Tempo em movimento  3 horas 39 minutos

Horas  3 horas 56 minutos

Coordenadas 2894

Uploaded 1 de Setembro de 2018

Recorded Setembro 2018

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538 m
250 m
0
4,1
8,2
16,49 km

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próximo a Portela de Cima, Leiria (Portugal)

Atenção! Se alguém pretender seguir este percurso não o faça sem ler a seguinte descrição. Serei breve.
Vamos lá. Hoje apeteceu-me revisitar a Falha da Falsa e a gruta onde nasce o rio Cabrão. Outrora havia um conjunto de carreiros de pé posto que tornavam fácil o acesso. Agora, engolidos pelas silvas e o carrasco, os carreiros desapareceram. Repare-se que três vezes tentei aceder aos velhos e agradáveis trilhos e três vezes fui forçado a voltar atrás.
Acabei por subir a encosta, apreciando o belo panorama oferecido pelo poldje, a Costa de Alvados, o Castelejo e, do lado oposto, as penas do Livramento. Estas paisagens enchem-me os olhos e a alma!
Alguns dos caminhos revisitados apresentam ligeiros obstáculos e não se podem considerar fáceis. Isto é: não são propriamente para um passeio de domingo. São caminhos e trilhos de serra.
Só mais um pormenor, encontrei um bando de perdizes com mais de vinte aves, coisa que não via há muito tempo.
Junto à Pousada da Juventude de Alvados segui o caminho rural que havia de levar a um lindo e frondoso carvalhal.
Aqui contornava-se pela direita. Ainda tentei...
Muito agradável?... com certeza mas também muito perigosa devido ao mato que a envolve.
Na segunda tentativa de seguir um velho trilho, avistando sempre o meu objetivo - a Falha da Falsa - dei comigo a gozar o agradável aconchego de um roboredo antigo. Deu para apanhar um pouco de sombra.
aqui ainda era visível mas mais à frente as silvas, quais guardas armadas, não me deixaram avançar mais.
apanhei algumas e, peniscando, continuei carreteiro afora, pelo sopé até encontrar acesso a um novo mas velho carreiro que sobe a encosta.
Os abrunhos (note-se que abrunhos só mesmo os frutos do prunus spinosa e não os da ameixeira) são amargos que se farta mas existe uma espécie "domesticada" que os dá bastante doces.
Subindo alarga-se-me o horizonte. A bela Costa de Alvados do outro lado do Poldje trás boas recordações.
Este era o ponto onde vinha dar o carreiro que tentei percorrer atrás.
Velhos caminhos serranos que vão desaparecendo engolidos pelo mato e silvas. O cársico está sempre presente nestas serras e os muros são infinitos.
Numa derradeira tentativa para chegar à gruta da Falsa ainda consegui apreciar a beleza da Aldeia aconchegada neste vale. Por detrás está o Castelejo como defendendo o povoado. Belo este vale!
Depois de desistir da minha incursão à gruta da Falsa, subi até à N243 e passei pelos campos de cultivo nas faldas da portela em busca de um carreiro que contorna o outeiro e formava uma bela galeria. Aqui ainda não adivinhava o que iria encontra uns dois kilómetros adiante: um lindo carreiro em galeria, que ali existia, foi completamente destruído pela insensibilidade de uma máquina pesada de abate de eucaliptos. Para chegar ao eucaliptal foi abrindo sulcos e destruindo toda a vegetação que encontrou. A natureza há-de recuperar mas o carreiro só lá permanecerá se continuarmos a trilhá-lo.
Na Portela de alvados ainda existem alguns vestígios da lavoura de anos passados.
Já não há quem escreva cartas. Imagino as boas novas que ali foram entregues... hoje só as faturas chegam pelo correio e, por aqui, já não são necessárias as caixas. Por isso agonizam.
São lindos mas... muito tóxicos. Se passearem com crianças cuidado por a beleza deste fruto atrai-as. Subindo a enconta em direção à Serra de Santo António encontro as bryonias secas apresentando seus frutos vermelhos e brilhantes, refletindo o sol.
Só existirá enquanto for trilhado mas é muito agradável.
Um pouco acima das grutas de Alvados tem-se esta bela panorâmica do vale.
Sem comentários...
Os afloramentos rochosos a aparecer no meio do mato têm um especial encanto nesta parte da serra.
Um belo penedo por onde o carreiro passa
O vale do Patelo apresenta um conjunto de olivais pouco produtivos e de azeitona miúda mas que dão um azeite impar.
A capela não sei quando nem o que motivou a sua construção. Está a menos de 100 metros da bela Igreja de Nossa Senhora da Consolação que data do Século XVII. O retábulo em talha dourada é de 1645 e a tradição diz que foi oferecido pelo povo da terra. A torre sineira é do século XIX.
Há quem deste lugar tenha muito saborosas recordações!
Aqui se representa cenas e velhos cenários da vida deste povo

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