Horas  5 horas 55 minutos

Coordenadas 1489

Uploaded 8 de Outubro de 2014

Recorded Outubro 2014

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1.934 m
1.422 m
0
3,1
6,3
12,51 km

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próximo a Penhas da Saúde, Castelo Branco (Portugal)

O mote para esta caminhada foi: “À conquista do Cântaro Magro”, um desafio por terrenos de montanha que proporciona as melhores paisagens da Serra da Estrela.

Percurso com início e fim no Covão d` Ametade (1450m) que segue, o Rio Zêzere em direção à sua nascente, por trilho marcado por sinalética e mariolas até ao Covão Cimeiro - um anfiteatro de paredes abruptas que atingem cerca de 300m de profundidade, situado entre os cântaros Gordo e Magro, e que é um dos mais espetaculares exemplos de circo glaciário da Serra da Estrela (e um dos seus locais mais inacessíveis).

Já no Covão Cimeiro, contornando-o pela esquerda, iniciamos a ascensão ao Cântaro Magro (1928m) pelo Corredor da Ponte. Um trilho espetacular, que requer algum cuidado em determinadas passagens, porque há zonas bastante perigosas que exigem alguma destreza física para as ultrapassar. É um percurso duro mas com algumas paragens pelo meio faz-se bem. Já no cume, apreciamos as magnificas paisagens que constituem panorâmicas únicas!!!

Depois da foto da “praxe da Conquista do Cântaro Magro” iniciamos a sua descida e seguimos em direção ao Cântaro Raso (1916m), troço fácil sem necessidade de “escalada”. O percurso segue pelo Covão do Boi e imagem da Nossa Senhora da Boa Estrela, monumento de baixo-relevo esculpido na rocha por António Duarte, com mais de 7m de altura.

Seguimos pelo PR6MTG - Rota do Glaciar, com vista para o Covão do Ferro e Espinhaço de Cão, atravessando a planície da Nave de Santo António, planície arenosa, a 1550 metros, originada por uma antiga lagoa glaciária, onde se evidencia o Abrigo dos pastores e o Fontanário, aqui também desfrutamos de uma panorâmica única sobre os três cântaros.

O percurso contínua e já na N338 podemos, uma vez mais, apreciar a panorâmica dos cântaros e contemplar o Vale Glaciar do Zêzere, um dos melhores exemplos da modelação da paisagem pelos glaciares, em forma de “U”. Apesar de se tratar de um vale glaciar e por isso muito aberto, as encostas são muito íngremes, cobertas de bolas graníticas e caos de blocos, principalmente na base das linhas de água. No fundo do Vale Glaciar do Zêzere é possível observar os pastos verdejantes, os rebanhos de ovelhas e as casas típicas da serra – “cortes”.

O percurso termina onde começou, no Covão d' Ametade, depressão de origem glaciar, outrora uma pastagem de cervunal, que foi arborizada com vidoeiros ao longo das margens do Rio Zêzere, com suas linhas de água subsidiárias, para criar condições de abrigo aos rebanhos de gado ovino, caprino e bovino.

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