Horas  7 horas 50 minutos

Coordenadas 1161

Uploaded 7 de Julho de 2015

Recorded Julho 2015

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1.551 m
1.250 m
0
4,9
9,8
19,67 km

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próximo a Manteigas, Guarda (Portugal)

Com início e fim no parque de estacionamento da Casa das Penhas Douradas, descemos pela estrada de alcatrão passando ao lado da “Casa da Fraga”.
Continuamos mais uns metros até chegarmos ao cruzamento da EN 232, que atravessamos, seguindo o caminho de terra que fica à nossa frente para, passados alguns metros, nos desviarmos para o ramal mais à direita em direção à primeira marca (azul) do percurso, que se avista no topo de um pilarete de madeira.
O trilho está bem sinalizado e o trajeto faz-se essencialmente por caminho florestal, sendo os caminheiros guiados pelas referidas marcas azuis e também laranja, mais nas proximidades da Lagoa do Rossim, colocadas em pilaretes de madeira, nas árvores e blocos de granito, alternando com as mariolas.
Acresce que esta marcação é da responsabilidade da Casa das Penhas Douradas, cujos proprietários, também eles entusiastas das caminhadas na natureza, idealizaram este e outros percursos pelas redondezas, podendo os folhetos informativos ser obtidos na sua página da internet ou na referida Casa, pelo que a sinalética usada para balizar o trilho não obedece às regras das que usualmente se utilizam no território português e que são semelhantes às usadas nos países da Europa do sul (vermelho e amarelo, neste caso de pequena rota).
A floresta ladeia grande parte do nosso caminho, estando por vezes o espaço entre as árvores coberto de grandes fetos, principalmente nas zonas onde serpenteiam linhas de água. Foi junto a estes locais ainda com muita vegetação em flor que tivemos a sorte de poder presenciar o espetáculo que a explosão de borboletas e libelinhas nos proporcionou.
Logo que passamos uma casa e seu anexo, ambas em ruínas, pertença dos Serviços Florestais, subimos pelo caminho cerca de 200 metros e encontramos uma placa de madeira com a indicação para o “Sumo do Mondego”. Descemos pela nossa direita indo em direção a um pequeno bosque (repare nas marcas azuis nos troncos das bétulas) e logo que transpomos a vegetação seguimos as mariolas que nos encaminham ainda mais para o fundo do vale até chegar a um pequeno lago de areia branca, o “Sumo do Mondego”. Não é mais do que o local onde o rio Mondego começa a dar os primeiros passos, uma vez que este nasce não muito longe do nosso percurso numa zona mais alta conhecida por Corgo das Mós, aí ainda criança, o Mondeguinho, não passando mais do que um fio de água que brota das rochas graníticas.
Neste ponto conhecido por “Sumo do Mondego” o curso de água esconde-se debaixo do solo para voltar a aparecer mais adiante.
Aproveitamos para retemperar forças e tomar o primeiro banho do percurso nestas frias águas cristalinas (a temperatura do ar andava já pelos 27º, sem vento) e logo que chegamos à Lagoa do Rossim, repetimos a proeza com uma sucessão de mergulhos de fazer inveja aos habituais frequentadores deste lago agora transformado em praia fluvial.

Trajeto muito interessante destacando-se também a paisagem que se avista na zona da cumeada da Santinha, perto do geodésico do Taloeiro, onde, virados para o lado de Seia, vislumbramos na linha do horizonte as serras do Caramulo e do Marão tendo pelas nossas costas todo o vale do Mondego que acabamos de subir, o Planalto Superior da Serra da Estrela, avistando-se também as duas antigas torres de radar que se situam no ponto mais alto da Serra.

O trilho é fácil, mas devido à sua extensão e a ausência de vento que potenciou os efeitos da temperatura registada, justificam a classificação de moderado.

Nota final para o tempo total percorrido, ao qual se tem de descontar pouco mais de 2 horas que corresponde ao acumulado com as paragens.

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