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Coordenadas 1181

Uploaded 1 de Outubro de 2016

Recorded Outubro 2016

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12,88 km

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próximo a Nossa Senhora do Cabo, Setúbal (Portugal)

Cabo Espichel ( Sesimbra ) PRx SSB e a junção dos trilhos PR1 Chã dos Navegantes e PR2 Maravilhas do Cabo.

No mapa ao Seleccionar os pontos de interesse alguns contem informação histórica ou curiosidades sobre o local
Parque estacionamento
Vista da Igreja de Nossa Senhora do Cabo
As jazidas de icnofósseis da Pedra da Mua constituem um importante conjunto de ocorrências paleontológicas no concelho de Sesimbra. Sobressai no domínio da paleoicnologia dos dinossáurios, devido ao seu interesse científico, que lhe é conferido pela elevada qualidade dos icnitos e trilhos em que se constituem, pelo seu número, diversidade e distribuição no tempo. As pistas de dinossáurios conservadas nesta jazida portuguesa contribuem para o conhecimento, a nivel mundial, dos saurópodes e dos terópodes do Jurássico, pois revelam pormenores da anatomia das mãos e dos pés destes animais e permitem estudar a sua locomoção e comportamento social. A jazida da Pedra da Mua revela, pois, pistas de saurópodes e de terópodes, que ali passaram há cerca de 145 milhões de anos, do Jurássico superior. Conhecem-se 38 pistas de saurópodes e duas de terópodes. Numa das camadas há sete pistas paralelas de pequenos saurópodes que testemunham a passagem de uma manada de herbívoros. Atrás deste grupo sabe-se que passaram três grandes saurópodes, porque há evidências de sobreposição das suas pegadas às dos mais pequenos. As pistas paralelas de saurópodes que apresenta são consideradas a primeira evidência de comportamento gregário entre saurópodes reconhecida na Europa, bem como o melhor exemplo deste comportamento entre animais juvenis. As marcas de pés de saurópodes e de terópodes, aqui conservadas, são bem reveladoras da anatomia dos pés destes animais. Em pistas de terópodes e de saurópodes desta mesma jazida foi reconhecida uma outra forma de locomoção – coxear.
Aqueduto para transporte de água para o Convento do Cabo Espichel, Sesimbra Portugal
Vista da Praia da Baleeira
O Forte de São Domingos da Baralha ou Forte da Baralha localiza-se entre o cabo Espichel e a ponta do Cavalo, em posição dominante sobre a baía da Baleeira, próximo a Sesimbra, no Distrito de Setúbal, em Portugal. Integrou, no passado, a linha defensiva do trecho do litoral denominado hoje, em termos de turismo, como Costa Azul, e que, no século XVII, se estendia de Albarquel a Sesimbra, complementando a defesa da importante povoação marítima de Setúbal. No âmbito da completa remodelação da estratégia defensiva do reino implementada sob o reinado de D. João IV (1640-56), compreendida na defesa da costa de Setúbal, esta fortificação marítima foi iniciada somente no reinado de D. Afonso VI (1656-67). Contribuíram para os trabalhos de fortificação deste trecho do litoral, à época, os proprietários das marinhas de sal e os navegantes da Casa do Corpo Santo, tendo as obras deste forte, como as do Forte de Santiago do Outão e as do Forte de Albarquel, sido concluídas sob o reinado de D. Pedro II (1667-1706). Considerado à época como a primeira defesa da costa da Arrábida, este forte e a Capela em seu interior, sob a invocação do Senhor Jesus dos Navegantes, encontram-se actualmente abandonados e em ruínas.
Ponte Natural
Pico de Costa
Escarpa
Escarpa II
Há notícias que já em 1430 a irmandade de N.S.ª do Cabo tinha instalado um farolim predecessor do actual farol. A torre actual foi inaugurada em 1790, em 1865 era alimentado por azeite, mudando de combustível em 1886, quando a sua luz passou a ser alimentada por incandescência de vapor de petróleo e, muito mais tarde em 1926 por electricidade. Em 1983 este farol tinha instalado um aparelho iluminante chamado de primeira ordem que emitia luz em grupos de quatro clarões brancos, em vez do antigo sistema de luz fixa. Com este novo sistema passou a ter um alcance luminoso de vinte e oito milhas náuticas (quarenta e cinco quilómetros). A estrutura de apoio ao farol foi aumentada para os lados por volta de 1900. Em 1947 entrou numa nova era no que diz respeito à iluminação. Foi montado um aparelho óptico aeromarítimo, que já tinha estado ao serviço do Farol do Cabo da Roca. Esta nova óptica dióptica - catadióptica chamada de quarta ordem, um modelo de grandes dimensões, apresenta trinta centímetros de distância focal, produzindo lampejos simples, agora com um alcance luminoso de quarenta e duas milhas náuticas (cerca de sessenta e sete quilômetros).
Vista sobre o mar Junto a Igreja de Nossa Senhora do Cabo
Ermida da Memória - O templo, de origem medieval, foi construído precisamente no local onde, segundo reza a tradição, terá sido achada a imagem de Nossa Senhora.
A Igreja de Nossa Senhora do Cabo foi edificada no séc. XVIII, com traça atribuída ao arquitecto real João Antunes. Situa-se no Cabo Espichel, concelho de Sesimbra, freguesia do Castelo, Distrito de Setúbal. No interior da igreja salienta-se o tecto em pintura ilusionística de perspectiva pintado por Lourenço da Cunha, segundo encomenda de D. João V em 1740, o único que subsiste deste artista em todo o País. Na capela-mor do templo - que inclui dez altares oferecidos pelos "círios" ou romarias de Lisboa, Almada, Palmela, Sesimbra, Setúbal, Caparica, Azeitão, Arrentela/Amora e pelos "círios saloios" - guarda-se a velha imagem de Nossa Senhora do Cabo, cuja descoberta no promontório esteve na base de um culto popular que se estendeu a ambas as margens do Tejo, documentalmente registado desde 1366 numa carta régia de D. Pedro I. Juntamente com os edifícios das Hospedarias destinadas aos romeiros, de uma Casa da Água e respectivo Aqueduto, de um Teatro de Ópera e da Ermida da Memória - edificada na escarpa do promontório, no local onde teria sido achada a imagem - a Igreja de Nossa Senhora do Cabo integra-se no Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua.

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