântica Brasileira. Esse ecossistema é influenciado pelos ventos úmidos dos oceanos que sopram em direção ao interior do continente precipitando na forma de chuva ou nevoeiro.

​Trilha 3:​ ​Ascensão e descida pela via que é voltada para a BR-101 (conhecida como via das Antenas também)​: ​O acesso da Br-101 - tem uma placa sinalizando sua entrada, após a saída da BR 101, caminha-se por cerca de ​7​00m, até entrar na mata​ em parte úmida e inicialmente vai ganhando-se altitude levemnte​. Em seguida​ começa um relevo ​mais íngreme e montanhoso,​ começando mais uma "escalaminhada"​ praticamente toda a subida, ​ sendo necessário ​o​ aúlixio das mãos com médio a grande​ esforço e apresenta muitos blocos de rochas e grande evidência de raízes expostas​ afim de auxiliar​. ​No decorrer do caminho encontram-se muitas fontes de água corrente e pequenas cascatas. A trilha​ possui uma "caverna" rochas de abrigo geralmente utilizada para descanso e lanche (infelizmente também é utilizada como acampamentos, com muita sujeira e agressão ao meio ambiente). Esta trilha apresenta a maior inclinação entre as três se ganha muita altitude rapidamente. Apesar da dificuldade imposta pelo terreno inclinado é a trilha mais curta e rápida.
​Grau de Dificuldade: é difícil pela distância e grande inclinação da trilha, com passagens que apresentam dificuldade técnica e médio risco.

Trilhas 1, 2 e 3. : Utilizo a nomenclatura numérica de trilhas utilizadas pelo Sr. Dr. Anastácio da Silva Junior em sua Tese: A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO UM INSTRUMENTO PARA A SUSTENTABILIDADE DO MORRO DO CAMBIRELA (2012). Não usando mais a descrição popular da imagem mais difundida no google e usada pela maioria dos sites.
Sendo ​que nas minha descrições equivalem a:
Trilha 1: (via 2 - google);
​​Trilha 2: (via 3 - google);
Trilha 3​: (via 1 - google).​

​​Devido aos desafios nesta trilha que exigem razoavelmente do físico, psicológico e orientação graduo como uma trilha "Difícil", apesar de não possuir grandes dificuldades. ​Devido a esta parte de "caminho das aguas"​ graduo a trilha para especialistas este trecho para sua continuidade.

​Atenção neste trilha:​​ Devido a falta de sinalização e manutenção da trilha, frequentemente acontecem incidentes com pessoas que não estão acompanhadas por condutores que conhecem bem a trilha, com a necessidade inclusive da intervenção do Corpo de Bombeiros e/ou Polícia Militar para salvamento / resgate de pessoas que ficam perdidas no meio do mato. ​​

Orientações:
Lembre-se: NÃO FAÇA FOGUEIRAS: Ao acampar as fogueiras são proibidas em locais ambientalmente protegidos. A atividade enfraquece o solo e representa uma das grandes causas de incêndios florestais.
Ao cozinhar utilize fogareiro, para iluminação use lanterna e para se aquecer, basta ter a roupa adequada ao clima do local que se está visitando.
EVITE ao máximo FUMAR e, se o fizer, sobretudo não descarte suas bitucas no caminho - bituca também é LIXO, apague-as com água e traga junto com o seu lixo.
Muita atenção ao horário de retorno (variável de acordo com a estação), leve SEMPRE lanterna e baterias sobressalentes. Ao atravessar ou banhar-se em rios e cachoeiras tenha consciência que os mesmos podem subir repentinamente. Isso pode gerar situações perigosas, ilhando ou até arrastando as pessoas.
Lembre-se: em ambientes naturais há riscos de diversos acidentes e a fadiga pode favorecê-los.
NUNCA deixe nenhuma forma de lixo nas trilhas recolha o lixo que encontrar se for possível.

Toda trilha possui seu esforço é importante conhecer seus limites.
A felicidade verdadeira deve ser compartilhada!
Respeite a natureza! Preservemos a beleza natural do mundo.
Ponto de água
Panorama
Caverna
Vista
Vista
Vista
Córrego
Córrego
Córrego
Descida
Ponto amarração
Vista
Pico
Cambirela

2 comentários

  • Foto de explorarterraemar

    explorarterraemar 25/dez/2017

    Muito prudente seu comentário sobre esse itinerário. Já desci por essa linha d'água chegando no antigo Leite TIROL, conheço outro colega que também desceu. é muito perigoso! se quiser mais detalhes fico a disposição. [email protected]

  • Foto de Johnny S

    Johnny S 26/dez/2017

    Muito obrigado pelo comentário, bom saber sobre onde finaliza este trajeto.
    Com certeza entrarei em contato para saber mais.
    Obrigado.
    E boas trilhas e um ótimo Ano Novo.

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