Coordenadas 3943

Uploaded 25 de Fevereiro de 2019

Recorded Fevereiro 2019

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367 m
78 m
0
18
37
73,53 km

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próximo a Malpica, Castelo Branco (Portugal)

:: ROTAS TEJO - Os Grandes Rios de Portugal ::
O Tejo de Alcantara a Vila Velha de Ródão
Texto e Fotos By: Alexandre Correia
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ETAPA 2: MALPICA DO TEJO - VILA VELHA DE RÓDÃO
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Distancia Total: 74 KM

Troços de Terra: 8, Num total de 54 KM

Ligações em Asfalto: 9, Num total de 20 Km
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DADOS UTEIS

Tasca Maria Faia
Refeiçoes e petiscos com bons produtos locais.
Passeios de barco no Tejo, mediante reserva com 2 dias de antecedencia (15€ por adulto / 10€ criança, a partir dos 5 anos)
Pacote de passeio e refeição completa a seguir, almoço ou jantar, duplica o valor)
Encerra à Segunda Feira - Telef: 910 908 855 / 272 913 000
Email: geral@beirabaixainesquecivel.pt

PERAIS

Casa de Perais
Casa de campo, numa antiga escola primária, totalmente reconstruida, apartamento totalmente equipado e com 2 quartos
Telef: 272 541 138


VILA VELHA DE RODAO

Vila Portuguesa
www.vilaportuguesa.pt
Restaurante junto ao cais do Tejo e a unidade de turismo com 9 quartos, entre N18 e a Estaçao da CP
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NAVEGAR ENTRE AS ARRIBAS DO TEJO INTERNACIONAL

"O segundo percurso desta rota leva-nos de Malpica do Tejo até Vila Velha de Ródão. Começa ainda no sector internacional do rio, para terminar já no primeiro ponto em que as duas margens se encontram em Portugal.

Perdida num planalto que mais adiante escorrega até ao Tejo, Malpica de Tejo está a dois passos de Castelo Branco e embora seja a sede da maior freguesia do concelho albicastrense, nem por isso deixa de viver isolada, pois só lá vai quem quer mesmo lá ir, já que na aldeia não se encontra a caminho para mais lado nenhum; as aldeias vizinhas têm estradas diretas para lá chegar.

A origem do nome Malpica é incerta e talvez a explicação mais credível seja a que aponta para uma derivação das palavras espanholas malo e pica. No entanto, a versão mais encantadora é a que remete para uma lenda que se perde na memória dos tempos. E não resistimos a contá-la: cansados de serem atacados, porque a aldeia se situava num lugar desprotegido, as suas gentes decidiram construí-la noutro sítio, mas como não chegavam a entendimento quanto à localização, acordaram deixar isso ao acaso. Assim, largaram uma manada de vacas pelos campos e onde elas parassem, erguiam a nova aldeia. Esse lugar não é o mais protegido, mas a construção fez-se. E com ceticismo, pois todos diziam repetidamente “mal fica”, até que ficou Malpica. E como o Tejo está mesmo ali em baixo, acrescentou-se o nome do rio.

Lendas à parte, talvez a antiga aldeia tivesse mais para mostrar, porque esta é moderna quanto basta parta não nos distrair. A menos que aceitemos o desafio que aqui lançamos: ir navegar entre as arribas do Tejo Internacional, num passeio fluvial de duas horas, bem guiados pela experiência do simpático Sr. João, pescador a tempo inteiro e marinheiro de água doce desde que se conhece. Não há recanto do Tejo, nestas paragens, que ele não conheça e acompanhá-lo a bordo da lancha é um cruzeiro difícil de esquecer. Mesmo os ninhos das raras cegonhas pretas, o Sr. João sabe como ninguém onde se encontram. E quando aos abrutes, à medida que os vamos vendo, nas escarpas, vamos perdendo o entusiasmo, tantos são os que encontramos. Com sorte, como nos aconteceu num final de tarde memorável, até vemos veados a descer as encostas ingremes para virem beber água ao rio


ENTRE – OS - RIOS TEJO E PONSUL

Almoçado ou não, o importante é decidir qual dos percursos escolhe para ir avançando. A opção em todo terreno começa por tomar um rumo bem diverso daquele que indicamos a quem pretenda conduzir apenas por asfalto.

No primeiro caso, vamos ao encontro do rio Ponsul através de dois troços de terra quase consecutivos, saindo de Malpica do Tejo já por um desses caminhos. No segundo caso, tomamos a estrada em direção a Castelo Branco e contamos 6,1 km desde a saída de Malpica do Tejo até encontrarmos o desvio à esquerda que conduz até Lentiscais, Alfrívida e Perais.

Deixamos aqui a N18-8 e chegamos primeiro a Lentiscais, atravessando um quilómetro depois o rio Ponsul, último afluente português do Tejo Internacional, que desce por entre os montes, desde a Serra de Ramiro, a 650 metros de altitude, no concelho de Idanha – a – Nova.

Quem segue em todo terreno, irá atravessar o Ponsul nessa mesma ponte, mas chegará a Lentiscais por um terceiro troço de terra, que acompanha do alto a margem esquerda do rio. Alfrívida surge depois de subida após a travessia do Ponsul e seguimos para Perais, num sector em que não encontrámos alternativa ao asfalto.

Alcançamos este desvio com uma dúzia de quilómetros cumpridos desde o entroncamento da N18-8 e contamos mais sete até Perais. A meio caminho vai reparar numa placa, do lado esquerdo da estrada, que indica umas ruínas romanas. Merecem uma paragem. E adiantamos-lhe que se trata das ruínas de uma obra única entre nós: a barragem romana da Lameira, com 380 metros e uma albufeira de 355.000 m2.

Por fora da estrada, iremos trocar o asfalto da M553 a meio caminho entre Alfrívida e Perais, descrevendo uma rota por estradões de terra que nos conduzem até ao antigo Posto da Guarda Fiscal de Monte Fidalgo.

As instalações encontram-se abandonadas e caminham rapidamente para a ruína, mas é tão bela a paisagem que se admira desde estas casas, dominando o vale do Tejo e as terras espanholas, que ficamos com uma enorme vontade em recuperá-las e fugir até este recanto sempre que pudermos.

Podemos sim prosseguir até à aldeia de Monte Fidalgo, onde o percurso nos orienta até aos limites do Tejo Internacional, descendo quase à barragem de Cedilhe. Daí em diante, o curso do Tejo torna-se português, mas até Vila Velha de Rodão os únicos caminhos que permitem seguir junto ao rio situam-se na margem esquerda, ou seja, no lado oposto ao que nos encontramos.

E por agora, viramos as costas ao Tejo e à barragem de Cedilhe, para subirmos de novo até Monte Fidalgo, onde cruzamos a M553, para tomar um caminho de terra que segue, por fim, até Perais.

DESCOBRIR A MAIOR AZINHEIRA DE PORTUGAL

Se chegarmos a Perais por estrada, subimos uma calçada até ao centro e no cruzamento junto à pequena igreja, seguimos à direita pela N355, que percorremos até ao km 0.
Mas ainda e Perais, temos duas sugestões: se gosta de caminhadas, inicia-se aqui um percurso de cerca de 6 km até ao Tejo, com um tempo estimado de duas horas para o cumprir, que está devidamente assinalado: é o “Caminho da Telhada”. Outro ponto de interesse é descobrir aquela que está classificada como a maior azinheira de Portugal, com uma copa que se abre num perímetro impressionante e que se calcula que seja multicentenária.

Pode avistá-la desviando-se por uma ruela que encontra do lado direito da estrada, em frente à antiga escola primária da aldeia, pouco antes de sair dela. E já que falamos da escola, podemos ainda referir que hoje está transformada numa unidade de turismo local, surpreendente. Se quiser é melhor começar a pensar onde vai passar a noite, porque o percurso por estrada desta etapa está mesmo a terminar: basta percorrer a N355 até ao fim e quando chegar à N18 desce à esquerda até Vila Velha de Rodão.

Quem seguir por fora da estrada, chegará a Vila Velha de Rodão por caminhos de terra. Mas isso só depois de um desvio até à aldeia de Vale de Pousadas, após a qual a track/percurso nos leva de volta à N355 por uma estreita estrada municipal, que atravessa uma pequena aldeia “fantasma”.

O troço final do percurso em todo terreno desenvolve-se entre a N355, o Tejo e a N18, que alcançamos já nos limites poente de Vila Velha de Rodão. Então, somente faltará avançar no sentido contrário, pela N18, em direção ao centro da vila e ao cais do Tejo.

E não podemos terminar sem adiantar que junto ao cais fluvial há um bom restaurante: chama-se Vila Portuguesa. E este é também o nome de uma unidade de turismo, ali a dois passos, rumo à estação de caminhos de ferro, que dispõe de nove quartos bem convidativos.

:: ROTAS TEJO - Os Grandes Rios de Portugal ::
Texto e Fotos By: Alexandre Correia

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INICIE o percurso em MALPICA DO TEJO, junto ao posto da GNR LOCAL, e siga pela Rua Francisco Marques Diogo.
No Largo de S.Pedro siga à DIREITA pela RUA DA MINA
Junto ao MONTE DA FARROPA, siga à DIREITA após atravessar o pontão sobre a Ribeira da FARROPINHA
Siga em FRENTE por pista principal e entre AZINHEIRAS. Se a "porteira" da vedação estiver fechada, volte a FECHA LA.
Siga em frente na pista principal, seguindo pela cumeira até descer ao VALE do RIO PONSUL
Ao alcansar o VALE, siga siga pela esquerda e avance no caminho paralelo ao RIO PONSUL
Siga pela Esquerda e desça ate ao Rio PONSUL
Deixa asfalto da M572 e siga à esquerda pelo estradao de TERRA em direçao à Srª dos REMEDIOS
Na bifurcaçao junto ao campo de futebol, siga à esquerda e logo a seguiravance pela direita
Contemple o TEJO.... Junto ao Posto da Guarda Fiscal e depois volte para trás
Junto à Barragem de CEDILHE - 45 Km Percorridos Contemple o TEJO junto à Barragem de CEDILHE... AQUI TERMINA O TEJO INTERNACIONAL!!! VOLTE PARA TRÁS...
"Inveje" a vista da casa deste vizinho...e depois sim: siga pista principal pela direita
Termine o percurso no Largo diante do Porto Fluvial de Vila Velha de Ródão...com panoramica sobre o TEJO
DESCOBRIR A MAIOR AZINHEIRA DE PORTUGAL A AZINHEIRA gigante de Perais, tem pelo menos 400 anos. - A enorme azinheira centenária (400 anos e 10 metros de altura, segundo informação no local).; Se chegarmos a Perais por estrada, subimos uma calçada até ao centro e no cruzamento junto à pequena igreja, seguimos à direita pela N355, que percorremos até ao km 0. Mas ainda e Perais, temos duas sugestões: se gosta de caminhadas, inicia-se aqui um percurso de cerca de 6 km até ao Tejo, com um tempo estimado de duas horas para o cumprir, que está devidamente assinalado: é o “Caminho da Telhada”. Outro ponto de interesse é descobrir aquela que está classificada como a maior azinheira de Portugal, com uma copa que se abre num perímetro impressionante e que se calcula que seja multicentenária. Pode avistá-la desviando-se por uma ruela que encontra do lado direito da estrada, em frente à antiga escola primária da aldeia, pouco antes de sair dela. E já que falamos da escola, podemos ainda referir que hoje está transformada numa unidade de turismo local, surpreendente. Se quiser é melhor começar a pensar onde vai passar a noite, porque o percurso por estrada desta etapa está mesmo a terminar: basta percorrer a N355 até ao fim e quando chegar à N18 desce à esquerda até Vila Velha de Rodão. Quem seguir por fora da estrada, chegará a Vila Velha de Rodão por caminhos de terra. Mas isso só depois de um desvio até à aldeia de Vale de Pousadas, após a qual a track/percurso nos leva de volta à N355 por uma estreita estrada municipal, que atravessa uma pequena aldeia “fantasma”. O troço final do percurso em todo terreno desenvolve-se entre a N355, o Tejo e a N18, que alcançamos já nos limites poente de Vila Velha de Rodão. Então, somente faltará avançar no sentido contrário, pela N18, em direção ao centro da vila e ao cais do Tejo. E não podemos terminar sem adiantar que junto ao cais fluvial há um bom restaurante: chama-se Vila Portuguesa. E este é também o nome de uma unidade de turismo, ali a dois passos, rumo à estação de caminhos de ferro, que dispõe de nove quartos bem convidativos. .................................................................... Este PR5 tem início no largo da antiga Ermida da NªSenhora dos Remédios, na pequena aldeia de Perais (Vila Velha de Ródão). É um pequeno percurso circular, de traçado fácil (existe uma alternativa ainda mais curta), feito no sentido dos ponteiros do relógio e encontra-se bem sinalizado. Saindo do largo da igreja, pela Rua da Estalagem, vamos em direção à Fonte da Telhada, local onde termina o asfalto e começa o caminho de terra batida e, mais à frente, o caminho de lajes de xisto que desce até ao Tejo, pela Barreira da Barca. Esta ladeira que desce em direção ao rio, será o único troço que teremos de ter em conta, dado que há que fazer o caminho de regresso, mas este desnível não obriga a grande esforço, muito embora se deva considerar que o piso (xisto) se torna escorregadio quando molhado. O resto do trilho é interessante tanto pela paisagem como pela fauna (muitas perdizes, espero que os caçadores não estejam a ler, pêgas e patos bravos). Locais de interesse: - Túmulo e lagar escavados no xisto; - Barreira da Barca: antigo caminho de xisto, onde as rodas das carroças gravaram sulcos na rocha, quando faziam o trajeto de e para o ancoradouro desta margem do Tejo, para levar os trabalhadores para as ceifas no Alentejo; - Os locais de amarração dos barcos, identificados nos afloramentos rochosos onde as marcas das cordas ficaram gravadas; - As datas das enchentes gravadas no xisto; - A enorme azinheira centenária (400 anos e 10 metros de altura, segundo informação no local).; - A beleza da paisagem, em especial nesta época do ano (primavera), dominada pela vegetação mediterrânica. Informação útil em: http://www.cm-vvrodao.pt/atividade-municipal/turismo/rede-de-percursos-de-rodao/percursos-pedestres.aspx

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