Coordenadas 3256

Uploaded 23 de Julho de 2019

Recorded Julho 2019

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105,01 km

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próximo a Elvas, Portalegre (Portugal)

||| ROTAS GUADIANA - Os Grandes Rios de Portugal |||

::: O GUADIANA DE ELVAS A VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO :::

Texto By: Alexandre Correia

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ETAPA 1: ELVAS | ALANDROAL
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Distancia Total: 106 KM

Troços de Terra: 39 KM

Ligações em Asfalto: 67 Km
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DADOS UTEIS

ELVAS

SL HOTEL SANTA LUZIA - www.slhotel-elvas.pt
HOTEL HISTÓRICO COM 25 QUARTOS, E O RESTAURANTE MAIS CÉLEBRE DE ELVAS,
BERÇO DO FAMOSO BACALHAU DOURADO E DO "CASAMENTO" DA SERICAIA COM
AMEIXA DE ELVAS
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JUROMENHA

CASAS DE JUROMENHA - www.casasdejuromenha.com
UNIDADE DE TURISMO RURAL EM FRENTE AO GUADIANA, POR BAIXO DA FORTALEZA
DE JUROMENHA, COM SEIS (6) CASAS TIPICAMENTE ALENTEJANAS, RICAMENTE EQUIPADAS,
FRENTE A UM JARDIM COM PISCINA QUE CONVIDA AO REPOUSO....

CASAS DE SÃO LÁZARO - www.casasdesaolazaro.pt

CONJUNTO DE TRÊS (3) CASAS RECENTEMENTE CONSTRUIDAS DE ACORDO COM A TRAÇA DA
REGIÃO, COM UM, DOIS E TRÊS QUARTOS, SITUADAS DIANTE DA ENTRADA DA FORTALEZA
DE JUROMENHA.
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O GUADIANA DE ELVAS A VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO

Com este Roteiro pelo vale do Guadiana, atravessamos praticamente toda a raia do Alentejo e do Algarve, pois quer na fase inicial do seu curso junto a Portugal, quer no percurso final a caminho da foz, o rio é a linha da fronteira.

E dos 260 quilómetros em que o guadiana passa por Portugal, os troços inicial e final partilhados com Espanha somam 110 quilómetros, ao longo dos quais praticamente só encontramos pequenas povoações, mais até do lado de cá, que do lado de lá.

Nestes itinerários, propomos simultaneamente com percursos para passeios em estrada e em todo – o – terreno, visitaremos grande parte destas aldeias perdidas nas imediações do Guadiana. Só por isso, esta promete ser uma viagem especialmente demorada, em que será importante reservar tempo para absorver tudo o que se nos irá revelar ao virar de cada curva, ao entrar em cada lugar, cada aldeia, cada vila.

Até para, porque não, conviver com quem formos encontrando no caminho?

O ponto de partida é em Elvas e escolhemos um local simbólico para dar arranque ao primeiro dos itinerários que iremos percorrer ao longo do Guadiana, até Vila Real de santo António: a Pousada de Santa Luzia, a mais antiga de todas, inaugurada em 1942 para oferecer boa cama e boa mesa aos viajantes, numa réplica dos Paradores de Espanha, que começaram a operar em 1928.

Esta unidade histórica foi salva do abandono e provável ruína pela paixão de um hoteleiro fora do comum, como contaremos mais adiante. Também os velhos fortes militares que rodeiam Elvas passaram por períodos de abandono que fizeram levantar dúvidas quanto à sua preservação, ao contrário do que hoje sucede, ou não fossem elementos fundamentais para sustentar a atribuição a Elvas do estatuto de “Património da Humanidade”. Até porque esta distinção, conferida pela Unesco, implica o respeito por inúmeras regras; a mais importante delas é a permanente manutenção do património que é motivo de reconhecimento.


Para começarmos este longo passeio Guadiana abaixo, saímos da pousada, tomamos rumo a Espanha e logo a seguir desviamo-nos na direção do Forte de Santa Luzia. Esta é uma das duas grandes fortificações que outrora asseguravam a proteção da cidade, mesmo que nem sempre tenham conseguido ter sucesso na sua função.

Dominando uma pequena colina em frente à cidade, dali contempla-se a imensidão da mancha urbana de Badajoz, onde hoje há coisas muito mais interessantes para fazer do que ir comprar caramelos, como se dizia noutros tempos, em que a fronteira não era apenas uma linha, mas sim sinónimo de passagem pela alfândega e longas filas de espera para cumprir com as formalidades que a entrada na União Europeia facilitaram e, mais recentemente, no Espaço Shengen, aboliram.

Graças a isso, se no passado pré – U.E. além da fronteira do Caia, entre Elvas e Badajoz, até à fronteira fluvial de Vila Real de Santo António / Ayamonte havia apenas outros dois postos que ofereciam ligação a Espanha – o de São Leonardo e o de Vila Verde de Ficalho – hoje há inúmeras passagens abertas entre os dois países. E propomos cruzar algumas delas. Por exemplo, depois de terminarmos o percurso do segundo segmente de rota – que descreve uma ronda em torno da albufeira da barragem de Alqueva, entre Monsaraz e Mourão, com um desvio a Barrancos pelo meio – sugerimos um salto a Espanha para ver o memorial erguido em homenagem a Humberto Delgado, no local onde uns miúdos encontraram o cadáver do General Sem Medo e da sua secretária.


A fase final destas Rotas no Guadiana é de longe a mais extensa. Decorre por toda a jusante da barragem que alterou irreversivelmente o Guadiana. Por isso, é a partir daí que realmente descobrimos o autêntico Guadiana, ou o que resta do rio, como sempre o conhecemos. Neste terceiro segmento, partimos de Moura, outrora mais conhecida pelas suas águas naturais gaseificadas do que, como hoje sucede, pelos seus azeites, cuja produção tem vindo a modificar, talvez tão irreversivelmente quanto a barragem, a paisagem das planícies do Baixo Alentejo. Agora, onde ainda há alguns anos os campos mudavam de aparência a cada estação, os olhos ficam cansados de tanta mancha verde uniforme, dos olivais onde é praticada uma cultura super intensiva, com os pés encostados uns aos outros, confundindo-se com as plantações de chá mais industriais.

Depois de Serpa e de nos desviarmos até às aldeias de Quintos e de Salvada, temos uma merecida recompensa: acompanhar um troço do Guadiana que permanece quase selvagem. Segue-se uma tirada até Mértola, a vila mais árabe do nosso país, onde ainda fazemos um desvio para visitar as ruínas das minas de São Domingos e percorrer alguns dos trilhos que eram usados pela linha de caminho – de – ferro particular da companhia britânica que explorava este jazigo de pirites. Durante quase um século, era sobre os carris de ferro que rolavam os vagões usados para escoar o minério até ao porto fluvial do Pomarão, onde por fim embarcavam nos navios que depois levavam as pirites até ao lugar onde eram processadas; normalmente a Siderurgia Nacional, próxima do Barreiro. É no Pomarão que a ribeira do Chança e o Guadiana se encontram, terminando o curto percurso nacional do rio; a partir daí, o Guadiana volta a ter caráter internacional até alcançar o Atlântico, entalado entre as cidades de Vila Real Santo António e de Ayamonte. Chegaremos lá descendo pelo barrocal algarvio até ao Sepal de Castro Marim, para terminarmos, de novo simbolicamente, junto ao imponente farol de Vila Real Santo António.


PERCURSO 1 : ELVAS / ALANDROAL


ENTRE SEARAS, VINHAS E OLIVAIS

Ao pensarmos em Elvas, é inevitável pensarmos também na vizinha Badajoz, do outro lado da fronteira, apenas oito quilómetros a leste. Sempre se ouvirá a frase “ó Elvas, ó Elvas, Badajoz à vista”, mas para arrancarmos com mais uma série de passeios Todo – Terreno Grandes Rios de Portugal, parece-nos mais apropriado trocar a capital da Extremadura pelo Guadiana. O terceiro maior rio luso-espanhol entra no nosso território aí mesmo, próximo da fronteira do Caia. Daí até à foz, o Guadiana ainda vai percorrer 260 quilómetros, dos quais apenas 150 quilómetros correm com Portugal em ambas as margens. Os restantes 110 quilómetros desenham a linha de fronteira com Espanha por dois sectores: O primeiro troço transfronteiriço vai desde o Caia até aos arredores de Mourão e o segundo começa no Pomarão; e daí até à foz, esses últimos 68 quilómetros são navegáveis, com a parte final do estuário a abrir-se num amplo sapal, que é protegido por reserva natural, quer do lado português, quer igualmente do espanhol.


Sobre a nascente do Guadiana, há diversas teorias, mas considerando o que é mais comum dizer-se, nasce no coração de Espanha, em plena serra de Alcaraz, a 1700 metros de altitude e percorre cerca de 810 quilómetros até à foz, que são cruzados por 65 pontes – algumas sobre o paredão de barragens – das quais apenas 15 em Portugal. Curiosamente, a primeira destas não permite a travessia do rio desde há cerca de três séculos. Trata-se da famosa Ponte da Ajuda, que ligava Elvas a Olivença. Construída em 1510, serviu até 1709, quando foi derrubada por tropas castelhanas, no decurso da longa Guerra da Sucessão espanhola, uma das várias a que os por portugueses foram obrigados a combater pelos nossos “amigos” ingleses…


PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

De pequena cidade de província, que a abertura da autoestrada direta a Madrid fez a importância de ponto de passagem obrigatório para o trânsito transfronteiriço, Elvas como que renasceu e ganhou novo fôlego. Isso ficou a dever-se à recente distinção da Unesco, que integrou a cidade na exclusiva lista dos lugares classificados como Património da Humanidade. O despacho da Unesco, datado de 30 de Junho de 2012, resolveu favoravelmente uma candidatura apresentada apenas em Janeiro de 2010 e classificada a “Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações”, reconhecendo o valor e autenticidade de um vasto património militar construído ao longo dos séculos, no âmbito da importância estratégica para a defesa da fronteira. De acordo com o despacho da Unesco, “o conjunto de fortificações de Elvas (…) é o maior do mundo na tipologia de fortificações abaluartadas terrestres”. Erguidas a partir do reinado de D. Sancho II, as muralhas de Elvas compreendem uma área de 300 hectares, inserindo-se num perímetro de oito a dez quilómetros!


A classificação da Unesco compreende todo o centro histórico, as muralhas abaluartadas do século XVII, os Fortes da Graça e de Santa Luzia, bem como o Aqueduto da Amoreira e os três fortins: de São Pedro, de São Mamede e de São Domingos ou da Piedade. A elevação a Património da Humanidade foi determinante para revitalizar Elvas, que justamente passou a ser considerada como visita “obrigatória” pelos turistas mais sensíveis à importância deste legado histórico. Se tivermos de destacar apenas um ponto de visita, além do passeio dentro das muralhas do centro histórico, preferencialmente a pé – ainda que a praga dos “tuc – tuc” já tenha chegado a Elvas… - recomendamos vivamente a subida ao Forte da Graça, que muitos historiadores consideram tratar-se de uma das fortalezas abaluartadas mais poderosas do mundo! Exemplo “notável da arquitetura militar do século XVIII, o Forte da Graça destaca-se ainda pela sua conceção e implantação num monte bastante elevado”, conforme se pode ainda ler no acórdão da Unesco. O Aqueduto da Amoreira, logo à entrada poente da cidade, é também uma obra notável, que tardou praticamente um século a ser construída (1530 / 1622); a sua função era o abastecimento de água a Elvas e compreende 1367 metros de galerias subterrâneas, a que se seguem mais de 5.5 quilómetros à superfície, com arcadas que chegam a atingir os 30 metros de altura!

E PATRIMÓNIO DA COMODIDADE

Bastante mais recente, mas igualmente histórico é o SL Hotel Santa Luzia, que encontramos na rotunda da N4 à saída nascente da cidade, antes de começarmos a descer em direção a Badajoz. Trata-se de uma unidade que é em si um autêntico monumento da hotelaria nacional, ou não seja a pioneira da rede de Pousadas de Portugal: foi a primeira de um conjunto inicial de sete unidades, anunciadas em Março de 1938 por nota oficiosa de António Salazar, para abrirem em1940, em simultâneo com as celebrações do “Mundo Português”.
Construídas por conta do Ministério das Obras Públicas e Comunicações, as pousadas foram confiadas ao Secretariado da Propaganda Nacional, dirigido pelo famoso Dr. António Ferro, tendo por referência um padrão “excecional”, que ofereça ao Turista, a par de um serviço de mesa e de cozinha impecáveis, o maior conforto num ambiente caseiro, e um caráter quanto possível regional, em tudo aquilo que esse caráter não prejudique as condições de comodidade e a perfeição do serviço, conforme se lê em notícia da época, publicada no jornal “Gazeta dos Caminhos-de-ferro”.


A ideia das Pousadas de Turismo replicava em Portugal o conceito e padrão de qualidade elevado dos Paradores de Espanha, criados em 1928 e que ainda hoje constituem uma referência. Miguel Jacobetty Rosa, que em 1944 foi responsável pelo projeto do Estádio Nacional, no Vale do Jamor, seria um dos dois arquitetos encarregues de desenvolver os estudos para as Pousadas de Turismo, tendo-lhe cabido precisamente a unidade de Elvas e a de São Brás de Alportel. Apesar das intenções, à data prevista, em 1940, nem sequer os estudos estavam concluídos, quanto mais a construção de qualquer das sete pousadas. A de Elvas abriria a 19 de Abril de 1942, numa cerimónia presidida pelo próprio António Ferro, que na ocasião realçou a importância desta abertura em pleno desenrolar da Segunda Guerra Mundial. Presente na inauguração, o Diário de Lisboa apresentava a Pousada de Santa Luzia como um “admirável edifício de dois pavimentos”, que originalmente dispunha apenas de seis quartos duplos, todos situados no piso superior, enquanto no piso térreo, “com antecâmara, há a sala de jantar com três janelas abertas para um pátio andaluz, um canto de lareira, uma copa que liga à cozinha e três quartos para os hospedeiros”.

O sucesso da Pousada de Santa Luzia foi imediato e não tardou a que não chegasse para a procura. Daí que o edifício original seria por duas vezes ampliado, até chegar aos nossos dias com uma capacidade alargada a 25 quartos. No entanto, as diversas intervenções respeitaram a traça original do arquiteto Jacobetty Rosa. Este monumento à arte de viajar seria encerrado em Março de 2012 pelo Grupo Pestana, atual detentor das Pousadas de Portugal, que abandonou o imóvel, já algo degradado, pouco antes de se celebrarem os 70 anos de abertura. A iniciativa e sobretudo, a paixão de João Simões, fez renascer a Pousada Santa Luzia, adquirida por este hoteleiro e reaberta em meados de 2013, depois de uma completa recuperação. E seguindo o conceito original, o novo SL Hotel, como agora se designa, além de merecer a distinção como “património da comodidade”, é uma referência para os prazeres da boa mesa. Aliás, na cozinha da Pousada de Santa Luzia que em 1947, “por ocasião de um inesperado encontro secreto de altas individualidades portuguesas e espanholas”, recorda-nos João Simões, a cozinheira da unidade, Jacinta do Carmo Bucho, socorreu-se do pouco que havia em abundância na cozinha e da sua imaginação para conseguir servir uma refeição à comitiva. “Como não faltava o bacalhau, e o que havia mais eram ovos, batatas e azeite”, confecionou uma derivação do Bacalhau à Brás, a que os espanhóis chamaram Bacalhau Dourado, pela sua cor dominante, fazendo nascer na pousada um prato que hoje é emblemático da cozinha elvense. E já agora, fiquem a saber que foi também nesta unidade hoteleira que a sobremesa mais famosa de Elvas, Sericaia, pela primeira vez foi servida acompanhada pelas inigualáveis Ameixas d’Elvas!

POR ESTRADA OU POR TODOS OS CAMINHOS

Regra destas Rotas – Todo – Terreno é o percurso duplicar-se por um itinerário em estrada, que descrevemos em detalhe nas linhas que se seguem, decorrendo praticamente em paralelo um outro que, aqui e acolá, se desvia do asfalto, convidando a explorar alguns caminhos de terra.
O percurso em estrada desvia-se constantemente das vias principais, para nos orientar de aldeia em aldeia através de estradas secundárias onde, provavelmente, sem este guia, nunca passaríamos. O roteiro por todo-o-terreno tem a vantagem adicional de mostrar alguns recantos ainda mais surpreendentes, que revelam paisagens e perspetivas que não descobrimos enquanto estivermos limitados às estradas pavimentadas, sobretudo às principais, onde dificilmente se consegue conduzir em ritmo de passeio. Fora da estrada, acabamos por conduzir sempre bastante mais devagar, o que permite observarmos com mais atenção tudo o que rodeia os caminhos. Neste caso, o itinerário em todo-o-terreno, que descrevemos, foi desenhado de modo a ser acessível a um SUV de tração simples, como a um 4x2 que.


Simbolicamente, iniciamos esta rota, em Elvas, na rotunda junto ao SL Hotel Santa Luzia e prosseguimos pela N14 em direção a Espanha. Logo a seguir, em nova rotunda, desviamo-nos para a direita e trocamos a N4 pela estrada municipal que indica a Torre da Bolsa, o Forte de Santa Luzia e o Fortim de São Mamede. Experimente visitá-los e depois continue pela estrada, que começa por descer sinuosa entre olivais, para depois se abrir em longas retas até ao entroncamento, 6,1 quilómetros mais adiante, já no vale do Guadiana. Tomamos aqui a direita e percorremos mais 6,4 quilómetros até novo entroncamento, com a estrada Elvas / Olivença, onde seguimos pela esquerda, na direção desta cidade que ainda hoje divide muita gente, que se recusa a aceitar a anexação por Espanha, ocorrida em 1801.

Vale a pena atravessar o Guadiana e seguir até lá, para ver o quanto a memória portuguesa continua preservada, mas fundamental é apreciar as ruínas da velha Ponte da Ajuda, que depois de atacada em 1709, não voltou a ser recuperada. Espreitamo-la desde o largo da Ermida de Nossa Senhora da Ajuda e depois retomamos a mesma estrada, mas no sentido inverso, percorrendo 11 quilómetros até regressarmos a Elvas e ao ponto de partida.


Ao passar de novo a rotunda da antiga Pousada de Elvas, descemos à esquerda em direção a Lisboa, mas na rotunda seguinte invertemos o sentido, como se fossemos voltar atrás. Mas não chegamos a subir até à Pousada, pois desviamos para a direita, seguindo a N373 em direção a Juromenha e Alandroal. Até sairmos de Elvas vamos encontrar quatro rotundas, onde avançamos sempre em frente, contando 16 quilómetros até abandonarmos a N373 ao quilómetro 44. Vamos virar à esquerda para Juromenha. A povoação divide-se entre duas ruas paralelas, mas o que nos faz propor o desvio é a velha fortaleza, que originalmente albergava no interior a povoação, onde só igrejas se contavam três. Implantada no alto de um penhasco sobranceiro ao Guadiana, diz-se que a origem desta fortaleza terá sido encomendada por Júlio César, mantendo-se como uma praça militar de primeira classe desde os tempos do Império Romano até meados do século XIX. Votada ao abandono, a velha fortaleza mantém as muralhas firmes, mas o seu interior está completamente arruinado.


Assistir ao entardecer em Juromenha é uma imagem que sempre ficará gravada na memória. Nas indicações úteis que fornecemos, encontram-se duas opções de alojamento em Juromenha e ambas são excelentes para aproveitar esse momento e tornar mais fortes as recordações destes passeios. Curiosamente, quer num caso, quer no outro, propomos casas de turismo que dispõem de cozinha integrada, tornando-se especialmente convidativas para quem passeie em grupo e queira conjugar a experiência do percurso com os prazeres da cozinha. Mas se escolher esta opção, é fundamental seguir o lema de “quem vai ao mar, avia-se em terra”, pois por ali não terá onde comprar o que cozinhar.

A partir de Juromenha, o percurso até ao Alandroal tem uma fase em que as duas rotas quase são coincidentes nos pontos de passagem, mas depois da aldeia de Pardais, o percurso em todo-o-terreno dilata-se até às pedreiras de mármore que rodeiam Vila Viçosa e ao sopé da Serra D’Ossa, que é contornado na sua vertente norte, a partir da aldeia de Rio de Moinhos – onde há inúmeras queijarias, onde os apreciadores de queijos de ovelha podem fazer boas compras. Pelo contrário, o percurso de asfalto vai diretamente de Pardais ao Alandroal, conforme abaixo indicamos…

Partimos de Juromenha novamente pela N373, em direção ao Alandroal. Mas antes, ainda nos vamos desviar até à Mina do Bugalho, pequena povoação que atravessamos, para depois retomarmos a N373 para o Alandroal, passando de caminho pelo desvio para o Rosário, que ignoramos. Assim, depois de uma vez mais entrarmos na N373, à esquerda, percorremos apenas 300 metros, deixando-a ao quilómetro 56, onde encontramos uma estrada estreita, à direita, que nos levará até Pardais.


Pouco antes de alcançarmos Pardais esconde-se, do lado esquerdo da estrada, a Anta da Azinheira dos Apóstolos. Chegamos à povoação pelo Largo da Fonte Figueira e nem chegamos a entrar nela, pois viramos à direita pela estrada da Horta do Rego, que conduz até ao lugar de Fonte Soeiro, onde somos recebidos, salvo seja, pela torre do relógio. Subimos pela esquerda, passando pelo café da esquina, e ao fundo da reta em frente não deixe de ir espreitar a enorme pedreira de mármore, uma das maiores e com o poço mais profundo de toda a região. Continuando pelo asfalto, no entroncamento seguinte viramos à esquerda, diante da paragem do autocarro, e voltamos a Pardais e ao Largo da Fonte Figueira. Aqui, subimos pela direita uma rua estreita que termina no largo da igreja e na rotunda a seguir tomamos a segunda saída, deixando Pardais em direção ao Alandroal. Depois do cemitério e dos campos de futebol e de jogos, vamos alcançar a N255, onde seguimos à esquerda. Avançamos agora um par de quilómetros até ao desvio para o centro do Alandroal, terminando o passeio no centro da vila, junto ao castelo!

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Aproveite para visitar o Forte de Santa Luzia e o Fortim de S.Mamede e depois continue pela estrada de asfalto ................................................................................................... || Forte de Santa Luzia || O Forte de Santa Luzia situa-se na zona sul da bonita cidade de Elvas, constituindo hoje em dia um importante exemplar da arquitectura militar Portuguesa do século XVII. Elvas, situada bem próxima da fronteira com Espanha demonstrou-se desde cedo um importante bastião estratégico, tendo-se procedido à construção desta estrutura em 1641,logo após a Restauração da Independência Portuguesa, num projecto assinado por Matias de Albuquerque, redesenhado por Sebastião Frias em forma de estrela, e posteriormente alterado por Hieronimo Rozzeti. Este forte era uma importante parte de uma estrutura defensiva que incluía os fortins de São Mamede, de São Pedro, da Piedade e de São Francisco, integrando a decisiva praça-forte de Elvas. Este sistema defensivo conseguiu resistir ao ataque violento aquando a Batalha das Linhas de Elvas e ao cerco do exército Espanhol de três meses, em 1659. O Forte de Santa Luzia apresenta uma planta quadrangular com cerca de 150 metros, sendo constituído por diversos baluartes em estilo Vauban, revelins, coroas e outras obras militares. Ao centro tem um fortim do qual se eleva a Casa do Governador. Hoje em dia o Forte alberga o interessante Museu Militar do Forte de Santa Luzia.
No Cruzamento para o MONTE FALCATO e HERDADE DA ALGRAMASSA siga a  esquerda pelo caminho de TERRA em direcao a HERDADE DE SOSNA
Continue em Frente pelo caminho entre os portoes
Passe ao lado da antiga carreira de tiro Militar e prossiga pelo estradao que desce e alarga se
ATENCAO: Deixe o caminho de TERRA e siga a ESQUERDA pela EN 373
ATENCAO: Deixe a EN 373 e siga a esquerda pelo caminho de terra apos a ponte, antes do desvio para JUROMENHA
Deixe o caminho de terra e suba à direita pelo asfalto diante do portao das CASAS DE JUROMENHA
Siga pela segunda rua a esquerda e cruze JUROMENHA - Avance ate ao CASTELO
SENTINELA DO GUADIANA... CASTELO DE JUROMENHA - Alandroal - Evora De Juromenha, para o Grande Rio SELVAGEM GUADIANA... Perde-se o olhar na imensidão da paisagem… Fortaleza de JUROMENHA Juromenha: bela e maltratada!, Como é possível terem deixado a Fortaleza de Juromenha chegar a este estado de abandono e vandalização?! É incrível ao ponto a que chegou uma fortaleza com séculos de existência e até classificada como Imóvel de Interesse Público. O espanto não é apenas dos visitantes. Há também uma forte indignação das pessoas que residem na aldeia, no concelho do Alandroal, e se insurgem contra o abandono que se verifica há várias décadas e parece não ter solução à vista. Apesar deste estado, a Fortaleza é muito visitada e há muitos espanhóis que atravessam o Guadiana e vêm passar a tarde a Juromenha. À beira do Guadiana e com vista para Espanha, é um local magnífico para se visitar ao final da tarde. A luz dourada a incidir nas paredes da fortaleza, da torre de menagem, das igrejas da Misericórdia e da matriz e nos antigos Paços do Concelho dão o único brilho que resta às ruínas. O espaço entre as muralhas é amplo, pode-se caminhar pelo interior das igrejas, uma delas completamente vandalizada, e ver em detalhe as inscrições nas fachadas. A vista é deslumbrante. A fortaleza está num alto e alcança um vasto horizonte onde sobressai o Guadiana. Devido à sua localização estratégica, a Fortaleza de Juromenha já foi palco de muitas batalhas, guerras e saques. Júlio César mandou reforçar as defesas, seguiram-se os muçulmanos e no final do século XII passou definitivamente para território de Portugal. A própria fortaleza foi reconstruída várias vezes, depois de ter sido devastada pelas guerras, pela explosão de um paiol e pelo tremor de terra de 1755. Em 1920, ficou despovoada e teve início um ciclo de decadência que dura até hoje. As últimas obras de recuperação terminaram em 1996 e agora está quase votada ao abandono. Tem havido vários projetos de recuperação e investimento na Fortaleza. No Convento de São Paulo, na Serra d’Ossa, está em exposição um dos projetos, mas até agora não há avanços significativos. Roteiro dos Castelos de Portugal - SUL GPS: 38.7380467,-7.2401938 By ROTAS "Portugal Profundo", Paula Abreu ©
Contiue em frente passando ao lado da pequena praça de touros de JUROMENHA
Deixe EN 373 apos o KM 49 e siga o estradao de terra a sua esquerda (a entrada é pouco visivel) e avance PP em direçao a HERDADE MONTE FIDALGO
Continuie pela direita por PP cruzando a passagem canadiana
Desca a direita apos o MONTE FIDALGO
CRUZA a ponte com cuidado e siga PP
SIGA em frente avancando entre vedacoes
Atravesse a passagem canadiana e continue na pista principal
Atravessa novamente uma canadiana e siga pela pista principal
ATENCAO! CUIDADO com a passagem no pontao sobre a linha de agua: - ESTREITO - E POUCO VISIVEL
CRUZA canadiana e siga pista principal
ATENCAO! CRUZA canadiana e siga em frente no largo S.Braz cruzando a aldeia de MINA DO BOGALHO
SIGA EM DIRECAO A PARDAIS
No cruzamento ao entrar em PARDAIS siga a direita e prossiga por estrada estreita ao longo da HORTA DO REGO, saindo da aldeia
ATENCAO! Frente a torre do relogio de Fonte de Soeiro siga a esquerda! Se precisar de um cafe, aproveite agora!
Deixe a estrada principal e avance em frente pelo caminho atraves da pedreira do COCHICHO ( e se tiver vertigens nao va espreitar)
Siga em FRENTE pelo estradao que cruza a PEDREIRA de MARMORE e siga sempre pista PRINCIPAL
Siga pela esquerda entre poços da pedreira
Na bifurcacao da pedreira P.J.SIMOES siga pela DIREITA em frente ao posto eletrico Nº 31
E saiba que nestes campos travou se em 17 de JUNHO de 1665 a BATALHA DE MONTES CLAROS
Apos a entrada da HERDADE DO MONTE BRANCO, entra em ESTRADAO e siga sempre PISTA PRINCIPAL! - ATENCAO AO TRANSITO!
Passe a CANCELA, saindo da herdade da Cavaleira e SIGA PP
Passe a "PORTEIRA" da vedacao e siga em frente pelo asfalto
Castelo de Alandroal Alandroal O castelo do Alandroal foi edificado no reinado de D. Dinis, com 1298, como data de conclusão, segundo uma inscrição que se mantém na Torre de Menagem. Há poucas informações sobre esta fortificação, que em 1910 quando foi classificada como Monumento Nacional, se encontrava muito arruinada, tendo beneficiado de obras de restauro a meio do século XX.

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