Horas  9 horas

Coordenadas 5559

Uploaded 14 de Fevereiro de 2018

Recorded Fevereiro 2018

-
-
1.257 m
300 m
0
33
66
131,9 km

Visualizado 1607 vezes, baixado 159 vezes

próximo a Montalegre, Vila Real (Portugal)

| PORTUGAL PROFUNDO - www.portugalprofundo.com |
| ETAPA 4 | "Montalegre - Pedras Salgadas" - 132 Km |

Território fértil em paisagens, imagens e sabores, gentes destemidas, corajosas e fraternas, portugueses que vivem com amor, mais forte que qualquer dor. Portugal é assim, uma tela viva onde nos perdemos e encontramos, onde vivemos e amamos.

......................................................................................................................................................
TRÁS-OS-MONTES - NORTE DE PORTUGAL
A paixão por PORTUGAL... O amor pela nossa terra!

Concelhos a Percorrer:
( Montalegre, Boticas, Vila Pouca de Aguiar e Pedras Salgadas )

O nosso PORTUGAL PROFUNDO!
Portugal é isto, laje sobre laje, dias sobre dias, estórias com história, corpos com alma, rugas com eternidades para contar. Portugal é isto, e isto é tanto. Estimam-se livros de ouro e desperdiçam-se histórias de diamante. O que somos é muito mais do que aquilo que se pode guardar num banco ou bolsa. O que somos é história fortificada, é DNA enriquecido pela luta de quem viveu, sofreu, sorriu e venceu. O que não deveríamos ser era fracos de memória e deixar de estimar o que somos, e o que somos vale mais que ouro. Se somos assim, sensíveis, é porque rios de lágrimas choveram sobre os mares! Se somos assim, determinados, é porque os mares desconhecidos nos permitiram enxergar a nossa alma destemida! Se somos assim, guerreiros, é porque nem bávaros, gauleses ou vizinhos vez alguma nos conseguiram dobrar pela espinha! Se somos assim, de paladar refinado e pote enriquecido, é porque aprendemos a ser felizes à mesa, a conviver à média luz e ao sabor de um belo cozido à portuguesa! Se somos assim, poupados, é porque conseguimos ultrapassar dezenas de crises, aprendendo a utilizar cem por cento do porco, a cozinhar com castanhas, a fumar o que é preciso estimar ou a saborear uma sardinha partida em três! Se somos assim é porque milhares e milhares de aldeias sobreviveram ao passar dos tempos, sempre edificadas nos seus mais nobres valores e tradições. Se somos assim porque haveremos nós de mudar?
....................................................................................................................................................

|| ALDEIAS DO XISTO - ALDEIAS DE PORTUGAL - ALDEIAS "FANTASMA" ||

Portugal é um destino por excelência para a prática de Turismo de Natureza, dispondo de um riquíssimo património natural.
Portugal possui uma enorme variedade de paisagens e elevada diversidade de habitats naturais, com condições que permitem a realização de programas de observação de aves em habitats distintos e com um grande número de espécies, designadamente, em habitats de montanha, estuários, escarpas, montados de sobro, lagoas costeiras, planícies cerealíferas.
Importa salientar que cerca de 21% do território português é formado por Áreas Classificadas com fortes valores naturais e de biodiversidade a nível da fauna, flora e da qualidade paisagística e ambiental, dispondo de uma oferta de atividades de animação turística ajustadas aos diferentes segmentos do Turismo de Natureza.
A proximidade de Portugal aos mercados europeus emissores, o clima ameno durante todo o ano, permitindo que, em todos os períodos, seja possível realizar um conjunto vasto de atividades outdoor, e a segurança do destino, são outros aspetos relevantes para a oferta de Turismo de Natureza.
Os sabores da gastronomia, a oferta de alojamento, o bom acolhimento e a simpatia das pessoas constituem, igualmente, valores que definem a excelência de Portugal como destino de Turismo de Natureza.
...................................................................................................................................................

AS ETAPAS deste "PORTUGAL Profundo"

| MINHO - Norte Portugal |
ETAPAS
1ª Etapa - Valença | Caminha (Dem)
2ª Etapa - Caminha | Geres (PNPG)

| MINHO & TRAS-OS-MONTES & ALTO DOURO - Norte Portugal |
ETAPAS
3ª Etapa - Gerês (PNPG) - Pitoes Junias (Montalegre)
4ª Etapa - Montalegre - Pedras Salgadas
5ª Etapa - Pedras Salgadas - Mondim - Peso da Régua

| ALTO DOURO E BEIRA ALTA - Norte Portugal |
ETAPAS
6ª Etapa - Peso da Régua - S.Pedro do Sul
7ª Etapa - Viseu - Lamego

| BEIRA ALTA - Norte Portugal |
ETAPAS
8ª Etapa - Lamego - Guarda
9ª Etapa - Guarda - Viseu
10ª Etapa - Viseu - Coimbra

RESTANTES ETAPAS:

11ª Etapa - Coimbra - Castelo Branco
12ª Etapa - Castelo Branco - ELVAS
13ª Etapa - Elvas - Beja
14ª Etapa - BEJA - SAGRES
.....................................................................................................................................................
QUEM SOMOS
ECO TT- Turismo & Aventura
Visitas Guiadas e Passeios Turísticos
Since 1998

Mais do que uma Marca, somos um MITO!!
PIONEIROS, também no educar ....e saber partilhar "Know How"!

A nossa marca é simples: não temos produto que não combine, no seu melhor, a descoberta ativa da paisagem e do património com os bons prazeres do vinho e da gastronomia regional.

A nossa equipa é especial: tem brio e bom senso. Os nossos colaboradores são especialistas e polivalentes, prudentes e aguerridos. Sabem ser próximos e discretos com as pessoas, dar-lhes a segurança e o espaço de que precisam para poderem divertir-se, evadir-se, descansar.

Os nossos valores são os princípios da nossa ação: respeito incondicional pelo turismo sustentável, máxima qualidade na prestação do serviço.

Acreditamos no Turismo como força viva ao serviço da paz, veículo de amizade e compreensão entre os povos, fator de desenvolvimento sustentável das regiões, contributo para a valorização e preservação do património natural e cultural.

Sabemos que é um privilégio ter como "ofício de lazer" descobrir e partilhar o lado bonito do mundo e poder fazê-lo com um modesto grupo de entusiastas que preza, acima de tudo, a qualidade e o saber conviver no seu estado ZEN mais puro.

A nossa missão é retribuir este privilégio: oferecer aos nossos amigos, em toda a sua plenitude, uma região como o MINHO ou TRAS-OS-MONTES, onde o ar é limpo, a terra e o mar parecem não ter fim e o tempo não tem pressa.

É com esta filosofia e esta paixão que organizamos incentivos outdoor que promovem o team building, programas multi-actividades, programas para famílias, férias a pé e em bicicleta, passeios e expedições. Que escrevemos guias on line para o MINHO, considerados pioneiros na informação turística da região. E que adoramos receber neste nosso "PORTUGAL Profundo".

A idade não se mede em anos… mas em PAIXAO, e ainda assim:
já temos e somos 20 anos de História!
Jan’98 a Dez’17 - Bem Haja a toda a nossa ALMA LUSITANA!

Embora o Minho e o Tras-Os-Montes seja o nosso território preferencial, navegamos por todo o PAÍS!... .

....................................................................................................................................................

Missão
É este o nosso PORTUGAL PROFUNDO e genuíno, longe das grandes cidades… e repleto de alma, que queremos dar a conhecer a todos os que embarquem connosco nesta inebriante descoberta.

Nos dias que correm o Interior do país assiste a um processo de desertificação. E é neste olhar atento, sentido… e profundamente Lusitano, que ao longo dos últimos vinte anos se vêm aglutinando esta paixão continuadamente sentida e sincera, criando uma palpitante ideia a que, seguramente, poderíamos denominar de Olhares da Memória.

É, a nosso ver, um projeto que pretende inverter esta tendência e que visa preservar, dando a conhecer, localidades «ricas pelo património que possuem» contribuindo assim para evitar a perda de tradições seculares.

Este embrião ideológico possui, inequivocamente, uma enorme sede de beber na fonte da procura, e sempre com o objetivo de perceber melhor «a riqueza de localidades»,
seja em património natural, oral ou histórico.

É premente que neste projeto Olhares da Memória tenhamos como objetivo criar uma ferramenta tecnológica inovadora que vise o desenvolvimento económico das áreas rurais.

É um importante passo para estimulação e dinamização de uma desenvolvimento sustentável, tendo por base a animação turística.

O principal objetivo é oferecer um serviço inovador, que prime pela diferença… que traga no olhar visões extraordinárias, que ofereça sensações que abracemos de olhos fechados, sabores que degustaremos com deleite.

E tudo isto e ao mesmo tempo, dando a conhecer toda uma região e um território tão rico e tão diversificado, com um povo que acumulou saberes e sabores ao longo de centenas de anos, que soube preservar o melhor da sociedade global em identidade local, num país tão pequeno que se manteve unido, feito por um povo que nunca desistiu de construir...

É nossa missão dar a conhecer séculos de história, paisagens pejadas de verde interrompidas por rios, parques naturais, lugares de fé, vinhos de excelência, gastronomia abastada, artesanato diversificado e hospitalidade reconhecida – assim é Portugal!.



Hora de Início: 02/09/2018 10:06

Hora de Fim: 02/09/2018 19:07

Distância percorrida: 131,8 km (09:00)

Tempo em andamento: 07:26

Velocidade média: 14,64 km/h

Média em movimento: 17,72 km/h

Velocidade Máxima: 57,89km/h

Altitude Mínima: 300 m

Altitude Máxima: 1256 m

Velocidade de Subida: 1457,5 m/h

Velocidade de Descida: -1457,9 m/h

Ganho de altitude: 4784 m

Perca de altitude: -4986 m

Tempo de Subida: 03:16

Tempo de Descida: 03:25

View more external

CASTELO DE MONTALEGRE, Portugal. www.portugalprofundo.com Território fértil em paisagens, imagens e sabores, gentes destemidas, corajosas e fraternas, portugueses que vivem com amor, mais forte que qualquer dor. Portugal é assim, uma tela viva onde nos perdemos e encontramos, onde vivemos e amamos. Nada melhor que uma fortaleza para desenjoar um pouco de conversões e religiosidade (já voltaremos a esse tema mais tarde). Esta fortificação é situada a poucos quilómetros da fronteira com a Galiza, nas chamadas "terras de Barroso", e fazia parte de uma linha defensiva juntamente com os castelos de Chaves, Monforte, Santo Estêvão e Piconha (este último já desaparecido). Construído entre 1273 e 1289, foi mais tarde adicionada uma torre de menagem mais alta, concluída em 1331. Digno de nota tem um forno de pedra para cozer pão dentro da torre sul, que ainda hoje é usada durante a feira medieval e as festas da vila. Considerado um dos mais emblemáticos castelos Medievais, foi referido pela primeira vez na carta de foral dada por D. Afonso III, em 1273 e construído no final do seu reinado. No reinado de D. Dinis, o castelo foi oferecido pelo monarca em dote, à futura esposa, a Rainha e Santa D. Isabel. Símbolo, por excelência das terras do Barroso continua a conferir à Vila de Montalegre um sentimento vigor e de protecção. Conserva uma imponente torre de menagem, do lado Norte, cujas fachadas são cortadas por seteiras. Em volta da praça de armas mantém ainda uma espessa muralha que interliga duas torres e dois cubelos, designados de relógio e pequena. A designação de “relógio” a um dos cubelos, deve-se ao facto de no séc. XIX aí ter sido colocado um relógio circular.
Amanhecer...em SENDIM (Montalegre, Raia Galega) SENDIM - a verdadeira ALDEIA mais ALTA de Portugal!! Outros têm a fama, mas é Sendim com os seus 1150 metros de altitude a aldeia mais alta de Portugal! Fica no concelho de Montalegre, quase na fronteira com Espanha. Perto de Sendim consegue-se chegar aos 1525 metros de altitude através de uma das maiores elevações de Portugal, a Serra do Larouco.
“Terra de montanha, muito gado caprino e ovino e de gente dura, a aldeia de GRALHAS, está situada no norte de Portugal, na base sul da Serra do Larouco e ocupa uma área calculada em cerca de 1082 hectares. Dista 9 Kms da vila de Montalegre, sede do concelho, 5 Kms da fronteira com a Galiza e 25 Kms da cidade de Chaves. O seu povoamento é concentrado. A aldeia encontra-se rodeada de nabais, hortas e lameiros de rega. Neste perímetro, é propriedade exclusivamente privada. Depois segue-se-lhe todo um conjunto de terrenos, também privados, mas misturados com outros de domínio público. Esses terrenos, são chamados de duas folhas (a de baixo e a de cima), uma de batata, outra de centeio, com cultivo alternado." Sobre o enquadramento histórico-natural, o livro “Gralhas – Minha Terra, Minha Gente” refere: “Não se conhece de fonte segura, a origem do nome que fez jus à terra. Não se conhecem igualmente, registos que retratem de forma fidedigna a sua origem. O que se sabe isso sim, é que o termo GRALHAS, deriva do latim -gracula-, ave conirrostra da família dos corvos, que abundou na zona onde hoje se situa a aldeia. Segundo relatos de alguns estudiosos, as comunidades que viviam próximo do aglomerado, que é hoje, toda a área circundante da freguesia de GRALHAS, perdem-se na bruma dos tempos. Essas comunidades, parecem ter habitado, desde os longínquos tempos da pré-história, em zonas, como Soutelo (ou «Crasto» como ainda hoje é conhecido) e Ciada, pouco se sabendo dos seus primitivos habitantes, da sua cultura, dos seus hábitos, das suas actividades de caçadores e pastores, designadamente durante os períodos leptolítico e mesolítico." "Há cerca de 3 000 anos, a cultura castreja, representada supostamente pelos Equésios, teve nessas regiões, larga difusão e grande prosperidade, supondo-se que como consequência de uma epidemia que terá grassado nos ditos CASTROS DE SOUTELO e da CIADA, o primeiro situado a nascente do lameiro do Artur Roscas e a poente do Rio das Forcadas, que ainda hoje apresenta vestígios de uma muralha de terra e pedra miúda, e de um fosso do lado nascente do mesmo rio, e o segundo na encosta a caminho de Solveira, pela estrada velha, numa zona próxima do actual campo da bola, as respectivas populações, se tenham deslocado para zonas, que apelidaram de Cima de Villa, muito próxima da actual Calhelha do Lameiro e Bárrio, algures da Santa, as quais muito mais tarde e por influência da civilização romana, se viriam a unificar e dar origem à actual aldeia de GRALHAS. Por aqui passaram e deixaram igualmente marcas, diversas civilizações, entre as quais, a Ibero-Céltica - cujos vestígios nos são transmitidos, pelas suas preocupações com o que haverá para além da morte, e se traduziram na edificação de monumentos funerários, existentes na região - e a Romana, sendo aqui de salientar, a via romana Braga-Chaves, que há cerca de 2 000 anos, passava pela Ciada/Caladuno, o que prova inequivocamente, que os romanos, chegaram a esta zona, passaram e deixaram rasto."
O BARROSO AQUI TAO PERTO.... SANTO ANDRÉ Em geral o que sabemos é um pouco daquilo que já vivemos, daquilo que estudámos, daquilo que pesquisamos, mas sobretudo, daquilo que in loco sentimos e registamos quando conversamos com os nativos e observamos os locais e aldeias que aqui trazemos. E de facto assim é, Stº André ainda vai mantendo vida na aldeia, inclusive até putos a jogar à bola na rua, vizinhos a conversar, também na rua, mesmo com tempo (meteorológico) pouco convidativo para tal, e clientes nos cafés. E se ficássemos por aqui já não era mau, comparando com aquilo que conhecemos da maioria das nossas aldeias, mas Stº André tem muito mais. Primeiro a hospitalidade da receção, primeiro com a curiosidade natural de saber quem éramos e ao que íamos e depois a abertura e disponibilidade de que é hospitaleiro para nos dar a conhecer a aldeia, os seus lugares, usos e costumes. Tivemos a sorte de ir no momento certo para apreciar um tradição que já pensávamos em desuso. A tradição das vezeiras. E o que são as vezeiras? - pois é muito simples, é uma tradição comunitária em que consiste num habitante da aldeia levar para o pastoreio todo o gado da aldeia, isto na quota parte que lhe compete, ou seja, em Stº André cada habitante, por cada seis cabeças de gado que possua, terá de dar um dia de pastoreio, ou seja, se tiver dezoito cabeças de gado terá de dar três dias de pastoreio. A vezeira, neste caso de Stº André, é para o gado caprino e ovino, cabras e ovelhas à mistura, no entanto também existe para o gado bovino que também, penso que ainda existirá no Barroso. Pelo menos recordo de assistir há uns bons anos atrás à chegada da vezeira de bovinos em Tourem. E se da primeira vez assisti, então com espanto, à chegada de uma vezeira, com pequenos grupos de gado a tomar, cada um, o seu caminho e parar à entrada das respetivas cortes, sem ninguém por perto para os encaminhar ou fazer parar no seu destino, desta vez, assisti, agora com curiosidade e admito que ainda algum espanto ao mesmo acontecimento, mas desta vez com a curiosidade aguçada quis saber um pouco de como tal acontecia. Para isso, estava em Stº André o Sr. Manuel, ali mesmo no largo principal da aldeia onde os animais da vezeira se começam a dividir para tomar o seu destino, para nos mostrar a sua corte e contar um pouco da tradição e seu funcionamento. Pois há alguns pequenos truques para que tal aconteça. Primeiro os cães que também à espera se encarregam de ensinar o caminho ao gado mais esquecido, depois o hábito de todos os dias acontecer a mesma coisa e de à sua espera estar qualquer coisa para comer, mas também as crias das cabras que aguardam na corte e orientam o espírito maternal do regresso das cabras mães. Mas é tudo uma questão de as orientar nos primeiros dias, pois a partir de aí cada animal reconhece a sua casa. Quanto ao resto do que é comunitário, há ainda a existência das fontes e tanques, com água bem cristalina e transparente, fresquinha e saborosa (mesmo que digam que a água não tem sabor) e à fartura, com nascente pela certa no Larouco, pois Stº André é uma das aldeias que já se encontra em plenas faldas do Larouco. Há ainda o forno do povo que tal como o de Solveira é mais para turista ver e fotografar. Hoje em dia, além dos fornos caseiros, é mais fácil e até mais económico comprar o pão do que cozê-lo. E claro, começamos a ter saudades do bom pãozinho de centeio caseiro, mas atenção, ainda há muita gente a fazer fornadas em suas casas, eu, estava por aqui a referir-me ao forno do povo.
SOLVEIRA, Montalegre Portugal é isto, laje sobre laje, dias sobre dias, estórias com história, corpos com alma, rugas com eternidades para contar. Portugal é isto, e isto é tanto. Estimam-se livros de ouro e desperdiçam-se histórias de diamante. O que somos é muito mais do que aquilo que se pode guardar num banco ou bolsa. O que somos é história fortificada, é DNA enriquecido pela luta de quem viveu, sofreu, sorriu e venceu. O que não deveríamos ser era fracos de memória e deixar de estimar o que somos, e o que somos vale mais que ouro. Se somos assim, sensíveis, é porque rios de lágrimas choveram sobre os mares! Se somos assim, determinados, é porque os mares desconhecidos nos permitiram enxergar a nossa alma destemida! Se somos assim, guerreiros, é porque nem bávaros, gauleses ou vizinhos vez alguma nos conseguiram dobrar pela espinha! Se somos assim, de paladar refinado e pote enriquecido, é porque aprendemos a ser felizes à mesa, a conviver à média luz e ao sabor de um belo cozido à portuguesa! Se somos assim, poupados, é porque conseguimos ultrapassar dezenas de crises, aprendendo a utilizar cem por cento do porco, a cozinhar com castanhas, a fumar o que é preciso estimar ou a saborear uma sardinha partida em três! Se somos assim é porque milhares e milhares de aldeias sobreviveram ao passar dos tempos, sempre edificadas nos seus mais nobres valores e tradições. Se somos assim porque haveremos nós de mudar?
SARRAQUINHOS Montalegre Já que os tempos modernos trouxeram excelentes acessibilidades, salte de terra em terra, e assuma que o Norte está recheado de história, de castelos e muralhas, conventos e mosteiros, vilas histórias, sítios arqueológicos, recursos e reservas naturais esplendorosos, locais culturais de excelência, festas e romarias, paisagens tão variadas quanto a diversidade das suas gentes.
Ora aí está o Barroso aqui tão perto que às vezes é mesmo muito perto e onde temos uma preciosidade à nossa espera, como é o caso deste Antigo de Sarraquinhos que me levam direitinho ao primeiro parágrafo do “Reino Maravilhoso” de Miguel Torga, com sublinhado meu que aliás irei fazer dele lema destas aldeias do Barroso, senão todas, a grande maioria. Pois diz assim: “Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e o coração, depois, não hesite. Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.” Miguel Torga, in “Reino Maravilhoso”
Cervos surpreendeu-nos no conjunto como aldeia, mas também nos pormenores, com alguns destaques, como a Igreja (exterior e interior), o tanque com fonte de mergulho, no bom gosto do casario recuperado e no receber dos seus habitantes, mesmo logo pela manhã de manhazinha, oito e tal, já mais para as nove, com pouca gente, é certo, mas já todos eles nos seus labores, quer a desgrenhar o milho, quer na lide das crias, quer a caminho do trabalhar a terra, quer na limpeza e arranjo da igreja que a Dona Cristina simpaticamente nos mostrou para apreciação, e apreciámos, tal como apreciámos saber que o seu nome Cristina, foi sugerido pelo padre no momento do batisto, baseado no nome da madrinha Cristina e do orago da igreja, também Stª Cristina. Noia nossa a de gostarmos de saber qual a origem do topónimo. Pois quanto ao topónimo Cervos, a jugar pelo brasão da freguesia, terá origem no quadrúpede ruminante cervídeo de pontas ósseas ramosas, ou seja o cervo ou veado, mas poderá ser ou não, pois recordo que, por exemplo, o Brasão da cidade de Chaves também tem duas chaves quando a origem do topónimo nada tem a ver com chaves ou fechaduras. É considerada por muitos "das mais belas aldeias de Portugal", com uma paisagem plena de natureza, no seu estado selvagem. Cervos oferece uma arquitectura muito característica das aldeias transmontanas, casas em pedra antiga onde podemos apreciar as sacadas trabalhadas, solares de família, podemos ainda ver os antigos espigueiros tão característicos da zona, tanto como o forno comum da aldeia utilizado ainda pelas poucas famílias da localidade. Acredita-se que se localiza neste local um povoado anterior à aldeia de Cervos, onde se observam restos de construções em derrube total. Estas grandes concentrações de pedra, resultante de várias construções, localizam-se na vertente este da Serra do Leiranco, numa chã voltada a Este. Os vestígios distribuem-se por vários hectares de terreno e deixam transparecer que se tratava de um possível povoado de grandes dimensões. Por sua vez na sítio que o Ecomuseu de Montalegre tem na WEB recolhemos os seguintes elementos: Cervos é a freguesia mais oriental do concelho foi atravessada de lés-a-lés pela via imperial romana, a primeira ou Prima. No seu aro apareceram já três marcos miliários, o primeiro dos quais em 1813, na rua principal de Arcos, perto da Senhora do Campo, e que muito contribuiu para localizar, in situ, o verdadeiro e único trajecto da citada via.
As 10 vistas mais espetaculares de Boticas Com mais de 1000 metros de diferença entre os pontos mais alto e mais baixo, 1279 metros em Alturas do Barroso e 225 metros em Fiães do Tâmega, Boticas oferece uma espetacular diversidade de paisagens, que vão desde as altas montanhas graníticas, aos vales cobertos por prados.
RIO TERVA, em Sapiãos - Travessia a VAÚ
...Siga Pista Principal em CURVA DE NIVEL
Se a Estrada estiver desempedida de obstaculos, poderá seguir em FRENTE em direçao ao WP 633, caso contrário terá de inverter a marcha e contornar de acordo com a track, e chegará à interceção com o WP 633 - ADAGOI (o outro lado do obstaculo) :)
Nome: Segment 1

Hora de Início: 02/09/2018 10:06

Hora de Fim: 02/09/2018 16:02

Distância percorrida: 110,3km (05:55)

Tempo em andamento: 04:56

Velocidade média: 18,6km/h

Média em movimento: 22,21km/h

Velocidade Máxima: 57,89km/h

Altitude Mínima: 300m

Altitude Máxima: 1256m

Velocidade de Subida: 1598,1m/h

Velocidade de Descida: -1523,1m/h

Ganho de altitude: 4091m

Perca de altitude: -4273m

Tempo de Subida: 02:33

Tempo de Descida: 02:48


Nome: Segment 1

Hora de Início: 02/09/2018 10:06

Hora de Fim: 02/09/2018 16:29

Distância percorrida: 114,3km (06:22)

Tempo em andamento: 04:59

Velocidade média: 17,92km/h

Média em movimento: 21,25km/h

Velocidade Máxima: 57,89km/h

Altitude Mínima: 300m

Altitude Máxima: 1256m

Velocidade de Subida: 1569,6m/h

Velocidade de Descida: -1512,6m/h

Ganho de altitude: 4222m

Perca de altitude: -4384m

Tempo de Subida: 02:41

Tempo de Descida: 02:53


Nome: Segment 1

Hora de Início: 02/09/2018 10:06

Hora de Fim: 02/09/2018 19:07

Distância percorrida: 131,8km (09:00)

Tempo em andamento: 07:26

Velocidade média: 14,64km/h

Média em movimento: 17,68km/h

Velocidade Máxima: 57,89km/h

Altitude Mínima: 300m

Altitude Máxima: 1256m

Velocidade de Subida: 1457,5m/h

Velocidade de Descida: -1457,9m/h

Ganho de altitude: 4784m

Perca de altitude: -4986m

Tempo de Subida: 03:16

Tempo de Descida: 03:25

Comentários

    You can or this trail