hamper8
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  • Foto de Andradas Joelma
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Tempo em movimento  4 horas 26 minutos

Horas  6 horas 18 minutos

Coordenadas 3732

Uploaded 18 de Fevereiro de 2018

Recorded Fevereiro 2018

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-
1.266 m
843 m
0
5,4
11
21,47 km

Visualizado 14 vezes, baixado 0 vezes

próximo a Andradas, Minas Gerais (Brazil)

Caminho da fe

2 comentários

  • Foto de hamper8

    hamper8 20/fev/2018

    Trilha no Caminho da Fe.

    Hoje foi uma caminhada um pouco diferente. O Trajeto uma beleza e a maior parte com tempo perfeito.

    Sai do Hotel Villa Pastre em Andradas um pouco antes das 8hs sabendo que havia previsão de chuva a partir de 14hs.
    Era Exatamente a Minha previsão de chegada na Barra.
    Depois de umas 5 horas caminhando tranquilo, mais subindo que descendo morros, era +- 13:00 quando sai da Pousada da dona Natalina onde parei pra descansar e almoçar. Por uns 15 minutos Estava ouvindo trovões ao longe.
    Iniciei a subida da trilha para os últimos 6 km do dia. Ouvia as trovoadas cada vez mais perto. Após uns 15 minutos os primeiros pingos de chuva. Por uns 5 minutos nem tomei conhecimento, até que começou aumentar e resolvi pegar meu guarda chuva. Item que sempre carrego nestas situações. Parei, e na parte de funda da mochila peguei o pequeno guarda chuva.
    Abri e continuei caminhando me adaptando ao acessório. Era uma trilha de terra, uma estradinha com cerca de arame farpado dos dois lados e agora estava plano.
    Ouvia o som das passadas ecoarem no guarda chuva.
    A chuva aumentou um pouco, e o incomodo de segurar o guarda chuva, viajei e pensava em uma forma de tornar mais confortável. Decidi fazer uma experiência.
    Enfiei o cabo do guarda chuva entre a mochila e minhas costas, e ficou melhor, pois ficava com as mãos livres. Mas Não deu certo.
    Tombava de lado. Pensei, pego meu boné dentro da mochila, coloco na cabeça e passo o cabo do guarda chuva no velcro. A chuva Ainda estava fraca parei abri a mochila peguei o boné e enquanto caminhava ajustei tudo. Opa, funcionou, por um pequeno período pois o cabo afundava e o guarda chuva me tapava a visão. Enquanto tentava coordenar, a chuva aumentou. E aumentou.
    Por uns 8 minutos segurei e me divertia com a situação. De repente ouço vento chegando como um tsunami. Ventania doida e em seguida de chuva para temporal. Parecia uma cachoeira, e com vento de todos os lados. Uma Loucura. Passo após passo, sentindo a água gelada me lavar, primeiro encharcando da cintura pra baixo ao mesmo tempo em que pingos gigantes atravessavam o tecido do pequeno guarda chuva. Uma luta contra o vento e a chuva e uma primeira vez o guarda chuva se revira. Já não consigo ver mais que 10 metros à frente. Um temporal doido e nenhuma possibilidade de lugar para se abrigar.
    Pensava “tenho de seguir em frente até o planejado”.
    Comecei outra subida. O temporal, um barulho ensurdecedor, pouca visibilidade, tentando me manter em linha reta, escolhendo onde pisar e procurando manejar guarda chuva já fragilizado é incapaz de me abrigar satisfatoriamente.
    De repente, perto, ao meu redor um trovão daqueles de raxar paredes. Nunca estive numa guerra. So vi em filmes e imagino como seria o som da explosão de uma bomba aérea. Era o que parecia. Medo de raios, claro. Mas não vi nenhum.

    Mesma estrada, cerca de arame farpado agora começa descida. Quem ja caminhou aqui sabe que é punk. Mantive a mesma passada, já com as botas encharcadas, sentia o piso molhado porém firme, até o primeiro escorregão. Opa. Me estabilizei, continuei descendo Em seguida outra vez o pe esquerdo desliza no barro, segurei, o corpo foi pra frente tento me recuperar para não passar do ponto de equilíbrio, embalei pra não cair, tipo catando cavacos depois de um trupicao, (falava assim quando criança um orgulhoso fio de mineiros) e tentando frear ao mesmo tempo. 1,2,3,4 passadas, me preparei para cair e estudei como fazê-lo sem me machucar e ...no último segundo consegui recuperar o controle diminuindo a passada. Ufa!
    E chuva, chuva, vento, trovoada.
    Decidi ir ainda mais devagar, pisando e freiando naquela longa descida. O guarda chuva conseguia cumprir uns 50% (abençoados) do que se propunha enquanto o segurava desvirando as dobras do vento.
    O terreno ficou plano, e a frente vou me aproximando de uma poça gigante. A água barrenta acumulou e formou uma piscina. Procurando manter a calma, sempre, equilibrando o guarda chuva e cuidando das pass

  • Foto de hamper8

    hamper8 20/fev/2018

    cuidando das passadas pra não escorregar, Cheguei perto da poça, não havia opção de ir pelos lados. Decidi seguir por dentro. Com cautela, mergulhando as botas, splach splach, fazendo até ondas, passo passo depois de uns 10 metros deixei para trás a piscina turva. Continuo no plano e Logo depois Início outra descida.
    Agora o piso em alguns pontos já bem encharcado.
    Não conseguia enxergar muito longe, só via a estrada, as cercas, cada pequena curva e as árvores dançando vigorosamente ao sabor da ventania.
    Aquilo durou mais uns 20/30 minutos e percebi uma diminuição, ficando só o temporal porém sem aquela ventania.
    Outra escorregada, na descendente e de novo aquela sensação de desespero. Enquanto tropeçava nas pernas tentando recuperar a passada, como se estivesse descendo uma escada...Vou cair? Orra! Correndo pra compensar e tentando diminuir, assustado, com o cu na mão, mais uma vez consegui recuperar o ritmo, procurando cravar as botas no piso escorregadio. Consegui, aliviado porém ligadasso no terreno.
    Era uma inclinação de uns 35 graus e agora conseguia enxergar os próximos 200 a 300 metros, quando notei um carro...
    Parado.
    Com cuidado continuei morro abaixo, o piso já bem lamacento e notei que dentro o motorista tirava com a mão o embaçado. Me aproximei, ele abriu o vidro e mesmo molhando travamos uma breve conversa. “Parece que entre nós dois, a sua situação é pior” disse Eu.
    Ele explicou que a caminhonete, uma C10, de repente não conseguia mais subir o morro, patinou e começou deslizar pra trás por uns 8 metros, e as rodas do lado direito caíram na valeta rasa, parando num monte de terra. Caramba imaginei o susto. Estavam esperando diminuir a chuva para providenciar um trator para tirar. Ah, parece fácil né.
    Boa sorte desejei e continuei minha trilha. Após mais uns 30 minutos no máximo caminhando, Eu chegava no meu destino do dia. Pousada da Joelma.
    Guarda chuva todo dismilinguido, Eu completamente Encharcado porém estava super Feliz pelas experiências. Valew!
    Semper Fidelis

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