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32,52 km

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próximo a Sebolido, Porto (Portugal)

Tinha na mente ir dar uma volta pela serra das Banjas. Eu e a Sura a um bom ritmo, deixamos a zona de conforto. Testei as minhas articulações com 2 subidas do rio Mau até à entrada da serra das Banjas. Lembrei-me que o amigo Álvaro estava de folga e como o tempo era convidativo decidi trilhar até à linha de MAT. Chegado ao poste 17, decidi orientar a minha "agulha" para a Sobreira. Na verdade não tinha a noção qual o percurso a seguir para atingir o objectivo. Fiquei surpreendido quando deparo com uma estrada. Sem demora, viro à direita, subo, até um largo, situado à esquerda. Ao fundo vejo uma povoação e convinha-me convencer que era o meu objectivo. Continuo pela estrada, mais um pouco até decidir sair do alcatrão. Vou caminhando até entrar num campos de cultivo e encontrar uma barreira intransponível, o rio Sousa. Sigo pela margem esq. e vislumbro uma ponte. Sigo até lá, trepo e passo para a estrada. A Sura não conseguia passar por baixo das grades. Sem demora, dobrei-lhe as patas e passei-a para o meu lado. A partir deste momento só pensava na surpresa que ia dar ao Álvaro. Chegado a casa dele, estranhei não ver o seu carro. Não é costuma, mas a minha sorte foi trazer o telemóvel. Ligo-lhe e digo onde estava. Resposta: não estou em casa e não sei a que horas regresso. Sem demoras decidi regressar. Sem alimentos, água e dinheiro, fiquei consciente que tinha que gerir bem as minhas energias. Poucos metros andados surgiu-me um pensamento: E se eu encontrasse um laranjal com uma tabuleta: SEM DONO. Caminhei pela estrada até encontrar uma saída que me levasse para a serra. Em frente a uma plantação de groselha, reparo que existe uma saída do alcatrão. Entro na Travessa da Ponte até deparar-me com uma zona de cultivo. Com receio, mas determinado, entro descaradamente nesta zona, totalmente descoberto e com casas ao fundo, muito provavelmente do proprietário da terra que eu e a Sura calcávamos. Chegado ao fundo do campo, tomei consciência que tinha que trepar uns arames enferrujados para passar para o terreno do outro lado, coberto de silvas. A Sura com dificuldades, por tantos espinhos, à sua frente, lá conseguiu passar. Ai, ai, o que estava a ver !!! Laranjeiras de pequeno porte, escondidas entre as silvas, mas sem fruto. Custava-me acreditar, mas era verdade!!! Logo na primeira, escondidas pelas folhas, vejo laranjas suficientes para encher os bolsos. Uma dúzia, foi quanto eu consegui arrecadar. Este fruto deu-me uma grande ajuda. Comi 10, logo de seguida. As 2 restantes comi, uma em casa e outra, no sábado seguinte, no Porto. Passo o Centro Cultural Casa do Xiné e oriento-me para a serra das Banjas. A partir daqui, foi o regresso a casa sem sobressaltos.
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01-11SR

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07-11Presa das rãs

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10-11Álvaro

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11-11Casa Povo Sobreira

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12-11Trav da Ponte

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13-11Centro Cultural Casa do Xiné

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14-11Lagares em frente

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15-11Pinheiral manso

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16-11Mina

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17-11Água boa !!!

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18-11Melres e Lomba ao fundo

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19-11Alminhas da Estivada

3 comentários

  • Foto de Álvaro Rego Pinto

    Álvaro Rego Pinto 16/abr/2016

    Tenho pena de não ter participado nesta trilha.
    Adorei ;) (Y)

  • Foto de Álvaro Rego Pinto

    Álvaro Rego Pinto 24/abr/2016

    Mais uma vez fico triste de não ter partilhado esta aventura, mas fica atenção que qualquer caminhada devemos levar B.O.B ("Bail-out Bag”) Mochila de Fuga... que está sempre pronta para um bom trilho pelas Serras.
    Admiro o seu espírito Aventureiro Explorador de Trilhar pelo mato e serras fora da sua área de conforto e ultrapassar os desafios criados nesse trilho.
    O meu abraço e um até o próximo Trilho.

  • Foto de David Araújo Gomes

    David Araújo Gomes 28/abr/2016

    Obrigado, Álvaro. Brevemente farei os meus comentários da nossa parceria, levada a cabo no dia 25 de Abril.
    Um abraço.

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